Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
As pessoas vivem de forma muito diligente, mesmo sabendo que vão morrer. Mesmo sabendo que o término chegará em algum momento, quando amam, amam como se não houvesse amanhã.
Desenhei então o interior da jiboia, a fim de que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações.
Para um poeta,
debruçar-se sobre sua obra
é tão ou mais importante
que contemplar a sua inspiração.
Os mais apaixonados,
no entanto,
vão ao seu amor
e lhes dão
as mais simples, carinhosas
e sinceras palavras:
Eu te amo!
Sobre Ansiedade
Eu deveria ter um botão de desliga.
Ele poderia ser programado para religar automático,
assim como o despertador que tocará em seis horas.
Eu programei o despertador com doze horas de antecedência,
mas já gastei mais da metade do tempo que eu tinha
pensando no que fazer após acordar ao invés de descansar.
Poderia também pular o sono, não dormir
e ter as tantas energias que preciso
para aproveitar meu dia.
Enquanto não crio um botão e não sou capaz,
e nem quero, pular fazes da vida, sigo ansioso
gastando o tempo escrevendo sobre o que penso.
Quando jovem, ouvia dos antigos a clássica frase: "O tempo voa"! E não é que me peguei dizendo isso dia desses! Não vi os últimos vinte anos passarem e ainda não realizei aquele velho plano de entrar num ônibus caindo aos pedaços qualquer e sair por aí, talvez rumo à Goiás; quem sabe comer doce de leite no interior do interior de Minas; não a viagem de turista, mas o ir ficando onde desse vontade! Passeando por pessoas, hábitos e lugares! A pé, de charrete, de bicicleta ... sem tempo determinado ou programações elaboradas! Apenas fazendo o que o gosto mandasse.
Os sessenta estão passando e já começo a transferir os planos para a próxima década! Logo começarei a desconfiar que não vai dar tempo.
Cika Parolin
IMPORTANTÍSSIMO PARA ESSE MOMENTO: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.
O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita.O Senhor te guardará de todo mal; ele guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.”
Saudades do passado
E do meu peixe Teobaldo, Meu primeiro amigo estimado
Peixe querido e amado, Que em um passado distante, Partiu sem dar adeus, Deixando em meu peito
Uma saudade constante!
Ah! Que saudade, De tempos de liberdade, Onde poderíamos ir e vir
Sem o medo da maldade, Maldade essa, Que afasta a humanidade, Deixando em nosso peito
Um vazio inexplicável!
Saudades de um tempo, Onde víamos rostos, Onde víamos sorrisos
Onde ainda era possível
Dar um abraço em um amigo
Hoje o que nos resta
É olhar nos olhos, Espelho da alma e
Espelho de afeto!
Oh! Que saudades eu tenho
Da sala escura e da tela imensa
Onde no óculos 3D, A felicidade era expressa, E com o tempo não tínhamos pressa, Ah! Que saudade do cinema, E essa tal liberdade, que nos faz ter pressa.
Saudades da escola e dos amigos
Saudades essa que deixa meu peito sucumbido, Saudades das conversas, Saudades dos professores queridos
Em breve essa saudade passará
E assim o abraço poderemos dar.
"Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta" .
Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
O no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth’s unknown, although his height be taken.
Love’s not Time’s fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle’s compass come:
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
——If this be error and upon me proved,
——I never write, nor no man ever loved.
"Contigo eu fico
É jamais do negror deste palácio hei de partir
Aqui. Aqui sempre estarei...
Com seus criados vermes...
Aqui mesmo eu hei de repousar para todo o sempre.
É libertar da maldição dos astros a carne exausta
Olhos. Um último olhar...
Braços. Um último abraço...
É vós o lábios, portal do alento
Selai com este beijo o pacto eterno com a morte insaciável.
Venha meu caminho amargo
Venha insonso guia
Piloto insano atira neste instante
Contra as rochas a barca desgastada
Um brinde ao meu amor."
There is a tide in the affairs of men.
Which, taken at the flood, leads on to fortune;
Omitted, all the voyage of their life
Is bound in shallows and in miseries.
On such a full sea are we now afloat,
And we must take the current when it serves,
Or lose our ventures.
Nem esta capa sombria, nem as vestes costumeiras de solene cor negra, os tempestuosos suspiros arrancados do imo peito, as torrentes fecundas que me descem dos olhos, o semblante acabrunhado, nem todas as demais modalidades da mágoa poderão nunca, em verdade, definir-me. Parecem, tão-somente, pois são gestos de fácil fingimento. Mas há algo dentro em mim que não parece.
(Hamlet)
Da calúnia a virtude não se livra. Muitas vezes, o verme estraga as flores primaveris, bem antes de se abrirem. No orvalho e na manhã da mocidade o vento contagioso é mais nocivo. Sê cautelosa; o medo é amparo certo. A mocidade é imiga de si mesma.
(Hamlet)
Ofélia para Laertes: “Encerrarei no peito, como guardas, essas sábias lições. Mas, caro irmão, não faças como alguns desses pastores que aconselham aos outros o caminho do céu, cheio de abrolhos, enquanto eles seguem ledos a estrada dos prazeres, sem dos próprios conselhos se lembrarem”.
(Hamlet)
"Parece", não, senhora; é, não "parece".
Não é apenas meu casaco negro,
Boa mãe, nem solene roupa preta,
Nem suspiros que vem do fundo da alma,
Nem o aspecto tristonho do semblante,
Co'as formas todas da aparente mágoa
Que mostram o que sou; esses "parecem",
Pois são ações que o homem representa:
Mas eu tenho no peito o que nao passa;
Meu trapos são o adorno da desgraça.
