Sempre Precisamos de um Amigo Brincalhao
Porque a poesia é um prato que se delicia segundos a segundos, são momentos tirados de caixinhas de surpresas...uma viagem em todos os tempos !
A escola é um lugar de aprendizagem, por isso não deve haver repressão. Lamentavelmente a repressão é a matéria que se ensina nesse local.
Um café amargo numa xícara branca esfria sobre a escrivaninha. O corpo em estado de adormecimento escreve no ar
...
Tenho me deixado cruzar, atravessar pelos fluxos da paixão. Meadas de força que invadem, rasgam o corpo. Cortado em vários pedaços, inebriado por tudo que parte, divide, estilhaça, sigo. O que escrevo? Um borrão, um esboço, um emaranhado de riscos entrecruzados que preenchem o espaço sem tempo.
A paixão por toda espécie de coisas lateja em mim. Minha fala se caracteriza por um timbre rouco, um som grave, uma vós áspera, roufenha – isto não é importante. Paixão: palavras, imagens, dentes; barba, sono, sonho, fantasia; tenho inventado o meu próprio mundo fantástico no qual os desejos mais submersos emergem.
Estou apaixonado por certo sorriso proibido, encantado pelos sons dos pássaros e pela confluência das águas que correm sem imediatismo: não há urgência no seu percurso. As horas como um longo tapete vermelho se estendem – recolho os olhos. Tenho dado lugar cotidianamente para as utopias, tenho vivido lugares fora de todos os lugares. Por vezes encontro-me nos desencontros. Sinto saudade da sensação dos olhos molhados, derretendo como um sorvete salobro sobre a pele do rosto, sobre a maciez dos lábios que esqueceram o gosto do beijo
Na verdade, não tenho pretensão de ser uma forma identificada, compreendida. Alegro-me em ser um nada. Trata-se de uma alegria triste e confortável no seu desconforto. O nada é disforme. Nesse sentido as possibilidades de existir de modo inadequado, irregular, que apresenta deformação; me tornam infinito. Não tenho dentro nem fora. Os pássaros me acalentam no meu estado de deformidade. O cosmo diz de mim, como também, o singular pássaro que em sua multiplicidade rodopia em um silêncio que berra no vento.
Papai Noel que nunca chega
(Carta de um menino zimbabuano)
Papai Noel,
Onde é que está você?
É verdade que sua barba é branca,
Feito algodão-doce, sem sabor colorido?
Que você existe mesmo eu sei...
No Natal, eu quero um pacote de bolacha
E um ainda maior de pipoca, bem grande,
Que é para dar pros meus oito irmãozinhos,
Barrigudinhos como eu. E a titia... minha tia precisa,
Somente ela, porque minha mãe morreu,
Pai já não tinha – e morreram mais crianças,
Muitos vizinhos, morreram meus irmãozinhos, afinal,
Por enquanto, só eu fiquei,
Eu, minha tia e meu primo do meio.
Papai Noel, será que é possível passar por aqui,
Quero dizer (se não for pedir muito)
Aqui primeiro, aí depois visitar o resto do mundo,
Mundo que nos esqueceu neste lugar
Onde as estrelas se escondem atrás de nuvens marrons,
Marrom-escuras, estacionadas sobre nossas almas.
Querido Papai, velho Noel, se tiver de vir, vem logo,
Não nos deixa para depois dos outros...
Se não quiser sujar o trenó de poeira ou cinza,
Faz uma coisa prática, vem de carroça,
Mas enche a carroça de bolacha, por favor.
(Nossos corações não estão vazios, até que existe esperança,
E existe agonia; e não falta união, falta alegria
Porque nossas barrigas estão ocas. Ocas,
Simplesmente assim, ocas. Nem os vermes sobrevivem.)
Aliás, por falar em união da família,
Pelo menos aqui, a fome é que tem desfeito essa união:
Deixando filhos sem pais, pais que perdem seus filhos;
Netos que não têm sequer a bênção dos avós,
Avós que nunca nanam seus netinhos;
Tios e tias, sobrinhos, madrinhas... todos,
Todos de mãos dadas, unidos,
Mas unidos num vasto e acolhedor leito de morte
– Morte que se apresenta aqui pausadamente,
Separando um do outro,
Deixando tempo demais para a despedida,
Tempo que a gente nem queria ter.
Por isso, Papai Noel, não demore tanto para chegar...
Já estamos cheios de bolachas de barro,
Bolinhos de barro, torrões...
Faz um esforço e vem com algo de verdade,
Qualquer sabor, bolachas e mais bolachas,
O melhor presente da vida.
Faz um pouco de esforço e vem,
Vem antes de o pôr do sol,
Não dá meia-volta de novo,
Não deixa a gente para trás,
Vem, mas vem antes de o sol se pôr,
Ninguém mais pode ficar de fora,
Vem, vem logo, vem,
Vem e traz bolacha pra todos,
Traz o sorriso.
Edder Alexandre é jornalista e escritor, autor do romance Silêncio na Marcha – O Drama do Homem na Ponte do Milagre; também escreveu o infantojuvenil As Gêmeas de Getsêmani.
Em um minuto que você para pra pensar muitas coisas não valem apena. Entretanto outras merecem que esse minuto seja esquecido.
"Ser ruim na escola e ter notas baixas, não te fazem um burro. Você não esta na escola porque ama ela, está por obrigação, tudo que somos obrigados á fazer, não fazemos por prazer. Se você não ama matemática, você nunca será um gênio da matemática..."
Você é diferente...
Tem a leveza da brisa e os segredos do mar...
Um toque de carisma em seu olhar e um brilho intenso no seu sorriso...
E a sua face me dá alegria e desejo em forma de carinho...
Esse seu jeito de menina mulher faz com que eu me encante...
Houve um tempo em que o homem conquistador não era aquele que conseguia várias, e sim aquele que passava dias escrevendo poemas, sonetos, músicas para uma única mulher. Onde não havia necessidade da melhor carruagem, somente a companhia bastava. A palavra amor não era dita, era sentida. Um homem deve zelar pela mulher, conquistar com o coração, pela bondade e gentileza.
Um dos fortes motivos de ter muitas coisas erradas é que as pessoas, em vez de consultar suas consciências para suas ações, preferem consultar coisas ou outras fontes..
Renovar a escola e tornar o ensino atraente não significa educar de um modo espontâneo, sem método nem normas.
A Verdade é o pisar em um prego, lancinante. Você continuará andando, mas mancando. Experiência é saber que o furo fecha.
Uma boa escola deve ter como proposta a formação integral, entendendo o aluno de um modo completo e global.
Ao educar alguém, você contribui, querendo ou não, para um determinado modelo de sociedade e de mundo.
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