Sentado
"Sem você"
Sentado sozinho espero o tempo passar, olho pro céu, admiro o luar, penso em você, penso em nois dois;
Acendo um cigarro, isso me ajuda a pensar, solto lentamente a fumassa pro ar, tento achar um meio de encontrar, ja que você se foi e nao deixou pistas de como eu poderia te encontrar;
Nesta noite sinto que o tempo demora mais que o normal pra passar, talvez seja minha solidão que nao me deixa relaxar por nem um segundo, ainda tenho muitas lembranças suas no meu quarto, guardo a "sete chaves", o perfume que me encantou naquela tarde ensolarada de domingo, em que eu te conheci enquanto caminhava com meu cachorro pelo parque, te vi sentada em um banco de madeira lendo "as crónicas de um amor que chegou ao fim", sentei ao teu lado como quem nao quer nada, e te perguntei as horas, e você meio sem jeito me disse que eram 6:58, ja que eu tonha um relogio no pulso, fiquei sem jeito pelo ocorrido desastroso, e pra me defender disse que estava nervoso por estar ao lado de alguem com olhar tão radiante, você abaixou a cabeça e percebi que estava sorrindo, te chamei pra sair, e você com o mesmo sorriso me disse que sim, entao naquela noite, depois de comer frango guisado com batatas, você estava no meu quarto, fazendo juras de um amor eterno que durou 64 anos de nossas vidas, hoje faz exatamente 20 anos que te perdi, e conseguentemente minha vida também, nqo sei por que estou escrevendo isso, mas so sei que não viverei mais nem um dia sem a sua presença, hoje é o meu dia de dizer adeus a este mundo pois quero logo te encontrar em outra vida meu eterno amor.
Sinto-me como se estivesse no espaço, sentado vendo o amor tão perto, mas mesmo assim a milhares de anos-luz.
“Quer-se aprender a falar adequadamente com gente as convencendo de alguma coisa, não fique sentado na cadeira de uma universidade, vá para a esteira das ruas, é lá que está o movimento das pessoas.”
Ficou muito claro para mim, sentado lá fora, hoje, que cada decisão que eu tomei em toda a minha vida foi errada. Minha vida é o completo oposto de tudo o que eu queria que ela fosse. Cada instinto que eu tenho, em cada aspecto da vida, seja algo para vestir, comer – está tudo errado.
(George Costanza)
o ápice de um sentimento
sentado na frente de um papel em branco
procuro em meio a um escasso vocabulário
totalmente desprovido de explicações técnicas
expressar através de batidas de um teclado alfabético
de maneira que todos possam compreender
o que estou sentindo por ti nesse momento
só me vêm em mente imagens tuas
frames de um vídeo real que capturei com o olhar observador que possuo
cada centímetro do teu rosto aparece-me com uma nitidez absoluta
como uma casa onde moramos há décadas
e sabemos de cor, até mesmo no escuro, onde fica cada detalhe
assim vejo teu rosto, teu corpo, tua alma
as minhas três principais moradas
e eu que sempre fui caseiro
quero permanecer isolado dentro de ti
até o fim dos meus dias
sair dessa casa significaria morte
talvez eu consiga tocar o coração do leitor destes versos
provando pra ele que meu amor por ti
ultrapassa qualquer possibilidade de tradução pela mente humana
é como passar a ter duas vidas
como se nossos corações fossem permanentemente ligados
e bombeassem amor ao invés de sangue
cada poro do meu corpo tem teu nome desenhado
cada grau evolutivo da minha alma
passará a ter resquícios da tua passagem por ela
daqui mil anos
qualquer coisa como reencarnação do que sou hoje
continuará a ter visões de um olhar feminino
o ser que por aqui estiver vestindo minha alma
não terá a mínima noção do que se trata
mas terá o amor, desde sempre, impregnado dentro de si
e se tu também estiveres vagando por aqui
qualquer coisa como Deus
fará que nos encontremos novamente
e no primeiro momento
nos reconheceremos
meu amor por ti não é desse mundo
não é dessa vida
não é carne nem rosto
nem olhos nem boca
é intangível
é inexplicável a nível visual ou alfabético
mas em se tratando de “tempo”
meu amor por ti é eterno
em se tratando de “tempo”
não me resta dúvida alguma
de que meu amor por ti
existe desde sempre
À BEIRA DO CAIS
De João Batista do Lago
O velhinho sentado à beira do cais
é silêncio puro
num final de tarde febril
no ocaso de um dia de abril
onde o sol não sorriu para os cabelos brancos
feito asas de gaivotas soltos na imobilidade do vento
Sento-me ao seu lado
vazio...
e calado...
e mudo na prenhez do tempo e do espaço…
Os meus cabelos ainda estão viçosos
alinhados e sem quaisquer querelas com o vento
estão nervosos
e bem mais sofridos que aqueles cabelos brancos sustentados de experiências
capazes de tudo falarem sem uma palavra sussurrar
E eu tão jovem querendo auscultar
o lamento que somente as ondas do mar ouvem
caladas e correm como loucas para...
para guardar na profundidade do seu mar profundo e eterno
as minhas queixas...
as minhas querelas...
e todas as minhas
mágoas guardadas na plenitude daqueles cabelos brancos feito asas de gaivotas famintas do peixe
De repente
o velhinho sentado à beira do cais
levanta-se
e sem me dizer uma palavra
sem um adeus
sumiu na plenitude do tempo e do espaço
Fiquei só sentado à beira do cais...
Reclamações não trazem soluções , se sentir culpado não traz o tempo perdido, esperar sentado faz nada acontecer. Busque da vida aquilo que sabes que você merece.
Sentado a beira daquele lago, procurando algo importante para dizer, mas como, Leonardo da Vinci disse uma vez, "as mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar".
Não se tropeça em nada enquanto está sentado, assim como não sabe nada aquele que não sai de si mesmo.
Mulher
Quero homenagear-te ate mesmo sentado
Com palavras que não serão levado pelo vento
Por seres o principio da vida
O recomeço das várias recaída o muito e o nada
Mulher
Mulher não por ser hoje teu dia
mas por transmitir em mim alegria
Seres a força das minhas poesias
A simplicidade que existe na melodia
Mulher
A esposa a amiga, a irmã, a mãe, a namorada
A Princesa, a guerreira, a força, a grandeza e Rainha
Que preenche o vazio do mundo
És o maior complemento do universo
O bem valioso o ser que não tem preço
Mulher
A certeza de um amanhã a luz do acordar
O brilho do meu olhar mulher nem sei dizer
A vida sem você seria mar sem areia
E Sem definição, que da resposta a todas teoria
Mulher
É a flor que desabrocha apesar da seca
Suportas a dor emocional ate a física
És única, mas és harmoniosa como a música
Tão coesa e exata que nem a matemática
Mulher
Amo você mãe, amo você por ser amiga, a rainha
Por seres a irmã, a filha, a médica a professora
Amo por seres a prima a tia a avó acima de tudo o amor
Que o mundo necessita pra crescer e ressurgir
E continuar a ser o que o mundo é graças a você. Mulher!
Mantenha se de pé , mesmo quando o mundo queira você sentado, por que nada é mais importante que seus sonhos.
Qual o seu valor?
Pobre de mim sentado, parado, preso aos meus dilemas e incapacidades.
Pobre de tudo que domino e deixo passar sem se quer persuadir o algo a mais sem tirar proveito pro meu aprendizado.
Pobre do ser que se engana iludindo e vivendo iludido.
Não quero pensar que a vida é algo sem valor, até mesmo o mais irrelevante tem um grau de capacidade de atuação.
Pobre de todos que se acham eternos e vivem como se nunca fossem morrer, mas: estão mortos em vida.
E oque dizer aos senhores mestres da ignorância etérea fadados ao seu reles viver por viver. Será que não aprenderam o significado da vida? Ou acham que vida é um passar despercebido vivenciando o nada e ostentando dadivas divinas futuras.
Aviso aos navegantes do barco da vida que viver é compartilhamento, é engajamento, é aptidão pelo prazer de está com o outro aprendendo e ensinando sem a excludência pessoal mas aceitando o outro com defeitos e acertos. Muitos vivem num patamar imaginário de poder só por causa de um mero cargo coloquial. Tudo passa.
Vejo fotos de muita gente em quadros na parede de muitas salas que já morreram onde congelado risos e amores não significam mais nada. Pobres mortais, os quais partiram sem se quer deixar algum feito grandioso ou conotativo. Simplesmente passaram, e estão hoje nas paredes do esquecimento mundano. Nada mais podem dizer ou fazer. Pobre de todos que se acham mais importante que oque é realmente importante. E que a paz esteja sempre em nossas mentes ou quem sabe em nossos corações.
Às quatro e vinte da manhã, ela acorda e me vê sentado na varanda.
— Amor, o que tá fazendo aí? Nem amanheceu ainda.
— Lembra que noite passada seu pai falou que o nascer do sol daqui é diferente de qualquer outro, mais cheio de vida, mais exuberante, e tudo mais? — Sim, eu lembro. Mas por quê isso agora?
— Então, só queria saber se ele estava falando sobre o tempo e não sobre você.
— Ah, seu bobo. - ela me disse
Ela então pegou-me pela mão, o brilho do nascer nos guiara até a cama, fizemos amor, dormimos abraçados, e mais uma vez ela acorda, naquele momento pude ter certeza, de que o “nascer do sol” era ela.
Sentado à beira da minha vida, observo-a passar,
Procuro os momentos em dela participei,
Esmiúço minhas lembranças procurando os atos que conduzi,
Nas atitudes que tomei para chegar ate aqui,
O incrível que descobri,
É que na trama da minha vida,
Não tive o papel principal!
Não atuei na vida que escrevi...
Por isso, sentado aqui,
Continuo a olhar, vendo minha vida passar,
Não há papel principal, nem texto à decorar,
apenas na plateia, assistindo minha vida passar!
Esquelético (Reflexão Diária )
Sentado a beira do caminho eu vi chegar devagarinho o meu fim, sentado a beira da calçada eu não queria nada eu chorei, a morte sorria quando me via passar, com meu corpo esquelético meu intelecto morria em mim. Meus amigos zombaram e falaram esse chegou ao fim, mais um dia numa noite meu coração se encheu de dor, e pelas nuvens, nas estrelas pelos deuses procurei e entre lagrimas de tristeza só em Jesus eu encontrei.
(letra da musica Esquelético de um extinto grupo chamado Cristocêntrico do fim dos anos 70 – Movimento Jovens Livres de Goiânia.) “Hoje resolvi refletir sobre essa musica, pois ela fala muito como eu vivia e como vivo hoje”.
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