Seria
Serto dia perguntei pra uma garota ...como seria seu dia perfeito?
E ela respondeu me :você já sabes.
Aí percebi que a química não está apenas nos elementos químicos da tabela periódica, mas sim, em cada um de nós há sempre um composto químico(ele) que irá reagir com outro (ela)formando uma substância (o amor)afim de ser usado em prol do bem e da felicidade.
Descoberto assim outro elemento químico
Se eu não tivesse seu amor
Meu Pai
Eu não seria capaz de viver
Sem seu amor
Por favor, Pai, me dê
Um pouco de amor
Porque eu sei que
Você tem muito amor para dar
Você é quem fez o amor
Com suas mãos sagradas
Também é o amor que cura
Meu coração partido
Que está em dor
Eu já tomei muitos analgésicos
E nada funcionou
Sim, eu overdosei em analgésicos
Isso é algo muito
Perigoso de se fazer
Mas eu também estava ficando desesperado
Sim, Pai, muitas pessoas quebraram
Meu coração novamente
Também eu não sei mais o que
Fazer
Porque eu odeio ficar sozinho
Sem amigos
Seria assim tão estranho não desejar a vida?
Não desejar a morte — apenas não desejar a vida.
Talvez exista uma diferença entre essas duas coisas que raramente nos permitimos pensar.
Não falo daquele sofrimento profundo que transforma a própria existência em peso, nem da angústia de quem deseja desesperadamente desaparecer. Falo de algo mais silencioso. Mais difícil de explicar.
Uma espécie de ausência.
A vida continua, o corpo acorda, os dias passam, as pessoas chegam e vão, o mundo permanece acontecendo diante dos nossos olhos. E nós seguimos junto com ele.
Não porque tenhamos sede da vida.
Apenas porque estamos vivos.
E talvez seja estranho admitir isso em um mundo que parece exigir de nós uma paixão constante pela existência. Esperam que desejemos crescer, conquistar, amar, viajar, construir, envelhecer. Esperam planos para amanhã e motivos para levantar hoje.
Mas e quando não há esse desejo?
Quando viver não dói o suficiente para querer partir, mas também não encanta o bastante para querer permanecer?
Talvez exista um intervalo entre querer viver e querer morrer.
Um lugar quase sem nome, onde a pessoa não deseja necessariamente abandonar a existência, mas também não sente que precisa agarrar-se a ela.
Ela simplesmente continua.
Levanta porque amanheceu.
Come porque tem fome.
Trabalha porque precisa.
Sorri porque alguém sorriu.
Dorme porque o dia acabou.
E, no dia seguinte, tudo recomeça.
Talvez o mais estranho não seja isso.
Talvez o mais estranho seja a nossa necessidade de transformar toda existência em uma declaração de amor à própria vida.
Como se estar vivo exigisse entusiasmo.
Como se sobreviver tivesse que significar desejar.
Como se aquele que não sente uma profunda vontade de viver estivesse, necessariamente, quebrado.
Mas será que estamos?
Ou será que existe uma diferença entre amar a vida e simplesmente aceitá-la?
Talvez algumas pessoas atravessem determinados períodos sem encontrar na existência algo que as faça dizer “eu quero estar aqui”, mas ainda assim continuem abertas à possibilidade de que alguma coisa aconteça.
Um encontro.
Uma conversa.
Uma manhã qualquer.
Uma música.
Um lugar.
Uma pessoa.
Ou simplesmente uma versão de si mesmas que ainda não conheceram.
Talvez continuar não seja necessariamente desejar a vida.
Às vezes, continuar é apenas não fechar completamente a porta.
E talvez isso já seja alguma coisa.
Porque há dias em que viver parece uma escolha.
Em outros, parece apenas uma sequência.
E há momentos em que nem sequer sabemos se estamos escolhendo ou apenas seguindo o movimento das coisas.
Talvez a vida seja estranha justamente por isso.
Ela não nos pergunta todos os dias se queremos estar aqui.
Ela simplesmente amanhece.
E nós precisamos decidir o que fazer com mais um dia.
Talvez eu não precise sentir uma fome imensa pela existência para continuar existindo.
Talvez eu possa apenas caminhar enquanto procuro alguma razão que ainda não conheço.
E talvez, no fim, a vontade de viver não seja algo que precisamos possuir o tempo inteiro.
Talvez ela também possa ser encontrada.
Aos poucos.
No meio do caminho.
Sem promessa.
Sem certeza.
Sem nome.
Apenas aquela pequena sensação de que, apesar de ainda não saber exatamente por quê,
talvez amanhã valha a pena descobrir.
Quando a música provoca sentimentos nunca sentidos afetando a profunda camada da sua alma, seria talvez o despertamento lento de uma vida passada?
Além dos Obstáculos
Suor, cansaço e talvez alguma dor e alguns riscos — seria um resumo bastante inadequado diante de um dia que foi inesquecível, repleto de muitos significados.
Marcado por risadas; passos dados com mais calma, outros acelerados; olhares curiosos, surpresos e deslumbrados; para alguns a sensação de um reencontro; para outros, o novo sendo visto,
Portanto, um tipo de oportunidade admirável, uma experiência usufruída, compartilhada entre altos e baixos, assim como é a vida, que não deixa de ser uma bênção por causa dos obstáculos.
Certo de que seria uma dádiva se eu pudesse ser iluminado pelo brilho entusiasmado dos teus olhos e pelo refulgir intenso do teu sorriso, um momento simples seria grandioso, uma forma de perceber que eu teria ultrapassado a tua superfície e alcançado a profundidade da tua essência, saboreando uma emoção sublime, acolhido pela viveza do teu coração, um sol de verão nos meus dias nublados, um fogo que sobrevive ao frio, o privilégio de poder sonhar acordado, um amor que não estaria sozinho, sendo fortemente correspondido com os nossos caminhos entrelaçados, vívidos, não sei se um dia, isso tudo irá acontecer de fato, entretanto, no mínimo, agora, desfruto de um devaneio genuíno, deleite do meu imaginário.
"Juca Chaves já dizia: 'A imprensa é muito séria; se pagar, publicam até a verdade'. Ainda assim, há quem jure que não existe manipulação eleitoral antecipada no Brasil."
Se eu fosse razão
Não seria emoção.
Se eu fosse regra
Não seria surpresa.
Se eu fosse eterna
Não seria saudade.
Sempre achei que, quando começasse a enxergar os defeitos do outro, seria o início do fim.
Que enquanto eu conseguisse ver apenas o lado bonito, as qualidades, os gestos que encantam e aquilo que me fazia sorrir, o amor estaria seguro.
Eu acreditava que o dia em que o encanto diminuísse seria também o dia em que o amor começaria a acabar.
Mas talvez eu estivesse confundindo encanto com amor.
Porque chega um momento em que a gente deixa de conhecer apenas a parte bonita de alguém e começa a enxergar o ser humano inteiro , com as manias,
as imperfeições, os dias difíceis, as inseguranças.
E até as palavras que às vezes machucam.
Os defeitos que antes não apareciam, ou não conseguia ver.
E, estranhamente, isso não fez o amor desaparecer.
Fez o amor ficar mais real.
Porque existe uma diferença enorme entre amar alguém que ainda estamos idealizando e amar alguém depois que a idealização acaba.
Quando te conheci de verdade, algumas coisas deixaram de ser exatamente como eu imaginava. Eu passei a enxergar aquilo que antes não via, inclusive aquilo que não gosto, aquilo que me incomoda e aquilo que eu gostaria que fosse diferente.
E não, eu não passei a amar os seus defeitos.
Não acho que amar seja transformar tudo em qualidade ou fingir que aquilo que nos incomoda não existe.
Mas descobri uma coisa que nunca tinha entendido antes: eu posso não gostar de algumas partes de você e, ainda assim, querer você na minha vida.
Eu posso não gostar de algumas manias e ainda te respeitar e ser leal.
Porque quando olho para tudo o que existe entre nós, esses defeitos não parecem maiores do que nosso planos.
Não são maiores do que tudo aquilo que ainda quero viver ao seu lado.
Não são maiores do que as coisas que construímos, os momentos que compartilhamos, os sonhos que nasceram no caminho e, principalmente, do que a vontade que ainda existe em mim de continuar construindo com você.
Talvez seja isso que acontece quando o amor deixa de ser idealizado.
Eu não preciso mais acreditar que você é perfeito para acreditar que é você quem eu quero.
O encanto não está mais em não enxergar os seus defeitos.
Está em enxergá-los e perceber que, mesmo assim, quando penso no futuro, ainda vejo você nele.
Talvez amar de verdade seja justamente esse momento em que a fantasia acaba, a pessoa real aparece e, mesmo conhecendo a realidade, você percebe que ainda quer ficar.
Não porque tudo seja perfeito, mas porque eu escolhi te amar .
Um dia te olhei, sem óculos, talvez sem vendas , sem obstáculos da minha mente, eu só te olhei, desnudo de toda perfeição que minha mente criara... nesse dia eu passei a te amar de verdade .
AS FORMAS DO MEU AMOR XI
Ontem antes de dormir pensava
Como seria tudo ao seu lado
Estaria feliz , imaginava Só em pensar em você me sentia mudado.
Por algum motivo o destino quer,
Que te conheça de alguma forma
Essa forma totalmente desconheço
Mas sei que cada dia faz com que te queira.
Sonho com o dia que te beijo
Talvez um dos melhores dias da minha vida Porque simplesmente vejo, apenas vejo
Que cada vez mais me sinto apaixonado.
E ontem esse sentimento voltou mais forte Cada vez que te vejo se fortalece
Te conhecer não foi sorte
Isso vai além do que parece.
Pra mim, te ver é precioso
Faz com que tudo tenha sentido
Apenas contigo vejo o amor com outros olhos Em outra Vida, quem sabe, tenha te amado.
Se eu fosse música.
seria tango
compositor,
seria chico,
sentimento,
seria amor
Se fosse cor,
seria preta,
fosse bicho,
borboleta,
seu eu fosse,
não voltava,
virava doce,
te lambuzava
Se eu fosse boca,
na tua
seria corpo,
no teu
seria rosto sem véu
fosse o que fosse,
serias meu.
(Lfosse o que fosse)
Perguntei à Natureza
qual seria a cor da Vida,
e Ela me respondeu
com um Arco-Íris.
E vejo Flores e Cores 💐🎨
no caminhar do meu olhar...
✍©️@MiriamDaCosta
No calendário é (ou seria…) verão 🌞
mas o sol parece uma promessa
que não assinou contrato com o céu.
Já nem me lembro
da última vez
em que estendi as roupas lavadas
no varal do quintal,
onde o vento fazia carinho
e o sol beijava as roupas
até deixá-las com perfume de tarde.
Faz tempo. 🌞
Tempo de nuvens espessas, 🌧
de chuvas que não pedem licença,
de previsões que mudam de humor
como quem muda de roupa,
e ironicamente
a roupa é que não muda de lugar.
Agora estendo tudo no varal do porão,
entre paredes
e uma claridade tímida
que entra pelas frestas
como quem pede desculpas.
É verão no papel, mas por aqui
as estações parecem suspensas.
E enquanto as roupas
demoram a secar,
eu penso que talvez
haja dias assim também na alma,
dias de porão,
em pleno verão.
✍©️@MiriamDaCosta
📆 15 de abril - dia mundial da arte
Ode à Arte
Óh! Arte!
O que seria do mundo sem a Arte?
Seria um corpo erguido
sem alma para habitá-lo,
um grito contido
sem coragem de ecoar.
Seria o cinza
imposto como destino,
a existência reduzida
ao cálculo frio do sobreviver.
Mas tu,
insurgente e indomável,
rasgas o véu da obviedade
e devolves ao humano
o direito de sentir.
És o sopro que colore o caos,
a desordem que revela sentidos,
a ferida que sangra beleza
e a beleza que não teme a dor.
Na tua linguagem
cabem todos os silêncios,
todos os excessos,
todas as contradições de existir.
És abrigo e abismo,
espelho e vertigem,
carícia e ruptura.
E é por ti
que o homem não sucumbe
por inteiro
à brutalidade do mundo
porque onde
a realidade endurece,
tu floresces.
E onde tudo parece
perdido,
tu insistes…
em criar.
✍@MiriamDaCosta
DEIXAR DE AMAR O PRÓXIMO É COMO ARRANCAR O CORAÇÃO
BY: Harley Kernner
Seria impossível, talvez até traição comigo mesmo,
tentar renunciar ao que me faz viver:
esse amor que habita, profundo e forte,
é a fonte onde vou para me reencontrar.
Não é só sentimento, é raiz que me sustenta,
a terra onde brota toda a minha poesia —
ele respira em mim, antes mesmo que eu pense,
e ilumina cada verso, cada melancolia.
Se eu tentasse apagá-lo, perderia a alma,
a razão de tudo o que sei expressar:
é ele que me inspira, que me dá voz e calma,
o motivo maior de eu saber amar.
Esse amor não sai, não cede, não termina — é o que sou, a essência que me conduz:
minha raiz poética, eterna e divina,
a luz que me guia nesse mundo de tão pouco AMOR.
Harley Kernner
Arquiteto de Poesias e Crônicas
