Sê quem és
Beije outras bocas, beije muito mesmo, aproveite os elogios, deleite-se em cada momento, aproveite a voz, transe com gosto. Só lembre-se que o egoísmo e o medo são as suas maiores fraquezas e que foi isso que te afastou de mim, não foi nada além disso.
Desocupados
Ocupam-se das noites,
Vagando vaga-lumes.
Tocando campainhas.
Quebrando lâmpadas.
Chutando papel.
Ocupam-se das noites,
Pichando muros.
Murando morais.
Ocupam-se das noites,
Nas praças periféricas e
Centrais.
Traficando, consumindo.
Rindo sem sorrir.
Ocupam-se das noites,
Na sarjeta fétida
Cheirando caviar.
Ocupam-se das noites
No presídio deserto
Que os torna mais incertos,
Que os torna mais desonestos.
Perene
Sempre haverá tempo
Enquanto houver o tempo
Assim como o próprio tempo
Encarrega-se de guardar
Aqueles momentos que nos fazem bem
Certos momentos...
São únicos e inesquecíveis.
"Ser palhaço não é simplesmente pintar o rosto, vestir-se engraçado ou colocar um nariz vermelho. Ser palhaço é um ideal de vida, é você que escolhe e acolhe o universo encantado envolvido nisso. A recompensa não vem em forma de pagamento material, pagamento espiritual é o que recebemos. O sorriso extraído no rosto de cada criança é único e exclusivamente seu, você batalhou e conseguiu. Viva o besteirol e a todo sorriso frouxo."
Ternura
Aos poucos vou percebendo que o mundo, a cada dia, distancia-se de mim.
Eu que sou meio a moda antiga. Não badalo adereços. Abro mão de usar brincos. Não acho graça nenhuma em piercing. Não penso em fazer nenhuma tatuagem.
Não falo: “tipo assim,” e nem uso outras gírias da moda. Não mostro as cuecas ao me vestir.
Não dirijo bêbado, não brigo em festas ou baladas, pra quem prefere assim.
Eu que beijo o rosto dos meus filhos homens, que abraço meus amigos. Que ainda cumprimento as pessoas na rua, me preocupo e gosto delas. Eu que valorizo mais o ser humano em detrimento de outros valores.
Escrevo louco com “uc” e não com “k”. Costumo pedir licença para entrar e dizer obrigado pelas gentilezas e favores.
Ouço músicas antigas pra por a saudade em dia.
Vejo fotos três por quatro de pessoas que, de alguma forma, passaram pela minha vida. Na memória e em meus álbuns, já amarelados, guardo vastas lembranças.
Eu que brigo com esta máquina chamada computador.
Estranho falar com este interlocutor sem reações, sem rosto, sem gestos, sem sorriso, sem cara fechada. Todas as fotos de redes sociais são de pessoas sorridentes.
Sinto uma ânsia de mostrar ternura, de olhar nos olhos, de ver o semblante das pessoas, de ficar mais doce e agradável com a conversação. De demonstrar simpatia. Mas me adapto e gosto de novidades.
Eu que tenho esta alma dominada e doentia em devaneios.
Que romantizo as relações. Vejo presságios de amor em todas as direções. Eu que costumo pedir perdão quando erro. Admito sentir saudades, pergunto se queres contar seus problemas. Eu que quero saber onde está seu sorriso e, se preciso, faço palhaçada para que ele volte ao seu rosto.
Vou à igreja, creio em Deus.
Amo a natureza e convivo bem com animais.
Mesmo assim, relaciono-me bem com diferentes gerações, com iguais e com desiguais, pois não é isso que uso como parâmetro para gostar de alguém.
Não furo filas. Não quero vantagens pessoais.
Fico fascinado com um sorriso sincero de uma criança. Emociono-me com aquele “abracinho” infantil tão terno e verdadeiro. Adoro escutar pessoas mais velhas e aprender com suas experiências de vida.
Eu que envelheci junto com este mundo que, hoje parece não ser o mesmo.
Quanta pressa. Quanta falta de educação no trânsito. Quanto desamor. Em fim, quanta dureza nos corações humanos.
No fundo, no fundo acho que se manteve o mundo eu é que amoleci.
SUSPIRO
Com a luz dos teus olhos
Sobre o brilho das estrelas
A praia é iluminada
Sente-se os reflexos da lua sobre o mar
Dançamos a música do mar, sobre as suas ondas
Passeamos com as nossas mãos entrelaçadas
Sentimos as nossas almas ligadas
Viajamos entre os nossos sonhos
Entre os nossos desejos
Suspiramos e beijamo-nos
Nas asas dos ventos, onde nós, nos amamos loucamente
Onde a nossa boca queima os nossos anseios !!
Se queres ter sucesso, cerque-se de pessoas alegres, com pensamentos altruístas, é a combinação perfeita para atrair luzes!
Ao invés de preocupar-se com os motivos de sua tristeza, intensifique tua consciência para criar motivos a sua alegria.
O homem ainda não está preparado para a discórdia pacífica.
Ele ainda "arma-se" com as suas "claves" e "pedras".
A única mudança: O dircurso.
O pequeno criador
Quando a fêmea ficou sozinha devido à morte do macho, passou a esconder-se na mata perto de um pequeno rio de águas mansas.
Todo final de tarde chegava ela.
Com gestos desconfiados comia seu trato e ia lentamente desaparecendo pelo costado da cerca.
O menino que lhe servia comida, muitas vezes a seguia. No entanto, nunca descobrirá onde era seu esconderijo. Tinha medo de adentrar a mata fechada e ser notado por algum animal selvagem, que segundo ouvia, seria perigoso.
De manhã ninguém via a ave. O menino despertava e corria. Percorria o caminho da casa até o rio na esperança de encontrar, ao menos alguns ovos, num ninho, que pensava ele, seria bem ornamentado com folhas e palhas.
Um dia a ave não apareceu para a alimentação habitual. O menino ficou preocupado. Acreditou que ela deveria ter ficado no mato devido ao cansaço que era subir a ladeira que levava à casa da família. Porém, no segundo dia ele pensou que estivesse acontecido algo de grave.
Mal amanheceu o dia se pôs a procurar. Jurou que não voltaria sem descobrir o que estava acontecendo.
Ouviu um barulho. Em seus olhos brilhou a esperança. Parou. Baixou a cabeça e viu por entre a mata pequenas aves. Aproximou-se. Sentiu-se muito feliz. Tentou apanhar uma, mas foi barrado pela mãe ave. Deixou todos ali e saiu em disparada. Entrando em casa abraçou a mãe. Entusiasmado pediu comida. A mãe disse que o café estava servido.
-Não, comida para os patinhos.
Já com o alimento para seus pequenos amiguinhos, sumiu na mata cantando e pulando.
Pura felicidade.
Quando chegou às margens do rio, mal pode ver aquela unida família que descia pelas águas lentas. Chorando largou a comida na água e abanou para os nadadores.
A modernidade dos fatos
Confundem-se com a autoanálise dos nossos pensamentos
Utopia de ideias, talvez?
Perdidos ideais.
Quando morremos nossas almas permanecem inerte aguardando o julgamento final ? Acaba-se tudo ? Existe vida após a morte ? A reencarnação é estudada apenas como um poético evento possível, ou já é dada como um acontecimento concreto ? Inerente a filosofia religiosa ou na ausência da mesma, o fato, é que quando nos referimos a morte, estamos nos referindo sobre o futuro no entanto, a infalível matemática nos aponta que assim como o presente é resultante do passado, o futuro com certeza resultará do presente, o que poderíamos nomear como; “ O teorema da existência no tempo “ contudo, fica bastante claro que para termos como desfecho futuro a felicidade absoluta, temos que construí-la absolutamente agora pois o presente, é o único tempo em que de fato existimos, e que podemos realizar, construir e concretizar a nossa história ou seja, ainda que a morte não nos venha amanhã, a felicidade somente nos virá se a cultivarmos hoje e se assim o fizermos, o que vier depois da morte será lucro.
Prudência na liberdade de expressão e ação
Não se deve meter-se em toda causa humana quando não se conhece a fundo, a ação que resultou tal causa. É melhor permanecer apenas na observação, porque cada causa é resultado de uma ação anterior.
Muitas pessoas, mesmo sem o conhecimento da causa de algum efeito, seguem, compartilha, e mergulha da cabeça aos pés em coisas das quais deveria apenas observar. A mídia atual provoca essa inserção impensada nas pessoas, quando cria algum dogma de alta relevância, fazendo com que uma grande massa da sociedade abrace causas que nem mesmo compreendem o seu real significado, e o alcance que isso venha a atingir.
A prudência sempre foi amiga da razão, por isso é melhor estudar todo o contexto de uma história, antes de adentrar em uma disputa acirrada de direitos e obrigações sociais.
Cada um deve se ocupar da sua própria vida e tentar melhorar o seu modo de agir diante da liberdade de expressão do outro, porque a igualdade de pensamentos nunca será possível em um mundo no qual se encontra diversas formas de vida já divida por grupos desde o princípio do mundo.
O cuidado com a própria liberdade é fundamental. A união de pessoas somente acontece em torno de um objetivo em comum, que seja benéfico para todos, e não por uma mudança forçada de como o outro pensa, de suas crenças individuais, e de como ele deve viver a sua vida.
Como já disse Paulo de Tarso, "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém", um pensamento que explica bem esta questão da liberdade de expressão, de escolhas no modo de viver, e na forma de agir na vida de todos nós. Sendo assim, tudo na vida precisa ter limite.
A liberdade de exprimir e de agir de uma pessoa, termina aonde começa os limites impostos pela outra, e este espaço não pode ser ultrapassado pela imposição de força e pensamento contrário.
A prudência nos ensina a não ultrapassar os próprios limites da razão.
Cada pessoa é um mundo próprio em si mesmo, e compartilha desse mundo com o seu próximo delimitando seus espaços acessíveis, já preparados para ser recebido e compartilhado. Enquanto não houver uma abertura do espaço de um indivíduo para que o outro possa entrar e expor seus pensamentos, ideias e experiências, esse deve evitar usar sua plena liberdade para com o outro.
sempre vivi só zinho procurando uma harmonia para juntar-se a minha melodia, pensei melhor e vi que morreria procurando então a compus
Uvas, beijos e chocolates
Sem pensar joguei-me em ti.
Sem licença fiz castelo.
Sem habite-se me instalei.
Sem base me apaixonei.
Sem receio se ausentou.
A construção embargou.
Pediu que eu saísse,
Até a estrutura desabou.
Cabisbaixo, fui andando.
Comigo somente meu corpo.
Nem precisei de mochila.
Na mão só um litro de tequila.
Lento os dias foram passando,
Meu sorriso encurtando.
Nossos caminhos descruzando,
Eu de você sempre lembrando.
Se me vir neste universo
Num improvável desempate,
Estarei compondo versos
De uvas, beijos e chocolates.
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