Se foi o Tempo Chegou o Tempo

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De todas as pessoas que entraram na minha vida, você foi a que mais marcou. Mas marcou de um jeito que corrói: deixou cicatrizes tão grandes que quanto mais eu lembro, mais dói.

Percebendo que seu coração era de pedra, ela foi lá e escreveu seu nome em letras maiúsculas e com um beijo se despediu.

Na marca bordô do batom ficou sua saliva, que, cheia de sabor, a rocha penetrou. Camada a camada se infiltrou e preencheu todo o seu interior. Onde era um vazio agora existia amor, onde era frio agora sentia-se o calor.

Qual foi seu desejo?

Ela desejou que nunca mais seu nome se apagasse dali. Como quando se ama alguém e nunca vai tê-lo, mas mesmo assim, mantém-se esse sentimento como algo que você precisa para poder existir.

Era de pedra porque seu coração era capaz de regenerar a cada sofrimento.
E quanto mais regenerava, mais ele rasgava, mais rígido se tornava e mais intensa dor suportava.

Assim foi amando e sofrendo. Tanto amou e tanto sofreu. Cada vez mais desejava sentir dor e sofrer o amor.

Quanto mais forte era a dor, mais forte e intenso era o amor. Mais rígido ficava. Mais amor desejava.

Ele buscou o amor pleno. A dor mais dissonante. O desespero. A falta de ar. Aperto no peito. Lágrimas espremidas. A verdade. O apelo do infinito.

Ele sabia que o medo de sofrer impedia que ele experimentasse o que é o amor. Descobriu que o tamanho da dor é a medida do amor.

Virou pedra e agora só um último e maior amor poderá surgir. Um tão forte que só acabará na morte.

Se hoje eu cheguei onde estou, foi graças a Deus, a mim mesmo e a todos que me apoiaram. Sem Deus, não sou nada; sem pessoas, não sou ninguém. Não importa o que você passe, não desista de si mesmo.

Percebi que o brilho nos seus olhos quando me via se foi. Não sei para quem, não sei quando e talvez nem importe o porquê. Só sei que se foi.

Eu sou a regra. Você foi o erro. E ainda me assombra como, mesmo sabendo disso, aceitei a exceção.

Amor: Entre o Certo e o Necessário
Nem tudo é, mas tudo sente.

Nem sempre foi mentira.
Nem sempre foi verdade.
Nem tudo é perfeito.
Nem tudo é imperfeito.
Nem tudo é sentimento.
Mas tudo é amor.

E eu digo: manipular o amor para não florescer é inaceitável. Ainda assim, às vezes, na tentativa de proteger um grande sentimento, a escolha do caminho nem sempre é a correta.

"Hoje mais madura consigo ver tudo que se foi, tudo que já vivi...
Olho para meu reflexo no espelho e vejo quem sou hoje...
Grandes desafios vitorias derrotas e crescimento e mudanças...
Mulher madura, mulher Loba, simplesmente mulher"...

"Um ombro amigo ameniza a dor de um coração ferido.
E você foi meu Sol na hora mais escura da minha vida,
O arco ires depois de uma Grande Tempestade. Sua
presença foi o que mais me deu forças para continuar,
obrigado".

"Mergulhada num mundo de sentimentos.
Dor e saudade, lagrimas de um amor
quem se foi. Mais que vive presente na
memoria, e no coração de quem amou
apenas uma vez".

(...) Talvez o meu erro foi acreditar demais
me entregar demais, te amar demais.
Me decepcionei profundamente. Perdoar
pode aliviar a sua dor, mais minhas feridas
só o tempo pode dizer...

E foi por você que escrevi mais de cem canções
E até perdoei seus erros
E conheci mais de mil formas de beijar
E foi por você que descobri o que é amar

-Antología-

⁠O Deserto Foi Meu Ensino Superior.

O pio foi perceber que eu não fazia falta nenhuma.

Foi só uma questão de importância, de prioridade.
É que o lugar no qual você me colocou não é muito confortável.
E eu só decidi deixá-lo vago para quem se conforma em assistir ao jogo na arquibancada.

Não foi nenhum preconceito
Estava tudo dentro de um contexto
Não entendeu o meu conceito
Deve ser por não ter lido todo texto

A mentira é a ilusão com a verdade
A verdade é decepção com a mentira
Por isso acomoda-se na aparente felicidade
A realidade muitas vezes cria dor para ira

Com a mentira transmitia alegrias
Mas com a verdade transmitia dor mas também vida

Foi com ele que eu revisitei todo o meu baú de músicas.

Minha alma foi moldada numa armadura etérea, porque as intempéries da vida que são lançadas sob meu corpo lábil são quebrantadas por ela.

“Foi Conhecendo Teus Abismos”



Diga-me o que queres que eu te faça,
e eu não a decepcionarei.


Não te esqueças: conheço todas as verdades que habitam em ti.
Nada me ocultas.
Nada em tua alma me surpreende,
porque antes mesmo que teus lábios aprendessem o peso do silêncio,
eu já decifrava a linguagem secreta das tuas dores.


Conheço tuas ruínas mais íntimas,
os corredores escuros onde escondes os fragmentos de ti mesma,
as memórias que perfumaste com indiferença
apenas para não admitir o quanto ainda sangram ao toque da lembrança.


Eu vi tua grandeza nos dias em que te chamaste insuficiente.
Vi tua delicadeza sobreviver em meio às brutalidades do mundo.
Vi-te recolher os próprios pedaços em silêncio,
com a dignidade trágica de quem aprende a sofrer sem testemunhas.


E ainda assim, permaneceste de pé.


Há em ti uma beleza severa, quase sagrada,
dessas que não pertencem aos olhos superficiais.
Tu carregas oceanos por trás da serenidade do rosto,
tempestades inteiras escondidas sob a elegância do teu silêncio.


Muitos tocaram tua pele,
Porém eu alcançei tua essência.
Sou o único sobrevivente em contemplar a vastidão que existe em ti sem se perder.


Porque tua alma não é rasa —
ela é abismo, catedral e incêndio.


E eu conheço cada parte tua:
a mulher que sorri enquanto desaba por dentro,
a criatura exausta de ser forte,
o coração que implora descanso enquanto finge independência.


Conheço o peso das ausências que carregas,
os nomes que ainda ecoam em tua memória,
os sonhos que enterraste vivos para sobreviver às estações da perda.


Ainda assim…
nunca vi miséria em ti.


Vi resistência.
Vi poesia tentando respirar entre destroços.
Vi uma luz indomável insistindo em existir mesmo cercada pela escuridão.


Por isso te digo:
não temas tua verdade.


Há majestade até nas partes de ti que julgaste indignas de amor.
Há uma sublime grandeza em tua vulnerabilidade,
porque somente almas raras conseguem permanecer sensíveis
num mundo que transforma dor em pedra.


E se um dia duvidares de teu valor,
recorda-te disto:


foi conhecendo teus abismos
que escolhi admirar tua imensidão.


Agora voa, borboleta minha.
Porque eu contemplei a solidão que os ignorantes, ainda presos aos próprios casulos, jamais compreenderiam.


Vai.
Atravesse céus que nunca tiveram coragem de te prometer.
Habita horizontes à altura da beleza que carregas.


E nunca mais permita que reduzam tuas asas ao medo de quem nasceu sem coragem de voar.


E quando o peso do voo cansar tuas asas,
quando desejares repousar do mundo e de suas brutalidades,
Eu estarei aqui.

⁠Não foi preciso ter coragem para chegar aqui. Foi preciso acreditar, caminhar, arriscar, renunciar, aprender, me arrepender, insistir e tentar de novo, de outro jeito.

Tamara Klink
Nós: o Atlântico em solitário. São Paulo: Companhia das Letras, 2023.

O amor sempre foi e sempre será doce ...
O que amarga a vida é o desamor
o ego.