Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Eu não peço fidelidade, não peço que fique . Meus olhos não podem ver quando está longe, não posso sentir se esteve em outro colo.
Mas sinto quando outro corpo te deseja, e sim minha carne treme de ciúmes, minha boca saliva querendo soltar palavras ofensivas e dizer q vc é meu. Mas logo me recomponho e recolho ao meu lugar, se não estiver bom para mim, sou eu que preciso sair e não te obrigar a se retirar.
Não sei até quando vou aguentar te ver sendo desejado sem poder me expressar.
Andando sobre as sombras, sem poder me iluminar com trocas de olhares em público.
Não costumo fazer alarde, quando perceber já estou indo. Me dói mais ficar do q estar longe.
Um peso q preciso medir, uma escolha difícil de fazer.
Eu faço por mim, por nós, por não odiar, por aceitar q seu lugar é aqui. Rodeado de olhares amorosos, e em 5 meses uma nova eu estará nascendo em vc novamente.
Tudo outra vez, seu coração batendo, suas inseguranças, e a paixão q sente tão repentina.
Logo vc descobrirá q nunca amou de tal maneira quanto a ama, a próxima!
Eu serei apenas lembrança.
“Falo do que não vivo”
✍️ Valter Martins / Santo da Favela, o Poeta da Rua
Em meus poemas,
falo de cigarros que nunca acendi,
mas sinto a fumaça deles
entrando na alma.
Falo de bebidas que não bebo,
mas conheço o gosto amargo
de quem tenta afogar o que sente
no fundo de um copo imaginário.
Falo de lágrimas que não caem,
porque já chorei demais por dentro —
lá onde ninguém enxerga,
mas tudo dói.
Falo de amor,
mesmo sem saber amar,
porque o amor é isso:
tentar entender o fogo
sem nunca ter tocado a chama.
Escrevo pra não morrer calado,
pra dar nome ao vazio,
pra fazer das palavras
o abrigo que o mundo me negou.
E talvez seja isso o que me salva —
mentir em versos
pra dizer a mais pura verdade.
Marcadores de sensação
Meus marcadores de sensação
não se prendem à imagem crua,
vão onde a vista não alcança,
onde a alma se insinua.
São pulsares no silêncio,
ecos de um sentir sem cor,
onde o olhar é só passagem
para o rastro do amor.
Eles vivem no arrepio,
no som que dança no ar,
no cheiro que conta histórias
que ninguém pode escutar.
Atravessam o olhar
como a luz atravessa o vidro:
sem pedir licença,
sem deixar o sentido perdido.
Meus marcadores são tempo,
memória viva a vibrar,
para além do que se enxerga,
onde só o sentir pode tocar.
Não quero nada além da paz, que nasce em meus dias, permanece adentro as minhas noites e lá fica. Não importa quão barulho o mundo produz. Cultivo a minha paz interior e lá sigo comigo, fazendo os meus silêncios, falando no calar de mim, numa voz que me ecoa vida.
Que em meus dias...
Não conto quantos anos se passaram, quantos 365 dias eu vivi. Porque, apesar de fazerem parte da minha vida e da minha história, eles se foram e nada posso mais fazer pra mudar ou para alterar o que aconteceu, nem o que não aconteceu. É tão natural dizermos: tudo passa. E isto é fato incontestável. Do bom ao ruim, do doce ao azedo, da alegria à tristeza, tudo passa. A relativização do que seja bom pra mim e do que seja ruim pra mim é equivalente: tudo passa na mesma proporção do passar, do ir embora, do se transformar num passado inalterável. A cada primeiro de janeiro, teremos mais um conjunto de 365 dias, novamente. Desses dias, tem-se o ano. O que você fez no ano que se foi, já foi. Mas, o que você irá fazer no ano que se inicia? Nunca se sabe! Planos, sonhos, desejos, todos nós temos. Realizações e fracassos, conquistas e frustrações todos nós iremos ter. Entretanto, está em nossas mãos o que fazer com tais resultados. Podemos escolher! Importante entender que tudo que nos acontece, tem o seu motivo, uma razão. É de extrema relevância sabermos separar o joio do trigo, como também compreendermos as entrelinhas de cada evento que ocorre. Assim, enquanto o sol chega pra clarear, as estrelas vêm pra brilhar. Enquanto a neve nos promove buscar dias aquecidos, o calor nos lança ao frescor das sombras. Enquanto o nascimento chega para nos fazer esquecer a morte, a morte nos faz lembrar que é preciso viver em vida. Enquanto a guerra vem pra separar, a paz vem pra juntar. Enquanto o amor é transformador, amar nos transforma no que melhor podemos ser. Portanto, que em meus dias e em todas as idas e vindas da vida, eu tenha levado amor e trazido amor comigo. Este é o único sentido de viver. Este é o meu sentido de ser feliz!
Queria você inteira, até seus pensamentos. Queria que você não fugisse dos meus argumentos, Fugindo, causou-me tantos sofrimentos.
As pessoas que se sabem importantes na minha vida com certeza não estarão buscando nos meus espaços de contato mensagens alusivas ao “dia do amigo”. Acostumados que estão com meu pensar, entendem a ênfase que coloco nas posturas de essência do cotidiano se sobrepondo às manifestações ditadas pelos apelos pontuais de uma data pré-determinada. E justamente por me saberem livre do hábito de “panfletar” tais mensagens, quando algumas lhes chegam de surpresa – e da forma como me brotam – percebem que os sentimentos acumulados se fizeram superiores à minha capacidade de contê-las no íntimo, quando então simplesmente “eclodem”, buscando o caminho que as leve até eles. Dessa forma seguimos juntos em nosso permanente calendário de trocas sem datas marcadas.
MÃE
Hoje durmo Saudade
Tem nada não
Por ela ... minha Mãe ...
Daria todos os
meus céus
meus luares
minhas manhãs
em troca daquelas
suaves mãos .
Por ela ...
Roubaria todas as estrelas
e ofertaria todos os meus dias
Só para de novo voltar ao ventre
daquela que era
doce
meiga
serena
e-terna
a me sorrir .
Meus pensamentos sussurram palavras tímidas, incompreendidas entre pessoas que não entoam a verdadeira realidade longe da felicidade.
Não me deixe ver em você uma decepção. Não se esforce tanto para provar nada. Apostei meus créditos em ti, eu acreditei em você. Por favor, não me decepcione. Você pode ser a mulher que desenhei nos meus sonhos.
Os fantasmas do passado não me assustam, nem conseguem arrancar lágrimas dos meus olhos. Não há sentimentos de arrependimento ou remorso que o ontem possa reivindicar. Afinal, o passado não se repete no hoje.
Foi você quem disse, não esqueça: saiu da tua boca. Você falou que era minha dona, dona dos meus segredos e mistérios. De repente, tudo desmoronou, até a porta se fechar — e a dona de mim se foi.
Te olho com tanta ternura que você não cabe nos meus olhos de desejo; todos os meus sentimentos são por ti, linda mulher, amante da felicidade.
Por favor, tempo,
não mudes —
nem queiras conhecer meus pecados vergonhosos.
Até os anos escaparam da minha estrada,
desviando da arrogância
que assombrou minha juventude.
Por misericórdia, compaixão ou piedade,
as dores vividas corroem meus dias,
em um caos amaldiçoado.
Cada instante é tortura sem fim,
sem limites,
no corpo insano,
esquecido pelo tempo
que não esperou por mim.
