Shakespeare sobre o Amor Soneto 7

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Soneto da destruição

Se a rosa fosse verdade
se fosse verdade a paixão
se a paixão fosse rosa
e se fosse rosa o coração

Abelhas dançam valsa
nas pétalas do coração
saias rodada e sapato de salto
seguindo a infinita canção

A valsa muda para algo sem fundamento
as abelhas voam em desencanto
tudo é tomado por asfalto e cimento

A rosa se transforma
e cai murcha no chão
Ah! Se fosse verdade a paixão

Inserida por marcelhenriques

SONETO DO GRANDE ENCONTRO


A vida tem mistérios e razões
que somos incapazes de entender.
Por que ficar tentando se prender
a tão simplórias leis, explicações?


Valeu a pena quando corações
cruzaram-se na noite sem saber,
que aquele era tempo de viver
a eterna história tema de canções.


Perfeito, pois não tinham intenção.
Bonito, pois ninguém o planejou.
Encontro de linguagem e visão.


E, juntos, eles brilham uma cor,
que não se vê nos pares do salão;
a cor que eu chamo vida, outro, amor.

Inserida por carlosalbertodemello

Soneto do amigo (Verso alexandrino)

Tinindo o nosso coração como o bom amigo,
Dize-me o doce carinho ao meu coração
Reza-me o vosso ser vivido à oração;
O fulgor glorioso sem vida ao teu abrigo.

Queres ser o meu grande amigo sem loucura,
Adoro a ti como o bom vate dos amores
Gosto de ti perfeitamente aos teus ardores,
Escrevo-te os bons poemas à tua leitura.

Amigo! Hás de abraçar-me o vosso viver,
A vós,inda hão de volver os lindos poemas
Sabei,como és meu doce amigo ao teu ser.

Amigo! Hás de volver-me o belo poema,
O vosso amor senti-me os teus abraços
Os seus poemas hão de tornar-me aos amigos.

Inserida por lucasmunhoz

Acredite no brilho do olhar mais puro.
Acredite no soneto mais belo.
Acredite nas lembranças mais dolorosas.
Acredite nos fatos inesquecíveis.
Não acredite nas verdades ditas pela boca alheia.
Imagine no inverso as tuas atitudes.
Não julgues o seu jeito de sofrer.
Não me culpe do meu jeito de te compreender,
Mais entenda o meu medo de viver sem você!

Inserida por Frajolaa

SONETO I

Quando uma faca atravessa o coração
E simplismente começa a sangrar
Se perde sempre a razão
Para até de pensar
Um dia farei isso, não
Farei até melhorar
Estenderei até a mão
Parar até de respirar
Para não ter um sonho em vão
E com vôçe uma eternidade ficar

Inserida por Drive

SONETO II

Parece que ainda lembro
Do seu sorriso seu olhar
Que ainda tenho
Algo que queria te dar
Mas eu não sei o que era
Não sei o que falar
Parece que ainda fico mudo
Me paro pra pensar
Queria te dizer varias coisas
Que ainda estou a te amar
Parece que ainda me lembro
Do seu sorriso seu olhar

Inserida por Drive

SONETO III

Se seus dias tem sido iguais
Hoje faça-os mudar
Não deixe seus dias normais
E fale o que tem que falar
Deixe a sombra de si mesma
Pela estrada deserta te guiar
Arrisque com seu coração
Por que ter medo de errar
Tira suas chances de acertar
Te faz perceber o quento seria bom
Se não tivesse medo de arriscar

Inserida por Drive

SONETO V

O frio que um dia sentia
Foi embora quando voçe chegou
E tudo na qual entendia
Era que tinha chegado o amor
Quando se surpriendia
Quando te causava dor
Voçe se entristecia
Chorava por que amou
Este pobre coraçao não entendia
Tudo o que o outro falou
As palavras que ele dizia
Chegou o fim do amor

Inserida por Drive

SONETO VI

Amo-te como a ninguem amei
Por que se assim não amar
Nao seria digno o que te dei
Nao seria melhor te olhar
Com esse amor apeguei
E a voçe nao deixo de gostar
E a esse nome me entreguei
E em voçe nao paro de pensar
Aquela boca que eu beijei
E nunca foi bom beijar
E no teu ouvido falei
Como é bom te amar

Inserida por Drive

SONETO VIII

Diga-me tudo o que tinha pra dizer
A dor que lhe causei a mais
Jogue fora por assim dizer
E chore um pouco mais
Talvez depois disso possa entender
por que nao lhe dei a paz
Segure minha mao pra fazer
Discuta e nao volte atraz
Por que ao dicutir, fazer
Com que fique um pouco mais
E depois volte a me dizer
Que quer ficar um pouco mais

Inserida por Drive

SONETO IX

Sozinho comigo mesmo
A solidao é mais forte
As lagrimas me causam anseio
E me falta até a sorte
Ainda assim fico pensando
Por que sera que sou assim
Sempre acompnhado estando
A ficar sozinho no fim
A dor é ainda mais forte
Quando passo a lembrar de voçe
Esta minha falta de sorte
Nao consigo mais te esquecer

Inserida por Drive

LÁGRIMA (soneto)

Quando meus olhos leram o cerrado
Umedeceram de lágrima ressequida
Que pagou os meus pecados da vida
E o que devo, ainda num tempo calado

Por outro lado, brada a poesia, e lida
Se não é como gastaria, é um estado
Faço todos os dias, pois me é sagrado
Nela, as lágrimas, escrevo a dor doida

Também rimam a felicidade, o meu fado
No poema misturado, n'alma repartida
Porém, cada lágrima, um sonho sonhado

De lágrima em lágrima, a poesia cumprida
A existência traduzida, o verbo anunciado
E segue, poeto, até a hora da despedida...

Luciano Spagnol
Outubro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO PRUM ADEUS

Tendo a cova por último ornamento
Na incógnita lápide minha pequenez
Lembrança na lembrança, um talvez
Sob a terra o mais vil esquecimento

No redobrar dos sinos, a total nudez
Dum defunto sem data de nascimento
Um ninguém, de solidão e sofrimento
Dos que à vida, na vida foi escassez

Deixei atos em versos de sentimento
Podem até ser os tais sem a polidez
Mas, foram vozes, e não só momento

No adeus, o adeus com total lucidez
Pois se meu fado foi sem argumento
Então, pós morte, perde-se a validez...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO AO PÉ DO PEQUI

O fado ao pé do pequi, no cerrado
pôs-me a ouvir e um soneto narrar
estórias que eu não podia imaginar
e que fez da gratidão o meu agrado

Era o destino me propondo reciclar
pra me tirar do espírito aperreado
do fútil que estava acorrentado
me dando a chance doutro lugar

Sim, ai eu pude então ser evocado
qual a terra prometida, vim me achar
na eterna busca de ser encontrado

De filho pra pai, pai me vi no olhar
então na compaixão fui anunciado
e entendi o doce sentido de amar...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano
ao meu velho pai

Inserida por LucianoSpagnol

quase soneto cheio de si

ó minha amada, canto em teu louvor
como se fora nato noutras terras
mais adestradas nos bailes do amor,
em Franças, Alemanhas, Inglaterras;
canto-te assim com tal engenho e arte
que até Camões invejaria o fogo
com que me ardo, outrora degredado
entre mil musas lusas e andaluzas,
e agora regressado aos seus brasis,
ó minha ave, minha aventura
e sobretudo minha pátria amada
pra sempre idolatrada, salve, salve:
o resto é mar, silêncio ou literatura

Geraldo Carneiro
Lira dos cinqüent'anos, Relume-Dumará - Rio de Janeiro, 2002, pág. 86.
Inserida por pensador

CERRADO NUM SONETO

Bendito és tu, cerrado de cascalhos
que em tuas ramas o belo derrama
num céu imenso e cheio de drama
de exóticas flores e tortos galhos

Escancaraste a janela num monograma
dum horizonte rubro e de secos borralhos
num contraste de luz e sombra em talhos
que a admiração esculpe num panorama

Bendito sejas tu, trançado em retalhos
de relva rastejantes que no chão flama
refrescantes nascentes, e áridos atalhos

E do seu sol poete, poemas declama
ipês florescentes e avoengos carvalhos
que encenam vida, e a vida proclama...

Luciano Spagnol
Outubro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

TANTO (soneto)

Que importa, oh sonho! Se sonhei tanto
Se por ti, tanto e mais tanto, estou aqui
E hoje, pra não ver os olhos em pranto
Vejo o tanto de estórias que eu escrevi

Agora são meus fados, cheios de encanto
Dum destino intenso, que sonhei, e vivi
Se truncados, me foi tanto, que são canto
Cantando tanto, que tanto não esqueci

Se o passado se esvai, o futuro no entanto
É presente na minha felicidade, entretanto
A saudade dói, de não tanto, ter tanto mais

Portanto, o milagre de se ser, eu aprendi
Foi tanto amor, que nele eu tanto construí
E estes tantos na alma, nunca são demais

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SAUDADE (soneto)

Um segundo, não mais que um segundo
o andamento já vivido, num tal lampejo
derretido na lembrança, passado mundo
do tempo no tempo num sucinto cortejo

E neste breve segundo, e tão profundo
o antigo tornou-se não mais que desejo
duma tal recordação, em que me inundo
numa saudade que fala e na alma arpejo

Neste minuto conciso o suspiro oriundo
traz agridoce eternidade... num ensejo
pra amenizar o ser em ser moribundo

E ao final, nesta saudade em manejo
o que teve de valor foi o amor fecundo
que no sentimento... - palpito e adejo!

Luciano Spagnol
Outubro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO MELANCÓLICO

Chove, embrusca o céu do cerrado
o horizonte ribomba em trovoada
nuvens prenhas, parindo gota d'agua
"cachoeirando" o telhado poeirado

Tomba galhos, ventos na esplanada
um cárcere sombrio, espírito calado
a alma com os seus ais embrulhado
contempla os sonhos em disparada

E o tempo a ver, o chão ensopado
escorrendo devaneios pela fachada
dos sonhos, em rodopios atordoado

Salpica na janela, medos em pancada
melancolia, num espanto não desejado
dos meu olhos em pranto, numa cilada...

Luciano Spagnol
Novembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

ALMA (soneto)

Tenho idade de um tempo qualquer
Vivo menino, jovem ou sou senhor
Neste olhar, tenho o olhar do amor
Embalado, às vezes, no o que vier

Se não vem, tudo bem, sou o que for
Adiante, radiante, serei o que quiser
Depende de mim e de onde estiver
Então, posso ser razão ou sonhador

A idade em mim nunca será mister
É estado de sentimento, um exterior
Garoto ou velho, vai do que dispuser

Às vezes amador, noutras um jogador
Porém, o corpo, não é o que eu disser
Já a alma, estará ao meu total dispor...

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol