Sem Sentido
Um país dá início ao seu processo de autodestruição quando troca o sentido de nação pelo de estado, com a massa crítica que brotava de dentro pra fora cedendo lugar ao estabelecido de fora pra dentro. Sabemo-lo quando seu povo abdica de sua visão analítica para integrar hordas de convertidos. O aniquilamento de sua unidade natural extirpa a visão sistêmica que o livra dos extremos, e é quando numa mesma família se vê membros da esquerda radical e da extrema direita se enfrentando sem se dar conta de que cumprem uma agenda onde autorizam seus lideres a fazer qualquer coisa. Nela o conceito de certo ou errado quebra o elo com ações do agente para ser automaticamente encaixado no do “nosso certo” e do “errado deles”.
A falta de objetividade, de lógica e de sentido, a ausência da realidade e da verdade refletem a fome espiritual, o desespero e reflete falta de paz.
Nem tudo que é escrito é sentido... assim como nem tudo que é sentido pode ser escrito, pois se pudesse certamente seria mais que censurado, seria caso de polícia...
a gente se esquece sentido que viveu e tudo que aprendeu... quando a gente se demora a se retirar de onde o amor não está sendo servido.
A gente se pergunta como pode se perder tanto, a permitir que nos pisassem tanto...
A gente esquece a cor dos nossos olhos, o desenho do nosso sorriso e quando se vê... não reconhece mais a pessoa que vemos no espelho .
Se culpa pelos erros alheios e se rótula de incapaz e assim permanece ali, incapaz de ver que pode sim ser amada, querida morada admirada e feliz...
a gente não sabe como chegou até aqui, mas sabe porque chegou, porque amou, é porque ficou, porque acreditou que poderia se tornar real o que nunca quis ser...
A gente sabe o caminho de volta mas ainda olha pra trás e tenta a última vez mesmo sabendo que na última vez aprendeu que nada mudaria...
A gente sabe que no caminho de volta a gente leva lágrimas tristeza, mas a gente sabe que a gente se reencontra consigo mesma se levanta e volta a sorrir.
Estamos vivendo em tempos de profunda superficialidade, onde o espetáculo devora o sentido e nos priva da pausa necessária para existir. A sociedade do cansaço exige um desempenho extenuante, enquanto a validação momentânea alimenta ansiedades que ficam sem nomear. A violência, tanto física quanto mental, molda relações e silencia almas, fragmentando aquilo que poderia ser inteiro.
Nossas interações se transformaram em vitrines e nossos afetos, em mercadorias. Nas redes que prometem conexão, encontramos distância; na busca por relevância, nos perdemos de nós mesmos. Vivemos no teatro do vazio, onde tudo parece urgente, mas quase nada é essencial.
Resistir é um ato de coragem e cuidado. Precisamos reencontrar o silêncio que nos reconcilia, o olhar que acolhe, a arte que inquieta e a palavra que nos devolve ao real. Só assim poderemos escapar das armadilhas do espetáculo e resgatar a integridade de quem realmente somos.
Aprendi que as atitudes e ações mostram o verdadeiro sentido da vida, tanto para o bem quanto para o mal.
A quem diz que tempos difíceis moldam a forma que os defines não faz sentido, o que defines a postura são a diversidade melhorando a cada novo dia.
Tudo faz sentido quando a mudança de comportamento descreve a imagem de bom caráter, então vale apena ser um exemplo.
SEXTO SENTIDO:
Respeitando a família, as leis, as propriedades alheias e a Hierarquia, estaremos vivendo em uma sociedade civilizada.
Quem já teve a grata oportunidade de me ver sem paciência, sabe que não passo pano para gente folgada, não me comovo facilmente com vitimismo e não abaixo a cabeça para gente mal-amada...
Sei diferenciar o joio do trigo, conheço as particularidades de quem é falso, mas também reconheço o valor de um verdadeiro amigo.
Sei observar o que há em cada olhar, consigo ver quem quer e almeja me derrubar, é um dom divino, que prezo e estimo, pois através dele já escapei de muitas armadilhas disfarçadas de destino, é um sexto sentido, algo inusitado, mas que tenho comigo.
Por isso compartilho contigo, pois quem já presenciou a minha falta de paciência um dia, sabe e tem certeza que sempre foi com quem realmente merecia...
Talvez seja porque já conheci muita gente, de culturas e hábitos diferentes, pessoas com grandes posses e outras com miséria aparente...
Enfim, pessoas boas e ruins, cada um com o seu particular pensamento, mas que seguem vivendo, desta forma, aqui vai um oportuno ensinamento:
"Seja bom o tempo todo, o tempo todo seja bom, mas não seja o bondoso útil, aquele que para o oportunista, será apenas um simples instrumento."
Às vezes falo sozinho e rio de mim mesmo, crio fatos malucos, digo coisas sem sentido, passo vergonha em alguns momentos, mas me finjo de desentendido, na minha inocência corriqueira, até me acho divertido, sou eu sem máscaras, sincero e descontraído, pois não sou um personagem que vive mentindo, dou valor a lealdade e tenho bons amigos, já passei dos 40 anos, mas conservo o meu espírito de menino... Mesmo triste e aborrecido, quando não estou só, faço questão de manter um largo sorriso, esta é a minha particularidade, é assim que eu vivo...
Às vezes escrevo frases que parecem sem sentido, com citações e sentimentos escondidos, repletos de significados desconhecidos, mas que revelam o que tenho em meu interior contido!
A emoção domina. Os pensamentos viajam. O coração arritmia. A presença faz sentido. As palavras se manifestam. E finalmente... o amor nos arrebata! Nos parágrafos que tanto resumem, somos mais que meros mortais. Somos super-heróis. Abandonar a razão faz tão bem para alma.
'RELATIVIDADE'
No espaço curvado, qual o sentido das rugas? E o silêncio dos artigos escritos, da relatividade aparente? Cabelos grisalhos esplainando as linhas dos dias distorcidos, veemente. Tempo branco como neves derretidas, neófitos por descobertas, curas, contrapartidas...
Retina encoberta, reflexão da visão nas novas originalidades criadas. Noites no sótão à procura de respostas. Talvez a fórmula da vida escritas em funções matemáticas. Das deflexões tão sonhadas que chegara nas pernas, nas falas, nas relações 'bestiadas'...
Dos eclipses cobertos de nuvens, surgiram as verdadeiras vertigens. No cálido clarão opaco das lentes ficara o cientista, filósofo, químico, físico, matemático. Sedentos por novas saídas. Extraordinários heróis fungicidas. Perdidos nas erudições do ontem, do hoje, do amanhã, das causalidades não ditas...
Eu queria um sentido, sentido ridículo. Entre aspas simples, para deixar evidente. Inequívoco como as nuvens, que se transformam no vento. Que fosse escasso, nada retórico. Pode vir sem aspas, para deixar confuso, mais intruso, menos cênico. Que me abraçasse, aconchegante, desesperado.
'EU QUERIA UM SENTIDO...'
Eu apenas queria,
e chegaste mudo,
forçado.
Fitando as madrugadas insônias,
cervical.
Extravasando improbidade,
sadismo.
Trazendo frio,
calafrio,
noites febris.
Carregando obstinação,
permanecendo há períodos.
Empantufado,
vai dilatando,
no peito não cabe.
E o ar rarefeito,
já falido,
desorienta,
sinuoso,
sem abrigo.
És opaco,
no turvo teatro,
solitário.
Senhor de brasões,
porém medicante,
com seus díssonos.
Poucos te condenam,
ou conhecem.
Mas sempre aparece,
desnudo,
com natureza particular.
Sem se expor a contento,
vai deixando rastro,
lamento.
Eu queria um sentido,
sentido ridículo.
Entre aspas simples,
para deixar evidente.
Inequívoco,
como as nuvens,
que se transformam no vento.
Que fosse escasso,
nada retórico.
Pode vir sem aspas,
para deixar confuso,
mais intruso,
menos cênico.
Que me abraçasse,
aconchegante,
desesperado.
'DESCONHECIDO...'
Amar é uma palavra sem sentido que as pessoas usam para aflorar um estado de espírito contundente. Tenho paixão, mas que na maioria das vezes, mente, deixa-me inquieto. Repleto de respostas que nunca existiram. Sou assim repleto. Perplexo nas horas vagas. Mas com uma vontade de mudar os rumos. Sabendo que meu mundo, nunca existira...
No som do silêncio
Eu ouço o ruído
das coisas que penso
Muita coisa faz sentido
Outras apenas se sente
E tanto se sente
Que o corpo fica dormente
O som do silêncio
Se torna um zunido
Uma coisa constante
Como as coisas que penso
E se penso tanto agora
Talvez seja porque não pensei
Quando era hora
A hora voa
Flutua no som do silêncio
Talvez a vida não seja boa
O mente atordoa e se esquece
Talvez de cansaço
Talvez seja entrega
Tarde demais pra pensar na vida
Ouvindo cada vez mais longe
O ruído das coisas distantes
Que mereciam ter sido esquecidas
Adormeço ao som do silêncio.
Edson Ricardo Paiva.
