Shakespeare sobre o Amor Soneto 7

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Se eu te falar de religião, vou te aborrecer;
mas se falar sobre salvação, agradece a Deus.

E se…?
E se eu morresse hoje, o que diriam sobre mim??
Será que fui um bom amigo?
Será que fui um bom filho? Ou se ao menos fui um bom colega?
Não sei, talvez tenha sido, ou não…😕

percebi que não posso mais guardar essas palavras. Sinto que perdi o direito de opinar sobre nós, sobre como você tem agido ou como tem se afastado, mas a verdade é que o pensamento de você indo embora me apavora.
Olho para trás e vejo o quanto fui descuidado. Você é, e sempre foi, aquela bandeja de coisas agradáveis que eu, por pura distração ou tolice, acabei derrubando. Você é a vitrine de anéis brilhantes que eu deixei escapar por entre os dedos, e dói perceber que a culpa desse estrago é só minha.
Você tem esse dom extraordinário de acalmar meus medos. Se eu tivesse o mínimo de certeza de que conseguiria encontrar meu caminho sozinho, eu não te pediria para ficar. Eu te deixaria ir. Mas a verdade nua e crua é que eu não duraria outro dia sem você.
Por favor, não vá.
Sei que errei ontem, e talvez tenha errado por muitos "ontens", mas deixe-me ter uma voz nisso. Deixe-me tentar consertar o que derrubei. Fica comigo?

O que se passa aí dentro?
O que houve que o deixou tão confuso sobre você mesmo?

Você tem seu universo particular, sua forma de agir, pensar.
Só não esqueça que dentro de cada um também há vida, momentos, cortes e feridas.

O calor que no teu corpo habita, em meu corpo fez breve moradia, e já não mais corresponde com tua saída vazia.
Seu toque, sua pele, seu beijo, se perderam em meio ao gracejo que a vida nos aprontou, como também por sorte e pouco tempo nos transbordou.

Mas a vida é assim, água que não deve ser desperdiçada, areia pisada, doce e marmelada, choro e ventania, água de coco e maresia, verso, prosa e poesia.

Converso sim, mas nem tudo eu conto.
Principalmente sobre minhas conquistas.
Depois que se realiza, eu celebro.
Quem sabe de tudo, inclusive os desejos do meu coração, é Deus.

Chuva em Paranaguá

Cai a chuva sobre os telhados antigos,
molhando histórias que o tempo guardou.
Paranaguá veste seu cinza mais belo,
como quem chora, mas não se apagou.

O cais repousa em silêncios molhados,
barcos dançam ao som do trovão.
Nas calçadas, passos apressados,
corações lentos em contemplação.

As ruas refletem faróis e saudades,
espelhos d’água de um tempo que foi.
O cheiro da terra se mistura à brisa,
e cada gota parece dizer: “depois”.

Depois da pressa, vem a lembrança.
Depois do adeus, a vontade de ficar.
Na chuva mansa de Paranaguá,
há uma paz que sabe esperar.

O Silêncio do Perdão


Se te esquecerem, perdoa. O esquecimento alheio fala muito mais sobre as distrações e os ritmos do mundo do que sobre o seu verdadeiro valor. Guardar mágoa pela ausência de alguém é carregar um peso que não te pertence. Quando você escolhe perdoar o esquecimento, liberta o seu próprio coração para caminhar leve, entendendo que o amor verdadeiro não exige ser lembrado o tempo todo, mas encontra paz na certeza do bem que foi plantado.Título: A Nobreza da Alma

Fúria! Todos procuram defeitos para atirar pedras sobre mim, mas nem mesmo me procuram para saber sobre mim!


Acaso és perfeito, oh, julgador? Por que não crucifica a si mesmo? Pois apenas olhas a trave dos mais fracos, impiedoso!


Dizes tu que queres ajudar-me com críticas que ferem como espadas de dois gumes? Portanto, eu te afirmo: Médico, cura-te a ti mesmo!!

Nada sobre nós sem nós.


Autismo não é vitrine nem produto.


É cidadania, voz e participação.


Não somos objeto de estudo, somos sujeitos de direitos.

A sociedade não é apenas imperfeita.


Ela é estruturada sobre camadas de ficção funcional que a maioria consegue sustentar por dentro.


Quem não se adapta, adoece.

O problema, por vezes, não é sobre quem somos, mas sim sobre o que as pessoas pensam e o que esperam de nós.
Vivemos, tantas vezes, entre a essência e a expectativa, tentando equilibrar aquilo que somos com aquilo que os outros idealizam.
Contudo, a serenidade começa quando compreendemos que não fomos feitos para corresponder a todas as projeções, mas para sermos fiéis à nossa própria verdade.
Furucuto, 2026.

Deitado sobre o solo encantado, onde o cinturão de Órion repousa, percebo que a eternidade não é o tempo que avança, mas o espaço que nos ensina a cultuar o silêncio.
Reno Fioraso

Sobre ser poetisa



A poesia chegou em minha vida de repente, profunda e decidida.
Ela veio como um toque leve, mas com certo magnetismo.
Essa poesia que vejo em tudo, me trouxe novos olhares para a vida e favoreceu meu autoconhecimento.


Onde ela está?


Ora, naquela arte majestosa que é apreciada nos espaços fechados ou nos muros esquecidos.
Na letra de música que retrata um contexto histórico ou uma paixão arrebatadora.
Naquele texto de mensagem do WhatsApp feito com capricho para desejar felicitações de aniversário.
Nas palavras escolhidas sabiamente antes de serem proferidas com empatia e gentileza a alguém, que a recebe com grandíssima alegria.


Viva a poesia! ❤️

O Eco da Voz Sincera


Falar torto e a direito sobre futilidades é fácil, mas falar o que realmente importa exige uma maturidade que poucos se dispõem a cultivar. O mundo já está cheio de ruídos vazios, de cobranças e de julgamentos que não levam a lugar nenhum. O que a alma humana verdadeiramente busca é o eco de uma voz sincera, que saiba dizer eu te amo com a gravidade e a leveza que essas palavras merecem. Que saibamos usar o dom da palavra não para erguer muros de indiferença, mas para tecer redes de afeto que sustentem uns aos outros quando o chão insistir em sumir

O porquê do conhecer surge quando nos perguntamos sobre aquilo que não conhecemos. Logo, o porquê de eu existir surge quando não sei o porquê. Mas, se não sei o porquê e procuro conhecê-lo, encontro respostas ao me perguntar sobre esse porquê.


Então percebo que o porquê não está em você, não está no céu nem no mar, não está no sol nem na lua. Talvez estivesse em mim. Mas saí procurando o porquê, me perdi no caminho e agora nem eu sei qual é o porquê.


Mas, antes que seja tarde, você deve descobrir sozinho o porquê da sua vida, pois talvez seja justamente nessa busca que esteja o sentido do existencialismo.

*Sexta feira santa*
Neste dia temos o dever de refletir sobre os nossos atos e ver se estamos realmente fazendo jus ao sacrifício que Jesus fez.
Estamos vivendo nossas vidas pelo caminho do amor e da caridade?
O louvor ao Senhor é feito todos os dias, não somente pelas nossas orações, mas também pelo tratamento que damos aos nossos próximos
Portanto faça das suas atitudes a sua maior forma de orar, louvar e agradecer a *Cristo* pelo sacrifício maior
"A VIDA*

Sobre as lentes da noite única estavam sentados comigo os sentimentos mais íntimos e a saudade mais profunda, observando a lua e a força das ondas noturnas batendo abaixo do deck,
Entre as lágrimas e os desejos incompreendidos, ali estavam presentes memorias de dias tão doces que fizeram até os coqueiros próximos dançar,
Vasculhando o passado revirei algumas gavetas pelas quais fizeram o tempo presente sofrer abalos sísmicos,
A lua permaneci ali, o mar continua revolto, os ventos são fortes ao ponto de se rebelar com seus ruídos fortes,
Olho para a janela do meu quarto e percebo o convite com exclamação implorando para eu ir descansar.

O Canto da Terra dos Brasis

Desperta o manto de anil sobre as matas sagradas,
Onde o sol desenha rios de ouro e vertentes,
Erguem-se os montes em preces d'almas lavradas,
Guardando o passo altaneiro de tantas gentes.

Sois a pátria livre que o vento do Sul embala,
No peito verde que pulsa em cada fronteira,
Onde a esperança não cessa, não cala, não para,
Bandeira viva desdobrada na imensidão inteira.

É o canto da terra que brota do chão profundo,
É a força sagrada que guia este povo guerreiro,
O abraço fecundo que acolhe os quatro cantos do mundo,
Nas asas abertas da paz do Cruzeiro.

Ó pátria amada, de seiva pura e infinita,
Onde a justiça caminha de braços dados com o amor,
Tua beleza soberana a própria aurora habita,
Fecundando o futuro com a graça do Criador.

Brilha o teu destino nas mãos de quem te cultiva,
Nas veias d'água que correm lavando a dor,
Mantém a alma altiva, generosa e viva,
Templo sagrado da luz, do bem e do esplendor.

Hoje eu vou dançar a minha dor!

E sobre o meu cadáver

Plantarei flor!

Oh, Lua,
Divina obra de arte,
Tua simplicidade incentiva
A amar, a refletir sobre a vida,
Cativas com o Teu Luar
Deixando a noite ainda mais linda.