Sensação
Tive sempre a sensação que um livro é um organismo vivo que nos escapa.
ABISMO
Boa sensação a de estar à beira do abismo, não vou negar: o frio na barriga, a vivificante adrenalina, a curiosidade aguçada e o eminente esforço para discernir o vazio. Se um abismo chama outro abismo, sou decerto abismal e me permiti cair em sua profunda sedução.
Espero que essa atração seja fugaz, pois ,à moda de Nietzsche, se fitarmos o abismo por um longo tempo, o mesmo nos olhará de volta. Se bem que a queda não é o fim, mas a gênese, já que, no início de tudo, havia trevas na face do abismo.
Tem algo de silencioso nessa sensação, como se as emoções estivessem atrás de um vidro. Você vê que elas existem, mas o toque não chega.
Odeio a sensaçao de despedida, mas quando ela chega, chega...Fernando Pessoa já fala ''tudo que chega chega por uma boa razão''. A despedida chegou, e com ela, vai um pouco de mim, do que eu senti. Mas prefiro encarar a despedida como um vagão de trem, estou pronto para ir em busca de novas estações, com novos inicios e novas partidas. Respiro fundo, olho para ela, e falo, foi muito bom enquanto durou, percebi coisas que pensei que estivessem adormecidas. Mas se não estamos na mesma estaçao deixa eu partir....
Sensação
Eu me descubro assim, sem rótulo máscaras ou coisas pedaços incompletos sem nexo sem roteiro desenhado no esboço do meu rosto exposto.
Eu me revelo assim, intensidade, transparência feita da essência mais louca ou talvez boba no compasso dessa melodia louca.
Eu me despeço ou recomeço sem nexo faltando um complemento talvez até sem jeito sem preconceitos, sem conceitos, desse jeito ou sem jeito.
Enfim um conjunto de tropeços onde nem sei qual é o começo mas sinceramente, eu gosto desse meu jeito então chega de argumentos e você, ah segue teu rumo, pois não nesse indo seremos amigos, inimigos ou completos desconhecidos.
Não adianta enganar sensitivo. A energia/ sensação vem. E quando o sensitivo não consegue sentir, os anjos vem em sonho contar; assim foi e sempre será! Reviravolta.
Aquele que me guarda não dorme.
Forte e Audaciosa.
"Às vezes acordava com uma sensação estranha de que, quem eu mais temia tomava conta de mim. Isso fazia eu me sentir mais leve."
-Aline Lopes
Para satisfazer as necessidades da vida, a sensação, a experiência e o instinto podem bastar, como bastam aos animais.
A sensação de que "falta alguma coisa", nos leva à busca espiritual, que nos aproxima do Todo, que também é o Nada, que abrange o vazio, e que causa a sensação que "falta alguma coisa".
Veja isso, torne-se Um com o Todo e com o Nada, e se liberte.
"É única a sensação quando estou com você.
Eu poderia procurar no dicionário uma palavra que descrevesse esse momento, mas sei que falharia miseravelmente.
Como colocar em palavras aquilo que nasce em meu coração e se espalha silenciosamente por todo o meu ser?
Quando percebo que as palavras são pequenas demais para explicar o que sinto, prefiro o silêncio.
Fecho os olhos e apenas sinto…
E nesse instante, meu coração encontra o teu e se entrelaça nele, como se sempre soubesse que era ali o seu lugar".
A dor de viver vem quando perdemos algo, a sensação de se sentir vazio, sem motivação, deprimido, solitário, sem sentido, perdido é a pior sensação que podemos sentir. Tudo isso pra quê?, vivemos uma vida longa, as vezes feliz, as vezes terrível, as vezes curta; Tem pessoas que acreditam em algo maior, vida pós a morte, ressureição e etc... Mas e quem não acredita em nada, o que sobra?, pra mim isso é perda de tempo, viver uma vida de mágoas, acho certo que quando uma pessoa vive sem sentido tire a própria vida, pra quê ter uma vida assim?, é melhor ver o que nós espera na morte...
Às vezes tenho a sensação de viver alguns passos atrás de mim mesmo. Caminho, falo, tomo decisões… mas meus pensamentos parecem observar tudo de longe, como se não reconhecessem totalmente as minhas próprias ações. Há um desencontro silencioso entre quem pensa e quem age dentro de mim.
Sou impulsivo. Sei exatamente os caminhos que deveria evitar, mas, ainda assim, meus pés parecem escolhê-los primeiro. É como assistir a mim mesmo atravessando portas que já sei, de antemão, que não deveriam ser abertas.
Também não sei se amo como os outros amam. Eu cuido, me preocupo, assumo responsabilidades, tento proteger quem está por perto. Faço tudo aquilo que dizem que o amor faz… mas o sentimento dentro de mim é estranho, deslocado, como se estivesse escrito em um idioma que todos entendem menos eu.
Às vezes choro em silêncio. Não por grandes tragédias, mas por pequenas falhas repetidas, por erros que eu mesmo construo com as minhas próprias mãos. Existe uma parte de mim que gostaria profundamente de ser melhor, mais claro, mais correto, mais inteiro.
E, ainda assim, carrego um peso que talvez nem seja meu. Sinto-me responsável por tudo que chega até mim: pelos problemas, pelas pessoas, pelos desencontros. Mesmo aquilo que claramente pertence ao mundo dos outros acaba encontrando um lugar dentro de mim.
Talvez por isso eu viva assim, um pouco perdido, um pouco atento demais, tentando, no meio da banalidade dos dias, encontrar algum ponto onde meus pensamentos e minhas ações finalmente decidam caminhar lado a lado.
A sensação de “eu” que parece tão sólida é, na verdade, um fenômeno contínuo sendo recriado momento a momento através da identificação com pensamentos, memórias e expectativas. Quando essa construção é observada em tempo real, ela começa a perder densidade, e o que resta não é vazio no sentido negativo, mas uma abertura viva e consciente.
Quando a identificação começa a colapsar de forma mais radical, pode surgir uma sensação de ausência de referência, como se o chão tivesse sido retirado. Esse momento costuma ser mal interpretado como perda ou vazio negativo, mas na verdade é a dissolução da estrutura que sustentava a ilusão de controle. Permanecer lúcido aqui revela uma liberdade que não depende de qualquer centro fixo.
Ser humano
Chuva que cai no dia de calor
Sensação de paz momentânea
Violência instaura o terror
A realidade é instantânea
Há disparidade em altos níveis
O consumo diário no capitalismo
O avanço utópico do anarquismo
Tantas diferenças, todas incríveis
Enquanto jogamos conversa fora
E outros não podem se expressar
Ignoramos a chance de mudar
Mudança global? Não agora!
Estamos cheios das tolices
Corrompidos pelos poderosos
Seres férteis em bizarrices
Nossos ídolos estão mortos
Quem pensa diferente, é louco
Quem pensa igual, é pouco
Quem não pensa, é normal
O que Ele pensa? Erro fatal.
Aquela sensação de nostalgia de ver o lugar onde você cresceu, mas não e sua casa.
Ao sentir um vazio como se tivesse sido destruido por dentro.
Ao perceber que, talvez não tenha aproveitado.
Ao lembrar tudo o que já passou, mas que passaria de novo e de novo.
Era um sentimento de confusão com um misto de arrependimento que você não sabe o por que. Eu me sentia vazia e morta ao mesmo tempo.
~Era triste
