Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício

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"Há a importância de aprendermos algo novo a cada dia que vivemos. Assim como há a importância de esquecermos a cada dia o que nos faz mal."

Os lugares onde se esconder são numerosos, mas só há uma saída, embora as possibilidades de escapar outra vez sejam tantas quantos os lugares onde se esconder.

Há certas mulheres divinas realmente infernais.

Há dias em que estamos irreconhecíveis, irados, venenosos na derme e tudo está pra afrontarmos e ser,
Não nos reconhecemos, fica um sabor diferente, a raiva nos adiciona não ao contrário e a alimentamos,
Nos parece não querermos cuspir aquela ultima gota do veneno em que relutamos e falo por mim, onde calculo se cuspo a feroz raiva inexplicável ou engulo pra saborear o torpor inefável da contradição,
A falta de reconhecimento do ser sublime e amoroso foi subtraído pelo contrário da bondade e Amor,
E falo por mim, onde a reclusão me deixa como única opção de não ferir o semelhante,
E de novo, falo por mim, pra não engolir a humanidade recolho-me, pra preservar os inocentes;

Laços e afetos

Há tanto laços, alinhavados pelo tempo,
Que ganham o visgo quando alcançam o teu olhar,
São laços firmes que se tornam duradouros,
Nutre querência, ensina afeto, aprende amar.

Há tantas vidas, que se unem em um abraço,
Quebro compasso e muda o ritmo do coração,
Acende a noite, a lua cheia desavisada.
Que prateada alcança o brilho do lábio teu.

Há tanto laço, no abraço teu,
Há um abrigo, no seu olhar,
Há uma saudade, viva em peito,
Que faz brotar, pulsar você que mora mim.

Tenho a náusea física da humanidade vulgar, que é, aliás, a única que há. E capricho, ás vezes, em aprofundar essa náusea, como se pode provocar um vomito para aliviar a vontade de vomitar.
Um dos meus passeios predilectos, nas manhãs em que temo a banalidade do dia que vai seguir como quem teme a cadeia, é o de seguir lentamente pelas ruas fora, antes da abertura das lojas e dos armazéns, e ouvir os farrapos de frases que os grupos de raparigas, de rapazes, e de uns com outras, deixam cair, como esmolas da ironia, na escola invisível da minha meditação aberta.
E é sempre a mesma sucessão das mesmas frases... «E então ela disse...» e o tom diz da intriga dela. «Se não foi ele, foste tu...» e a voz que responde ergue-se no protesto que já não oiço. «Disseste, sim senhor, disseste...» e a voz da costureira afirma estridentemente «minha mãe diz que não quer...» «Eu?» e o pasmo do rapaz que traz o lanche embrulhado em papel-manteiga não me convence, nem deve convencer a loura suja. «Se calhar era...» e o riso de três das quatro raparigas cerca do meu ouvido a obscenidade que (...) «E então pus-me mesmo dia nte do gajo, e ali mesmo na cara dele — na cara dele, hem, ó Zé...» e o pobre diabo mente, pois o chefe do escritório — sei pela voz que o outro contendor era chefe do escritório que desconheço — não lhe recebeu na arena entre as secretárias o gesto de gladiador de palhinhas [?] «... E então eu fui fumar para a retrete...» ri o pequeno de fundilhos escuros.
Outros, que passam sós ou juntos, não falam, ou falam e eu não oiço, mas as vozes todas são-me claras por uma transparência intuitiva e rota. Não ouso dizer — não ouso dizê-lo a mim mesmo em escrita, ainda que logo o cortasse — o que tenho visto nos olhares casuais, na sua direcção involuntária e baixa, nos seus atravessamentos sujos. Não ouso porque, quando se provoca o vómito, é preciso provocar um.
«O gajo estava tão grosso que nem via a escada.» Ergo a cabeça. Este rapazote, ao menos descreve. E esta gente quando descreve é melhor do que quando sente, porque por descrever esquece-se de si. Passa-me a náusea. Vejo o gajo. Vejo-o fotograficamente. Até o calão inocente me anima. Bendito ar que me dá na fronte — o gajo tão grosso que nem via que era de degraus a escada — talvez a escada onde a humanidade sobe aos tombos, apalpando-se e atropelando-se na falsidade regrada do declive aquém do saguão.
A intriga a maledicência, a prosápia falada do que se não ousou fazer, o contentamento de cada pobre bicho vestido com a consciência inconsciente da própria alma, a sexualidade sem lavagem, as piadas como cócegas de macaco, a horrorosa ignorância da inimportância do que são... Tudo isto me produz a impressão de um animal monstruoso e reles, feito no involuntário dos sonhos, das côdeas húmidas dos desenhos, dos restos trincados das sensações.

Quando uma mulher tem inclinações eruditas, geralmente há algo errado com sua sexualidade. Já a esterilidade predispõe a uma certa masculinidade do gosto; pois o homem é, permitam-me lembrar, “o animal estéril”.

Há um propósito para cada pessoa que você conhece.
Algumas pessoas vem para sua vida para te testar.
Algumas para te usar.
E outras para mostrar o que há de melhor em você.

Há marcas na memória que a gente perdoa, releva e até esquece, mas as marcas do coração, tanto as boas como as ruins são inesquecíveis.

Há um pouco de cada artista no seu trabalho.

Há como lutar sem travar batalhas.

Tenhamos em mente que nada que nos acontece é por acaso. Para tudo há um sentido, uma explicação, uma necessidade real de estar ocorrendo. Mesmo nas horas mais difíceis, nos momentos que nossa alma percorre caminhos tortuosos e dolorosos, devemos confiar na providência divina, como um filho que confia num pai. Por mais complicados que, porventura, possam parecer, as horas do novo dia são oportunidade ofertadas a nossa renovação espiritual. Sejamos gratos e marchemos ao progresso moral, independente das dores do caminho.

"Há pessoas que mentem tanto, e de tal forma, que no meio de suas muitas mentiras, às vezes, até escapam algumas poucas verdades..."

Há vozes na minha cabeça
Que parecem pensamentos
Ou, talvez
Sejam pensamentos que parecem Vozes

O fato é que eu não consigo controlar oque ouço
Não consigo fugir de quem fala
É como um diabo sentado no meu ombro
Sussurrando sem parar

Parte da culpa é minha
Foi eu quem há muito tempo o convocou para me ouvir
E hoje ele faz parte de mim
Eu desabafo, mas também sou obrigado a ouvir

Geralmente fala de pessoas
O quanto não são confiáveis
O quanto são prejudiciais
E eu ouço

Geralmente falo de mim
O que me preocupa e me entristece
Meus medos lhe revelo
Mas não sei se ele ouve, nem faria diferença

Se não estou bem
Se não estou chapado
Se estou triste, se irritado
Ele fala
E eu

Ouço-o

Nunca há perdas quando se trata de algo inevitável. Se pararmos pra pensar quantas vezes fomos tão covardes em seguir colocando barreiras, teremos a certeza que fomos egoístas em aprender e compartilhar o essencial pra quem realmente precisa. A vida é uma escola, onde as matérias, amor, dor, esperança, se definem num único aprendizado o equilíbrio da alma.

Há coisas conhecidas e coisas desconhecidas, e no meio estão as portas.

Ray Manzarek

Nota: Em entrevista à revista "Newsweek", 1967. O pensamento costuma ser atribuído a Jim Morrison, Aldous Huxley e William Blake.

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" Acredita se quizer mas até no silêncio há barulho..."

O que há ao redor
é ilusão
ou vida?
Decida!

...há como que um visgo de jaca em teu olhar, que fez cativo o meu olhar! Pássaro que até então voava nas asas volúveis da imaginação, vê-se agora preso a ti, ansiando que se adoce o travor da tua resistência, para ávido colher a fruta já de vez da tua inocência, a começar pelos maduros frutos dos teus lábios...

“... Para cada bom motivo que há para mentir,
há um melhor ainda pra dizer a verdade...!”.