Sentimento de Culpa
O que os pés dizem
Os pés falam quando a boca se cala.
Depois do êxtase, descansam sem culpa,
despreocupados como gato ao sol,
um sobre o outro, cruzados,
ou largados ao acaso—
o prazer não pede alinhamento.
Há quem estique os dedos,
como quem espreguiça o pensamento.
Outros os deixam pender de lado,
desarmados, esquecidos do chão.
A posição dos pés é confissão sem palavras:
se recolhidos, um restinho de pudor,
se soltos, um abandono feliz,
se entrelaçados, um desejo de demora.
No fim, não são os olhos que dizem tudo.
São os pés, descalços,
rendidos ao próprio silêncio.
Hoje me bateu uma ansiedade
Que invade a alma, se faz verdade.
Maternal, profundo sentimento,
Trabalho tanto, sonhos ao vento.
Será que estou no caminho certo?
Será que aproveito o tempo aberto?
A culpa materna dilacera o coração,
Em busca de respostas, só há solidão.
O tempo corre, implacável, feroz,
E a angústia cresce, dentro de nós.
Mas mesmo na dúvida, na incerteza,
Há uma força, uma rara beleza.
Criar é amar, é se entregar,
É dar tudo de si, é acreditar.
Que nesse turbilhão de emoção,
Os sonhos florescem, em plena ação.
Então sigo, com fé e coragem,
No ritmo da vida, em sua passagem.
Pois criar é viver, é sentir, é lutar,
E no coração, a esperança de esperar
Que o tempo ande bem devagar.
Sinto me completamente isolada de tudo, esse afastamento me deixa confortável e em paz. Ouvi dizer que isso é sinal de depressão, já eu acho que isso é sinal que me doei demais e nada recebi em troca. Levando em consideração que não importa o que eu ofereça, que nunca farei o suficiente eu não sinto culpa alguma em me afastar de lugares e pessoas.
O tempo não castiga nem mesmo,destrói. Somos culpados pelas nossas decisões, ninguém me empurrou para a vida,as escolhas que fiz foram determinantes para o sucesso ou fracasso. Mas posso mudar? reescrever minha história!determinar quem estará em minha vida,e quem será apenas como o vento,que ao passar por mim nem tão pouco será lembrado. Mas tem quem a vem como um furacão que destrói arrasa com meu coração, meu ser, e me faz sentir, compreender o porquê de amar;sentir que estou vivo;que esse amor tanto quanto eu o recebo retribuirei com o meu melhor,serei aos seus olhos único. e que nossas almas se unam pela eternidade.
Você é culpada por ser incrivelmente linda, inteligente, e és culpada por fazer os corações solitário a saber o que é o amor, o amor proibido, gostoso de se viver, nos levando ao um mundo desconhecido, e perigoso. És mulher, deusa do Olimpo, sereia, menina moça, o sonho mais lindo, a criação mais perfeita do ser humano.
”Pedir perdão não altera os fatos e nem isenta da culpa, pedir perdão é simplesmente reconhecer ser falho.”
Eu me sinto tão preso,
Com tanta coisa que eu me arrependo de não ter feito
Tanta coisa que queria ter tirado do meu peito
Mas já passou, agora são só sombras em minhas memórias.
Não sei você, mas eu acredito em depressão sazonal.
Aquela data vai chegando e seu corpo todo vai sentindo a dor e o peso vindo junto.
Uma sensação tão devastadora, tão pesada, que nem sei descrever.
Parece que o mundo inteiro vai caindo, se desmontando ao seu redor e você fica sozinho com todo aquele sentimento esmagando seu peito.
Já faz onze anos, eu ainda não superei, você ainda vem me assombrar, mas não como um fantasma de um filme, você na verdade está instalado aqui na minha cabeça, junto com toda a dor que foi te perder. Desde aquele dia, tudo o que eu queria é que tudo fosse um sonho, que eu acordasse e você estivesse lá me chamando, como se nada tivesse acontecido.
As vezes ainda sonho com você me acordando, com o carinho na minha cabeça, com as músicas altas no som de casa, com seu humor que sempre quebrava meu orgulho. Eu te amava tanto, mas não sabia como expressar, nunca foi nosso forte. Nós tínhamos tantos defeitos um pro outro, mas, mesmo assim, mesmo com seu jeitão de dar bronca, eu te amava tanto, não importava. Nada disso importava. Eu só te amava e você foi a única pessoa que realmente me amou. Desde sempre.
Eu sinto tanta saudade de você Pai… Toda vez que sonho com você de volta em casa é como um soco no meu estômago, como uma facada em meu coração, dói tanto. Desculpa por tudo, por ter sido esse filho orgulhoso, de cara fechada, ferido, que nos últimos meses juntos não tornou as coisas nada fáceis para nós dois. Eu espero que um dia o arrependimento, a culpa e a dor passem, mas por enquanto está doendo muito, doendo demais. Esse luto parece nunca passar. As vezes eu fico pensando em ir te ver, as vezes fico pensando que eu devia ter ido em vez de você, porque todo mundo precisava de você, ninguém precisa de mim. Seria mais fácil. Seria o mais justo. Mas a vida não é nenhum dos dois.
Eu sinto muito por tudo, eu queria tanto que tivesse sido diferente, que não tivéssemos brigado, que eu tivesse sido chato e te obrigado a usar capacete. Eu queria tanto ter ido te ver no hospital, ter te dito o quanto eu te amava, mas eu estava em negação, achava que você logo voltaria pra casa. Mas saiba que eu te amo, te amo mais que minha própria vida.
Já são onze anos de sofrimento que não passa. Nunca. Eu tô cansado. Exausto. Preciso descansar.
Tem gente orando por liberdade, mas dormindo de mãos dadas com o que aprisiona. A gente culpa Deus, culpa o outro, culpa o tempo. Mas a verdade é que algumas correntes não estão nos pés, estão nas decisões. Jesus libertava, mas também dizia: "Vai e não peques mais." Ou seja, tem libertação que depende de soltura.
E tem sofrimento que só continua porque você não deixou ir. Você não está esperando um milagre. Está adiando uma escolha.
A dor sentida por ver um ente querido sofrendo as consequências da contaminação pelo coronavirus
não será maior que a dor causada pelo peso da culpa
na consciência dos teimosos inconsequentes
Sinto no meu pesar que pude te amar tanto como pude contigo errar, meu peito pesa e minha cabeça se escurece me vejo em tão há lamentar um erro que podia evitar.
Versos de Revolta
Deixo meus versos
como rastros de fogo
num caminho que arde
pela culpa dos insensatos.
Minhas palavras ficam,
gravadas como cicatrizes
na pele da memória,
reação contra a hipocrisia
que escorre
das bocas ornadas
de tantos "intelectuais",
cuja erudição é verniz
sobre o vazio.
Não há o que temer!
Pois tudo já é temido!
O perigo não se manifesta
onde a covardia se veste
de autoridade,
onde a segurança se impõe
como jugo elegante,
um escudo frágil
contra a incerteza
que ruge no mundo.
Vivo em segurança?
Ou em confinamento?
Essa segurança sufoca,
nos molda em cúpulas
de certezas frágeis,
ergue muros invisíveis
que nos protegem
do caos lá fora,
mas nos exilam
dentro de nós mesmos.
Há de parar!
Ou então, pararemos nós!
Porque quem vive assim,
enjaulado em verdades prontas,
aprende a temer
até o próprio pensamento.
E se o medo crescer
maior que o desejo de liberdade,
é a alma que se condena
ao cárcere da resignação,
onde as palavras morrem
antes mesmo
de se tornarem grito.
Os versos que deixo
são insurgências contra o conformismo,
ecos de um coração inquieto
que se recusa a aceitar
a rotina disfarçada de escolha.
É urgente quebrar o silêncio
que nos encobre de poeira,
é preciso incendiar
as ideias moribundas
antes que a chama interna
se apague de vez.
Pensamentos
Faça, viva, sonhe
cada dia como se não ouvesse amanhã
Eu vivo repetindo isso para as pessoas,
mas, será que se eu morresse hoje,
eu teria feito tudo o que eu quero?
A resposta com certeza é não
Tenho muitos arrependimentos,
e tenho muitos momentos
Estes que eu queria que tivessem sido diferentes
Mas eu não posso voltar no tempo
o que eu posso, é seguir em frente
E de fato fazer tudo o que almejo
e falar tudo o que desejo
Isto, para que se um dia eu morrer de repente
Eu possa ter feito tudo o que eu tinha em mente
Mas... isso não é tão fácil,
E a cada dia que passa fico mais triste
mais longe desse desejo
e mais perto do medo
Medo de não ser boa o suficiente
Medo de desistir
Medo, de apenas cansar de sorrir
Eu não me sinto completa,
E parece até que tenho dois lados,
Um lado feliz e contente
e outro que fica triste de repente
Um lado sentimental e carinhoso
e o outro lado vazio e medroso
Muitas vezes esses dois lados entram em conflito
E isso deixa qualquer um aflito
Sabe, eu queria saber como é ser normal
Mas pensando bem, talvez o normal seja de fato ser diferente
E é por isso que vou apenas levando
Levando essa vida do meu jeito
Tentando, falhando, as vezes conseguindo
Mas eu vou continuar seguindo
E um dia, quem sabe, se eu conseguir entender o sentido disso tudo
Eu consiga me sentir diferente
Ai sim, talvez, conseguirei de fato
fazer tudo o que tenho em mente
Para você que eu recorro quando o mundo está cruel de mais, obrigado por tudo, e sei que ás vezes eu sou dramático de mais e sempre multiplico as coisas, mas sou grato por sua pessoa que me aguentou por todo esse tempo.
No momento que você se volto contra mim e começou a me julgar, um novo mundo desabou perante meus olhos, mas não destruirei sua pessoa, não irei profanar você que sempre foi enorme perante meus olhos e possuía um mundo com uma tempestade serena que me fazia querer ficar.
Irei partir, lhe dei poder de mais, suas palavras não apenas me atravessaram, elas se transformaram em veneno e ficaram em meu organismo, não consigo me sentir mais puro.
Amo esse clima, esse frio que faz meu corpo inteiro se contorcer, e o menor dos toques formam uma eletricidade que percorre por todo corpo. Porque é assim que eu me sinto nos 365 dias, me sinto a flor da pele e tudo que é dirigido a mim eu sinto o dobro.
Estamos acorrentados nas prisões dos outros ,quando importamos com as opiniões de quem nos arrodeiam. Olim Kosta
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