Sentido
Tocar o céu
Eu já te disse adeus, mesmo sabendo do sentido contrário que os meus olhos e minhas mãos tomaram,
O amor, um mistério,
Te amar, uma anestesia delirante,
Por todo esse tempo juntos tu tens me dado de presente a sensação de viver como se fosse no nosso início, com aquela sensação de êxtase, de atingir o nirvana, sempre procurei você nas multidões e cada vez mais entendo o porque de estarmos juntos,
Um molde da felicidade foi feito e ele tem peso, pertencimento e continuidade,
A tua habilidade de me fazer tocar o céu sem tirar os pés do chão é um segredo, uma magia que só você tem.
Sem abrigo
Há um sentido profundo em ignorar aquilo que é tão transparente,
Nós herdamos o que representamos na memória falha do outro,
Se na história vivida não foi construído um abrigo para suportar os momentos difíceis do inverno, então o esquecimento logo vai se apoderar do que não deixou raízes,
Éramos tão íntimos, depois completos estranhos.
O perfume,
as mãos amarradas,
o coração a cem por hora,
Tudo faz sentido,
os sentimentos despertaram não foi atoa,
a tua imagem morando nos meus pensamentos,
é profundo o que eu sinto por você,
É amor.
Te vi primeiro lá
Nos pequenos gestos vi um jardim de sentimentos florescer e ganhar sentido,
Foi do meu subconsciente que eu encontrei você primeiro e agora com toda a consciência do mundo, quero te levar pra voar comigo por todos os lugares que os nossos sonhos puderem alcançar.
As pessoas são muito mais felizes quando podem ser elas mesmas. No fim a vida não tem sentido quando não poder ser você mesma.
Olha o Trem 🚂
Paisagem que às vezes faz sentido
É gente que entra e que sai
Movimenta a estação.
São sempre coisas corriqueiras
Fotos e fatos de família
Conversas diversas
em cada vagão
Assim é uma viagem de trem
Um meio de transporte antigo e novo...
E ao mesmo tempo é comunicação
De fato, linha de trem
assemelha-se à linha da mão
tem seus mistérios que descobrem-se
em cada ponto de estação.
Ambas atravessam cidades,
pela sua geografia, monte,
vales e pontões.
E o percurso da viagem
vai sempre seguindo...
Obedece a trilha e o sinal,
Tempo de duração construído.
Pois, em cada parada,
desce ou sobe alguém...
Enquanto outros, por miragem,
Seguem além...
..
Riqueza na simplicidade ,
é ser anônimo na história.
Dá um sentido à vida
com atitude de pertencimento.
Viver não tem preço mas, tem validade!
Pensar emdividir bem o tempo
colaborar para que mundo seja melhor.
Multiplicar as boas ações
Faça_as acontecerem.!!!
colabore na ajuda
do seu próximo
através de um projeto social.
Festejar a vida.
Numa visão de temporalidade,
ser simples é fazer_se parte
desse universo.
Quando se diz luz infinita, não é a luz no sentido real.Pois, quando a luz física,atravessa um prisma ela é refratada e dissolvida em várias cores diferenciadas
Viagem é comunhão
Paisagem que às vezes
faz sentido vê....
É gente que entra
e que sai.
São sempre coisas corriqueiras
Fotos e fatos interesse de família
Rola conversa e aperto de mão 🫱 ✋
Tudo isso em cada parada
E continua em cada vagão
.. sabia?
É no trem!!
Dizem que o homem procura sentido naquilo que faz, enquanto o cão encontra sentido em quem ele é ao nosso lado.
Muitas vezes buscamos a razão de estarmos aqui em grandes teorias, mas a resposta pode estar nessa ressonância, aprendo que o "eu" se dissolve no "nós". O sentido existencial aqui mora na entrega. É saber que, no meio do barulho do mundo, existe alguém que entende o seu silêncio e responde ao seu menor gesto.
Agora entendi o sentido da frase,
um dia um chego lá,graças ao universo,
cheguei lá no meu limite de saturação.
Sendo provado pelo fogo
Abri mão de tudo.
E mesmo assim,
parece que nada faz sentido.
Por dentro, estou queimando —
minha mente é um caos,
meu coração, um campo de guerra.
Tento orar, mas as palavras não saem.
Tento crer, mas tudo parece distante.
Olho pra todos os lados
e não vejo saída.
Só silêncio.
Só o vazio.
Tenho medo de admitir
que não estou bem.
Tenho medo de pedir ajuda,
porque parece que só incomodo.
Então engulo tudo —
a dor, o cansaço,
e essa fé que, às vezes,
parece morrer um pouco por dia.
Mas, no fundo,
ainda acredito que Deus me ouve,
mesmo quando não sinto nada.
E talvez,
esse fogo que me prova agora
seja o mesmo que vai me moldar depois.
A juventude
A juventude perdeu o brilho
Perdeu o sentido
Perdeu o respeito
Antigamente a juventude tinha mais vida
A vida era bela
A gente brincava na rua
O tempo era lento
O riso era fácil
O abraço era casa
Hoje o mundo corre
Mas o coração se arrasta
Cheio de tudo
Vazio de essência
Não é que a juventude acabou
Ela só está ferida
Tentando existir
Num mundo que esqueceu de cuidar
Ainda há brilho — escondido
Ainda há vida — cansada
Ainda há sentido — esperando
Alguém chamar de volta
só postar quando fizer sentido pra mim
porque eu, porque não?
Antes, o mundo parecia uma fila organizada de causas e consequências. Havia um acordo silencioso entre as coisas: se você fosse bom o suficiente, gentil o suficiente, paciente o suficiente, o universo acabaria devolvendo tudo na mesma moeda.
Então alguém apagou as placas da estrada.
Foi estranho perceber que a tempestade nunca escolhia quem merecia. Ela apenas acontecia. Derrubava telhados de quem rezava e de quem amaldiçoava, afundava barcos de pescadores experientes e de crianças brincando na margem. O céu nunca pediu desculpas por chover.
Ele passou anos perguntando.
“Por que comigo?”
Como se existisse uma secretaria do destino pronta para responder e anexar um relatório detalhando os motivos de cada cicatriz.
Mas o silêncio sempre foi mais competente do que qualquer resposta.
Então começou a reparar em outra coisa.
As pessoas passavam a vida inteira negociando com o inevitável. Acendiam velas para convencer o escuro a não entrar. Faziam promessas para comprar alguns meses de paz. Inventavam versões de si mesmas esperando que a próxima fosse poupada.
Nunca eram.
Porque a vida não perseguia ninguém.
Ela simplesmente não sabia mirar.
E talvez essa fosse a parte mais difícil de aceitar: não havia um vilão escondido atrás das cortinas. Não existia uma inteligência cruel desenhando tragédias personalizadas. O universo era apenas um oceano. E o oceano nunca odiou quem se afogou.
A pergunta começou a mudar.
Não era mais “por que eu?”
Era…
“Por que eu seria diferente?”
Naquele instante, alguma coisa rachou dentro dele.
Não de um jeito triste.
De um jeito libertador.
Percebeu que carregava o ego vestido de vítima sem perceber. Achava que sua dor era uma exceção na história do mundo, quando na verdade era apenas mais uma língua da mesma fogueira onde todos aquecem as mãos e queimam os dedos.
As pessoas chamavam aquilo de azar.
Outras chamavam de destino.
Ele começou a chamar apenas de existência.
E, curiosamente, quando deixou de procurar culpados, a raiva perdeu o emprego.
Não porque as perdas doíam menos.
Mas porque finalmente entendeu que dor nenhuma carregava seu nome gravado.
Ela visitava.
Depois ia embora.
Assim como a felicidade.
Assim como o amor.
Assim como todas as versões dele que jurou serem definitivas.
No fim, percebeu que a vida nunca prometeu justiça. Prometeu movimento.
E talvez fosse exatamente isso que havia tanta beleza escondida no caos.
O vento nunca pergunta quem merece ser levado.
Ele apenas sopra.
E, pela primeira vez, em vez de gritar contra ele, o homem abriu os braços.
Não como quem venceu.
Mas como quem finalmente parou de perguntar por quê.
só me apaixonar de novo quando esse texto fizer sentido
Às vezes eu fico tentando lembrar do momento exato em que você deixou de ser alguém que eu conhecia para se tornar o lugar onde meus pensamentos descansavam.
E eu nunca encontro.
Talvez porque essas coisas nunca aconteçam de uma vez.
Ninguém se apaixona num instante.
A gente vai se acostumando com a presença do outro sem perceber.
Primeiro sente falta de uma conversa.
Depois de uma risada específica.
Depois de um “chegou em casa?” no fim da noite.
Quando percebe, a ausência daquela pessoa já faz mais barulho do que a presença de qualquer outra.
O mais bonito é que você nunca tentou ser extraordinária.
Você nunca precisou.
Nunca precisou dizer as palavras certas.
Nem inventar versões melhores de si.
Eu gostava justamente das pequenas distrações.
Do jeito que você esquecia o que estava contando porque outra ideia aparecia no meio da frase.
Do jeito que seu riso chegava um pouco antes da piada terminar.
Do jeito que você olhava para o céu sempre que precisava pensar.
Você nunca percebeu, mas eram essas coisas que me faziam acreditar que o mundo ainda sabia criar alguém pela primeira vez.
Eu passei tanto tempo procurando pessoas que me impressionassem, que esqueci como era encontrar alguém que simplesmente me deixasse em paz.
Você nunca ocupou espaço demais.
Você preenchia os espaços que já existiam.
Como a luz entrando pela janela sem pedir licença.
Como uma música baixa tocando em outro cômodo da casa.
Você não mudava quem eu era.
Só fazia parecer que eu sempre estive caminhando na direção certa, mesmo quando tinha certeza de que estava perdido.
Às vezes isso ainda me assusta.
Porque existem encontros que parecem improváveis demais.
Penso em todas as decisões pequenas que precisaram acontecer para que nós existíssemos ao mesmo tempo, no mesmo lugar, olhando um para o outro.
Se eu tivesse acordado dez minutos mais tarde.
Se você tivesse escolhido outra rua.
Se qualquer conversa da sua vida tivesse durado um pouco mais.
Talvez nós nunca soubéssemos que o outro existia.
E, mesmo assim, de alguma forma, existimos.
É estranho sentir gratidão por algo que ninguém planejou.
Você apareceu sem fazer promessas.
Sem dizer que ficaria para sempre.
E talvez tenha sido exatamente isso que tornou tudo tão bonito.
Porque nunca foi sobre vencer o tempo.
Foi sobre existir dentro dele.
Sobre dividir cafés que esfriavam porque a conversa era mais importante.
Sobre caminhar sem destino porque nenhum lugar parecia melhor do que andar ao seu lado.
Sobre descobrir que algumas pessoas não chegam para transformar nossa vida em um filme.
Elas chegam para transformar uma terça-feira qualquer na lembrança mais bonita que você vai carregar por anos.
No fim, acho que o amor nunca foi encontrar alguém perfeito.
Foi encontrar alguém que faz o acaso parecer delicado.
Alguém que olha para você de um jeito tão simples que, por alguns segundos, todas as dúvidas que o mundo construiu deixam de fazer sentido.
E então você percebe que passou a vida inteira procurando grandes sinais.
Quando, na verdade, o maior deles estava escondido na tranquilidade de poder olhar para alguém e pensar, sem precisar dizer em voz alta:
Como foi que, entre bilhões de pessoas, a vida resolveu me apresentar justamente você?
