Seria
Se eu pudesse ter um superpoder, seria o de não sentir nada; ninguém imagina as inseguranças que existem nesse meio, ou os sentimentos que nos machucam e, mesmo assim continuamos e permanecemos fiéis a quem somos, tudo em nome do amor, porque o amor também pode ser dor.
Tentamos esquecer muitas coisas para seguir em frente em paz, mas, hora outra, sentimentos de rejeição, nojo e incompreensão voltam pra lembrar nossos enormes erros, e somos injustamente culpados por tudo o que pensamos; ninguém compreende verdadeiramente a sensação de querer ficar bem, apenas para ser puxado de volta à estaca zero.
Até ficar preso eternamente em um trilho emocional de : Você já disse o que queria dizer, então por que repetir? E por que continua pensando nisso, se ela sempre afirma o contrário?
É do orgulho, mas também da dor, da insegurança e do medo. Muitos estão confusos, mas também muitos verdadeiros que sofrem por esses confusos e suas histórias tumultuadas.
A outra estória
Percebo, que o mundo seria bem melhor se não se preocupassemos tanto com a outra estória.
Grandes potenciais seriam desenvolvidos e o lado bondoso de muitas pessoas, seria exposto.
Não faz sentindo pensar nessa outra estória, a qual não está sobre nosso controle, não temos ingerência alguma, nada podemos fazer, além de supor.
A outra estória é algo que não tem nada a ver conosco.
- Não ajude essa instituição, o direitor desvirtua parte do dinheiro
- Mas essa é uma outra estória.
- Não sei porque você insiste neste trabalho, nada vai mudar.
- Mas essa é uma outra estória
- Não adianta você falar para essas pessoas, elas não te ouvem, não mudam.
- mas essa é uma outra estória
Portanto, faça a sua parte, dê o seu melhor e não se preocupe com a tal da outra estória.
Me jogaram no inferno achando que eu ia morrer o que não sabiam é que seria lá que eu aprenderia a viver
#SERÁ #QUE #PODE?
Nada de mais, nem de menos...
Se eu fosse o que você pensa...
Eu não seria o que sou...
Se não sou você...
Você não é eu...
Você sente, pensa e sabe...
Mas pensa que sabe quem sou eu...
Pode ser e pode não ser...
Sei que é diferente apenas...
Tanto posso dizer que sou...
Mas você não pode dizer...
O que penso...
Não sabe a diferença que encontra...
Não sabe de mim nada...
Só deixo você saber o que quero...
Como tem que ser...
A mentira ou o verdadeiro...
Assim eu me dou por satisfeito...
No que pensa não me diz nada...
Simples assim...
Eu que penso por mim...
Sandro Paschoal Nogueira
Indefectível Abismo
“E assim o é
e o seria…
Ainda que brando estivesse.
Ainda que eu partisse, volátil…
O abismo, então,
se compraz tardio,
desatando o nó
do meu próprio canto sombrio.”
Carmen De Eugenio
UBE - AFLAMS - ALB - PEN CLUBE
Se alguém te levasse pra algum lugar, que você não quisesse ir, como seria? Me sentiria como uma bagagem.
Entrega
Entregar-me é obrigação;
pela metade, seria falta de convicção.
E, nas notas intensas de um solo,
derreto-me como aço vencido pelo fogo.
Eu sonho demais,disso eu sei.Mas o que seria da vida e do mundo sem os nossos sonhos?NADA.
O que seria do amor,sem nossos sonhos apaixonados?NADA.
A graça do amor é sonhar,sonhar muito…Sonhar com nos dois juntos, se beijando,fazendo e recebendo carinhos.
O que seria do meu amor por você,se eu não sonhasse com você todas as noites,todas as tardes e todas as manhas?Sim eu sonho com você a todo momento,pensar em você já virou uma rotina pra mim.A melhor rotina de todas,
__ Aquela rotina que eu não quero sair dela nunca….
O homem, mesmo sem qualquer tipo de competição, ainda seria orgulhoso, individualista e egocêntrico.
Até um erro pode ser corrigido, mas o riso é tão espontâneo que seria absurdamente impossível desrir.
Se o amor tivesse endereço, seria entre o mar e o luar, onde nossos sonhos caminham sem nunca se cansar.
DeBrunoParaCarla
Estava eu aqui nesse mundo que criei em minha volta a pensar, imaginando como seria as nossas vidas onde todos podessemos encontrar inspiração dentro de nós mesmo.
Estamos sempre buscando algo que nos inspire em uma imagem, em algo que não está ao nosso alcance, em palavras de terceiros ou filósoficas e de autoestima; mas nóis perdemos em nossos próprios pensamentos sobre os problemas e dilemas que nos aflingem todos os dias; porém, talvez seja o que nos faz mais fortes a cada dia, mas, na verdade, a inspiração de vencer, de crescer, de ser melhor a cada passo que damos rumo ao nosso futuro, talvez simplesmente, seja olharmos com mais atenção para dentro de nóis, fechar os olhos para o mundo e tudo aquilo que nos influêncie, necessitamos abrir nossas mentes para novos horizontes, devemos permitir que nossos pensamentos rompam os limites do certo e do errado, quebrar os paradigmas de tudo o que até aqui nos influênciou e aprendemos; essa inspiração que tanto procuramos, sempre esteve dentro de nós, deste o nosso surgimento, mas o que nos impede de achar essa inspiração, são as turbulências e o caos que nos cercam em meio a nossa paz.
Se você conseguir deixar de lado os seus conceitos sobre tudo e todos, assim como os que metidam o faz, você conseguirá inspirar não só a você mesmo, mas como os que estão a sua volta, você ficará tão surpreso com a paz interior que se esconde em você, que mudará o seu modo de pensar e ver os seus dias de forma extraordinária.
Não inxista em continuar sua vida assim, você é capaz de fazer coisas incrivéis, se encha de otimismo pois você está sujeito a experimentar algo incrivel que somente os deuse tem esse previlégio de viver; desapegue desse mundo, acredite em você mesmo, se faça o seu próprio autor de suas inpirações e viva a verdadeira vida que pra ti, foi preparada.
Você está preparado para sair da matrix e começar a viver a sua vida de verdade?
Sua canção
Se eu consegui-se traduzir em uma canção os meus sentimentos por você, ela seria tão somente entoada por harpas, cantada por anjos e querubins em uma sinfonia celestial.
Sua melodia seria composta por canarinhos e sábias, que nas noites serenas ninan os sonhos dos bebês em suas ternuras.
Inspiração, amor, sedução e um toque de magia se encontraria em sua letra e cifras.
Cada nota musical se ouviria a voz da vida lhe convidando para viver intensamente esse amor que é só seu.
Seria hipocrisia da minha parte afirmar que eu seria simplesmente atraído pelos belos traços que se contém nas mulheres, pois, na verdade, dentro de cada mulher existem características individuais que revelam a sua verdadeira beleza. Nem mesmo espelhos refletem ou mesmo maquiagens tornam mais lindas tais características, há não ser a sua própria feminilidade que cada uma traz dentro de si.
## Capítulo XXII
# A Conversa Depois
Durante vinte anos acreditara que o encontro seria o fim da espera.
Descobriu que era apenas o início de outra forma de tempo.
Saíram da cafeteria sem combinar destino algum. Heidelberg permanecia envolvida pela serenidade discreta das cidades que aprenderam a conviver com os séculos. As ruas estreitas conservavam o rumor distante do rio, e o vento da primavera movia lentamente as copas das árvores como se também ele tivesse decidido caminhar sem pressa.
Nenhum dos dois parecia disposto a romper o silêncio.
Não porque lhes faltassem palavras.
Mas porque certas presenças exigem primeiro o reconhecimento da realidade antes de aceitarem a linguagem.
Durante duas décadas haviam conversado através de livros, críticas, perguntas e ausências. Agora precisavam aprender uma tarefa infinitamente mais difícil.
Estar um diante do outro.
Foi Ariadne quem sorriu primeiro.
— Você continua caminhando como quem pensa.
Ele riu.
— E você continua observando como quem escreve.
Ela abaixou os olhos.
— Nunca deixei de escrever.
— Eu sei.
— Como sabe?
— Porque ninguém pensa dessa maneira sem escrever em algum lugar.
Ela não respondeu.
Apenas continuou andando ao lado dele.
Jantaram num pequeno restaurante às margens do Neckar. A conversa atravessou a literatura, passou pela música, alcançou a filosofia e, pouco a pouco, abandonou todos esses territórios para chegar ao único assunto realmente importante.
A vida.
Ela contou dos anos dedicados à universidade, dos alunos que lhe devolveram a esperança quando o mundo parecia definitivamente entregue à superficialidade. Falou dos pais, das perdas, das amizades interrompidas pelo tempo. Confessou que relera *O Cadafalso* muitas vezes, mas que a cada leitura encontrava um homem diferente escondido entre as páginas.
Ele ouviu mais do que falou.
Havia esperado tanto por aquele encontro que agora descobria não possuir qualquer urgência.
A realidade finalmente dispensava a imaginação.
Quando saíram, a cidade já estava quase vazia.
Caminharam sem destino.
Como duas pessoas que sabiam exatamente para onde desejavam ir e, por isso mesmo, não tinham pressa de chegar.
Foi ela quem interrompeu novamente o silêncio.
— Você imaginou este encontro?
Ele sorriu.
— Todos os dias.
Ela baixou a cabeça.
— Eu também.
— E aconteceu como imaginou?
Ela demorou a responder.
— Não.
— Melhor ou pior?
Ela voltou-se para ele.
— Melhor.
Porque a imaginação sempre exagera.
A realidade apenas existe.
Continuaram caminhando.
Chegaram ao apartamento dela já perto da meia-noite.
Havia livros por toda parte.
Partituras sobre o piano.
Uma xícara esquecida sobre a mesa.
Nada parecia preparado para receber alguém.
E exatamente por isso tudo parecia verdadeiro.
Ela abriu uma garrafa de vinho.
Serviu duas taças.
Sentaram-se diante da janela.
Conversaram durante horas.
Não sobre o amor.
Mas sobre aquilo que o amor permite compreender.
Em determinado momento, ela aproximou lentamente a mão da dele.
Não havia hesitação.
Havia reconhecimento.
Ele segurou aqueles dedos com a delicadeza de quem recebe de volta alguma coisa que acreditava definitivamente perdida.
O beijo aconteceu sem qualquer urgência.
Não pertencia ao desejo.
Pertencia ao tempo.
Naquela noite fizeram amor como duas pessoas que já haviam aprendido que o corpo não serve para vencer a solidão.
Serve apenas para lembrar que a alma também precisa de abrigo.
Depois permaneceram deitados.
Nenhum dos dois demonstrava vontade de dormir.
A chuva começava a bater contra a janela.
Foi Ariadne quem quebrou o silêncio.
— Durante vinte anos imaginei uma única pergunta.
Ele voltou o rosto.
— Qual?
Ela sorriu.
— Sobre o que conversaríamos depois?
Ele fechou os olhos por um instante.
Depois respondeu quase num sussurro.
— Descobri que passei vinte anos procurando essa resposta.
Ela esperou.
— E encontrou?
Ele olhou para o teto.
Depois para ela.
— Sim.
— Qual é?
Ele sorriu com uma serenidade que nunca conhecera.
— Descobri que, quando duas pessoas finalmente deixam de pertencer à memória e passam a pertencer à realidade, qualquer assunto se torna extraordinário.
Ela apoiou a cabeça sobre seu peito.
Durante muito tempo permaneceram ouvindo apenas a chuva.
Lá fora, o mundo continuava exatamente o mesmo.
As guerras continuavam.
Os jornais continuavam mentindo e dizendo a verdade ao mesmo tempo.
Os homens continuavam perseguindo poder.
Nada havia mudado.
Exceto uma pequena vitória invisível.
Depois de vinte anos, o pensamento finalmente encontrara a realidade.
E, pela primeira vez desde a tarde distante na Baviera, nenhum dos dois precisou imaginar o futuro.
Bastava viver a noite.
