Ser Humano
COMO CONTINUAR AUTÔNOMO QUANDO DEPENDEMOS DO CONHECIMENTO DOS OUTROS?
Nenhum ser humano moderno consegue verificar pessoalmente tudo aquilo em que precisa confiar.
Não fabricamos nossos próprios medicamentos. Não reproduzimos todos os experimentos científicos. Não examinamos toda infraestrutura que utilizamos. Não dominamos todas as áreas necessárias para tomar decisões.
Dependemos.
Isso significa que a autonomia absoluta é uma fantasia.
Mas dependência não precisa significar submissão.
Existe uma diferença entre reconhecer a competência de outra pessoa e entregar a ela a autoria da própria decisão.
Podemos dizer: “Essa pessoa sabe mais do que eu sobre isso.” Sem concluir: “Portanto, tudo o que ela disser sobre isso deve ser aceito sem exame.”
Autoridade epistêmica é contextual.
Alguém pode possuir enorme competência em determinado campo e nenhuma competência especial em outro.
Discernir não significa desconfiar compulsivamente dos especialistas.
Significa justamente saber quando confiar mais, quando procurar confirmação e quando reconhecer os limites da própria capacidade de avaliação.
Autonomia madura não diz: “Não preciso de ninguém.”
Diz: “Preciso saber de quem dependo, para quê dependo e até onde essa dependência deve alcançar.”
A independência intelectual não está em eliminar relações de confiança.
Está em impedir que confiança se transforme em abdicação.
Ser autor do próprio pensamento não significa escrever sozinho. Significa continuar responsável pelo texto mesmo depois de ouvir muitos autores.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
A IA não precisa substituir o ser humano; basta que o ser humano se acostume a substituir a si mesmo.
Carlos Eduardo Balcarse
A inteligência artificial aprende padrões; o ser humano precisa aprender a perceber quando virou apenas mais um deles.
Carlos Eduardo Balcarse
A CONTRADIÇÃO DO SER HUMANO!
É contraditório exigir que alguém que já não aguenta mais viver continue vivendo, quando, em vida, tantas vezes ninguém se importa de verdade com o que essa pessoa sente.
As pessoas se sentem no direito de julgar dores que nunca sentiram, condenar escolhas que nunca precisaram fazer e exigir força de quem já está exausto de lutar em silêncio.
É fácil dizer que alguém precisa continuar quando não é você quem sente o peso de existir. É fácil julgar quando não se conhece a dimensão da dor do outro.
No fim, muita gente só se importa com a vida alheia quando ela toma um rumo que contraria suas próprias convicções. Antes disso, a dor passa despercebida, os pedidos de ajuda são ignorados e o sofrimento se torna invisível.
Ninguém conhece a batalha que outra pessoa trava dentro de si a ponto de se sentir no direito de julgá-la. Antes de apontar o dedo para quem sofre, seria preciso ter a humildade de reconhecer que nem toda dor é visível e nem todo sofrimento pode ser compreendido por quem olha de fora.
Porque acolher é muito mais difícil do que julgar, e respeitar a dor de alguém exige muito mais humanidade do que simplesmente dizer o que essa pessoa deveria fazer.
3569 🌞 Agora é definitivo... Entre ser (ou vir a ser) o Sol e ser (ou voltar a ser) Humano, opto (ou 'opito') pela segunda 'optável' opção. E estamos conversados!
Quando o ser humano perceber que a bola, ainda que chutada, agarrada, liberada, agredida e até acolhida, tem mais voz que o “livro mais vendido” e 'menos vivido do mundo', não haverá mais brigas nem trapaças no futebol.
Há algo de profundamente humano no destino da bola.
Buscada e tocada de todas as formas, e ainda assim continua rodando, unindo pessoas que, fora do campo, talvez jamais se entenderiam.
A bola não julga quem a toca. Ela gira para todos, sem distinção de credo, cor ou fronteira.
E é justamente nesse movimento, tão simples e tão leve, que mora uma lição que o ser humano parece ter esquecido.
Enquanto o mundo se curva diante do livro mais vendido — e, ironicamente, menos vivido —, a bola segue pregando seu evangelho silencioso: o da partilha, da alegria e da verdade do instante.
No gramado, não há espaço para disfarces; o que se é, se mostra.
A bola não aceita trapaças por muito tempo.
Quem tenta enganá-la, mais cedo ou mais tarde, tropeça no próprio engano.
Talvez, quando o ser humano perceber que a bola fala muito mais alto que muitos púlpitos, que seu giro é mais honesto que muitos discursos e que seu jogo é mais limpo que muitas pregações, o futebol voltará a ser o que sempre foi: um espelho do que temos de melhor.
E então, quem sabe, já não haverá mais brigas nem trapaças — apenas o som puro da bola correndo livre, leve e solta, ensinando em silêncio aquilo que tantos livros gritam sem entender.
Talvez, quando descobrirem a cura do câncer, o ser humano descubra que terminal é a falta de senso coletivo.
Doenças são permissão divina, falta de bom senso é escolha humana.
Enquanto há doenças que acometem o corpo, existem outras que adoecem a convivência.
Em hospitais, lugares onde a fragilidade humana se apresenta sem máscaras, espera-se no mínimo encontrar compaixão, respeito e compreensão.
No entanto, não é raro presenciar situações nas quais o individualismo ocupa mais espaço do que a empatia.
Compartilhar um ambiente hospitalar é um exercício bastante silencioso de humanidade.
Ali, cada pessoa carrega sua própria dor, sua ansiedade, seus medos e suas esperanças.
Ninguém está ali por lazer.
Ainda assim, muitos parecem incapazes de perceber que o espaço, o silêncio, o descanso e até a atenção dos profissionais precisam ser divididos de forma equilibrada e respeitosa.
A dificuldade em compartilhar esses espaços revela algo bastante preocupante sobre nossa vida em sociedade.
Estamos cada vez mais acostumados a enxergar nossas necessidades como prioridade absoluta, esquecendo que ao nosso lado há alguém enfrentando uma batalha tão difícil quanto a nossa — ou talvez ainda mais dura.
Um quarto hospitalar, uma sala de espera ou um corredor não são apenas locais físicos; são territórios onde a solidariedade deveria ser tão presente quanto os medicamentos.
O senso coletivo não significa abrir mão da própria dor, mas reconhecer a dor do outro.
Significa compreender que pequenas atitudes — falar mais baixo, respeitar horários, preservar a privacidade alheia e a limpeza do ambiente, colaborar com as regras comuns — podem aliviar o peso de quem já está sobrecarregado pelo sofrimento.
Talvez a verdadeira evolução da humanidade não esteja apenas nos avanços da ciência, mas na capacidade de desenvolver uma consciência coletiva mais madura.
Afinal, de pouco adianta prolongar a vida, se continuarmos incapazes de conviver com respeito, consideração e empatia.
Porque, no fim, um hospital nos lembra daquilo que passamos a vida tentando esquecer: somos todos vulneráveis.
E justamente por isso, deveríamos ser também mais humanos uns com os outros.
Quase na mesma proporção que o ser humano domou e domesticou os animais, ele se deseducou.
Aprendeu a controlar a natureza, mas perdeu o controle sobre si mesmo.
Construiu máquinas capazes de atravessar continentes em horas, mas já não encontra tempo para atravessar o silêncio de uma conversa verdadeira.
Acumulou informações, mas nem sempre sabedoria.
Multiplicou conexões, enquanto enfraqueceu vínculos.
Na tentativa de dominar tudo o que estava ao redor, acostumou-se a acreditar que também podia submeter o tempo, as pessoas, os sentimentos e até os limites da própria existência.
Confundiu progresso com pressa, liberdade com individualismo e inteligência com acúmulo de dados.
A educação que antes acontecia no exemplo, na convivência e na contemplação foi sendo substituída pelo imediatismo, pelo consumo e pela necessidade constante de ter razão.
Pouco a pouco, desaprendemos a ouvir, a esperar, a pedir perdão, a reconhecer nossa ignorância e a aprender com aquilo que é diferente de nós.
Talvez a maior ironia seja que os animais, tantas vezes considerados inferiores, continuam obedecendo ao equilíbrio da natureza, enquanto o homem, que se considera racional, frequentemente age contra ela e contra si mesmo.
E agora, quem irá reeducá-lo?
Não será uma tecnologia, uma ideologia ou um algoritmo.
A reeducação começa quando cada pessoa aceita voltar a ser aprendiz.
Quando reconhece que caráter vale mais que aparência, que consciência vale mais que conveniência e que nenhuma transformação coletiva acontece sem uma profunda transformação individual.
O ser humano só reencontrará seu caminho quando compreender que educar não é apenas ensinar a fazer, mas, sobretudo, aprender a ser.
Porque o verdadeiro progresso não está em dominar o mundo, e sim em governar a si mesmo.
"A maior fonte de conhecimento de um ser humano ao longo de sua existência é o sofrimento passado e superado."
Jonnas Macarddi
FRASE DE UM GURU INDIANO.
A NAVEGAÇÃO DOS PÁSSAROS QUANDO VOAM.
O SER HUMANO DEVIA PRESTAR MAIS ATENÇÃO NISSO.
Como uma folha em branco
O ser humano é como uma folha em branco.
Nasce limpo, Destituido de qualquer complemento.
Com a oportunidade de uma vida plena, isto é, se tiver alguem em sua vida que saiba escrever uma boa historia, é claro.
Quando chega na adolescencia, as paginas de sua vida vão se preenchendo mais rapidamente.
Isso porque nessa faze, meu amigo... a vida corre intençamente. Vive-se muitas emoções de uma só vez, e se preenche o dobro da quantidade paginas em branco que escreveu na infancia.
Existem capitulos que se tem vontade de arrancar, mais este possui muitos anexos bons, então o que podemos fazer é passar um corretivo, ele apaga o que se escreveu, porêm deixa a sua marca para sempre.
Quando crescemos decidimos juntar dois livros diferentes,duas historias que tiveram dois rumos diferentes e passamos a escrever uma unica historia só que juntos.
E assim se prossegue ate a velhice quando uma das duas historias chega ao fim, seu papel acaba, mais deixa seu livro para a pessoa que o escreveu junto com você sempre leia e se lembre como foi bom a historia que escreveram juntos naquelas folhas em branco...
Você está vivo?
Se eu fizer essa pergunta pra qualquer ser humano, ele logo se ofenderia e sairia em defesa pessoal afirmando que sim. Mas Será? Você tem certeza? Bem estar vivo, quer dizer que se estar perceptível a tudo e a todos, Estar vivo não é só caminhar pelas ruas, falar com o outrem, fazer negócios, trabalhar...enfim fazer diversos serviços e ter diversas atitudes. Estar vivo, é está atento, promover e interagir com coisas e pessoas porque muitas vezes temos certas atitudes e só nos damos conta depois de executamos. Pois andamos no automático, e saímos por ai sem muitas vezes até olhar direito quando atravessamos a rua, e é comum acordar com a buzinada de um veículo ou até o grito de uma pessoa dizendo ``Acorda pô´´. Estar vivo é muito mais que agir no dia, a dia em afazeres comuns. Estar vivo é inovar toda hora e se perceber dizendo como sou bom(a) no que a vida me propicia.
Encontro todo dia com gente, convivo, converso, e elas estão sempre com os mesmos assuntos; trabalho, casa, modo de agir dos filhos ou cônjuge, do lado pessoal; sobre seus sacrifícios, dores e pequenos sofrimentos diários. Não há conversa nova, me parece que ao deitar e dormir todos estão gravando em suas mentes as mesmas queixas e falando das mesmas mazelas, achando que desabar pro outro sem deletar em suas mentes o ocorrido, Achará a solução final onde cada dia que morre não se vai com ele todos aqueles dramas. Agora repito a mesma pergunta e você estar vivo? Ou se enquadra nos mesmos padrões dessa massa toda que caminha por ai sem saber, e zumbisados pelas ruas, onde seus robes preferido é a fofoca e difamação.
Estar vivo é muito mais que se prender a uma só coisa ou pessoa. Estar vivo é se arremeter no novo, sair da rotina, dá um ctrl5 pra atualizar sua própria pagina. Estar Vivo é cancelar os downloads infectados por gente mesquinha, que só ousam debochar das outras. Estar vivo é se sentir vivo com força, e fé pra enfrentar com determinação tudo que vier pra lhe derrubar, e sair mais renascido sem culpa, mas vitorioso pra dizer ``vida estou vivo e não tenho medo de desafios´´. Portanto Acorde, a vida te chama e se ela grita é pra que você exerça o que veio fazer na terra; ou seja, VIVER. Que a paz seja sempre meta em sua vida.
