Seus Olhos Verde Mar
- Eu pensei que nunca mais te teria!
Olhos nos olhos.
Respiração ainda ofegante.
Nenhuma palavra.
- É, infelizmente não te tenho mais mesmo, concluiu ele. Alguns amores reclamam uma cerimônia fúnebre.
Só isso.
Sem epitáfios.
Eu escrevo para apagar da memória o que os olhos viram, esquecer o que os ouvidos ouviram, e me lembrar do que não deve ser esquecido.
Qual foi o encanto?
O seu sorriso lindo, quando olhando em meus olhos conseguiu absorver cada palavra que saía da minha boca, mesmo sem entendê-las!
Se você insistir em me olhar assim, com os olhos semicerrados pelo medo, não vai perceber o quanto sou mignon.
Se insistir em não me olhar, não vai perceber o quanto sou maior.
Então, apenas abra os olhos e me enxergue, principalmente sem lentes de aumento.
Só isso.
Eu sempre apreciei a nudez...
A nudez da alma, dos olhos, do coração, e algumas vezes até a nudez vulgar.
Andarei assim, sempre nua.
Que se escondam em vestes os incomodados às minhas "nudezas" ridículas!
São próprias.
São minhas.
Somos livres, eu e elas!
Essa merda de sentir...
Sentir o que os meus olhos veem e o que não veem
O que minhas mãos tocam ou não
O que meu olfato fareja com ou sem máscaras
O que meus ouvidos ouvem e até o que nunca disseram
O que a mim compete
O que a mim não deveria interessar
O que a mim compelem
O que a mim nem chega.
Essa merda de sentir...
Sentir a solidão das massas, a morte de um desconhecido entre milhares, a milhares de quilômetros de mim
Sentir a indecência de quem não se importa sequer com o possível perigo aos teus
Sentir medo pelo próprio País
Sentir medo para além de todas as fronteiras, imagináveis ou não
Que merda é essa de só sentir a impotência de sentir, sentir, sentir?
Que porra é essa de sentir tudo ao extremo assim?
Que porra é essa de ter fugido da insensibilidade para depois ser outra vez a esponja de não só o que me fazia insensível, como se um castigo fosse?
Se bem que justiça seja feita, pra quem já não andava a sentir quase nada, talvez essa tenha sido a forma como a vida encontrou para dizer-me mais uma vez que o controle nunca esteve em minhas mãos.
Mas estás a pegar pesado demais, vida!
Ah se estás!
Estás a matar rápido demais, corona vírus, inclusive a esperança!
Estás, estás...
Escrevo pra falar de amor
Expressar a dor,
O que é comum aos alheios
Tem em meus olhos esplendor.
Narrativa da vida
Sem ponto de partida.
Se por aqui tudo finda,
Fica a obra do autor.
O épico é interpretativo.
Deuses, imortais e heróis
Mas falo de meros mortais se amando, sentimentos de um doce finito.
O propósito é alcançar, sim
Alma carente de paixão.
Paixão pela arte, em parte
O que venha a tocar o coração.
Muito comumente, damos ouvidos aos nobres e ignoramos os plebeus. Mas aos olhos de pessoas comuns, simples, o correr da vida ganha formas consistentes, que passam desapercebidas para os grandes. O peso da palavra não se mede pelo o que possuímos, mas pelo o que somos.
E agora, entre pessoas aparentemente bem, e totalmente normais aos olhos, deixamos de enxergar o quanto estão sentimentalmente traumatizadas e fragilizadas. Elas temem que os piores filmes se repitam, evitando o início por medo do fim.
É uma poesia aos olhos. O amor sempre foi, sempre será. É bonito ver as pessoas correrem atrás de presentes, pessoas jovens e até mais velhas. Seria de uma natureza ranzinza e amargurada dizer que isso não nos comove, ou que não trás a beleza da vida em si. É claro que para mim é apenas mais um dia, como foi ontem, como será amanhã. Mas gentilmente eu brindo tudo que é recíproco, e toda beleza natural que rodeia o amor, os gestos, e o carinho eterno de quem ama, e por amor se casa, e vive uma vida junto de quem, independente de idade, sempre será aquela namorada.
Verticalmente de braços abertos
Pensamentos podres e indigestos
Mãos, martelos e pregos.
Olhos sedentos e cegos
Cumprindo a ordem que estava em suas mãos
Soldados com ou sem compaixão
Não tripudiaram em executar a missão
Mantendo a decisão da crucificação
Maria, mãe das dores.
Gritos, pedidos e clamores.
Sete mil foram suas dores
Ao presenciar aqueles horrores
Longinus, o soldado, com um golpe direto.
Cravou o coração no lugar certo
Do homem que horizontalmente
Estava de braços abertos
O sangue que lhe respingou
Seus olhos, curou!
Sua vida transformou
A fé cristã lhe contagiou
Braços abertos em qualquer direção
Estendo-lhe as mãos
Pois quem o condenou e crucificou
Foi quem os braços, cruzou!
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