Frases de esforço e recompensa que falam do valor do sacrifício
Ovelha da Poesia
Com Rita eu sorria,
sem a nossa Rita
não há mais alegria;
Santa Rita rogai por
esta ovelha da poesia.
In Memoriam a genial Rita Lee.
Não há diferença entre
o coração e o cavalo,
ambos nasceram
precisando de muito
carinho e confiança;
e não há outro caminho.
O Açoita-Cavalo deste
poema nasceu mesmo
é para crescer no mato,
e não para continuar
do chicote sendo o cabo.
Quem na vida quer um
coração, quer um cavalo
ou ter os dois ao mesmo
tempo tem que ter tato.
O coração e o cavalo
só obedecem quando
são muito bem tratados.
Quem quer despreocupado
um coração, um cavalo
ou ter ao mesmo tempo ambos:
deve ser muito apaixonado.
O coração e o cavalo
só permanecem onde o amor
é generosamente ofertado.
A poesia é como o peixe
Limpa-fundo de aquário,
Com poesia nesta vida
não há sujeira que
permaneça na mente
e no coração por muito tempo,
É só você começar a ler
sem esmorecer que os efeitos
indesejados irão desaparecer.
Pavãozinho-do-Pará
companhia como
a tua igual não há,
Te ofereço um poema
para todo mundo
sabe que igual a você
ninguém há de encontrar.
Mocotó
Quando você estiver
sentindo uma
quebradeira de dar dó,
mesmo estando só,
Não há nada melhor
que tomar um caldo de mocotó.
Não foi a primeira vez
que te encontrei
no Xote de Três,
Daqui para frente você
há de se apaixonar
por mim mês a mês
até se declarar
de amor de uma vez.
A Cuca Goiana é
herdeira da Cuca Sulista,
Não há como negar
que da nossa mesa
também se espalha poesia
tal qual a nossa gaita
quando toca é só alegria.
Ipê-pardo esplendente
nesta tarde azul
no meu amado Sul,
Não há nada na vida que
me faça desta minha vida
poética desistente,
Porque de ti tudo tem sido
o tempo todo poesia em mim.
Há quanto tempo
a gente não se vê
Trouxe meus
Versos Intimistas
e uma muda de Ipê
lá da amada Bahia
de presente para você.
Quando há um plano de evacuação, não há tempo individual e nem para se fazer de vítima, é fugir ou fugir.
Dizem que há um aceno
para a reconciliação nacional
na Pátria que não é a minha,
Espero que ela ocorra
com toda a justiça e poesia.
Dizem que o Capitão-de-Navio
e o Coronel pai dos cachorros
estão num estado muito mal,
Todos os dias sempre
lembro da tropa e do General.
O General está preso
injustamente há pouco mais
de três anos sem acesso
ao devido processo legal,
Ele está sofrendo como
povo e preso como povo,
numa situação infernal.
Não há como dizer
que tudo isso é normal,
tem gente que não
consegue conviver
com quem pensa diferente,
A cada dia que passa andam
deixando mais preso o General:
evidenciando claramente
que não conseguem conviver
com quem pensa diferente.
(Para saber disso não precisa ser vidente).
No Reino da Indiferença,
também passou o Natal
e não há nenhuma notícia
de liberdade para o General.
No Reino da Indiferença,
quem dera eu plantar
compaixão, poesia e paciência.
No Reino da Indiferença,
a Mãe deve estar chorando
e ninguém escuta,
ainda tenho a dúvida se ela
tem notícia dos sargentos.
No Reino da Indiferença,
quem dera eu plantar
esperança, a reconciliação e boa convivência.
No Reino da Indiferença,
não dão nem tempo para pensar
a voltar a se humanizar para não mais assim ser.
No Reino da Indiferença foi descoberto
mais uma conspiração contra a vida, ordem,
a paz e a Assembleia Nacional,
infligindo contra o povo um terror sem igual.
No Reino da Indiferença o tempo vai passando
sem tempo para parar e pensar;
de boicote em boicote o fluxo do cotidiano
acaba por atrasar a vida de quem já sofre tanto:
E lá quando tudo para eu paro junto,
porque a justiça está atrasada
para dar liberdade ao General e para muitos
que como ele ainda seguem presos injustamente.
No Reino da Indiferença ainda se prendem sindicalistas,
se mantém preso o velho tupamaro,
nada se sabe do Capitão-de-Navio e da tropa,
e se têm deixado o autoproclamado da responsabilidade escapar.
(Sem querer ofender à ninguém,
peticiono ao Reino da Indiferença
para que seque as lágrimas de quem não para de chorar).
Não há enigma
a ser decifrado,
Não veja chifre
em cabeça de cavalo,
(Apenas uma poetisa
injetando versos
nas veias abertas
da América Latina),
Para talvez tentar
a sorte e a calma
galeana por qualquer
lugar que precisar,...
Testemunha sensitiva
das prisões políticas
no afã de cada uma
delas pela liberdade
serem socorridas,
Pois até lá na Bolívia
que caiu a Ditadura,
evoltou a democracia:
Ainda não libertaram
Orestes e Alejandra,
e outros tantos mil,...
Contando estas e outras
tantas cruéis histórias,
ainda sobra espaço
para insistir em querer
saber do General
injustamente preso
que ninguém sabe,
e ninguém nunca mais viu.
América do Sul, Pátria minha,
peço que não me deixem órfã como filha
e cada um dos teus amados filhos,
nas tuas mãos estão entregues os nossos destinos.
O General está preso injustamente,
Não há nenhuma notícia de medida humanitária,
O General está isolado simplesmente.
Passaram mais de dois anos,
Não há nenhuma notícia de justa liberdade,
O General está preso injustiçado.
Uma história de injustiça brutal:
Até agora não há notícias do General,
Ele está em isolamento total.
Não há notícia de liberdade
para quem não deveria
ter sido aprisionado,
Nestes tempos
drásticos de uma
pandemia que
ninguém sabe até
agora como vão parar.
Tenho escrito poemas
todo o dia para uma
Pátria e uma tropa
que não são minhas,
Mas nas minhas
veias correm toda
a América Latina,
Não consigo este
sofrimento ignorar.
Onde estão presos
os cidadãos a tropa,
e o General
que ainda está
preso injustamente,
não corre ar,
há carência material
em todos os sentidos,
E nem se sabe
se há comida
suficiente para
todos se alimentar.
Peço perdão
pela insistência,
não consigo parar
de pedir pelos
presos consciência,
Devolvam
cada um deles
para o aconchego do lar.
