Frases para setembro
Os ipês-amarelos florescem
entre julho e setembro,
de amar na vida o quê
é belo ainda me lembro.
Com o florescer dos ipês
juntos florescem o meu apego
avivado e a inspiração
pelo meu divinissímo berço.
Com as pétalas de amor
dos belos ipês-amarelos
enfeito todo o meu andor.
É impossível não entregar
o coração a maravilha de amar
o encanto dos ipezeiros a inundar.
Setembro vem toda cheia
de inspirações pendentes
tal qual Brinco-de-Princesa.
Quero que não se esqueça,
que em mim corre a herança
Farroupilha embora seja serena.
Ter nas nossas mãos as folhas
de Erva-Mate para fazer do jeito
certo um Chimarrão de respeito.
Estou preparando o coração
como preparamos as pilchas
para rodopiar contigo pelo galpão.
Para nós construí um abrigo
onde só a troca de sossegos
em setembro nos é permitido.
Onde os hemisférios ajustados
nos encontram e as ruélias
coloridas se espalham poéticas.
O melhor não tenho dúvida
que irá nos encontrar
com o seu ritmo encantar.
Porque ser feliz é um capítulo
que por nós é imperativo ser
escrito sem tormentas ou ruídos.
Saber que em setembro
floresce o Pau-brasil
que é a Árvore Nacional
é lembrar que tenho raízes,
e em mim está a Independência.
Saber que em setembro
floresce o Ipê-amarelo
que porta a Flor Nacional
e em mim está a Independência.
Saber que em setembro
o Sabiá-laranjeira se multiplica
é que é a nossa Ave Nacional
e em mim está a Independência.
Saber que não foi somente
em setembro e que a Independência
nasceu com os pés descalços,
e não no fio de uma única espada e coroa,
em mim está viva a Pindorama
na alma, no corpo e na memória.
Saber que para existir de forma longeva
ter Independência é viver com diligência,
em relação a sua própria existência,
e não buscar nenhuma interveniência.
Cadê as borboletas??? Setembro.... onde está a primavera?? Onde estão as flores?? Quem ainda sente seu perfume? Estamos em um imenso jardim cultivando pedras, não estamos percebendo e ainda achando tudo normal. Estamos nos tornando apenas um meme de nós mesmos ,rindo dos outros enquanto riem de nós. Socooorroooo, ser humano dói. Em quem ainda pensa e conserva sua humanidade!!!
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Não há pressa!
não há pressa...
quero que me venhas
com a leveza
e a suavidade
de uma pena.
traga contigo
a magia de luares
de auroras boreais
de ternas e cálidas
manhãs de setembro.
não há pressa...
Chegou o mês mais bonito do ano! O mês mais vibrante, colorido e perfumado. O mês da renovação. Chegou Setembro e com ele o tempo de flores(cer).
Dia após dia os pacientes
A superar seus limites,
mostrando que um dia de cada vez
que se chega mais longe.
E que é a constância dos dias
que alcança a força,
e que na força vem o movimento!
NOVO TEMPO
Em Overtrip
Tem Brasil
Pulsando no meu coração
Dava pavor
Os caminhos que alguns
Queriam impor
Mas esse tempo passou
Vamos nação
Sair desse período escuro
Todos unidos
Para levar nosso País
Ao futuro.
07 de Setembro de 2019
QUEIRA DEUS NOS PERDOAR - II
Bem cedo nos conhecemos e nos apaixonamos de vez. O mundo inteiro estava errado - sendo contra aquela união - só nós dois achávamos melhor: não dar ouvidos a oposição.
A raptei (literalmente). - Naquele tempo "roubar moça",mesmo em comum acordo com a "vítima", constituía-se em grave crime.
A gente pedia a moça em casamento. Hoje o sujeito a leva embora sem dar satisfação alguma aos pais.
Nunca alimentamos o medo,a tirania,... em nossa relação; o carinho,o respeito, o apego... era o recheio e a cereja da nossa vivência.
Sem olhar os rigores da Lei foste comigo pelos caminhos da vida, que diziam ser caminhos errantes.
Em nossas andanças, sem o conforto de um lar; sem guarida, sem ninho, sem teto, um trabalho definido... Nada disso nos fez temer.
Com muito amor para dar e receber. Vivíamos os dias, alegremente...
A tendo ao meu lado, nosso viver tinha verdadeiro sentido. E como tiveram...
Agora sei, em experiência, que o "amor supera tudo através do seu poder".
Achando que não, defraudei, fugi e penei pelos deslizes que cometi. Mas tudo fora por uma justa causa: sermos felizes. E fomos.
- Se não fosse assim, seria em vão o nosso esforço-aventureiro, em nos amar.
Nos amamos muito!...
Quando fui preso, estava presa comigo, também. Entre fuzis e punhais fizeram nosso enlace matrimonial.
Não quisera o destino que fosse d'outro jeito, nossa aventura de amor.
A não observância dos tramites legais de um cartório,sem as cerimônias matrimoniais e formalidades da sociedade, que não nos submetemos, foi um fardo pesado demais...
Mas, a lei do amor internalizada em nós, teve mais força... por isso vencemos.
A constrangedora punição discriminatória que sofremos ao longo do tempo não pode nos desobrigar...
Até que nos apartamos: vivemos em continentes separados. Tu na eternidade e eu palmilhando sozinho a terra dos mortais.
Se erramos em nosso proceder amoroso queira Deus nos perdoar!
E que venha as flores,
Tenha dias com valores,
No coração essência...
À primavera reverência,
mais cores... Que seja
SETEMBRO, coerência
na razão, nos fazendo
sonhar que com dispor,
se pode acreditar, num
Deus que é vida, amor...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
31 de agosto, 2018
Cerrado goiano
Não sou diferente dos demais.Pois não inventarei a roda. Na graça de Deus vou vivendo de arroz e feijão,uma verdura e um naco de carne, quando aparece. Porque isso a vida me deu; e não há de me negar. (01.09.18)
DESAFIOS DE UM REI
CONTO
Certo rei, numa província distante, lançou alguns desafios aos seus provincianos; que consistia em três perguntas básicas, feitas pela própria Majestade Real aos participantes:
Qual o peso do mundo? Quanto valia a sua vida? – a vida do rei – e, o que pensaria quando fizesse a segunda pergunta ao participante.
Os desqualificados iriam imediatamente para a guilhotina; somente o que respondesse com mais acerto, às referidas interrogações, da Autoridade Suprema do Reinado, ganharia à metade do reino e de quebra, poderia se casar com sua filha caçula.
Pelo risco da competição... O vultoso número dos inscritos surpreendeu.
Pedro fazia parte desse grande contingente de participantes. “Quem não arrisca não petisca, portanto não custa tentar”. Dizia.
Dia chegado, Pedro teria somente quatro horas para se apresentar. E bateu um desespero enorme nele.Era notável sua preocupação.
Na noite anterior não havia dormido quase nada. Só pensava em não dar conta de responder as ditas perguntas propostas, à altura da vitória; e perder a vida de graça...
Mesmo em súbita melancolia… Lembrou-se de pedir ajuda ao irmão gêmeo, Paulo. E se pôs a procurá-lo, por todos os lugares. As horas corriam muito rápido...
Até que o encontrou;
Pediu-lhe ajuda em desespero extremo...
Paulo prontamente procurou ajudá-lo; propondo-lhe uma possibilidade viável – segundo ele – para a resolução do problema que afligia o irmão.
Os dois eram muito “parecidos fisicamente” e, isso tinha lá as suas vantagens. Unidos como a carne e a unha; por ele e para ele, faria o possível e o impossível...
– Troquemos nossas vestimentas e eu irei pessoalmente como sendo você, submeter-me e, responder as perguntas da Vossa Alteza
Pedro ficou mais aliviado.
E como não havia mais tempo a perder...
E foi-se Paulo para o desafio com o Rei Carlos XXIV.
A carnificina no local dos desafios era grande e aterrorizante: a lâmina afiada não cessava um só instante em seu trabalho de cortar pescoços. Porque ninguém passava nem perto das respostas adequadas, aos caprichos do rei.
Na retaguarda, estavam apostos fortes soldados da Companhia De Guarda do Palácio, com lanças, apontadas para os desafiados. Mas nada daquilo atemorizou o resignado irmão de Pedro.
Momento chegado lá estava Paulo – como se fosse seu irmão – diante de Sua Majestade, o ouvindo:
– Está pronto cidadão, para responder o que te perguntar?
– Perfeitamente Sua Alteza.
– Pois é...
“ Às três respostas que serão dadas por você, a mim, deverão ser convincentes; do contrário, sua condenação à morte será uma realidade inegável e, irrevogável”.
– Qual o peso do mundo?
– “Não me furtarei jamais ao honroso dever de aferir e lhe informar prontamente, com exatidão, o peso do mundo; desde que me garanta remover dele, paus e pedras. Caso tenha uma ponta de dúvida da minha capacidade de fazer tamanho feito, faça-me tão somente o que lhe sugiro”.
O rei coçou a cabeça. E fez a pergunta seguinte:
– Então,quanto vale a minha vida?!
– Sua magnânima vida, nobreza,é igual a vida de seus pais,de sua esposa e filhos; igual a minha. Nem a Terra e nem os céus caberia acomodar as cifras monetárias caso alguém ousasse fazer uma proposta imbecil de tal compra e, a mesma fosse aceita. Portanto,esta dádiva Divina que Nosso Pai Supremo nos confiou “não tem preço”.
O Rei Carlo XXIV bateu com força na mesa, com a pedra do anel – ouve um silêncio profundo –, pediu um intervalo à comissão julgadora e, licença ao pobre fidalgo desafiado. Levantando-se direcionou-se ao interior de sua residência.
Lá encontrou a rainha chorando, abraçada com a filha, que também chorava; temerosa de perder a formosa princesa e a metade do reino para aquele astuto sujeito, que respondia com maestria e autenticidade as perguntas que lhe eram feitas.
O rei muito constrangido de ter – ele próprio – ocasionado aquela situação conflituosa procurando consolá-la e compensá-la, disse a ela que lhe fizesse um pedido. E ela a fez:
– Amor, tu sabe que eu o amo.... Ainda falta um pergunta, e, pelo jeito ele vai dar uma bela de uma resposta; mas faça o seguinte: respondendo bem, o não,desapareça com este sujeito.Senão a nossa vida vai ser um inferno.
Enfim à terceira e última pergunta do rei:
– O que pensei quando fiz a segunda pergunta a você?
– A Vossa Alteza no momento em que, me fazia a segunda pergunta, pensou de ser eu o pedro; mas, estava, e ainda está, redondamente enganado; em verdade, eu sou o paulo.
Paulo Acertou em cheio a pergunta da majestade: fora aquilo mesmo que o rei havia pensado. Mas quando o mesmo deu ordens aos seus súditos, que o levasse à lâmina fria da morte para o martírio...
Paulo já havia vazado na braqueara – fugido para as montanhas – , mundo afora, desvencilhando-se em meio à multidão.
Paulo saiu vencedor no desafio. Ganhou mas não levou. Não se casou com a filha do rei; nem tão pouco tomou posse da metade dos bens da Coroa Real; mas, como salvou a si e o irmão…Valeu!
(18.09.18)
TRÊS PEDIDOS DE UM CAIPIRA MINEIRO
CONTO
Joselito capinava seu pequeno roçado com um toquinho velho de enxada já bastante desgastada pelos anos seguidos naquela mesma labuta. Tentando plantar de tudo naquela terra ruim, pedregosa.
O sol castigava por fora e a fome roía por dentro. Um suor frio, incessante, escorria por todo seu corpo...
De repente bateu com a ferramenta em algo que emitiu um som estridente. Trec!
Apurou a visão ao solo, sob seus pés, e viu na superfície terrena um objeto pequeno, semelhante à uma lâmpada incandescente. – E logo o apanhou em suas mãos admirado.
Pelo jeito havia milhões de anos, enterrada.
Na medida que ia Removendo o excesso de material ferruginoso grudado em sua superfície...
Seu brilho ia ressurgindo e se intensificando mais e mais. Quanto mais esmero naquela limpeza, mais beleza se via naquela bolha de cristal bonito.
E, como num passe de mágica o objeto achado deu um estalo,fragmentando-se – provocando um som semelhantemente ao vidro quebrando-se.
Como estrelas, pingos de luzes saltaram do interior daquele envólucro, cercando Joselito por todos os lados de uma claridade ofuscante.
No meio de tanta iluminura, um Gênio cósmico se fez presente...Flutuando no ar.
O caipira até que se encantou com o cenário que via à sua volta...
Mas pela desconfiança do mineiro, Joselito puxou um rosário que trazia no bolso da calça e, começou a rezar o Pai Nosso, o Credo Em Cruz, a Ave Maria e Salve Rainha... Achando tratar-se de uma cilada do tinhoso.
– Por que se põe a rezar tão inesperadamente, meu senhor?... Não sou o que você pensa! Estou na Terra, unicamente a serviço do “bem”.
Quero apenas compartilhar com você,o que tenho de melhor; uma maneira de compensá-lo por ter me tirado da inércia de uma eternidade, vivendo limitado sob esse árido solo,dentro dessa bolha.
Sendo novamente um ser tão livre, leve e solto...
– Pode me pedir sem receios três coisas que, sem demora os darei como forma de terna gratidão.
Joselito não pensou duas vezes. Fez logo seu primeiro pedido inusitado, ao Gênio:
– Uai,sendo assim!... Me dê um queijo.
O gênio recorreu aos seus "poderes cosméticos" e imediatamente, fez com que saltasse aos seus olhos um enorme e suculento queijo canastra, de São Roque, acompanhado com um doce goiabada.
Que lhe encheu a boca d’água. Sacou de seu canivete e tirou uma boa isca da iguaria, degustando-o prazerosamente; como a um néctar dos deuses.
– Faça o outro pedido e não se esqueça: qualquer que seja ele o atenderei agilmente.
Joselito, sem muito pensar...
– Então, me dê outro queijo!
Sem demora, em mesmo procedimento, o Gênio fez com que um queijo similar ao primeiro, com o mesmo aroma e sabor caísse do céu diante dele, sem demora.
Enfim, chegou ao momento do terceiro e último pedido. Dessa vez, Joselito usou uma estratégia em sua escolha,pois estava acanhado no que pedir.
– Faça meu caro senhor, o seu derradeiro pedido. – Disse o Gênio.
E o matuto matutou,matuto,matutou...
Tirou do bornal uma revista; folheou-a e, atendo-se numa página qualquer mostrou ao Gênio da Lâmpada – apontando com o dedo – o objeto do seu pedido: uma loira alta,cabelos sedosos, esvoaçante... Do jeitinho que nasceu....
O Gênio,como das outras vezes, recorreu aos seus poderes, e do nada apareceu a linda garota à sua frente, em carne e osso. Ainda mais fenomenal do que a indicada por Joselito na revista. Trajando uma mini saia e uma blusinha que valorizava ainda mais o seu corpo.
Joselito esboçou um sorriso meio sem graça…
Que, por sua vez ficou sem entender o porquê daquele pedido, sendo que há maravilhas mil que poderia ter escolhido.
– Espera aí, Joselito,por quê não pediu outra coisa?!...
– Na verdade Seu Gênio, eu pedi uma mulher pra não te deixar sem graça, eu queria mesmo, era outro queijo.
(23.09.18)
N'ALMA DO POETA
N'alma do poeta nascem versos de valor,
Nascem bonitos poemas,
Com aromas e sabor.
N'alma do poeta há um jardim em flor,
Um bioma em equilíbrio...
N’alma do poeta nascem
Especiais desejos:
Assim como as flores do campo,
Anseia do Colibri
O mel do beijo.
(09.02.16)
Bem eu queria tocar a lua e as estrelas te ter ao meu lado pela eternidade e dizer que te amo ... Possa ser que em uma manhã de setembro a gente possa se encontrar... Na nossa juventude e meninice brincávamos e hoje somos jovens dependentes de si mesmo ... Que a nossa estrela brilhe como fogos de artifício explodindo dentro de nossos corações
Dizendo adeus para as dificuldades enfrentadas em agosto, agradecendo todas as alegrias que o mês trouxe e sintonizando muitas coisas boas para setembro.
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