Se foi o Tempo Chegou o Tempo
Liberdade,
Um dia jurei que eu a encontraria nos braços dos livres, mas não foi assim. Outro dia jurei que se eu saísse por ai, encontraria na metade do caminho, mas também não foi assim.
A liberdade é algo tão livre que não está entre nós, ela nunca será encontrada, ela pode ser vivida, mas jamais tocada. Ela é um estado de espírito totalmente seu.
Se você fizer tudo que uma pessoa livre faz, você será um condenado na liberdade alheia, e não provará da sua, e isso é uma prisão. Viver pra ser livre igual ao fulano nunca dará certo. Liberdade é igual personalidade, você pode até copiar de alguém mas nunca saberá o sabor da sua.
Viver iludiir-se com o futuro, esquecer o presente e achar que o passado foi so uma experiencia e perder tempo com o tempo
Um dia você vai olhar para trás, e ver que seu melhores momentos. Foi com quem, hoje você nem fala, foi com que você hoje não quer nem estar perto.
Vestida de sonho...
Eu te esperei o tempo que foi preciso...
Até o meu coração se acostumou sem você!
O passado se foi a muito tempo. O amanha e
um sonho e o agora e o unico momento que
voce tem pra desfrutar.
Hoje congelei o tempo;
Pois minha mente já não o acompanhava...
Foi por causa desta paisagem que avistei, ao redor desta estrada
O vento soprava em minh’alma enquanto eu caminhava
Logo, meu ser aos poucos se purificava...
Nada de ruim em meu ser permaneceu
Somente uma linda melodia, composta pelo dia
Senti a presença de Deus ao meu lado;
Permaneci calado, tentando decifrar o que Ele tinha para me mostrar
Os pássaros cantando nas arvores, as ondas do mar quebrando...
Tudo foi se encaixando, calando minhas dúvidas,
Meus pés descalços na areia, foram gravando cada passo dado;
E para trás foram ficando, pois continuei caminhando...
Sei que o Mundo não é perfeito, pois assim o criamos;
Através dos nossos erros aprendemos, mas também nos enganamos;
Assim como a Terra gira em tono de si mesma e do Sol
Nós giramos em torno de nossas crenças à procura da verdadeira fé.
Para que possamos nos manter em pé ao logo desta estrada;
Cada pessoa nascida, já é destinada a percorrê-la;
Pois a única certeza que temos é que em algum quilometro dela ficaremos.
Não se apegue tanto ao passado, pois este não existe mais.
Liberte-se da corrente do que se foi, pois elas irão impedir
que chegues onde estas.
Desvencilhe-se das amarras do presente presas ao passado, pois perderás sua condução para o futuro.
(Teorilang)
No Tempo
O tempo já não muito importa
as horas, segundos, quantos?
O que foi já não abre porta
e os sonhos, estes tantos...
O que vale é o que vem
se ainda tem, os recantos
onde a alma se sinta bem
e no ir além, terá encantos
Porém, lembre-te de amar
pois nestes acalantos
tua passagem irá marcar
cada teu minuto
teu dia, um olhar
um sorriso, teu atributo
As rugas, ah! deixe-as ter
é o fruto
de que pôde viver!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2019, outubro
Cerrado goiano
As Sete Aberrações
VI - O Tempo
Enquanto penso no que me foi dito na noite anterior, vou até o banheiro, encho minhas mãos de água e molho meu rosto, encarando o espelho logo em seguida.
De minha narina esquerda, uma linha vermelha se estendia até meus lábios. Esfreguei com meu pulso e encarei o sangue que manchava minha pele.
"Por quê?" - Falei, em voz alta. De trás de mim, inesperadamente, recebi uma resposta:
"Será que é tarde demais?"
Me virei rapidamente. Encostado na outra parede, enquanto sentado no cesto de roupas, ele estava, ou melhor, eu estava. Olhei para o espelho mais uma vez e ambos aparecíamos no reflexo. Olhando para baixo, percebi que não estava mais no banheiro de meu apartamento. Não existia chão, meus pés se sustentavam nas solas dos pés de outro reflexo meu, que me encarou da mesma forma que o encarei. Acima de mim, na imensidão branca onde deveria estar o teto, mais três reflexos perambulavam, sem parecer me notar ali, ou sequer, viam uns aos outros.
"Somos muitos, não?" Disse aquele que foi o primeiro a aparecer, e que ainda mantinha-se à minha frente.
"Mas você é diferente. Diga, você é outro? A sexta aberração?"
Aquele "eu" andou em minha direção com um olhar sereno, encarou-me e então, limpou meu sangue com um lenço que tirou de seu bolso, lenço esse, que eu mesmo ganhara de meu pai anos atrás. O mesmo lenço estava também em meu bolso.
"Todos somos, fomos, poderíamos ter sido ou seremos versões de você, em momentos do passado, presente ou futuro. Eu, sou a sua versão de um futuro bem próximo"
"Por isso é você quem me responde?" Perguntei. Ele me respondeu confirmando, com um aceno de cabeça e um sorriso de canto de boca.
Depois de pouco tempo, estávamos sentados, olhando para cada versão de nós mesmos. Ao redor deles, memórias do passado se formavam.
Apontava, animado, para cada uma delas, contando sobre os momentos felizes como se meu outro eu não os conhecesse. Nas memórias, vi pessoas que já se foram, como meus avós, alguns tios e primos. Isso me fez transbordar algumas lágrimas, secadas pelo meu outro eu, que tentando fazer me distrair, apontou na direção das memórias mais engraçadas de minha infância. Logo me reanimei, assisti tudo o que podia e não podia me lembrar.
Olhando um pouco à minha direita, vi algumas versões de mim que não reconhecia. Antes de eu sequer questionar, fui respondido:
"Ah, todos esses são versões de você que não chegaram a existir, graças às escolhas que fez".
Alguns momentos tristes, outros felizes, que gostaria de ter vivido, sonhos que não pude realizar em lugares que não pude ir, mas nenhuma parecia tão relevante quanto aqueles que há muito haviam partido, e agora, pareciam estar a um palmo de distância.
"Eu só queria poder dizê-los como sinto falta... De cada um deles". Estiquei minha mão em direção a eles, mas apesar de parecerem tão próximos, estavam longe demais.
"Impressionante" - Disse meu reflexo, enquanto me encarava surpreso "Mesmo com todas essas possibilidades lhe sendo mostradas, ainda insiste em olhar para os momentos do passado".
"Bom..." Respondi. "Cada uma dessas versões poderiam ter acontecido, mas não aconteceram. Sendo assim, elas não fazem parte de mim, não são eu, não me são tão valiosas."
"Você prefere suas memórias, mesmo as dores que passou, mesmo os momentos ruins, as perdas, todas elas fazem parte da sua vida"
Apenas concordei com um aceno de cabeça.
"Estou sem palavras, posso apenas parabenizá-lo" Nesse momento ouvi um barulho de estática, senti uma pontada no peito, depois todo aquele local pareceu tremer. As pessoas que vi simplesmente sumiram.
Coloquei minha mão no peito, me controlei e olhei para ele de novo.
"Para onde eles foram? Isso foi uma provação ou algo assim? Qual é a lição que deveria ter aprendido com isso tudo?"
Ele me olhou mais uma vez, com um olhar triste, ainda que sorridente.
"Acho que... Quem acabou recebendo uma lição fui eu. Esperava que visse todas aquelas possibilidades e se sentisse tentado em poder viver de forma diferente. Ainda assim, você preferiu a vida que teve" - Mais uma vez, a dor no meu peito e o barulho de estática se fizeram presentes.
"Eu não entendo" respondi
"Não percebe? Você conseguiu aprender conosco! Com cada uma das aberrações! Entende cada erro que cometeu, mas ainda assim, sabe que seus erros são parte de quem você é, ou melhor, de quem somos! A perfeição vem daquilo que é, não do que poderia ser. Você,
pequeno iluminado, pôde me dar uma provação e eu sequer passei, eu devo ser sua versão que fracassou nesse teste." Sua última frase saiu em um tom de ironia.
Meu coração apertou mais forte dessa vez, junto com outro barulho de estática, fazendo com que eu quase desmaiasse. O clarão ao redor começou a se raxar e mostrar o negro atrás daquela lona de luz. Pensei em perguntá-lo se ele de fato, era a sexta aberração, mas, rapidamente, a resposta a essa pergunta se tornou clara: já havia admitido, eu mesmo, ser uma aberração.
"Eu não me arrependo de nada, e também, não é como se fosse uma desistência banal, mas, queria ficar com eles! Deixe-me ir de uma vez, eu sei que estou pronto!" Disse finalmente.
"Não se preocupe, logo você estará com todos" - respondeu. A face começou a se raxar, revelando raios brancos e negros através da carcaça feita à minha imagem e semelhança - "Mas ao menos mais uma vez, você deve acordar" - um último som de estática me atingiu, fazendo-me fechar os olhos - "Ainda há aqueles que precisam de você do outro lado". Comecei a ouvir vozes desesperadas e gritantes ao meu redor, eles pareciam pedir espaço, ordens para que outras pessoas se afastassem, em um desespero que não me parecia fazer sentido.
Abri meus olhos a ofegar, quando vislumbrei tudo que estava ao meu redor. Estava deitado e amarrado a uma maca. Uma mulher e dois homens de jalecos brancos e máscaras que cobriam suas bocas e narinas, me encaravam, secavam minha testa com esparadrapos e me pediam para me acalmar, que já havia passado. Diziam eles, que apenas quatro choques do desfibrilador foram o suficiente, para que eu recobrasse a consciência.
O tempo sempre foi questionado,
Por criar e desaparecer com amores não determinados.
A um tempo um tanto quanto inesperado
Duvidamos que sobre um possível amor
Um amor que seria assim um dia um romance encantado
Criado a base de sonhos compartilhados
De alegrias que um dia se transformariam
Revertendo um mar de sentimentos inabalados
Em abraços de amor e de carinhos que cresciam
Nos corações desencantados
Desencanto este que foi neles foi ajustado
Quebrando histórias mal resolvidas
E reabrindo assuntos do passado
Afogando as magoas exauridas
Criando amores inusitados
De várias formas enaltecidas.
Nossos sentimentos foram criados
Com base no tempo que foi nos dado
E em todo espaço contemplado
Nossa história saiu do físico e do figurado
E tornou se um amor consolidado.
Se um beijo tem o poder inusitado
Temos em nós o poder contemplado
Daqueles que provavelmente nunca foram
Com o verdadeiro sentimento agraciado.
Seria eu desnaturado
Por já te querer ao meu lado
Mesmo sabendo que seu coração foi machucado
Com histórias do passado
Meu tempo e não perder tempo,
E sim, já querer seu amor supracitado
Criando de nós, uma história ainda ser escrita
De um casal apaixonado.
Eu te amo muito,
E quero lhe dar o infinito
Viajando por todo tempo e espaço
Criando um romance nunca antes escrito.
"A paixão passa o amor se esvai a raiva se acalma, mas o passado já foi escrito o presente você edita."
Tempo
Ele sempre foi o Senhor dos momentos,
E, claro que,
Cá estou,
Perdida eu estive em meio aos sentimentos,
Perplexa com a verdade que a vida escancarou,
Anos na espera por uma decisão,
Sendo sempre iludibriada pela emoção,
Finalmente,
Exausta de tanto tentar acreditar em uma mudança que nunca chegará,
Desistindo totalmente de um amor,
No qual,
Só uma das partes, realmente se entregou.
Sinceramente,
Aonde eu não mais quero estar.
O mais inusitado foi que a razão venceu,
Sonegando toda a voz do coração,
A intuição alarmou,
Consciência acordou!!!
O remorso questionou,
Quantas foram as vezes que eu dei um voto de confiança,
Pra gente sem caráter.
O prazo cessou.
Cegamente desta vez,
O meu despertar chegou,
E voar eu vou.
Poema redigido por Madam Avizza (C.M.G.C.) em Santos no dia de 07/02/2020 ás 10:51
A prorrogação não foi feita simplesmente para alongar o tempo do jogo, seu propósito é fazer as partes interessadas correrem atrás do prejuízo, e decidir quem é o vencedor, mas na vida, ao contrário do jogo, às vezes, aquele que abre mão da prorrogação é o que mais tem a ganhar.
O que é o tempo? Quem o criou?
Existe passado, presente e futuro, ou só foi e continua sendo um meio de direção, um guia petrificado.
Como assim, mesmo depois de tanto tempo eu ainda posso?
Quanto tempo ainda temos? Quanto tempo de vida nos foi garantido?
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