Se for Triste Carlos Drummond
Há momentos em que tudo parece meio triste, sem saída, quando de repente surgem reviravoltas e aos poucos o entendimento chega, e o que estávamos sentindo se ajeita e a paz se instala, uma paz que excede o entendimento...a paz de Cristo.
Nesta noite triste
e no seu auge
com a pureza de
uma rosa branca
mística e martiniana,
De queixar o meu
peito não se cansa:
Não vou parar
um só minuto
daqui para frente
de me queixar!
Lamentando o sol
da igualdade e o seu
desmaio sob violento
golpe pelas mãos
imundas na Bolívia.
Não vou parar
um só minuto
daqui para frente
de me queixar!
Sentindo mesmo
medo da população,
baleada por não
ter entendido
o quê é elementar
e com solidão
no quartel no Ceará.
Não vou parar
um só minuto
daqui para frente
de me inundar!
Com tudo isso
acontecendo
aqui neste nosso
continente sigo
ainda sem crer
naquilo que li:
que um herdeiro
das glórias de Bolívar
pode perder tudo
o quê conquistou
nesta vida
só por discordar.
Não vou parar
um só minuto
daqui para frente
ao infinito rogar!
Não posso parar
pela tropa universal
e pelo General
um só minuto
de pedir para o Sol
da justiça os libertar;
não posso parar
até a reconciliação
a todos reencontrar.
Eu sou nacionalista romântica
que ama as suas
tropas mesmo quando
está feliz ou triste,
porque do Brasil jamais desiste.
Eu sou nacionalista romântica
de um Brasil de heróis
que são povos originários
resistindo a prolongada ocupação.
Eu sou nacionalista romântica
que nunca vai brigar
com os seus artistas
e todos os dias saúda
este país com muitas poesias.
Eu sou nacionalista romântica
que ama esta terra
que nasceu repleta de esplendor,
meu amado Brasil Brasileiro
te entrego o peito e todo o meu amor.
Hoje não teve
desfile militar,
Um dia triste
como este
não há como
não lamentar.
Mesmo assim
poesia não
poderia faltar,
E doa a quem doer,
Não vou parar
de querer
saber como
está o General.
Não vou parar
de perguntar:
para onde é
que levaram
o General?
O grito do teu
silêncio infame
a mim soa
rude e gutural.
O tempo está
correndo,
e de cansaço
a tropa vem
sofrendo,
Não dá para
esconder
este triste fato,
A ausência de
diálogo tem
custado caro,
Prenderam de novo
aquele deputado.
Do General não
há mais notícia,
Sinal que essa
prisão é o signo
dos que não são
afeitos a liberdade
só se alimentam
de pura crueldade.
Não queria ofender,
mas falar demais
é o meu fardo;
É a sede de querer
alimentar o amor
onde ele anda escasso.
Esses que andam
por aí mentindo
para si mesmos
que têm paz
na consciência,
Vivem sem sonho,
sem esperança
e têm uma
vida em vão
e de qualquer maneira.
Você acha que estou triste
porque passarei mais um
Dia dos Namorados sozinha?
Melhor sozinha
do que na sua companhia.
Você ter me perdido foi
a maior derrota da sua vida,
Você conheceu uma mulher
que de fato se valoriza.
Nada substitui o poder
do meu amor e da minha poesia.
Nesta madrugada que
supera cinquenta dias,
sou a canção triste
do choro da tua gente:
da mãe, da irmã,
das filhas, das lideranças
e da mulher amada.
A tirania foi reconhecida,
ela nasceu inabilitada
e foi em exílio suspensa
embora ela não reconheça.
A verdade dolorida
é que sobre a sua prisão
não se sabe mais nada,
e assim sigo incomodada.
O meu coração
está triste faz
algum tempo,
A repressão
já ultrapassou
além do limite,
Porque em si
já era para ser
taxada de crime,
De tão engenhosa
que é: estamos
viciados nela.
Não sei
dos generais,
Da tropa não
falam mais,
Há flores
no calabouço.
O beltrano
e seu calote
premeditado
em Pindorama,
Da paz escutei
que houve
fracasso.
Ao mundo ele
não mais engana.
Treze Tílias
Ocupada pela
triste tempestade
do Contestado,
a bravura e a luta
são o teu legado.
Caingangue foste
e sempre tu será,
a tua memória
para sempre viverá.
Visionária feita
do poema épico
escrito pela pluma
inspirada do poeta
e cheia de belezas.
Terra de imigrantes
no Oeste Catarinense,
repleta de detalhes
da luta da tua gente.
Estou contando
os dias e a hora
sem parar para
no Tirolerfest
a gente se encontrar.
Quando estiver triste e achar que ninguém te ouve, escreva. As folhas de um caderno irão te entender
Máscara de Virtude
Nada é mais triste, mais vil, mais pequeno,
Que o homem que oculta o pecado no escuro,
Mas veste, sorrindo, um manto sereno,
Fingindo ser justo, ser puro, ser puro.
Nos olhos, a luz de um falso arrependido,
Nos lábios, discursos de nobre intenção,
Mas dentro, um abismo sombrio e contido,
Onde mora o orgulho, o engano, a traição.
Ergue-se aos outros qual torre de fé,
Condena o que vê, finge dor ao errante…
Mas esquece que Deus, que tudo vê,
Sonda o silêncio, o gesto dissimulante.
Melhor o que cai, mas clama ferido,
Do que o que se esconde atrás da aparência.
Pois mais vale um coração arrependido
Do que mil fachadas sem consciência.
Seria triste não saber sorrir
ou não ter motivos
Eis as belas marcas de expressão
que este vício deixa gravado na minha pele
antes de felicidade
do que de tristeza
O ser humano fica feliz com qualquer coisa seminova, mas
fica triste com qualquer coisa
Semivelha .
Não se dá conta que são a mesma coisa.
Seminova é meio nova e meio velha
Semivelha é meio velha e meio nova
