Frases sobre Setembro
Um lugar... Com aspiração
Quando o mês de Julho chegar, estarei com vocês.
Quando Setembro anunciar, verei as Cavalhadas de Corumbá de Goiás pela primeira vez.
Quando Dezembro espalhar, ficarei na praça debaixo do flamboyant, me escondendo das tardes em choro, das chuvas mornas encharcando meus cabelos.
Estarei submersa na terra. Sentirei seu cheiro.
Acalmando minha ansiedade. No fruto de minha gente.
E nas estações, meus pensamentos constroem pontes de uma viagem internacional ao Corumbá de Goiás, todos os dias, incessantemente. E não me canso, me frustro.
Verei Anita já crescida, dançando em sapatilhas de ponta. Victor apaixonado pela certeza das horas.
Amarei as minhas orações desnudas e farei promessas a Nossa Senhora da Penha.
Ela me ouve.
O ensaio das vozes do coral irá convidar retumbar em minhas janelas e de meus olhos trincados escorrerá balsamo.
Virarei histórias na voz de todas minhas tias.
Amarei o jiló da horta de minha casa, onde Sebastiana plantou e Narcisa aguou.
E tudo aparecerá novo e inconfundível em minha memória.
As corujas visitarão meu alpendre e ficarei admirada com sua
elegância reservada.
Acordarei cedo e irei contemplar a neblina do planalto central. Admirarei as mangueiras retorcidas, centenárias, os muros de adobe, e não me sentirei invadida, namoro a minha solidão.
Vou cozinhar esta ideia, servir a todos com guariroba e pequi na margem arborescida do Rio Corumbá no cerrado.
E dizer que amar é acolhedor, descansado no silencioso do Goiás. E minha saudade acordará do choro de mil dias.
Se navegar, acontecer, a Deus pertence, mas aluguei na vida, momentaneamente, de passagem, enquanto existir um lugar para amar.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Suicídios não acontecem apenas no mês de setembro, acontecem o ano inteiro, todos os dias tem pessoas tirando a própria vida. Depressão não é brincadeira, é de verdade! Dói, machuca, rasga a alma. E muitas vezes as pessoas só precisam de um ombro amigo, de alguém que diga que vai ficar tudo bem, de pessoas que se importem e demonstrem interesse em ajudar. Mas ao invés de ajudarem, tem muitas pessoas criticando, apontando o dedo, julgando a dor do outro. Sempre tem alguém pra dizer que é besteira, que é frescura, que é mimimi, que é drama e vitimismo. Mas não tem ninguém pra dizer: estou com você! Eu vou te ajudar! Eu não vou desistir de você! Depressão não é nada disso, depressão é algo sério, é algo mortífero tanto por dentro, quanto por fora. Não sejam babacas, muitos riem e sorriem perto das pessoas, mas em seus quartos choram, se machucam, se torturam com suas inseguranças, suas tristezas e dores. E muitas vezes pedem socorro de muitas formas e vocês dizem que é brincadeira. E quem vai cometer suicídio pode sim avisar, isso não é fingimento, é real, é um pedido de socorro e de ajuda. Mas hoje em dia depressão é tratada como brincadeira, até a pessoa se matar e isso está errado! Depressão não é brincadeira é algo sério, cuidem das pessoas que estão perto de vocês. Porque pode acontecer com qualquer pessoa ao seu redor, suas mãe, seus pai, seus irmãos, seus tios, seus primos, seus amigos. Pois é, qualquer pessoa no universo pode ter, até mesmo as que parecem mais felizes do que todos. Apoiem, acolham e amem. Porque dizer que se importam em setembro amarelo é lindo, quero ver se importarem de verdade e o ano todo.
27 de setembro
APAIXONANTE
DEVEMOS TODOS OS DIAS NOS APAIXONAR
OLHAR AS ESTRELA E SE APAIXONAR POR SUA BELEZA
OLHAR O CEU E SE APAIXONAR PELA SUA IMENSIDAO AZUL
OLHAR O SOL E SE APAIXONAR PELO BRILHO QUE DELE VEM
DEVEMOS NOS APAIXONAR TODOS OS DIAS
QUANDO OLHARES AS COISAS COM MAIS PAIXAO VERÁS
COMO É BOM SE APAIXONAR
OLHAR NOS OLHOS DE QUEM SE AMA
E ENCONTRAR A PAIXAO E SE APAIXONAR CADA DIA MAIS
OLHAR EM CADA GESTO E SE APAIXONAR AINDA MAIS
VIVER É APAIXONANTE
SE APAIXONAR E TER VC E SENTIR DENTRO DA ALMA
O FOGO DA PAIXAO PERCORRENDO NOSSO CORPO
NOSSA ALMA,NOSSO CORAÇAO
NAO PRECISA ESTAR COM ALGUEM PRA SE SENTIR APAIXONADO
E SIM SABER SER APAIXONADO POR SI MESMO
Dois de Setembro de 2009! O dia da libertação! Mãe, o amor continua vivo! A vida continua aqui em você!
SOBRE UM ONZE DE SETEMBRO
Era um onze de setembro
Nem mesmo Dante teria pintado inferno tão horrendo
Primeiro, os aviões do apocalipse
Depois , as explosões da morte
O fogaréu-do-juízo-final que se seguiu
Cessou a voz do cantor
Em seu lugar se ouviu o som e o lamento da profecia:
“Era Raquel chorando por seus filhos;
não querendo ser consolada,
pois eles já não existem mais."
Mataram os poetas e os profeta
Mataram o Salvador
Milhares seriam mortos depois...
Os anjos-da-morte haviam triunfado
Os "yankees" haviam hasteado suas bandeiras
Assim se desabou a arquitetura da liberdade...
Era o dia onze de setembro de 1973,
o Chile-país-irmão, chorava e enterrava seus filhos...
(PARA QUE NÃO NOS ESQUEÇAMOS DE NENHUM DOS HOLOCAUSTOS)
Chuvas de Setembro
Traços tristes e confusos sobressaem;
Se mostram sem perceber o que é;
Percebido e removido por vários olhares;
Várias cores e sabores! Vários delírios.
Uma noite triste, uma noite a mais;
Sem o pressuposto da diversão, da mentira;
Sem precisar encurtar o que não pode!
Agora começa, cai a chuva!
Gotas e gotas se espalham pelo chão!
Frio e lindo, águas se desmancham,
Some sem deixar vestígios;
Sem deixar suas marcas a vista!
A dor consome, junto à ilusão;
Junto à tremenda confusão;
Chegaremos ao fim, calmamente;
Tranquilamente lá chegaremos!
Um beco? Mais uma vez estaremos;
A espera de uma saída;
Um brinde pra mim e a vocês;
Assim é o fim, é o começo.
É agora, é sempre, é o fim!
Voltar sempre ao começo;
A aquele lugar em que nunca estivemos!
Desconhecido se mostra.
FINADO SENADO
(dedicado ao 12 de setembro de 2007 no Senado Federal)
Triste fim do Finado Senado
No papel do descarado
Insolente e desavergonhado
Triste fim do Finado Senado
Estrelando o gangrenado
Arrogante e mal-intencionado
Triste fim do Finado Senado
Fingindo-se de coitado
Sendo falaz e mascarado
Triste fim do Finado Senado
Vivenciando o desonrado
Ímprobo e empenado
Triste fim do Finado Senado
Na pele do depravado
Corrompido e desmoralizado
Triste fim do Finado Senado
Incorporando o desmascarado
Sem moral e avacalhado
Triste fim do Finado Senado
Vivendo um desencarnado
De alma vendida... ao diabo.
Extrato de uma carta dirigida aos Legionários de Cristo. México, 28 de setembro de 1989.
´Na vida, no mundo, cada homem vai fazendo também suas opções que vão moldando sua personalidade, e vão dando um rumo a sua vida: a decisão sobre a profissão que pensa seguir, a escolha de uma esposa, a formação de uma família. E se a pessoa é madura, estas determinações que se iniciaram como possibilidades e que por um atrativo crescente se converteram em decisões, chegam a ser irreversíveis por ser uma parte de sua vida mesma, de sua identidade humana. Se analisarem o motivo último destas opções ncontrarão que o amor foi cativando sua vontade. Assim é o homem, por trás de suas decisões se encontra sempre a força do amor: a outra pessoa, a si mesmo, a um valor, ao prazer, às coisas. Quem ama pouco ou com inconstância viverá de leviandade e impulsos, do ambiente. Mas quem ama autenticamente empreende grandes empresas, comporta com integridade sofrimentos indizíveis. O amadurecimento é, portanto, a constância no amor que orienta e polariza toda uma vida, que fundamenta e motiva a felicidade, que dá sentido, que enche os desejos profundos do homem de amar e ser amado.
Não pode ser diferentemente com o sacerdote, com o religioso. Só o amor dará sentido a sua existência: só o amor será motivo para que alcancem o molde das opções definitivas. Não será nunca o suficiente o puro esforço de vontade de quem por capricho decide seguir adiante. Tarde ou cedo se desfalecerá porque sua vontade se cansará ou encontrará outros atrativos que o seduzam e o conquistem. Se for fiel só por amor, se for autenticamente feliz só no amor, se for idêntico só amando´.
Willian Ribeiro dos Santos (Bahia, 7 de Setembro de 1989), mais conhecido como Willian Ribeiro, é um jovem poeta e escritor brasileiro. Sempre se sentiu diferente, devido ao seu sentimentalismo exacerbado, em meio a tempos contemporâneos. Esse é o motivo pelo qual começou a escrever. Em sua pequena obra é possível notar características como: a dramaturgia, a diversidade e a sensibilidade. O escritor afirma ser fiel apreciador de gênios como Shakespeare, Fernando Pessoa e Clarice Lispector.
Segunda feira.
15 de setembro de 2009.
Uma manhã fria, nevava. O vento batia contra as janelas das muitas casas daquela rua vazia. As aulas começavam e um ou outro corria pelas ruas, para alcançar o ônibus. E ali estava ela, não necessáriamente a espera do escolar. Estava apenas saindo de casa, com as chaves em mãos. Iria de carro. Usava vestes apropriadas para o dia. Uma calça de couro preta e botas. Usava também uma camiseta deuma banda de rock dos anos 80 e um sobretudo preto por cima. Os seus cabelos escuros estavam soltos e os olhos num verde esmeralda destacavam-se devido ao lápis escuro.
- Volta pra casa depois?- O homem perguntou, parado na porta, com um sorriso no rosto. Uma garrafa de cerveja em mãos. A menina revirou os olhos ao vê-lo levá-la aos lábios. Como fora parar ali?
- Sim, vou voltar para a minha casa.- Enfatizou, abrindo um sorriso lateral, que logo sumiu de sua face. Derick não era uma garoto feio, mas também não era uma beleza rara. Tinha cabelos escuros e a pele clara, os seus olhos eram num cinza claro e o seu corpo era ideal, talvez fora muito bonito no colegial, mas não agora. Agora era só um bêbado viciado, que vendia drogas para sobreviver.- Até mais, Derick.- Acrescentou e seguiu até o velho impala, estacionado em frente à velha casa.
- Espera, você me liga, Myv?- Derick perguntou, jogando a garrafa agora vazia na lata de lixo enferrujada.
- Derick, você está parecendo uma garota.- Myv riu e abriu a porta do carro.- Não, eu não vou ligar. Apareço quando sentir necessidade.- Piscou marota e entrou no automóvel, fechou a porta e deu a partida, acelerando com tudo rumo ao colégio em que estudava.
11 de setembro de 2001. O dia em que a Terra realmente parou. Também foi o dia em que o mundo se perguntou até onde o fanatismo religioso aliado à intolerância são capazes de disseminar o terror e destruir vidas inocentes.
Brisa de Setembro no Porto
Porto, cidade Invicta, maravilhosa… Minha linda e maravilhosa cidade, que me acolheu há muitos anos atrás, ainda eu menininha de colo, e que me mostrou lugares lindos, e pessoas maravilhosas que guardo no meu coração, e me deu a honra de nela crescer, ser adolescente e me tornar mulher… Meu Porto, cidade de gente de sorriso aberto, abraço forte, resposta sempre pronta, entre muitos outros predicados. Cidade frenética, cheia de vida, alegria, muito calorosa, afetuosa, repleta de lindos monumentos, ruas estreitas, largas avenidas, lindos e grandes jardins que “recebem” em seus relvados, gente cansada, nas noites de folia, ou que se abrigam do calor do Verão debaixo das frondosas copas de árvores, algumas já centenárias, e banhada pelo rio mais lindo que já vi, o Douro.
É uma linda cidade, viva, e quente, tanto a nível de sentimentos como de temperatura. Mas hoje, a manhã já “acordou” mais fresca. A brisa que senti, ao abrir a janela do meu quarto, já me fez arrepiar um pouquinho, deu-me vontade de me abrigar nos meus braços cruzados. E assim fiz. A esta brisa, eu chamo de ventinho, pois ainda é “menininho”, ainda está a aprender a dar os primeiros passinhos, pouco a pouco. É um vento levinho, ainda nada curva á sua passagem, só toca ao de leve, só vem para acalmar o calor que Junho, Julho e Agosto nos deram, dia e noite, e nos fez suar e a sombra ter procurado, para o calor “matar”. Só quer mostrar que chegou, e que em breve ficará por tempo, e no seu devido tempo.
Adoro o vento, senti-lo na cara, nos meus cabelos. Adoro sua subtileza, sua transparência, pois ele não tem cor. E é pena que o vento, não tenha cor, para com a sua passagem, colorir ainda mais esta linda cidade do Porto… Então, ainda seria mais bela do que é, apesar de aos meus olhos ser a mais bela do mundo. Lá ao longe, na linha do horizonte, vi umas ligeiras e leves nuvens, parecidas a bolinhas de sabão. Foram, trazidas por ele apesar de ainda menininho na sua força. Talvez, daqui a um dia ou dois, possam cair as primeiras gotinhas de água, sobre a mãe Terra, e ele seja a ajuda necessária a isso. Acredito nisso, pois hoje ouvi o amolador de tesouras, e desde a minha infância, que eu o ouço cada vez que a chuva se avizinha.
O Porto, para mim é um estado de alma, um encantamento, uma forma de sentir a vida! E Setembro embeleza-a ainda mais com suas cores Outonais e a sua brisa a que eu chamo de ventinho…
Amo-te cidade do Porto
21 de setembro
Foi um momento de abstração, apenas.
Ele, tão indiferente, cumpriu seu papel de pura simpatia como sempre, cortês, misterioso, apático a qualquer sentimento de culpa ou desconforto pelo seu comportamento das últimas semanas.
Literalmente eu me senti em outro cosmo, vesti minha capa de supermulher e entrei no jogo, sim eu estava sorrindo, mas não me sentia feliz.
Introvertida de sentimentos, me fechei dentro de mim como ninguém jamais faria, entorpecida de autocontrole, como um ex-alcoólatra, convicta de que aquele não passava de mais um dia, ou melhor de alguma horas, a sensação era que ninguém além de mim mesma se importava com aquela situação, ou melhor, com os meus sentimentos.
Pergunto pra mim mesma o porquê você agiu assim? Tão amigo, tão gélido, tão ninguém? Confesso que, após sua saída, o evento ficou muito melhor, porém menos interessante, não tive minhas respostas e mais uma vez tiro as minhas próprias conclusões de um tema que provavelmente só eu estive interessada.
Estive pensando em me afastar, aliás me afastar de quem? Impossível se distanciar de quem sempre esteve longe. Brincando de contatos no Facebook, de próximos no WhatsApp, quando na verdade não passamos de dois estranhos, basta um virgula mal interpretada e já não se sabe mais quem é quem. Triste.
Paz e bem.
5 de setembro
Felicidade era a palavra que definia o exato momento daquele beijo.
É incrível quando você não faz ideia que algo surpreendente no qual você nem contava mais simplesmente acontece. Aquela segunda feira foi mágica, um nó na minha cabeça, porém uma imensa vontade de aproveitar o momento e perder o controle da situação.
Lembro daquele 15 de novembro, três semanas depois, ali estava eu, perdida em lágrimas, confessando todos os meus desamores ao homem que mais feriu meus sentimentos nos últimos anos.
Iludida, frustrada, refém das circunstâncias, como um névoa, um nó profundo na garganta, nada amenizava a dor da ideia de ter sido manipulada claramente por um insensível convicto.
Pensei que teria o controle da situação, ou, que em dado momento eu me convenceria que existiria uma relação, algum laço de intimidade.
Expectativa errada, e agora estou aqui entregue aos meus sentimentos, desmascarada, triste por não entender nem controlar a realidade a minha Volta. A verdade é que já é hora de assumir certas responsabilidades e admitir que eu preciso aprender a controlar a única coisa que posso ter controle, que é a minha vida e as escolhas que eu posso fazer sobre qualquer situação, eu escolho seguir com o plano inicial:
Abandonar tudo e todos, deixar o passado pra trás, criar uma casca e partir pro outro continente em busca de uma nova vida.
E, levo este momento comigo, na minha fantasia de que tudo foi perfeito. E, foi!
Paradoxo.
Paz e bem.
Estela Vilas Boas.
