Se Nao for para Voar Nao Tire meus Pes do Chao
Reclamar sem fazer, é coisa de quem não tem prioridades definidas! Porque todo mundo faz o impossível quando quer por que quer mais que tudo!
Aceitar a morte de alguém é difícil. Nós nos convencemos de que essa pessoa não podia morrer. Você pode tentar encontrar um significado da morte, mas só há dor. Um ódio insuportável. Mortes sem sentido... Ódio eterno e dor que não passa.
Não tenho medo de viver sem você, eu tenho é medo de me desapaixonar. Se isso acontecer, por quem eu vou sofrer? de quê eu vou escrever?
Sei, mais do que eu quis,
Mais do que sou, e sei do que sei
Só não sei viver, sem querer ser
Mais do que sou
E o fato é o ato da procura
E a cura não existe só
E o que era certo eu descobri
Nem sempre era o melhor
Abri os olhos, não consigo mais fechar
Assisto em silêncio,
Até o que eu não quero enxergar
Não sei afastar
A dor de saber que o saber não há
Só não sei dizer
Se esse meu ver se pode explicar
Enquanto eu penso tanto
entendo que é mais fácil não pensar
E o que era certo
eu aprendi a sempre questionar
Abri os olhos, não consigo mais fechar
Assisto em silêncio,
Até o que eu não quero enxergar
Sei, mais do que eu quis,
Mais do que sou, e sei do que sei
Foi então que percebemos que não sabíamos quando íamos nos ver de novo. Acabava aqui. É engraçado. Em momentos assim, quando o que está acontecendo é demais para se lidar, ás vezes é melhor... não dizer nada, e apenas aproveitar o tempo que resta.
Não sei sentir, não sei ser humano,
Não sei conviver de dentro da alma triste, com os homens,
Meus irmãos na terra.
Não sei ser útil, mesmo sentindo ser prático, cotidiano, nítido.
Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo.
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco, não sei qual, e eu sofri.
Eu vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos.
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda gente.
Mas para toda gente isso foi normal e instintivo.
Para mim sempre foi a exceção, o choque, a válvula, o espasmo.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto demais ou de menos.
Seja como for a vida, de tão interessante que é a todos os momentos,
A vida chega a doer, a enjoar, a cotar, a roçar, a ranger,
A dar vontade de dar pulos, de ficar no chão,
De sair para fora de todas as casas, de todas as lógicas, de todas as sacadas
E ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos.
Nota: Techo do poema "A Passagem das Horas"
Venham amigos,
Não é tarde demais para procurar um novo mundo, pois eu existo para velejar além do pôr-do-sol.
E apesar de hoje não termos a força que nos velhos tempos mexia com a terra e os céus, o que somos.
Somos um temperamento de corações heroicos, enfraquecido pelo tempo e o destino, mas com grande força de vontade.
Para perseverar, persistir, encontrar e não hesitar
Não tome decisões precipitadas, não se apresse, não seja ansioso(a). O sonho é seu, mas o tempo é de Deus... a espera pode ser dolorosa, mas a conquista é bálsamo para o coração, ainda que ninguém acredite mais em você, espere com paciência... O que é seu te encontra...
Quando vires uma pobre Cruz de madeira, só, desprezível e sem valor... e sem Crucificado, não esqueças que essa Cruz é a tua Cruz: a de cada dia, a escondida, sem brilho e sem consolação... que está esperando o Crucificado que lhe falta. E esse Crucificado tens que ser tu.
Endymion
O que é belo há de ser eternamente
Uma alegria, e há de seguir presente.
Não morre; onde quer que a vida breve
Nos leve, há de nos dar um sono leve,
Cheio de sonhos e de calmo alento.
Assim, cabe tecer cada momento
Nessa grinalda que nos entretece
À terra, apesar da pouca messe
De nobres naturezas, das agruras,
Das nossas tristes aflições escuras,
Das duras dores. Sim, ainda que rara,
Alguma forma de beleza aclara
As névoas da alma. O sol e a lua estão
Luzindo e há sempre uma árvore onde vão
Sombrear-se as ovelhas; cravos, cachos
De uvas num mundo verde; riachos
Que refrescam, e o bálsamo da aragem
Que ameniza o calor; musgo, folhagem,
Campos, aromas, flores, grãos, sementes,
E a grandeza do fim que aos imponentes
Mortos pensamos recobrir de glória,
E os contos encantados na memória:
Fonte sem fim dessa imortal bebida
Que vem do céus e alenta a nossa vida.
Nota: Trecho do soneto "Endymion", traduzido por Augusto de Campos no livro "Byron e Keats: Entreversos" (2009)
...MaisSe eu me entregar, me atirar, entrar de cabeça, por favor, não me chame à realidade...Deixe-me mergulhar nesta minha vontade de ser feliz novamente... Tenho urgência desta vida que corre lá fora e que não tem me percebido... Ser coerente até que é sensato,mas ser feliz é tão mais bonito!!!
