Silêncio
" Sobre o acorde do silêncio da quarta esmaecida, na rua a solidão percorre, esperando a quaresma vestida de reflexão, a trazer o sentido da vida."
" Quarta de Cinzas"
(MELO, Rilnete., "Construindo Versos". Pindaré-mirim- MA: Selo ACILBRAS , 2022, p.58.
É noite de calmaria em Contagem; o silêncio é propício para fazer florescer a inspiração de poeta, exalando suavidade, ternura, néctar de prazer, soltando as expressões de amor e paz.
Uma semente jamais deixará de ser semente. Majestosa em seu silêncio fica guardadinha dentro do invólucro que a protege por meses, anos, até que tenha as condições necessárias para germinar. Assim devem ser os sonhos. Não jogue fora as suas sementes de sonhos só porque ainda não tem as condições necessárias para que se realizem. Guarde-as com cuidado e carinho até que o momento certo chegue. E ele sempre chega para quem não desiste de sonhar.
Pai nosso e criador!
Sê nossos abrigos e as nossas inspirações!
Senhor, no silêncio deste dia que amanhece, pedimos -te saúde, força, paz e sabedoria. Pedimos enfim que, encontremos as forças que possa nos faltar nas provas da vida, e para resistir às sugestões do mal, a fé que salva e o amor que consola.
Derrame as suas bênçãos sobre nós, abrace com amparo as nossas famílias e amigos. Amém!
Às vezes não entendemos o silêncio de Deus!
E até pensamos que Ele desistiu de nossas vidas, mas, às vezes o não é necessário para nos ensinar.
Assim como você educa seu filho e, quantas vezes você disse não a ele, não deixou de amá-lo.
Pelo contrário, foi por amor!
Assim é Deus em nossas vidas.
O silêncio também é resposta! Se está demorando, agradeça; por sua saúde, por estar vivo, por sua família e, o mais, logo irá chegar.
Não chove pra sempre, depois sempre virá um dia de sol.
DEUS NUNCA DESISTIU DE VOCÊ!!!
Como está escrito no livro de Isaías 49. Vc 25
Acaso pode uma mãe se esquecer de um filho que ainda mama, de sorte que não compadeça do filho de seu ventre?
Mas, ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia não me esquecerei de ti.
Eis que nas palma de minhas mãos te gravei.
Então: não importa se Deus está dizendo sim ou não, é por zelo e por amor.
CREIA NISSO!
O silêncio reside em meio ao espaço solitário e urge a minha necessidade de gritar, gritar o mais alto que eu puder, gritar o quão você me faz bem, o quão eu espero suas mensagens, gritar sobre o quanto Van Gogh precisaria eternizar o brilho mais belo das estrelas que moram em seus olhos, mas logo meu fôlego acabaria e eu perceberia que meus gritos de nada servira, já que ninguém havia para poder me escutar, nem mesmo você sobre a qual grito tão desesperadamente...
Nas madrugadas frias, o silêncio me abraça,
E a solidão, como amiga, sempre me enlaça.
No escuro, reflexões ganham vida, a brilhar,
Na quietude, segredos do coração a desvendar.
Sob o manto da noite, encontro meu refúgio,
O tempo se esvai, e eu sigo o meu percurso.
Na solitude da madrugada, o mundo é meu comparsa,
E as estrelas cintilam, guiando minha caminhada.
No silêncio da minha mente confusa,
Eu me perco em uma busca incessante,
Comparando-me com um ideal ilusório,
Que me faz sentir tão distante.
Busco a perfeição que nunca alcanço,
Nas sombras da minha própria imagem,
Me cobro, me culpo, me machuco,
Nessa busca constante por uma miragem.
Vejo o mundo lá fora, tão cheio de luz,
E me vejo na penumbra do meu ser,
Me comparando com o que não sou,
Esquecendo o valor que há em me conhecer.
Às vezes, me sinto pequeno e frágil,
Diante do espelho implacável da idealização,
Mas preciso lembrar que sou único,
E encontrar a beleza na minha imperfeição.
Quando o meu silêncio for mais forte do que a minha vontade de falar, pode acreditar não ligo mais para o que possa acontecer.
O doce silêncio que incomoda, o silêncio que diz muito, o silêncio que acalma.
São silêncios silenciosos, mas fazem um reboliço danado na mente astuciosa.
Poesia de Islene Souza
À TARDE
Agradeço a Deus pelo silêncio
Que às vezes se faz.
O silêncio permitido
Pelo rádio desligado,
A TV muda e vazia,
As vozes cessadas.
O som da voz de uma criança,
Medido e sentido pela distância;
O som do canto de um pássaro
Crescendo no silêncio.
O som de um serrote é o som do aço
E da madeira, tão primitivo
Quanto nos dias de Noé.
Baixo contínuo é o vento,
De tudo um violoncelo desafinado.
Em silêncio, meu coração suspira, Um amor impossível, que não se tira. No espaço entre nós, um abismo se faz, Mas te amar secretamente é minha paz.
Pode-se negar, resistir, até mesmo lutar, Contra o amor que nos tenta aprisionar, Mas no silêncio da noite, no olhar a brilhar, Ainda existe a chance de se entregar.
Um amor impossível, mas intenso e forte, No silêncio da alma, ele bate à porta. Nas estrelas distantes, encontro teu olhar, Mesmo sendo impossível, contigo quero estar.
Um coração sem amor, como um vaso vazio, perde-se na escuridão, sem rumo, sem guia. Um silêncio profundo, onde não há paixão, nele não floresce a doce emoção.
O CANTO DO SABIÁ
No silêncio do sertão
É o lugar do sabiá
Logo cedo de manhã
Ele vem cantarolar
À tardinha, vem de novo
Se exibindo para o povo
Com o seu assobiar
Veio o homem, bicho mal
Pra tentar lhe aprisionar
Preparou uma armadilha
Querendo lhe engaiolar
Mas o pássaro escapou
Bateu asas e voou
Foi rezar noutro lugar
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