Silêncio
mansidão
as paredes estão caladas
as janelas numa mansidão
as portas foram silenciadas
para não inquietar a solidão
eita casa vazia!
prostração
tagarela só a poesia
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2019, meados de outubro
Cerrado goiano
O silêncio é o exato momento do nada no lamento.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
05/12/2015, 09’20” – Cerrado goiano
VIVER EM SILÊNCIO
Viver em silêncio é o mesmo que estarmos sempre atentos a tudo que ocorre ao nosso redor. O retiro espiritual é essencial para que consigamos perceber melhor o que ocorre no nosso interior. Ficar no remanso colabora para que consigamos ouvir o próximo e deixar que ele se expresse conosco sem que o questionemos, fato esse que poderá interferir em seu equilíbrio mental, conduzindo-o ao desentendimento conosco. Do mesmo modo, silenciar é preciso, para que consigamos ouvir a voz d'Aquele que nos concedeu a vida. Saiba que Ele, o Insondável, arquitetou todo o universo no silêncio. Portanto, uma boa recomendação e que sigamos nossa jornada silenciosamente e tenhamos em mente que somente o profundo silêncio será capaz de nos conduzir ao raciocínio lógico e essencial, para que possamos perceber melhor o que ocorre no nosso âmago e, se necessário, pacifiquemo-lo. Ficar no silêncio colabora para que consigamos ouvir a Voz Natural inserida em nossa alma, resultante da nossa Origem e é capaz de nos deixar repletos de sabedoria e conhecimentos capazes de iluminar nossa mente, dando-nos os esclarecimentos coerentes a respeito dos episódios inesperados que surgem em nossas vidas para testificar o nosso aprendizado rumo ao aperfeiçoamento.
O silêncio tem um poder simplesmente admirável para fortalecer o organismo e trazer novas ideias. Aquietai sua voz e as vozes do exterior. E saiba: 0 silêncio também fala.
Um plano pra salvar, um pacto pra selar
Silêncio no céu
Resgate e salvação encheu seu coração
Ele nem hesitou
No palco do amor, o autor anunciou
A vida e salvação
Tudo que Ele fez foi obedecer
O plano que Deus escreveu
SILÊNCIO
“Silêncio, estou ouvindo
Mas não sei se o que ouço
É de fato aquilo que sinto
Ainda não sei o que realmente sinto
Entre suspiros e sussurros
Estou na estrita observância
Da indigência mortal
Ando pelas vielas da cidade
Sem discernir o que o silêncio diz
Talvez, por onde passo,
Pessem as pessoas que estou desnorteado
Realmente estou sem um norte,
Sem uma estrela para me guiar
Fico, então, com a mente a luar
Vejo, atrás dos montes, o sol se pôr
Olho as planícies sendo tomadas pelas trevas
O vento, agora, sopra misteriosamente
Como se algo assustador fosse acontecer
Ouço estranhos ruídos, morcegos, sedentos,
Procuram uma vítima. Querem sangue
Com um mordaz medo
Sentei-me no chão sujo, como se eu nada fosse
Abracei meus joelhos, em lágrimas
Olhei para o céu estrelado
E, enfim, rodeado por trevas
Pude contemplar a esperança.”
A mente humana não foi concebida para compreender a expansão infinita do universo e o silêncio frio e absoluto do vácuo.
Quando alguém perguntar a você algo que não queira responder, seja sensato e nobre, responda com outra pergunta: Por que gostaria de saber?
Meu ermo sagrado I
Procuro por tua presença e não me respondes.
Abrigo sob a sombra de um pinheiro
presumo um silêncio pleno de ti,
encontro meu ermo sagrado.
basta-me uma noite, porém, tudo se esvai.
Eu apelo à letra, a palavra dita;
elas me traem.
Tenho a mente turva e os afetos soberbos.
De ti, tenho um silêncio
longo e tortuoso
quando o que desejo hoje, somente,
é tê-lo por primeiro.
Meu ermo sagrado II
No silêncio de uma capela
quando ainda estende a noite a treva profunda
o espírito me diz:
“ele está em todo ser”.
E saio a procurá-lo nas matas,
escondo-me inteiro.
Caminho em veredas e trilheiros
e tu nada me diz,
todo ser aquieta,
ouço gotejar nas pedras águas mansas.
As horas passam, eu me apercebo em silêncio.
O silêncio me extasia naquela paz.
deixando cair palavras...
no silêncio do entardecer
todo o cair da tarde se transforma
o céu se veste em tons de melancolia
e faz a alma sonhar d'espavento
voando ao sabor da magia
e ao sabor do tempo.
ao fim da tarde
tudo vale a pena
se não virar amor
vira poema...
-- josecerejeirafontes
Podes perceber que no silêncio das palavras existe a essência de viver intensamente, compreendida entre o desejo de se expressar e a vontade de continuar na serenidade
Não confundam humildade, com fraqueza. Silêncio, com ignorância. Curiosidade, com falta de conhecimento. Delegar poderes, com não saber fazer. Escutar, com não ter o que dizer.
Eu não sei o que pode ser pior, essa saudade, a distância ou o teu silêncio. A saudade se mata ao ouvir apenas a voz, a distância se alcança passo a passo, e o silêncio? O silêncio é imortal e inalcançável, apenas pode ser sentido.
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