Shakespeare sobre o Amor Soneto 7
Quimeras
Uma nuvem noturna pairava sobre ele
Dia e noite
Noite e dia.
Não via solução pras dores de seu coração.
Já tentara de tudo:
Gritara... ficara mudo.
Sorrira... chorara...
Nada adiantava.
No meio de tudo isso,
deu-se conta de que ninguém se importava...
Começou a duvidar de que a vida não era nada do que sonhara...
Quimeras...
Quem sabe a realidade de todos eram puros devaneios?
Tentavam todos se equilibrar na corda bamba...
Lutar contra a corrente...
Escapar da areia movediça que aos poucos os engolia.
Talvez fosse pura utopia a existência de um lugar onde reinasse dia e noite a alegria.
Aceitou então seu trágico destino: viver entre faces confusas, jogar os dados, consolar-se com perguntas sem respostas... um trevo de quatro folhas de ouro no pescoço... torcer para ganhar as apostas...
Um laço invisível, astúcias astuciosas sempre em ação...
A bater no ritmo da roleta, então, acostumou-se, seu coração.
Por vezes, ponho duas refeições sobre a mesa, embora eu viva só.
É um pequeno engano que concedo ao coração: por alguns instantes, imagino que há alguém comigo, e a solidão se torna menos severa.
Com o passar dos dias, o gesto tornou-se hábito; ainda assim, toda vez que o repito, algo em mim se comove.
Talvez esta seja minha única maldição: preparar um lugar para quem jamais há de vir.
Lula sobre Lulinha!
Ele sabe o que é ver na TV te chamarem de ladrão. Sabe que minha mulher morreu por causa da Lava Jato.
Ando todos os dias sobre o Rio Saracura. Não que eu seja Jesus Cristo para andar sobre as águas, mas trata-se de um curso d'água soterrado e canalizado aqui no bairro da Bela Vista, na capital de São Paulo.
Benê Morais
Flávio, sobre a Michele!
"Eu tenho certeza de que a Michelle pensa igual a mim", disse. Disso ninguém duvida! É cobra comendo cobra!
Ministério, da Música.
Aprender, sobre a música.
Trabalhar, com a música.
Música do passado, do presente, & do futuro.
Instrumento(s).
Caixa, de som.
Com fio, & sem fio.
Tecnologia.
Limpeza.
Vários tipo(s), de música(s).
"A cada golpe das sombras aumenta o som do aço sobre mim. A lâmina que me corta, me afia mais e mais."
- Insistência, Vida e Poesia
Como jurista aprendi e exerci reflexões no tempo de academia, sobre o principio do Andrógino, e sua origem na obra " O banquete" de Platão, em seu personagem mítico Aristófanes, que fazia parte dos seres humanos originais no planeta que se mistura com o conceito da busca eterna da alma gêmea, pelo castigo de Zeus que os cortou ao meio resultando na busca incessante pela sua "metade perdida". A androginia sempre foi vista como uma representação original, um estado completo e um estado de ser superior anterior à divisão dos gêneros. Este principio da Androginia, literariamente sempre foi dissertado através de icônicas obras de grandes autores,
associado ao amor perfeito.
Segundo meus estudos sobre as chamadas Jóias de Crioulas, o ecossistema dessas peças dividia-se em três ramos claros:
1 A opulência senhorial: Jóias dadas durante um evento por seus senhores para adornar as escravas domésticas como demonstração de poder sobre as negras que serviam a própria casa grande em trabalhos domésticos.2 Devocional: Jóias de axé ligadas às matrizes e lideranças das casas de santo do candomblé brasileiro.3 Conquista pessoal: Adornos produzidos para e por mulheres negras libertas e escravas de ganho, simbolizando ostentação da própria liberdade alcançada e demarcação de autonomia financeira, como também economias e penhores de jóias de pessoas escravizadas que buscavam comprar suas próprias cartas de alforria ou de entes queridos..
A Torre
Nos meus sonhos,
ela se projeta.
Há uma névoa sobre ela.
Não sei o que deseja.
Não sei se aquilo que diz
é real.
Ela vive um engano,
acreditando estar
fazendo a coisa certa.
Mentiras doces
alimentam apenas
os miseráveis de espírito.
Por que insiste em aparecer?
Minha realidade
já não comporta
a sua existência.
E, ainda assim,
uma lealdade cega
permanece dentro de mim.
Talvez eu não espere
que ela retorne.
Espero apenas
ser resgatado
da torre
onde ainda a guardo.
Imagine uma pequena pedra sendo lançada sobre as águas tranquilas de um lago.
Ela toca apenas um ponto…
Mas daquele ponto nascem ondas que continuam se expandindo.
Sobre a Vaidade da Sabedoria
A sabedoria não leva a nada.
Como morre o tolo, morre o sábio.
Tudo o que o sábio sabe é, em última instância,
para alimentar a própria vaidade —
para poder se orgulhar do que supõe ter entendido.
É verdade que, às vezes, a sabedoria o livra
de certos abismos onde o tolo cai sem perceber.
Evita-lhe perigos, enganos, precipícios.
E o tolo, ignorante de tais ciladas,
paga caro — muitas vezes com a própria vida,
morrendo antes da hora,
ceifado pela própria inconsequência.
Contudo, nem isso é razão suficiente
para que o sábio receba honras imerecidas
por seu árduo trabalho em busca do saber.
Pois todo conhecimento, por mais vasto,
se perde no tempo e no espaço,
como areia que escapa por entre os dedos
do homem que acreditava segurá-la.
Sobre o piano repousavam partituras de Debussy, Ravel, Satie e Chopin. Velhos companheiros. Velhos conspiradores. Durante décadas acreditara que os filósofos eram os homens mais profundos da humanidade. Depois envelheceu. E envelhecer é uma forma particularmente cruel de revisão bibliográfica.
Descobriu então que os filósofos frequentemente explicavam o sofrimento, mas raramente conseguiam habitá-lo.
Os músicos, não.
Os músicos pareciam conhecê-lo por dentro.
Talvez porque a música seja a única linguagem capaz de dizer exatamente aquilo que não pode ser dito. Do Livro: O Cadafalso de 2026
“O SENHOR o abençoe e o guarde; o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre você e lhe conceda graça; o SENHOR volte o rosto para você e lhe dê paz”.
Números 6:24/26
Imprevisível
No silêncio da redoma deste quarto
Contemplo os jornais sobre a parede
As caixas espalhadas pelo chão
Valeu a pena mergulhar nesse feitiço?
A resposta da pergunta é quase um parto
Eu bebo pra aplacar a minha sede
Camuflando as ilusões do coração
Valeu a pena desejar um compromisso?
Você é a solidão que eu descarto
A lágrima que cai do olho verde
O beijo desprovido de paixão
Valeu a pena aceitar o seu sumiço?
O passado chegou como um infarto
Rompendo as fortalezas dessa rede
Fazendo-me soltar a tua mão
Valeu a pena me perder por causa disso?
Porque um menino nos nasceu,
um filho nos foi dado,
e o governo está sobre os seus ombros.
E ele será chamado
Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso,
Pai Eterno, Príncipe da Paz.
