Selvagem

Cerca de 750 frases e pensamentos: Selvagem

⁠O homem como hospedeiro da alma, permanece uma carroça arrastada por uma besta selvagem, sem rumo e sem freio, podendo até se tornar uma bela carruagem com seu belo cavalo-alado adestrado e bem guiado, tendo como diferencial de seu percurso uma aventura única com a possibilidade de deixar seu legado, mais que no fim de seu tempo, se perderá e permanecerá em uma mera lembrança na eternidade.

⁠Lucro Selvagem


Alguém na esquina ainda rir,
apesar do espanto e desconsolo
na selva, onde o leão ruge faminto
com sua enorme boca aberta e com seus dentes afiados almejando tudo
em torno de si,

no solo sufocado sob
os pés de uma criança talvez ainda esconda a mais bela planta, que não
germina diante de olhos perversos,

do olhar obscuro da fera eclodiu a
violência à velocidade do caos,
e da pureza do pulso puro e inocente
entre os dentes dos leões e dos vampiros sedentos, pinga a mancha vermelha no asfalto quente dos dias de confusão,

na selva o silêncio é aspecto fúnebre, apesar do luto triste de outros bichos na cidade, à hora seguinte o que conta é o menosprezo à vida, diante do famigerado lucro a qualquer custo,
ao ínfimo luto à morte.

Quando o amor se perde, a humanidade se torna selvagem.

Liberdade selvagem é a poesia, aponta o caminho que nasce o sol.


(Daiana Calixto)

⁠Hoje é um daqueles dias em que a minha rebeldia aflora de uma forma Incontrolávelmente selvagem 🐺💕LadyRed❤️

O ser humano parece ter um animal selvagem dentro dele, que quer sair pra fora o tempo todo. Se não o domesticarmos ele sairá por fora e fará mal a muita gente. Esse animal ferroz são os nossos defeitos e todo comportamento que não agradam aos outros.

SER INDOMAVEL


Sou qual cavalo selvagem: lépido, livre, indomável,
que jamais aceita freios,
Que não permite os arreios ou sela sobre a pelagem.
Sou mesmo esse ser rebelde contra antolhos
Que me imponham sobre os olhos
Direcionando-me o andar, retendo meu cavalgar…


Sou esse ser sempre arisco que não teme correr risco
Quando o preço é a liberdade…
Um ser que faz da verdade e da luta o desafio,
Que se faz sempre arredio ao menor som de chibata
Pois que tal som nunca acata, por mais que lhe custe a vida
Já que não mede a ferida
Causada na retomada da busca pela saída


Contra a rédea que o revolta,
Contra o estribo entre seus dentes
Contra todas as correntes
Que o impeçam de ser livre e correr pela campina
Sentindo o vento na crina.


Mas esse ser indomável sabe ser doce e suave
Se tratado com açúcar…
Sabe ser o mais amável, mais terno do que uma ave
Quando lhe coçam a nuca.
Ele se faz meigo e brando se não for subjugado…
E, mesmo sem ser domado, se deixa ser amansado
Ao perceber-se acolhido!


Ah! Esse ser destemido se aconchega com um afago…
Se aquieta como a imagem que se faz calma, serena,
Na superfície de um lago…
Sabe ser tal qual um servo por toda a sua existência
Se lhe passarem a certeza de respeito à natureza
De se dar sem ser servil…


E que, se houver dependência,
Que seja um acordo gentil, opcional, desejado,
Nunca subserviência…
Pois que deve ser tratado com tal zelo e consciência
Como um presente ofertado a quem não só conquistou
Como se fez conquistado.


Mas, se sentir-se oprimido sob o peso do selame
Se sentir que, de parceiro, passou a ser propriedade,
Por mais que o peito reclame, rechaça a ponta da espora:
Já ficar não tem sentido!… e bravio faz-se inteiro
Enquanto não se faz tarde! Corcoveia, rompe o reio,
Transpõe a última cerca e – pra sempre

A Loba
Furiosa, selvagem, criatura indomável,
teu perfume e tua beleza são iscas de desejo.
Nos dias comuns, és tempestade de corações,
um ser raro que arrasta suas presas
ao leito em chamas —
teu covil de pecado entrelaçados em delírio desejos e amor.

Te levo comigo, outra vez, no amor — num abraço, num grito de felicidade selvagem.
A idade não espera a loucura que componho, e declamo teu nome como quem invoca um feitiço.
Me entrego a caminhos tortuosos, relevantes, pecaminosos, em busca dos teus pecados vergonhosos.
Mulher ordinária, devolve-me a vida que roubaste, sugando-a em tua cama como uma vampira escandalosa.
Meus pecados não diferem dos teus — somos cúmplices no amor, amarrados um ao outro,
vivendo dias intensos de felicidade e condenação...

Em campos onde o silêncio se estende,
o lobo caminha entre árvores,
alma selvagem em paz, até que mãos rudes
rejubilam no aço, no fogo da agressão.Provocam-no com o veneno do medo,
arrancam-lhe a calma, rasgam o seu manto,
e quando a fera solta o uivo da dor,
rotulam-no de mau, titãs do juízo cego.Não veem o açoite que partiu seu chão,
não ouvem o grito sufocado em seus olhos,
só julgam o rugido que brota da dor,
escondendo a origem, negando a razão.Assim, o lobo é julgado pela reação,
mas quem planta o tormento colhe a tempestade,
e no eco da defesa, nasce a verdade:
a fera não escolhe ser, é feita pela opressão.

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.” (Perto do Coração Selvagem, 1944). Essa afirmação de Clarice traduz uma busca que não se contenta com o óbvio: é o desejo por algo que ultrapassa a calma aparente e rompe os limites da palavra. Quando pensamos em “emocionado”, percebemos que sentir é um gesto de libertação, um rompimento das barreiras sociais que tentam conter a alma e escondem sua vulnerabilidade.


Vivemos em uma época em que a eficiência se tornou medida de valor. A calma é exaltada como virtude, enquanto a emoção intensa é vista como desajuste, quase um erro contra a racionalidade. Nesse cenário, trocar a alma pela calma significa abrir mão da autenticidade, transformar o sentir em fraqueza e aceitar a serenidade como padrão imposto, mesmo que isso nos afaste de quem realmente somos.


Ao sufocar a emoção, o indivíduo se distancia de sua essência mais profunda. Clarice, em A Paixão Segundo G.H., mostra que o encontro com o indizível é doloroso, mas inevitável para compreender a própria existência. A calma pode oferecer estabilidade, mas também pode anestesiar, apagando o brilho da intensidade e transformando a vida em repetição sem surpresa, em rotina sem poesia. (@R_Drigos)


Pensar sobre essa tensão é admitir que viver exige equilíbrio. A emoção não deve ser reprimida, mas acolhida como parte inseparável da experiência humana. A calma, embora necessária em certos momentos, não pode se tornar prisão. Entre alma e calma, o desafio é permitir-se sentir sem se perder, encontrar intensidade sem descontrole e reconhecer que a vida se constrói justamente nos contrastes que nos atravessam.

confiar um animal selvagem na sua casa!?um dia ele voltará a selva sem você em vida.

Toda noite a sinto, a amo e a envolvo em
meus braços. Ela tem o olhar de uma loba
selvagem, me sinto completamente domado
em seus braços. Minha doce e bela Fera. Te
Amo e sempre te amarei.

❝ ...O Pacto Selvagem do Amor (Romântico da Loba)
Minha alma não te buscou no mapa que a razão traça, Mas no uivo ancestral que só a Lua sabe ouvir. Não foi escolha; foi instinto, a lei que não se disfarça, O chamado selvagem que me fez, enfim, sorrir.⁠..❞


----------------------- Eliana Angel Wolf

Não se pode domar um coração selvagem;

⁠CORAÇÕES SELVAGENS FLAMEJANTES

Há um coração selvagem
no peito de quem enfrenta
um tanque de guerra,
apenas com uma flor...
Um coração de amor...
No peito do poeta e do navegador
Em quem sabe viver
e vive bonito?!
Em quem sabe sangrar
e sangra bonito?!
Em quem não desiste jamais
e não entrega a luta!
Há um coração de fogo
em quem sonha
e ousa ser quem é na essência!
Há um coração de fogo
em quem sonha um mundo melhor
Há um coração de fogo
em quem sonha de verdade
o seu sonho improvável...
Em quem ama o mundo
mas diz NÃO
a podridão do mundo
Esta podridão mesma que impede um poeta de acontecer-cantar!...
Há um coração de fogo
no peito de quem dança
e descobre
que A VIDA DANÇA!
Há um coração de fogo
no peito de quem samba-chora,
Ri e não se entrega!
“E faz da dor seu carnaval!”
..................................
Coração de Fogo
Celebrador!
Rasga o peito
Tambor da Vida!
Tambor do Tempo...
Renasce
Ama
Acima de tudo a TUA verdade!
Acima de tudo
...Tu és eterno!...
Coração da Terra...
Coração de Deus...
O Universo nasceu
de ti!
Trespassado
pela lança do soldado
Três vezes negado!
Coração Sagrado!
Imaculado Coração de Mulher
Mordido
por leões violentos
Sete Vezes
...Coração Sagrado!
Mil vezes
Coroado
Coração do Menino Deus!
Verso base:
Coração...
Teu segredo é conter TUDO
Dentro de ti
O mundo
O Paraíso!

Como um Cavalo Selvagem


Eu tenho um coração com cabeça
e uma cabeça com coração
dentro de uma alma poética
que é indomável
como um cavalo selvagem...


Eu tenho um coração que pensa
e uma cabeça que sente
misturados no fogo secreto
de uma alma poética
que não aceita coleiras,
nem freios,
nem rédeas;
pois pulsa livre
como um cavalo selvagem
cortando ventos
e rompendo horizontes...


Eu carrego um coração pensante
e uma cabeça enternecida de emoções
dentro da morada da minh'alma,
tão poética e indomável,
que galopa livre
pelos campos da vida
como um cavalo selvagem
em eterna busca
de infinitos poéticos...


✍©️@MiriamDaCosta

Tempo: Não o Traia
O tempo é rio selvagem e impiedoso corre sem parar, não volta, não perdoa erros. Desperdiçá-lo em bobagens vazias, telas viciantes que hipnotizam a mente, rancores estéreis que envenenam a alma, ou rotinas mecânicas é suicídio lento e cruel. A vida real, pulsante e autêntica, implora por você: dê-lhe seu melhor agora, antes que o instante se evapore! Priorize o essencial com ferocidade: abraços reais que aquecem o peito, sonhos ousados que desafiam o medo, risos livres compartilhados sem máscaras, momentos que ecoam no eterno. Cada segundo perdido é uma eternidade roubada para sempre, um pedaço de si mesmo lançado ao abismo. Viva com urgência feroz. Incendeie o instante e transforme o efêmero em legado imortal.

Cavalo selvagem




Um cavalo selvagem passou correndo em alta velocidade,


O passado caiu, o esquecimento bateu a cabeça, os pesadelos ficaram assombrados com o impacto,


O cavalo seguiu firme galopando e deixando para trás seu rastro, seu cheiro e seu som,


Mais a frente o cavalo parou para comer pastagens e descansar, então foi alcançado novamente pelo que tinha deixado para trás e isso o sufocou, o assustou e com isso provocou sua reação de continuar correndo em disparada e sem direção,


O que ficou para trás desta vez nunca mais o alcançou, ficou a deriva e foi engolido pelo tempo,


O cavalo nunca mais foi visto neste terreno.

⁠O homem, no íntimo, é um animal selvagem, uma fera. Só o conhecemos domesticado, domado, nesse estado que se chama civilização, por isso recuamos assustados ante as explosões acidentais do seu temperamento.

Arthur Schopenhauer
As dores do mundo. São Paulo: Edipro, 2019.