Seda
Vestes da Alma
Na seda que cobre o rosto, não há disfarce — há revelação. A vestimenta não oculta, ela molda o espaço onde o olhar respira.
Os olhos, espelhos do invisível, falam com o ar, sem som, sem pressa. São letras desenhadas no vento, caligrafias da alma em movimento.
Em árabe, dançam como poeira dourada: العيون مرآة الروح — os olhos são espelho do espírito. Em hebraico, gravam luz no silêncio: העיניים מראה לנשמה — o olhar revela a essência. Em sânscrito, flutuam como mantras: नेत्राणां प्रधानं मानं — os olhos medem o coração.
E assim, entre véus e vozes, a alma se veste de mistério, mas nunca se esconde. Ela se mostra — nos olhos que sabem falar com o ar.
És uma bela mulher, lábios desenhados e pele sedosa com a seda e peço-lhe que permita sentir os teus beijos em um suave momento;
Cultuo o teu corpo bailando o meu prazer infinito por ti, mas percebo que em teus olhos queimam o desejo incandescente de se satisfazer a necessidade carnal;
Sinto que interior da sua intimidade queima em brasas ardentes esvaindo de sede de ter a oportunidade de amar e ser amada;
Teu corpo é perfeito em lençóis de seda... No qual valorizam as tuas curvas que tanto me enlouquecem... Perturbam-me... Fazendo-me flagrar a pensar em você;
E translucidamente percebo a tua imensa intimidade e os meus olhos admiram desejando um momento real a teu lado...
Ah se eu pudesse! Te ganharia e até a felicidade caminharia para trazê-la para você... Te provaria que ainda valeria a pena me ter a teu lado;
Não sei o que me fascina mais: se é a doçura desse seu olhar que me despe a alma, a seda da sua pele sob as minhas mãos ou o privilégio de admirar o sorriso desses lábios, os mais lindos que já vi.
Senda de Seda
Amor não se sente pelo prazer só de dar, mas também de estar e escutar o sentido de cada pulsar, Ser refúgio na turbulência e na bonança.
Podemos ser adulto e crianças para percorrer os nossos pensamentos em momentos perdidos como setas lançadas que não tem voltas direcionadas num sentido comum, forçada pela força ativa da vida sopro de vida que inspira e canaliza a uma parceria de elevar a alma a um patamar de excelência encontramos a razão de ser, sentimos emoção do prazer de querer e crer um no outro, eu e tu num senda de seda, no último sono a despertar para tudo começar sem premeditar deixa rolar, deixa tocar na tua senda de seda e morrer com espada de dois gumes para poder ressuscitar com o teu balançar.
Agora estou a sonhar mas quando acordar será que vais suportar?
Enquanto a seda e a inteligência exigem o toque, o arame farpado e o humor escrachado exigem o olhar. Assim é a criatividade do mundo moderno.
Eu me rendo,
não tenho renda
pra te cobrir de rendas.
Não tenho ouro, não tenho seda,
só tenho esse peito matuto
dilurido de amor.
Se eu tivesse, te vestia de renda fina,
mas como não tenho,
te cubro de ternura, carícias e
de versos e de carinho.
Que no fim, minha riqueza
é só me render pra você.
(Saul Beleza)
A noite se expande
com o seu véu negro
da seda pelo céu
do Hemisfério Sul,
A Sucupira retribui
com a sua primícia
grata e fascinante,
Entre nós se escreve
o nosso romance
feito de Versos Intimistas
nas entrelinhas
da silenciosa narrativa
da troca sedutora de olhares,
Certo está que um leva
o outro por todos os lugares.
...
Madrugada poética
de Sucupira em flor,
Com Versos Intimistas
escrevo em ti um poema
irresistível de amor,
E assim somos o quê
existe de mais sedutor.
Nada de mim em ti, é evanescente;
incipiente se renova e permanece,
com velatura de seda sobre a sua
pele com nímio certeiro nos impele
a nos colocar nas mãos do destino.
Perscrutar o teu mistério quase
místico é algo como mansa ave
e o meu roçar suave passeiam
com graça tangencial no seu brio,
flertando sibilante e visceralmente.
Doce é a ambição pela tua turgidez
de alta voltagem e do teu mais
terno amplexo que têm fortemente
se preparado - e a cada novo
eflorescimento tem se encaixado.
Não quero esconder que te quero
bem colado com beijos de Cambuí,
indecoroso, atrevido e abusado,
porque lado a lado sinto que os teus
planos são de amor e fogo apaixonado.
Com a Seda de Sumaúma
acolchoar o seu conforto,
com o meu beijo de hortelã
colocar você nos braços
dos nossos íntimos sonhos
nem frios e nem mornos.
Até o momento do abandono
para zelar com amor o sono,
e fazer o mesmo para estar
de pé antes de despertar.
Para quando o acordar vir,
seja faceiro e risonho
e plenos nos encontrar
no café-da-manhã pronto.
Tua pele de sal, sol e amor
torna quente e polida,
a minha pele de mármore
na rota da seda para o frenesi.
Carícia que ao desatar
a alta sedução encontre
posição ao se encaixar.
Não, não vou passar,
porque campos em ti
fiz a jura de conquistar;
escalar já é a direção.
Por cada imagem de alta
voltagem sedutora,
sem culpa nenhuma,
manifesto ainda que
silenciosa que em você
fiz nascer a cultura.
Não, não vou parar,
porque tornei-me como
os quatro elementos;
e o impulso incontrolável.
Moram em mim todas
as mulheres brasileiras,
que o seu vício em seduzir
enxergava ser por
costume qualquer uma,
e agora não sabe o que
fazer com tanto amor.
Não, não vai dissipar,
porque em cada curva,
tu haverá de encontrar
o requinte floral de cada
ipê de junho a surpreender,
e selvagem, haverá de querer.
Flor-de-seda que desabrocha
na nossa América Tropical
que a borboleta com delicadeza
pousa amorosa sem igual.
Confessoras do intenso fascínio
sentimental de um mistério
que talvez não seja elucidado,
por anos tem me apaixonado.
Quero que revele-se vasto como
o nosso Hemisfério Sul estrelado,
e se preciso o manterei segredado.
Não falo o que não posso cumprir,
mas juro que farei com empenho tudo
para mantê-lo preservado do mundo.
Céu vestido de seda cinza
sobre uma praça pública
em algum lugar esquecida,
Esplendem árvores nativas,
militantes silenciosas da vida
acenando a poesia dos dias.
Gegenschein de seda
que se revela e a Via Láctea
discretamente decora,
O peito se enamora da sua
existência toda amorosa,
Sem olhar para o calendário,
sem perguntar se é hora,
sem pensar em outra rota
para o desabrochar da rosa.
Da sedução fervorosa...
O cantar do Bem-te-vi
parece um fio de seda
costurando a dor da saudade
com as letras de todo o abecedário do amor.
Debbie Villela
Juntar a lenha pra fogueira, cortar a seda pra bandeira, preparar a mandioca para o caldo... Ansioso por ver o céu da roça, sola do pé na terra... quiçá borboletas no caminho.
Meu Vestido Azul
"Eu estava de azul
quando te conheci
era um lindo vestido de seda azul,
que me deu sorte
porque logo
gostaste de mim.
Em muitas outras cores
tu me viste
mas sempre era diferente
com meu lindo vestido de seda azul.
Hoje,
remexendo no meu armário
vi o meu lindo vestido de seda azul.
E com saudade
lembrei,
que a última vez que te vi
estava com meu lindo vestido de seda azul..."
Enquanto bordava o amor com fios de seda coloridos, ela compunha a sua própria canção assoviando saudades.
