Sentada
A solidão sentada como sentinela à porta, fez-me pensar em você. Sempre tive medo de me entregar a ti, de me entregar ao seu sorriso, seu cheiro, enfim, aos seus braços. Tive medo de pular nesse furacão que é o seu coração, de quem sabe, morar lá dentro. Podia ser mais fácil se não oscilasse tanto, se por um minuto apenas pudesse me dar um sinal, um sorriso, um gesto sequer, talvez é isso que espere ou mesmo seja isso que precise.
Sentada nesta pedra
Olhando a cachoeira
Admirando A CORRENTEZA
E o amor que sente pelo rio.
Quantos desafios eles encaram
para se unirem e ficarem juntos
Sonho com a gente assim
Embaixo das águas se Amando
Se entregando aos desejos
E como testemunha os seres
Que estão no fundo passear.
A natureza FICA mágicA
ABRO um sorriso e fico feliz
Estou sonhando acordada
Esperando a HORA de poder te abraçar
Olhar dentro de teus olhos e falar.
Te quero pra ser meu rei
vem tua rainha me tornar
Seremos como os pássaros a cantar
Se alegrando com cada MOMENTO
De fazermos nosso ninho
Ficaremos como casal de passarinho
Agarradinho para o frio não congelamos
E muito apaixonada quero está
Debaixo de tuas asas segura
Onde É o meu lugar.”
―Luana Santos
' SENTADA NUMA ESTRELA '
Voando livre ao vento
Querer,Sonhar e realizar
Pois curto é nosso tempo
Até nosso tempo chegar
Sentada em uma estrela
Soltando bolinhas de sabão
Esquiando pelas nuvens
Até alcançar seu coração
Tenho a lua por lanterna
Até que clareie o dia
Borboletas numa caverna
Cantando uma melodia
Vejo dos teus olhos a menina
E Corro para abraça-la
Serena e pequenina
Sumindo em meio a fumaça
Mas não dá pra ficar sentada esperando alguém. O amor não é complicado, a gente é que complica ele. Damos novecentas e noventa e nove desculpas esfarrapadas pra falta de interesse do outro: "ah, mas ele é confuso", "ah, mas ele nunca namorou antes", "ah, mas ele não tem tempo. Ah, mas nada! Quem gosta passa por cima dos medos, da insegurança. Quem gosta aprende a conviver à dois. Quem gosta arruma tempo, dá um jeito. Quem gosta, gosta. Sem complicações, sem armaduras, sem mentiras.
Sentada na varanda, tento escrever a melhor poesia para afagar teus ouvidos, busco as mais lindas palavras para lhe compor uma canção, procuro pelo tom que melhor se encaixa na minha voz para sussurrá-la no teu ouvido. Isso não é possível, você é acidente e é grave, você é tormento, nunca calmaria. Você se invade em mim e congestiona meus sentimentos. Você viola meus pensamentos mais certos. Você é profano. Do jeito que eu gosto.
O sono Havia me abandonado a horas...talvez desde de que começara a pensar em nós dois Ali sentada do lado de fora, já nem o buscava mais... Apenas admirava o céu e as poucas estrelas restantes do fim daquela madrugada A cada piscada que eu dava o numero de estrelas diminuía e o céu parecia mais claro A brisa fresca acariciava minha pele morna e eu podia escutar o piar dos pássaros numa doce melodia que saudava a divindade daquele amanhecer, algo naquilo me trazia vagas lembranças da infância Eu me sentia acolhida e em completa paz, descansada como se a pouco acordasse de um longo sono A vida fazia sentido como muitas vezes não parecia fazer, eu contemplava a simples beleza daquilo Pensei em como aqueles sentimentos eram semelhantes ao que sinto quando estou ao teu lado Eu sentia a vida pulsar dentro de mim e ela era simplesmente linda"
A tentação minha(quarto 24)
Despir-te com os olhos
Sentada
Desejo-te
Prazer incontrolável
As minhas mãos transpiram
Sedenta de prazer
Apetecesme
Botões da tua camisa que tenho de desabotoar, libertar-me do teu cinto das calças
Girar-te o teu corpo
Apalparte,sentir a tua pele,o teu respirar,o teu arfar,querendo apagar o meu fogo que me consome por dentro,sei que pareço um vulcão quase...quase a explodir
Quero com um gesto brusco,me agarres e me coloques no chão
Sinto a tua mão percorrer-me antes de sentir o teu encaixe em mim
Quero que depois do amor,me olhasses,depois de horas extasiantes,quero que me olhes para o meu corpo
E belo e desejável
Beija-me novamente como se fosse a primeira vez.........
(Adonis silva)11-2018)®
O segundo
Sentada à beira do riacho, a menina da ladeira, longe de casa
A viajar por aí, já dona de si e dos problemas também,
Pensava na vida.
O que fazer a partir dali? Onde tudo aquilo a levaria?
Momento de indecisão: várias possibilidades,
Muita gente lhe dizendo o que fazer,
Nenhum conselho, nenhum caminho parecia certo para ela.
Como se escolhe o rumo de uma vida inteira em apenas um momento,
Sentada à beira de um riacho?
Momentos como esses trazem consequências avassaladoras.
Marta Almeida: 31/12/2019.
-Eu estou triste, e sentada aqui me faz te olhar. Talvez só você esteja triste, e no momento você não está só.
Me viu sentada no banco da escola. Em meus braços cicatrizes de vários tamanhos e dores, e ele me ajudou. Me abraçou e secou minhas lágrimas.
O via como um mestre; de avental branco, cabelos longos, barba escura, em seus braços tatuagens e de seus lábios, palavras tão sabias...
Me apresentou outro mundo e as putas.
"Homem que usa coque e tem barba é tudo bixa", assim e com uma camisa xadrez vermelha de flanela me fez rir infinitas vezes.
"Fica triste não" ele disse, sua voz quase sussurrando ainda faz eco em meus ouvidos.
Sou uma flor , sou uma flor sentada num ramo a espera da luz do sol para respirar ,tenho em mim o profundo do amor e saudade , a saudade do seu respirar , mas as flores nem sempre vivem do sol , há outras luzes que as fazem brilhar , tanto as luzes do amor como as luzes que os anjos transportem dentro de si , são brancas e eternas como o luar , sem esse alimento as minhas pétalas começam a definhar .
Violet Crawley: – No que estou sentada?
Matthew: – Cadeira giratória. Inventada por Thomas Jefferson.
Violet Crawley: – Por que todo dia envolve uma briga com um americano?
Menina linda, por que choras? Perguntou uma senhora a uma menina sentada no banco da praça.
Por que esta doendo, senhora. Respondeu a cabisbaixa menina. A senhora então, sentindo um mix de curiosidade e preocupação, sentou então ao lado da menina e lhe perguntou, você se machucou? O que aconteceu? A menina então levantou a cabeça com os olhos cheios de lagrima,olhou para senhora e respondeu, não senhora, não me machuquei, quer dizer, me machuquei, mas não da maneira que você está pensando. A senhora então ja muito curiosa, olhou nos olhos da menina e disse : entao explique me o que aconteceu. A menina entao decidiu explicar e disse: sabe, descobri que não tenho capacidade de fazer o homem da minha vida feliz, sei que sou nova para falar essas coisas, mas isso me decepcionou tanto, e o pior é que eu estou o perdendo de pouco em pouco, ele nao reparou isso ainda, mas quando reparar, ele dirá adeus e eu nao quero ouvir isso. Acabando sua explicação, uma lagrima surge escorrendo no rosto da linda menina. A senhora com uma expressão facil triste, pegou na mão da menina e disse: O amor é complicado, eu sei. Mas eu sei tambem, que tem como descomplica-lo. Pequenos gestos,pequenas atitudes podem ajudar a melhora-lo. Sei que esta doendo ai dentro mas fique tranquila. Isso é normal,minha jovem! O amor é como uma rosa, te encanta pela flor, mas te machuca com os espinhos. e sabe, tem como ficar so com a flor, você apenas tem que tirar o espinhos, demora? Sim. Tentando tirar os espinhos você pode se machucar? Sim. Mas no final, você so terá a flor, e valerá a pena.
Mais uma vez me vi na rua 26, sentada na velha cadeira, que de alguma forma já se adaptara a minha maneira, que fosse o hábito, ou talvez ela já tivesse presenciado tantos momentos meus que se fazia íntima de tal modo que muitas pessoas não puderam ser. Peguei o cardápio como de costume, havia um leque de opções, as quais nunca agradaram o meu paladar; olhei ao redor e percebi a necessidade que algumas pessoas tem de saborear algo que não lhe convém ou que não os preenche, possivelmente vaidade; sem pensar muito pedi o velho café, que quente e em silêncio se fez companhia, bem mais do que aquela gente vazia.
Cantei como quem está num palco e ao mesmo tempo sentada na plateia sorrindo por poder ser ver feliz... Dancei mas não foi no jazz balet com meias e polainas mas tropecei em passos copiados com uma amiga aplaudir... Atuei mas não aprendi no tablado ... Aprendi nos sonhos de uma alma infantil sentada na frente da TV almejando viver as emoções mais doces e fortes que senti... Atuei na causa e na militância que acreditei... De tocar e libertar corações oprimidos assim como cresci... Lutei pelo que acreditei ser certo em todos os momentos que vivi... Uns chamam de falta de querer... Eu chamo de falta de oportunidade... Pois qual seria nobre optará em sua realização a um prato de refeição... Assim foi e é ... E só o dono do universo sabe realmente quem é... Almas mortas tristes sufocadas em corpos... Que já não vivem obedecem a máquina programa a dura sobrevivência do sistema... E quantas e quantas crianças já não sentaram na roda e pensaram e desejaram profundo... Ser escolhido para ser premiado oi reconhecido nessa hora...
É preciso muita coragem... Pra desistir de ser... Sonhar... E ver a alma padecer... Fazer o certo é seguir seu caminho neste ciclo de não ser...
RCH
Águas serenas:
você me transmite a paz
que tanto ando à procura.
Vou ficar aqui sentada
bem pertinho desta sua calmaria
para transferir um pouco de você
para este meu coração
que anda meio águas turbulentas
sem saber porquê.
Uma hora da manhã e eu estou sentada no meu quarto, olhando pela janela, o movimento parado da rua. Depois de assistir uma comédia romântica, onde no final o casal sempre fica junto e jura amor eterno, me pergunto quando será a minha vez. Quando será a minha vez de me apaixonar? De sentir algo especial por alguém? De, sequer, me sentir atraída por alguém? Faz um longo tempo que eu não me sinto atraída por um cara e quando estive, era mais pela ideia de estar atraída do que por estar mesmo. Eram feios, chatos, mas que eu imaginava que eram legais, ignorava seus grandes defeitos só para me dar o deleite de dizer “eu estou apaixonada”, “eu gosto de alguém”, mas tudo era uma farsa. Eu nunca gostei e não sei se sou capaz de gostar algum dia.
A mulher na calçada
Ela estava sempre sentada na calçada quando eu passava, vestido velho, puído, um lenço que já tinha sido vermelho cobrindo seus cabelos maltratados, um pote de sorvete encardido, rachado, pousado ao seu lado para recolher moedas; diziam que era maluca, excêntrica, uma mendiga por opção, quando tentavam ajudá-la, se recusava, se a internavam, fugia. Ela já fazia parte da vida daquela rua, tornou-se uma estátua viva, um patrimônio da decadência humana, um dia, da mesma forma que apareceu, sumiu. Ainda hoje quando passo por ali penso ela, de alguma forma sinto sua falta; a rua ficou tão vazia.
E aqui estou eu, sentada embaixo das estrelas do mesmo céu que me separa de você, e, por incrível que pareça, eu estou segurando o nosso colar, e eu não me sinto só, porque, apesar de você ter ido, metade do seu coração está comigo, e como você havia me prometido, eu peguei um pedaço do seu coração, e por mais que estejamos separadas, eu não me sinto só.
