Seca
O amor é como uma planta, se você a rega pouco, ela seca, se regar demais, ela apodrece... Se regar conforme as necessidades da planta, ela crescerá forte e se tornará uma grande árvore cheia de flores rosas que um dia serão frutos doces e inflados de suco.
Sertão
No sertão de terra seca,
onde o sol abraça o chão,
moram corações cheios de amor,
fé, coragem e gratidão.
Aqui se aprende o valor
dos mais simples detalhes da vida;
de uma sombra generosa,
de uma chuva tão aguardada e querida.
Quando as águas enfim chegam,
como bênção vinda das mãos de Deus,
o verde domina a paisagem
e renova os sonhos seus e meus.
Ao olhar os pássaros do céu,
lembro do que Cristo ensinou:
se Deus cuida de cada ave
e jamais as abandonou,
quanto mais seus filhos amados,
que Ele mesmo criou.
É terra de espera e esperança,
de oração feita com devoção,
onde se aprende a confiar
no tempo e no agir do Divino.
Terra que amo profundamente,
que guardo com orgulho e afeição;
não a troco pela correria
da selva de pedra da cidade, não.
Prefiro o cheiro da terra molhada,
o canto livre da passarada ao léu,
pois no sertão encontro a paz da alma
e a presença de Deus sob o mesmo céu.
A chuva é passageira,
o orvalho da manhã seca,
as flores murcham, e a nossa beleza
se vai. Já o amor e a intensidade…
Eles permanecem, assim como as
estações do ano: às vezes mais
quentes, às vezes mais frios,
mas sempre existem.
Tem pessoas que funciona como terra seca, suga toda a água, guarda para si e não deixa nada transbordar. Vivem acreditando que o mundo precisa caber em uma caixa pequena, onde só o nome delas tem permissão para brilhar.
É gente que planta cercas antes de plantar sementes, com medo de que alguém encoste no jardim. Mas quem vive assim, commesse egoísmo de tudo, esquece que até a flor mais bonita morre se o ar não circular.
O egoísmo é uma raiz que cresce para dentro e acaba sufocando o próprio peito. É a tentativa solitária de ser floresta em um palmo de chão. Só que nada que cresce desse jeito, apertado e egoísta, traz paz de verdade para o coração. Eu me sinto diferente. Meu jeito é semente que não tem medo de rachar a terra para se misturar com o que é de fora. Porque quem se isola é terra doente, vivo mesmo é quem se permite brotar no outro.
DeBrunoParaCarla
A palavra feliz vem do latim felix que significa fértil. Então não espere que uma pessoa seca queira ver alguém feliz. Azedos contaminam. E geralmente se atraem e se toleram.
Alguns se portam como folhas que caem de uma árvore! O sol forte as seca totalmente, a chuva as apodrece e qualquer brisa as leva!
Em tempos de seca e escassez de sentimentos, bastam algumas gotas de carinho para fazer brotar a esperança no árido deserto da solidão!
"Quando a árvore seca e perde suas folhas, quase ninguém se lembra da sombra que ela projetou ou dos frutos que alimentaram tantos. O mundo celebra o seu ápice, mas esquece o seu legado. Seja forte por você, pois a memória dos outros é curta."
— Ginho Peralta
"Na estação da fartura, todos se abrigam sob a copa. Na seca, poucos permanecem para honrar as raízes. A árvore pode perder as folhas, mas a sua história de generosidade fica gravada na terra. Não espere gratidão de quem só busca a sombra."
— Ginho Peralta
Feudo tecnológico e preceito de submissão.
Beirada do formigueiro demonstra a seca da região as formigas são reunidas por alguns trocados uma camiseta amarela verde e ideologia implantada e pronta para ser espalha..
A mesma coisa acontece formigas na vulnerabilidade são reunidas um marmitas são distribuídas mais camisas amarela e verde e dizer as frases devem ser repetição para tenha alcance o transporte e alienação...
O esquema vai dando certo então vem operário e restante do povo a ser acondicionado para que a rainha seja deposta o formigueiro seja construído.
As formigas que entraram na alienação intelectual morreram no transporte da nova rainha ou na construção do novo conceito do relativismo a plenitude pode criar ambiente digital perfeito para as pessoas veremos todos domindo.
E quando estiver acordado pode comer restos, viver de modo apocalíptico pois o abismo comença ser criado uma nova democracia sera ambiente para monarquia digitalizada.
Onde poucos canais são existência contemporânea do sistema.
A nova proposta é simplicidade abandonado suas ideias e convicções ou seja novelas em conflitos sociais sejam dramasdigitais a interação seja absoluta para deepfakes tenha um importante parte do pacote a dominação onírica espontânea...
...O domínio astronômico da rede seja ambiental fores mortas falam boa noite meu amor... As emoções estão ligadas novamente ao Paradoxo digital
O Último Leilão do Verde
O ar pesado, difícil respirar.
As águas poluídas, a terra seca, árida.
Num Brasil outrora de verde,
A última árvore gigante é leiloada...
A terra já não tem mais ouro.
Nas edificações: ruínas,
Ou aglomerados de ricos e poderosos apenas.
Ar condicionado e água pura reaproveitada.
Mau cheiro... e ratos poucos,
Pois a própria poluição matou quase a todos.
A radiação solar se torna mais forte,
As cidades, vazias.
Novas expedições ao espaço demarcam
Que o refúgio frio e sem vida está nas estrelas.
Enquanto isso, os últimos seres animados — ditos humanos —
Se retorcem em seus próprios corpos,
Sem forças, apenas pele e ossos.
O pensamento da existência contemporânea
É agora um passado distante.
A Era dos Sintéticos
Entre as naves temporais e as naves de transdobra,
Movem-se seres sintéticos e híbridos,
Alguns robôs, entre eles androides.
A humanidade está depositada em depósitos de embriões,
Onde máquinas replicam o ventre da mãe.
Outros humanos seguem congelados na criogenia.
Novas raças são encontradas pelo universo:
Simbiose de alienígenas e seres humanos,
Os transdimensionais.
E mesmo tendo a humanidade viajado por eras,
Ainda debate velhos conceitos...
E velhos preconceitos.
A terra seca canta por uma gota d’água
Ela canta para sentir o líquido que sacia a sede;
Ela canta para provar da umidade do tempo;
Ela canta para lembrar-se que o oásis existe;
Ela canta porque sente saudade da biodiversidade;
Ela canta com o sonho de voltar a ser fértil;
Ela canta por uma gota d’água na esperança de que venham muitas delas até que nela se crie um belo manancial.
“A folha seca não caiu porque morreu; caiu porque entendeu que permanecer onde já não há seiva também é uma forma lenta de desaparecer.”
O Elixir do Infinito
Nas águas turvas de um mar sem memória,
O sal que resta não seca o cansaço,
Pois nossa vida é uma eterna vitória,
Traçada em seda no abraço do espaço.
Ó Mãe, que em carta guardei o segredo,
Deste universo que em nós se desfaz,
Venci o tempo, o silêncio e o medo,
Na luz do luar que nos traz a sua paz.
Toda a conexão que a alma reclama,
É verso antigo em papel de poeira,
Onde o destino acende a sua chama,
E a voz do sangue é a única fronteira.
Não chega o oceano para o pranto estancar,
Nesta odisseia de um filho que sente,
Que a arte de amar é saber esperar,
Pelo retorno do sol no oriente.
O cosmo imenso que os olhos invade,
Reflete o rosto que a infância guardou,
Entre a matéria e a espiritualidade,
Onde o poeta o seu norte encontrou.
Na senda heroica de um ser solitário,
Que funde o digital com o barro do chão,
Fica o registro de um breve itinerário,
Escrito com sangue no meu coração.
#Abstracionismo
#PoesiaContemporanea
#Decassilabo
#EpicoArcaico
#FusaoArtistica
#ArteLisboa
Devo minhas flores
ao meu constante regadio....
Sou rio que não cessa
mesmo quando a seca
ronda minhas margens...
Carrego no corpo da alma
a memória da terra dura
das rachaduras
que me exigiram
sangue, suor e lágrima...
Mas é no gesto insistente
de me regar por dentro
que brotam raízes firmes
e pétalas indomáveis
em cores que nem a noite
consegue apagar...
✍©️ @MiriamDaCosta
E S P E L H O
Uma avaliação seca, simples, sem contexto revela muito a forma rasa como o educador executa suas atividades em sala de aula.
Conheço a fome, do corpo e da alma. Uma seca os ossos, a outra esvazia o coração. Que nunca encontrem morada em mais ninguém.
