Silêncio
Feche seus olhos...
Tem um silêncio no ar
Não deixe eu me perder
Nos meus sonhos
Faça se tornar real
Eu me perdi de alguma forma
Uma parte se foi com você
O inverno chegou e
Está tão frio...
Tudo era tão bom,
Desde o momento em que nos tocamos
O tempo parou...
E agora ando perdida sem rumo,
Sem teu abrigo,
A luz está se apagando
Uma lágrima cai em sua mão
É um dia eterno de inverno
A resiliência de quem aguenta um ambiente tóxico raramente é escolha; quase sempre é o silêncio imposto pela necessidade de pôr comida na mesa. Onde a fome aperta, o orgulho não tem vez; suportar o insuportável vira o preço que se paga pelo sustento. Poder escolher onde trabalhar é um privilégio; para muitos, o crachá é a única barreira entre a dignidade da família e o desespero da falta. Ninguém aceita o peso de um ambiente ruim por vontade, mas pelo medo de ver o prato vazio."
Carta V — O Silêncio de Deus:
Confronto com o divino e o mal
Na moldura do vazio pintei o nome de Deus.
Chamei por Ele, e não me respondeu. Gritei desesperadamente, como quem está num avião em queda: clamei, clamei, clamei… mas a resposta foi silêncio total.
Deus é cúmplice ou redentor? Foi esta a questão que me fiz.
Pois quem assiste à maldade e a tolera pratica-a indiretamente da mesma maneira.
Cada palavra que eu exprimia transformava-se em julgamento, como se tudo o que suplicasse fosse motivo de pura rejeição. Onde estás, Senhor? Dez anos já se passaram, mas a tua presença continua indetectável e imperceptível. Por que permites que os reis desta terra prevaleçam sobre os justos? Que provas de amor precisas para que o mal se torne defunto?
Somos apenas carne; a qualquer momento iremos apodrecer. E, como uma flor murcha, também haveremos de perecer.
Os que te confrontam perecem; mas por que os reis da terra até hoje permanecem?
Houve silêncio total no céu, como se nele já não habitasse ninguém. E eu, na angústia do meu pavor, caí em tristeza. A escuridão daquele lugar parecia um eclipse.
Enterrei-me nas tumbas do meu desespero. Aflito e com medo, destruí os pedaços de esperança que ainda preservava comigo. Se ainda restassem lágrimas nos meus olhos, nada me consolaria mais do que derramá-las por desgosto. Em situações em que Deus é necessário, há ausência, há silêncio. Nos momentos menos tristes da vida, confirma-se a sua presença.
"Afinal, quem é o carrasco: aquele que provoca o sofrimento ou aquele que o observa e nada faz?"
"Pois onde não há luz, não há sombra."
Não é o crime que existe por causa da lei; caso contrário, já teria desaparecido depois da criação dela.
Ao contrário: "só existe lei porque existe crime, sendo este anterior à lei."
De igual modo, parece que só existe o mal porque existe Deus — porque Deus é anterior ao mal. Eles não coexistem da mesma maneira. O conflito espiritual sempre pressupôs antagonismos:
"O bem (a luz) e o mal (as trevas). E nós herdámo-los de quem nos criou."
Todavia, por que temos de pagar por tudo o que nos foi entregue de mal? Por que os justos sofrem nas mãos dos iníquos? Quem sustenta a maldade dentro de nós: aquele que nos criou ou aquele que nos tenta dominar?
E mesmo assim não houve respostas.
O céu assombrou-se com as minhas perguntas e retirou-se da minha face. Deus abandonou-me no vale da morte, enquanto anjos entoavam salmos de glória. Chorei, chorei, chorei… mas não caíram lágrimas, tampouco sangue. Já se haviam esgotado.
"E, enquanto rogava a Deus por uma saída, traçava-se o meu destino para a morte."
Existe uma dor que não grita… ela fica em silêncio, morando no peito todos os dias.
É a dor de saber que quem você mais ama está em um lugar onde o medo é rotina e a incerteza é constante.
Ter um filho na guerra não é só sentir saudade…
é aprender a conviver com o invisível, com o que ninguém vê, mas que machuca o tempo inteiro.
Mas, junto com essa dor, existe algo que me sustenta: o orgulho.
Orgulho pela coragem dele.
Pela força que eu sei que carrega.
Pelo homem que se tornou, mesmo em meio ao caos.
Eu sinto medo… todos os dias.
Mas também sinto um amor que nenhuma guerra é capaz de destruir.
E é esse amor que me mantém de pé.
Dra. Erica Alvim Lyra
Entre raízes antigas e o silêncio das folhas, encontrei um lugar para respirar.
Ali, meus pensamentos não precisavam correr, nem minhas decisões tinham prazo.
A vida, como aquela árvore, me ensinava em silêncio:
tudo cresce no seu tempo, tudo se sustenta naquilo que cria raízes.
E talvez, naquele instante, eu não precisasse escolher…
apenas confiar que, como a natureza, eu também saberia o caminho.
O silêncio é um grito que escolheu respirar fundo.
Carrega verdades que a boca não sustenta
e ecos que só a alma sabe escutar.
"Antes que qualquer mudança profunda ocorra, existe um momento sagrado de silêncio interno, uma pausa onde a alma se recolhe para se preparar para o novo." - Trecho do livro O apocalipse interior: a revelação da alma na linguagem do fim
O silêncio não é ausência de som, é presença de si. É onde as respostas param de gritar e começam a aparecer.
“O Natal nasce no silêncio que antecede a luz de Cristo Salvador, quando o ruído cede lugar ao cuidado e a humanidade volta a lembrar quem é.” - Leonardo Azevedo.
“Na calmaria, lute contra o repouso que adormece a alma. Na tempestade, abrace o silêncio que protege o espírito.”
“A alma que se adorna por validação ainda não compreendeu que a evolução é silêncio em movimento: o universo cresce sem aplausos, nem permissões.”
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