Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
Há aqueles que dividem, os que somam, diminuem ou multiplicam! A positividade ou negatividade da ação depende do contexto!
Há um ponto da consciência em que a solidão deixa de ser uma emoção e se revela como a única realidade que jamais nos mentiu. Todo o resto, amor, pertencimento, esperança, identidade, talvez não passe de uma arquitetura frágil erguida pelo medo para impedir que enxerguemos o vazio em sua forma mais pura.
A multidão não nos salva. Apenas multiplica a evidência de que cada ser humano está condenado à prisão de uma consciência inacessível. Ninguém atravessa a fronteira do outro. Compartilhamos palavras, gestos, corpos e lembranças, mas nunca o peso exato daquilo que somos. Existimos lado a lado, separados por um abismo que nenhuma linguagem consegue preencher.
Olhar para dentro é cometer um crime contra todas as ilusões que tornavam a vida suportável. Quanto mais profundamente descemos, menos encontramos uma essência. Há apenas camadas de medo, de memória e de desejo, até que, por fim, resta um silêncio antigo, indiferente, onde até mesmo o "eu" começa a se dissolver. Talvez nunca tenha existido alguém ali. Apenas uma sucessão de pensamentos tentando convencer o vazio de que possuía um nome.
O sofrimento não nos purifica. Não nos torna melhores. Apenas retira, um a um, os véus que protegiam nossos olhos. E quando o último deles cai, compreendemos que o universo jamais precisou de nós para continuar existindo. A nossa ausência teria o mesmo peso da nossa presença: nenhum.
É nesse instante que a solidão alcança sua forma definitiva. Já não esperamos ser compreendidos, porque percebemos que compreender completamente outra consciência é impossível. Já não esperamos sentido, porque todo sentido nasce da necessidade humana de suportar o insuportável. Já não esperamos consolo, porque até o consolo é apenas uma pausa antes do mesmo silêncio.
Talvez a lucidez seja isso: a lenta destruição de todas as mentiras que chamávamos de vida, até restar apenas uma consciência desperta diante da imensidão indiferente do universo. E então compreendemos a verdade mais cruel: não é o vazio que habita dentro de nós. Somos nós que, por um breve e inexplicável instante, habitamos o vazio.
- Tiago Scheimann
"Há um momento, e este momento é fatal, em que você descobre que céu e inferno, anjo e demônio, coabitam sua mente harmoniosamente, em absoluta igualdade de forças.
E que por isso mesmo tornou-se excepcionalmente poderoso e ambos os lados o desejam.
Dono absoluto de si mesmo, pode transformar seu poder em energia agregadora ou torná-lo força de destruição.
Você agora é sombra, você agora é luz.
Para qual direção moverá seu poder?"
(in ANGELITUDE)
Rezar é como mandar um e-mail para um suporte técnico que faliu há dois mil anos: você se sente melhor por ter reclamado, mas o problema continua lá, rindo da sua cara.
Os niilistas pintam a moral como escravidão e coerção, mas ignoram que há liberdade na moral: ao cooperar com o grupo, você conquista confiança, apoio e vantagens reais para melhorar a própria vida e realizar seus desejos.
Há um empate metafísico quanto à realidade do passado. Assumir sua realidade é uma convenção prática inevitável, não um conhecimento. Qualquer tentativa de elevar essa convenção a verdade epistêmica é ilegítima.
Há tanta beleza e significado no mundo que, às vezes, choro escondido, para que ninguém pense que ainda acredito na divindade.
P1. No inferno só há pecadores.
P2. Deus está em todos os lugares; isso inclui o inferno.
C. Se deus está no inferno, então ele é um pecador.
Se Jesus morreu pelos pecados, então por que absolutamente nada mudou? Ainda há muitos pecados, e mais do que antes...
planeta Terra
Mundo orbitado
No tempo e espaço
Parece azul ,vazio
Inabitado.
No entanto, há um traço
É um canteiro de obra
Pura ação de manobra
De rotação e translação
Estância de vida e gravitação.
Força energética de renovação.
Há algo profundamente trágico em existir apenas pela metade.
Em possuir asas e morrer rastejando para caber no medo de quem nunca suportou ver alguém voar.
Porque o tempo perdoa erros, quedas e desvios…
mas dificilmente absolve uma alma que traiu a si mesma todos os dias da própria vida.
Hoje eu entendi algo que nunca havia sentido com tanta clareza.
Há uma dor silenciosa em estender a mão e vê-la permanecer vazia. Há um sentimento difícil de explicar quando o coração deseja ajudar, quando os olhos enxergam uma necessidade, quando a alma se dispõe a caminhar junto, mas a ajuda é recusada.
Não por falta de amor.
Não por falta de disposição.
Não por falta de cuidado.
Simplesmente porque o outro não quer.
E foi nesse momento que percebi uma verdade que, até então, eu apenas conhecia na teoria: o verdadeiro poder da mudança não está nas mãos de quem oferece ajuda, mas nas mãos de quem decide recebê-la.
Podemos aconselhar, insistir, orar, chorar e até carregar no peito a preocupação por alguém. Podemos estar dispostos a fazer tudo. Mas existe uma porta que ninguém pode abrir por outra pessoa.
A porta da decisão.
Hoje senti o peso dessa realidade dentro de mim. Senti a impotência de querer fazer algo e descobrir que nem todo amor é suficiente para mudar alguém. Porque existem batalhas que só começam a ser vencidas quando a própria pessoa decide lutar.
Talvez uma das maiores provas de amor seja justamente entender isso: continuar se importando sem controlar, continuar disponível sem forçar, continuar presente sem invadir.
Porque ajudar é um ato de amor.
Mas aceitar ajuda também é um ato de amor.
Que na maioria das vezes é confundido com escolha apenas.
Foi sendo bom
que descobri —
que ser bom
nem sempre é bom.
Porque há bondades
que se doam até desaparecer,
que dizem “sim” enquanto sangram,
que se calam para manter a paz
e perdem a própria voz.
Aprendi que ser bom
não é se anular,
não é aceitar o peso
que não nos cabe.
Ser bom de verdade
é ter raiz e limite,
é oferecer a mão
sem entregar a alma inteira.
Foi sendo bom demais
que entendi:
bondade sem verdade
não floresce —
apenas dói.
"Há uma paz imensa em admitir que somos iguais. O peso de "ser melhor" ou o medo de "ser pior" desaparece."
