Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
'PÁSSARO SOLITÁRIO'
Sou um pássaro livre para voar,
Mas a solidão ingrata aprisionou me em meu ninho
Vivendo sozinho amando sem ser amada.
Sou um pequeno passarinho que com poucas e velhas penas já não consegue alçar vôos altos...
e na sacada da janela o solitário passarinho, canta sozinho observando as flores que com o vento bailam suavemente e
Tem na mente a esperança de um dia quem sabe, de novo alçar um vôo dançante,
e na sua limitação emocional
Voar só pra cantar sozinho na copa do abacateiro no fundo do quintal !
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
Houve um tempo em que eu temia as alturas.
Temia ousar, voar , fazer novas descobertas.
Tudo parecia sobre controle.
Meu mundo colorido,
meu castelo encantado,
meu trono de rainha ,
minha vida dentro da caixinha.
Mas a caixinha se quebrou,
E quanto eu pensei que iria partir ao meio,
Me vi por inteira.
Do jeitinho que sou.
Do jeitinho que eu quero ser.
Larguei o controle e entendi que a vida se vive, vivendo.
Ao mergulhar no escuro de minha alma, me desprendi do medo de não me encaixar.
Parei de querer agradar a todos , passei a viver um caso de amor comigo mesma.
E onde está Deus em tudo isso? Provavelmente muitos estão a perguntar.
Ele está em tudo, Ele é e nunca deixará de ser o meu grande amor!
Agora literalmente não tenho mais medo de alturas, abro as asas e me permito voar, impulsionada pelos ventos da verdade!
Assim como é preciso saber bater as asas antes de aprender a voar, de igual modo também é preciso acreditar em si mesmo antes de provar que realmente é capaz.
"Viver diante momentos incertos, sem poder ter sonhos, vendo a esperança voar de mãos dadas com o tempo, torna a vida sem expectativas. Olhar para dentro de nós e ver lá dentro, a energia que nos rege, acuada num canto com uma venda nos olhos e na boca é como estar sedada- passa pela vida, mas não vive plenamente".
Você sabia que pode voar?
Desde pequena sempre ouvi histórias, relatos, coisas impossíveis, milagres... Aquilo parecia tão distante para mim. Parecia que na vida real as coisas não eram assim.
Olhava para o céus e via as nuvens, mas não conseguia entender, os reinos escondidos, os céus infinitos e tudo aquilo que estava escrito.
Foi quando descobri que não importava, se via ou sabia. Se tinham coisas que eu não conhecia. Pois o que valia, era a condição em que nascia. Que através da Cruz me tornei casa, o Seu amor ganhei sem pagar nada e Suas asas me foram presenteadas EXATAMENTE quando Ele me escolheu, antes do tudo ser nada.
Por que ainda guarda as suas asas, minha doce filha amada?
Só você para me fazer andar por caminhos nunca caminhado
A dar passos me fazendo voar a lugar nunca imaginado
A me fazer cair, me machucar e ainda assim continuar
Só você a me enlouquecer minha cabeça de tanto pensar.
A imaginar, sonhar e sentir sensações inatingíveis e que não acontecerá.
Foi na mais tenra idade que uma parede diante do olhar despertou o desejo de voar...
Voar no pensamento, nas ideias, nas ousadias sem importar com os banquinhos em frente a tantas paredes, com portas fechadas... com silêncios.
Nem sempre foi para pensar. Muitas vezes foi para articular um plano de guerra...ou para analisar uma joaninha que subia pela parede... ou uma pequena aranha que rodopiava com suas várias perninhas.
O canto até fez pensar mas, nem sempre puniu a menina levada, (intenção da época). Canto do pensar... Penso logo existo... Existo logo penso... cogitou!
Eis que nasce Reneé D.- amiguinha imaginária de filósofo francês René Descartes (1596-1650), o maior expoente do chamado racionalismo clássico - movimento que deu ao mundo filósofos tão brilhantes como, Blaise Pascal, Francis Bacon, Hobbes, Isaac Newton, entre outros, adolesceu.
Descartes lançou as bases do pensamento que viria modificar toda a história da filosofia.... Através da dúvida metódica, chega à descoberta de sua própria existência enquanto substância pensante - num banquinho ou não - A palavra cogito (penso) deriva da expressão latina cogito ergo sum (penso logo existo) e remete à auto-evidência do sujeito pensante.
O cogito é a certeza que o sujeito pensante tem da sua existência enquanto tal.
Voltando à menina excêntrica Reneé D, levada mas doce, transformou seu pensamento em poesia, movida pela inspiração e a delicadeza das palavras, mesmo diante de um mundo, às vezes cruel, sempre com muito sentimento e sonoridade.
Hoje, na idade da flor - metáfora do desabrochar ela segue firme, Reneé D, madura , hora senta, hora arremessa, hora chuta o banquinho – na boa!
ante a última folha de papel fiz o desenho de um céu azul,
e nele um pássaro a voar e planar no desfrute do paraíso...
você era o céu azul, eu o pássaro, e a cada voo, nossas almas faziam amor..
"Livros...nos dá asas a imaginação! Abrir um livro para uma leitura é o mesmo que voar com ou sem rumo para um mundo onde posso ser quem sou ou quem eu desejaria ser. Só um bom leitor sabe o quão bom é refletir sobre uma leitura! Pelo meu tempo de leitora e viajante da imaginação,posso falar que os livros é a chama que acende o folgo do aprendizado. Me ajudaram a enfrentar várias fases da minha vida. Posso ser a escritora,a personagem,o narrador quem eu quiser, onde,quando e por o tempo que eu quiser!"
