Seca
Concordo que muitos políticos são farinha do mesmo saco surgida de macaxeras adubadas em terra seca e estragadas, porém não podemos generalizar, porque tem uns que são farinha de mandiocas diferentes cultivadas em solo fértil. Aprendi com um poeta: “Toda a generalização é burra”. Não podemos generalizar, porque até nos lixões tem coisas boas para aproveitar.
SEGUE!
A terra é compremetida
a seca é filha da peste
a manada tá desnutrida
por aqui nada se investe
sem água e pouca comida
o vaqueiro segue a vida
esquecido no Nordeste.
palavras que secam em nossos lábios
lágrimas que secam em nossa face
amor que seca em nosso coracao
flor que seca em nossas mãos
palavras que secam nas folhas amareladas com o tempo
lágrimas que secam antes mesmo de rolarem
amor que seca no peito amargurado
flor que seca na alma dilacerada
palavras secas que engolimos ao invés de dizermos
lágrimas secas por falta de uma vida sem emoções
amor seco sem alguém para dar o braço a torcer
flor seca sem que ninguém regue p/ brotar
palavras de sequidão no livro da minha vida
lágrimas desidratadas no canal do desaguamento
amor árido no deserto da indiferença
flor murcha no jardim da desencarnação!!!
A água que caia dos céus limpava as ruas imundas de falsidade, inveja e maldade. Éramos terra seca e sem vida, onde o plantio não dava retorno e ter sementes era sinal de loucura e utopia. A chuva tirava a poeira dos olhos dos ingênuos e lavava a alma dos injustiçados nas esquinas. O dilúvio vinha para purificar e renovar quem tinha sede de luta além de dar esperança aos que plantaram apenas pela fé. As sementes germinaram esperança, amor e bondade. Desde então a terra nunca mais secou, mas ainda assim mantemos a atenção pois sabemos que o mal está na esquina preparando sua armadilha para voltar a ter atenção.
Quando a vida fica sem graça,Quando a rima se torna fraca,A faca cega seca fica a alma,Atraio a calma,Sátira atira,gozo retira do sério o cérebro,Implica nas séries da vida,um episódio de muita trama e drama,Escondendo o futuro,Apanho meu pote de memórias,Deixo partirem para lugar melhor,Escolho as montanhas árduas da Escócia.
VORAZ.
O nordeste ainda chora
pela seca que consome
fere mais que a espora
da palma que ele come
entre a dor e a devora
a esperança é a escora
que alimenta a sua fome.
Mal sabe o tempo no estio,
quando a seca em tudo avança,
que em minha alma corre um rio
que eu batizei de "Esperança"!!
Os pingos da chuva são músicas
A terra seca festeja
Fica alegre, esbanjando beleza
Dando frutos de presente
Obrigada natureza.
IDA!
A seca é um agouro
acaba tudo que se investe
racha a terra, mata o touro
e a esperança que me reste
pego o meu gibão de couro
e vou deixando meu tesouro
que é viver no meu nordeste.
Minha vida é como uma folha seca que cai no chão e fica esperando alguém pisar e o vento levar embora, porem, essa folha caiu em um lugar tão vazio que nenhum pé consegue pisar e nem mesmo o vento consegue alcançar.
A árvore seca que um dia o raio atingiu e que não consegue mais produzir seus frutos...Perdeu sua beleza,perdeu seu viço.
A árvore que mesmo seca,com sua beleza destruída e que a alguns aterroriza,de alguma forma simboliza a vida,afinal é uma árvore.
Uma árvore que apesar de toda sua aparência de fragilidade e inutilidade,a raiz está firme,lembrando que um dia foi bela e que deu bons frutos.
A árvore...eu. O raio...todos que um dia me feriu.
Passa vento,Passa tempo e passa tempestades...ali ela está,na luta da sobrevivência e certamente um dia há de brotar novas folhas,flores e frutos!
ATITUDE!
No nordeste a seca é tanta
que não nasce uma semente
tem promessa que encanta
depois desencanta a gente
mas o nordestino planta
porque só se agiganta
quem nasceu pra ser valente.
"Não espere água aonde á fogo; não espere peixe aonde á seca ; não espere confiança nos homens, espere sim em Deus, o único que transforma deserto em paraíso."(22/08/16)
OLHOS FECHADOS!
O nordestino sofre tanto
com seca, fome e pobreza
um pote seco no canto
um prato vazio lá na mesa
e o preconceito no entanto
não sabe a dor desse pranto
e zomba na nossa tristeza.
