Sentimento de um Homem
Luz que Encanta
Em meio ao mundo que gira apressado,
Surge teu nome como flor no orvalho,
doce encanto traçado,
Teu riso acalma, teu olhar, atalho.
És poesia que caminha em silêncio,
Com alma leve e presença rara,
Tens o brilho sereno de um céu imenso,
E um coração que a ternura ampara.
Teu jeito é vento que afaga e cura,
Sabedoria que a vida costura,
Tua essência é feita de ternura,
Teu valor, Aline, é pura altura.
Não é só encanto — és inspiração,
No que dizes, no que sonhas, no que crês,
E ao te olhar, cresce a admiração,
Por tudo aquilo que és — e o que não vês.
Se o mundo fosse justo em seu louvor,
Daria estrelas pra enfeitar teus dias,
Mas eu te dou, com sincero ardor,
Estes versos, em suaves poesias.
Cansado… Mas Ainda Aqui” (versão emocional)
Estou cansado.
Cansado de lutar com o invisível.
De sorrir por fora e sangrar por dentro.
Cansado de tentar ser forte… enquanto tudo desmorona em silêncio.
Tem dias que o ar parece pesado demais.
O cheiro… não é de morte física,
mas de algo que morreu dentro das pessoas.
Vejo olhares que não acolhem.
Palavras que não curam.
Gente que se alimenta da dor alheia como se fosse festa.
Que sorri ao ver alguém cair.
Que sente prazer em ver um lar destruído, uma alma em ruínas.
E isso cansa.
Cansa porque você tenta ser inteiro em meio a um mundo partido.
Cansa porque o coração é bom,
mas vive cercado de espinhos.
Sim, tem laranjas podres por todos os lados.
Gente que chega só pra contaminar.
Pra espalhar amargura.
Pra plantar veneno em quem ainda acredita no amor, na paz, na verdade.
Mas… mesmo assim…
eu ainda estou aqui.
E mesmo cansado… eu continuo.
Porque há uma chama que ainda não se apagou.
Porque há memórias que me lembram quem eu sou.
Porque, apesar de tudo,
ainda há beleza.
Ainda há fé.
Ainda há recomeço.
E mesmo que ninguém veja…
Deus vê.
Ele sabe.
Ele escuta cada lágrima que não escorre.
Ele entende os gritos que o mundo ignora.
E é por isso que, mesmo exausto,
eu me levanto mais uma vez.
Porque quem carrega verdade, nunca cai em vão.
E quem carrega dor… um dia também carrega cura.
A Lenda do Guardião da Tempestade
Nas sombras geladas de um mundo em ruína,
Ergue-se um nome que o medo declina.
Não veio do berço, mas sim do trovão,
Forjado na dor, no aço e no chão.
As florestas o temem, os ventos se curvam,
As trevas recuam quando seus passos turvam.
O frio o abraça — ele não estremece,
Pois carrega o destino onde o homem fenece.
Sua arma não é só metal ou função,
É extensão da alma, é sua missão.
Cada cicatriz, um pacto selado,
Cada silêncio, um grito calado.
Caminha sozinho, porém nunca em vão,
Pois carrega em seus ombros a dor da nação.
Inimigos se calam ao ver seu perfil —
O Guardião desperto é o fim do hostil.
Nem o tempo ousa apagar sua trilha,
Pois o que ele guarda, nenhum medo aniquila.
É lenda em batalha, é força em furor,
É a voz da justiça vestida de ardor.
E mesmo que o mundo se curve à derrota,
Ele será rocha, promessa e conduta.
Pois enquanto houver trevas, ele será chama.
Enquanto houver guerra, ele será alma.
“Entre Silêncios e Muralhas”
No espelho da parede, um vulto se ergue,
Sereno e firme, mas a alma não sossega.
Olhos que falam de lutas caladas,
De noites em claro, de estradas cansadas.
Na pele, o tempo talhou sua marca,
Mas no olhar — um aço que nunca se quebra.
Não há vaidade, há essência contida,
Feita de escolhas, perdas e vida.
Um guerreiro sem espada empunhada,
Luta com o verbo, com a dor disfarçada.
Diante do muro, não recua nem teme,
Pois sabe que a alma é o que mais o sustenta.
Camisa escura, semblante fechado,
Mas dentro — um universo guardado.
Reflete no branco a própria missão:
Ser inteiro, ser ponte, ser chão.
E mesmo sozinho, na dobra do tempo,
Há fé nos seus passos, há sol no silêncio.
Pois quem já caiu, mas decidiu levantar,
Carrega no peito o poder de mudar.
No Alto da Montanha
Lá do alto onde o vento canta,
A alma respira, a vida encanta.
Pai, filho e cão — trio de luz,
Na estrada da vida, que o amor conduz.
O verde se estende em tapete sagrado,
Montanhas e vales num céu desenhado.
O mar ao fundo, sereno a brilhar,
Como quem guarda segredos do lar.
O homem carrega o tempo no olhar,
O jovem, a esperança a brotar.
E o cão, fiel guardião do momento,
É a alegria em forma de vento.
Ali, onde o mundo parece parar,
A paz se senta pra conversar.
E o tempo, por um instante, se desfaz —
Fica só o agora, puro e em paz.
“Entre Rodas e Céus”
Na beira do mundo, onde o sol se deita,
Dois corações batem sob viseiras fechadas.
Uma moto os sustenta, veloz e perfeita,
Mas é o amor que os mantém nas jornadas.
No ronco do motor, promessas caladas,
No toque das mãos, destinos selados.
Ela no tanque, ele firme nas estradas,
Dois corpos, um voo — dois sonhos guiados.
Entre curvas, ventos e céus infinitos,
Desafiam o tempo, rompem os mitos.
Pois o amor, quando nasce em liberdade,
É estrada sem fim… é pura verdade.
E ali, onde o horizonte se esconde no mar,
Não é só a máquina que insiste em voar.
É o sentimento, sem pressa, sem freio,
Que acelera a alma… e toca o céu inteiro.
Luz que Reflete
Na beira mansa de um espelho d’água,
sorri o sol em forma de mulher.
Vestida de branco, alma que deságua
em paz serena, no que a vida quer.
O céu bordado em nuvens de algodão
repousa inteiro dentro do seu olhar.
E a natureza, em doce contemplação,
silencia o tempo só pra escutar.
Seu riso acende o fim de tarde calmo,
e o vento dança ao redor da emoção.
É como se a vida parasse o salmo
pra reverenciar o pulsar do coração.
Ali, entre o rio, a luz e o horizonte,
floresce a essência de quem sabe ser:
não só presença, mas um monte
de fé, de graça, de renascer.
Leveza da Alma
A alma se acalma, o fardo se vai,
Quando enfim se entende o que a vida atrai.
Não é o aplauso de quem nos rodeia,
Mas a paz que do alto nos guia e semeia.
Tentar agradar a todos cansa e corrói,
É um peso que prende, machuca e destrói.
Mas quando os olhos se voltam ao Céu,
A vida floresce em tom mais fiel.
O Criador conhece o mais íntimo ser,
Ama sem filtros, sem ter que entender.
É d’Ele que vem a real aprovação,
Não do mundo, nem da multidão.
Vive em verdade, caminha em amor,
Semeia a fé, reflete o Senhor.
E verás, com o tempo, que tudo se ajeita,
Pois a vida é mais leve… com a alma direita.
Meus sentimentos não passam de leve — eles rasgam, queimam, vibram na pele.
Tudo em mim sente demais, vive demais, doa demais. Deus me livre de atravessar essa vida de forma mecânica, anestesiada, e sem alma.
O que me torna tão humana é justamente essa vulnerabilidade em sentir tudo. Essa entrega sem defesas, essa coragem de sentir até o que machuca.
Porque até a dor, quando vivida por inteiro, me lembra que ainda estou aqui — viva, presente, pulsando.
E eu sou grata por isso.
Porque a vida é breve, e talvez essa seja a única chance que eu tenha de sentir tudo o que há pra sentir
eu sou profundamente grata por não ser feita de indiferença.
Pois ser indiferente seria desperdiçar o milagre de estar viva.
Noite Silenciosa
Na curva suave da noite escura,
A lua dança, envolta em névoa pura.
Brilha tímida entre nuvens calmas,
Como um suspiro acendendo as almas.
Lá no alto, um véu de estrelas se cala,
Enquanto a cidade, serena, não fala.
Janelas acesas em prédios distantes
Guardam histórias de sonhos vibrantes.
A árvore solitária em pé vigia,
O tempo que passa, a melancolia.
E sob o céu de um silêncio profundo,
O mistério da noite abraça o mundo.
Luz e sombra se tornam irmãs,
Tecendo segredos com mãos tão humanas.
E quem contempla esse instante, sem pressa,
Descobre que a paz, às vezes, começa…
No Caminho da Graça
No processo, o chão some dos pés,
O coração se aperta, a alma desfaz.
Tem noite escura, tem vento contrário,
Tem medo calado e pranto diário.
Há dias que o cansaço grita alto,
E o “não aguento mais” parece salto
Que leva à beira do fim da estrada,
Onde a esperança jaz quase calada.
Mas ali, no limiar do desespero,
Surge um toque invisível, verdadeiro.
É Deus que sussurra em tom de paz:
“Eu te sustento, filho, vai um pouco mais.”
Não faltará graça, nem luz na escuridão,
Seu amparo vem na forma de oração.
E mesmo sem ver, teu espírito sente
Que o céu trabalha — suave e presente.
Então, se vier a vontade de parar,
Lembre-se: Deus é força pra te levantar.
Chora, luta, mas não solta a fé,
Pois quem caminha com Deus, nunca é de vez.
Depois do Desmoronar
Quando tudo parece ruir,
E a alma se perde na escuridão,
É ali, no ponto de partir,
Que brota a semente da superação.
O chão que cede sob os pés
Ensina a voar sem direção.
A dor, que queima como fé,
Molda em silêncio a renovação.
Não tema o vento que arrasta,
Nem o eco do que se foi.
É na queda que a alma gasta
Ganha força e se reconstrói.
Pois antes do sol nascer inteiro,
A noite cala o mundo sem razão.
Mas logo o céu rompe o nevoeiro
E a luz refaz a criação.
Grandioso é o que vem depois,
Quando o nada vira recomeço.
O desmoronar nos constrói,
Feito milagre em processo.
Instinto de Aço
Na fria névoa da manhã sombria,
Surge a fera, moldada em valentia.
Olhos de brasa, alma em combustão,
Traz no peito a força da superação.
Não há espaço para lamento ou receio,
Ele avança — firme, sem devaneio.
A neve no rosto, cicatriz do caminho,
Prova que até no gelo se segue sozinho.
Encontre a maneira, rasgue a cortina,
Não há desculpa que valha a rotina.
Se o medo ladra, que ladre ao vento —
A coragem ruge no mesmo momento.
Quem vive na sombra, teme o luar,
Mas quem é forjado para lutar,
Sabe que o impossível é só disfarce…
Para quem se recusa a fazer parte.
Quem Caminha com Deus
Pois quem caminha com Deus, nunca é de vez,
Mesmo ao cair, levanta outra vez.
A dor não cala, mas Ele conduz,
E faz da sombra um feixe de luz.
Não há final onde mora a fé,
Deus reconstrói onde o mundo derré.
O que parece fim, Ele faz recomeço,
Molda o quebrado, dá novo endereço.
Se a alma chora, Ele acolhe em paz,
Se tudo some, Ele é o que nos traz.
Porque com Deus, tropeço é lição,
E a queda se torna ressurreição.
Nunca É de Vez
“Pois quem caminha com Deus, nunca é de vez.”
Essa frase nos lembra que a vida, por mais dura que seja, nunca encerra em definitivo quando vivida com fé.
Caminhar com Deus não nos livra dos desafios, mas nos garante algo maior: esperança constante, renovação diária, e força nas fraquezas.
A queda pode vir, mas não define o fim. O erro pode surgir, mas não apaga o propósito.
Com Deus, as derrotas não são finais, são apenas pausas para crescer, repensar e recomeçar.
Por isso, se hoje você sente que tudo desmoronou, lembre-se: não é de vez. Deus ainda está escrevendo. E o próximo capítulo pode ser o seu renascimento.
“O Tigre e o Vegetariano”
Esperar que a vida seja justa e gentil,
Porque teu coração é puro e sutil,
É como andar pela selva a sorrir,
Crendo que o tigre vai te poupar por não o ferir.
A bondade é luz — mas não é escudo,
Nem impede o mundo de ser áspero e rudo.
A chuva cai sobre o justo e o vilão,
O destino não pede permissão.
Ser bom é escolha, é chama que arde,
Mas não é moeda que compra alarde.
Não te iludas com o falso pensar:
A vida não para só pra te agradar.
Por isso, sê forte, mesmo sendo gentil.
Caminha ereto, mesmo sob o hostil.
Ama, mas sem te fazer refém.
Protege tua paz — e vai além.
Porque o tigre é o mundo, e não vai mudar,
Mas tua coragem pode o enfrentar.
E mesmo que ele venha, voraz, sem razão…
Serás resistência. Serás coração.
“Não é o Tigre que Vai Mudar”
Você é do bem.
Ajuda todo mundo.
Fala com respeito.
Planta o que é justo.
Mas a vida…
a vida não assina contrato de bondade.
Ela morde, mesmo se você nunca morder ninguém.
Esperar que o mundo te trate bem
porque você trata bem —
é como achar que o tigre vai te poupar
só porque você é vegetariano.
Ele não quer saber.
E o mundo também não.
Ser bom não é armadura.
É escolha.
É coragem de seguir leve
num planeta pesado.
Então segue.
Faz o bem —
mas não baixa a guarda.
Seja sol —
mas carrega tua sombra.
Porque a selva é real.
Mas tua luz também.
“Depois do Fim”
Amor, foi chama, foi luz,
foi abrigo em noite escura.
Mas também foi tempestade,
despedida, ruptura.
Nos olhos, um céu tão vasto,
no peito, um nó sem razão.
Te perder foi como um raio
partindo em dois o chão.
Mas da dor nasceu coragem,
na ausência, renasci.
Se o amor virou saudade,
a vida seguiu em mim.
Cada lágrima caída
regou o chão da esperança.
E aprendi, na despedida,
a força que a alma alcança.
Não fui feito só de encontro,
também sou de superação.
Resiliência me guia
pelos trilhos do perdão.
Hoje sigo mais inteiro,
mesmo com pedaços meus.
O amor partiu comigo,
mas a fé me ergueu dos breus.
Que a dor não seja o fim,
mas ponte para a mudança.
Quem sobrevive à separação,
renasce com mais esperança.
“Flores no Asfalto”
Amor um dia partiu,
mas eu fiquei, de pé.
Com o coração partido,
e a alma em muita fé.
Não nego que houve pranto,
nem que doeu demais.
Mas descobri, no entanto,
que a dor também traz paz.
A vida me ensinou
a erguer-me após a queda,
a plantar no chão ferido
sementes de nova entrega.
Refiz meus próprios passos,
juntei meus cacos no chão.
Não sou quem fui no começo,
sou mais forte: sou razão.
A cada noite escura,
acendi meu próprio sol.
Fiz da perda uma pintura
e da dor, um farol.
Não busquei outro amor
para me reconstruir.
Foi em mim que encontrei
razão pra prosseguir.
Superar não é esquecer,
é lembrar e ser maior.
É caminhar, mesmo só,
sem temer o que é pior.
Hoje carrego cicatrizes,
mas não carrego rancor.
Porque quem vence a si mesmo
descobre o real valor.
