Sepultura
O lúcido e o louco caminham para sepultura, um limitado com suas sensações, outro feliz com sua loucura.
Pedido Vivo
Não seja o primeiro a atirar flor, na minha sepultura,se na minha vida atirava a primeira pedra.
A alma pode até morar por um tempo na sepultura, mas em breve estará liberta a desfrutar a eternidade
Amor...
Agoniza, mas, não morre...
Já vi amor levantar da sepultura de um coração morto...
Já vi o amor brilhar de olhos serrados pela dor da ausência...
Já vi amor atravessar o tempo e recuperar o tempo perdido, como se nada tivesse acontecido...
Já vi o amor tirar sorrisos e devolver alegria de um rosto triste...
Já vi o amor, fazer milagres...
Já vi o amor caminhar de mãos dadas com a antiga tristeza com muita alegria...
Já vi o doente, se curar quando de longe avistou a volta do seu amor...
Já vi de tudo...
Agora quero ver o seu amor me fazer sorrir de novo...
Lembre-se a sua alma não morre!
O seu corpo desce a sepultura e se desfaz na terra, e só existem dois lugares para alma, gozo eterno, ou sofrimento eterno, a escolha é sua.
Evite o declínio para não se chocar com o infortúnio. Não fique esperando lhe darem as costas, que o sepultarão vivo para o seu pesar e morto para a estima.
Escolher um modelo heróico, mais para competir do que imitar.
Alexandre, o Grande, chorou à sepultura de Aquiles, não pelo lendário herói grego, mas por si próprio, pois, ao contrário daquele, Alexandre ainda não nascera para a fama.
[Segundo Plutarco, Alexandre, o Grande, chorou de inveja ante a sepultura de Aquiles, porque este, felizardo o bastante, fora imortalizado por Homero.]
Jogue-me uma corda, pois cansei de cavar por entre os destroços de meus argumentos, antes que as bordas do poço de desculpas comecem a desmoronar sobre minha personalidade enterrando-me, para sempre, na sepultura do esquecimento.
A seca no sertão.
A vida do sertanejo
É um misto de sonho e desejo em cada coração
Do berço ao túmulo, a ferida que amargura é a sua vida dura a cada passo do dia no sertão.
No Nordeste brasileiro, a vida do sertanejo é embalada pelo enredo de viver uma vida sem medo diante da seca do sertão.
Sua fé em nosso Senhor o faz suportar a seca e o calor que lhe trazem morte e dor, devido à falta de água que lhe angustia a alma em uma vida de horror.
Seremos lavados e sepultados um dia, minha querida. E o tempo que nos foi dado será deixado para o mundo. A mesma carne que viveu e amou será consumida pela praga. Então deixei que as lembranças sejam boas para aqueles que ficarem
PREPARAÇÃO PARA A MORTE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Faço enquanto vivo
Meu testamento
Que tudo fique ao vento...
Meu cadáver enrijecido
Ventre inchado de hematomas
Busca guarida
Em casa de paredes suaves
Faz então sepultura
“Aqui estamos,” ele pensou, “no fim do mundo, no fim da civilização… e estamos todos tão desesperados para sentir algo… qualquer coisa, que caímos uns nos outros… e fodemos qualquer buraco no nosso caminho mesmo que esse seja a nossa própria sepultura.”
Ouvi por aí esses dias sabe!?
Todas as nossas tolices, egocentrismo e peculiaridades, pois bem ali tem a mão do egoísmo.
... e é, ele o egoísmo quem vai te levar à sepultura e ainda colocará a mão no teu caixão... Desegoisticastes agora?
TESTAMENTO...
(Bartolomeu Assis Souza)
Faço em vida meu testamento,
minha história...
Que tudo fique ao vento!
Há uma luta cega
Fica meu oco olho
Meu cadáver enrijecido
Nunca mais que quente
Somente o frio o tempera
Em guarida construída
Faz macia minha sepultura...
O morto que sou,vou
Ressuscito em outra vida...
Eu quero que diante do meu corpo morto, estejam apenas as pessoas que foram felizes, comigo! Depois, sozinhas! Aquelas que não poderão dedicar ao meu corpo inerte o seu escárnio no dia do meu velório, se quiserem no silêncio que sempre as motivou a meu respeito, me dedicarem uma prece diante da minha cova, eu lá do céu ou do inferno, neste momento não posso determinar o que Caronte irá fazer, as ouvirei pois será o que me restará fazer, o tempo do perdão terá passado, existindo apenas o do arrependimento.
ACD Nº 2768
84-09/10/2016
Uns pegam as pedras que encontram pelo caminho e transformam-nas em sepulturas, outros pegam essas pedras e transformam-nas em castelos.
