Se foi o Tempo Chegou o Tempo
►Lágrimas De Saudade
Aqui estou eu de novo, para falar sobre você
Você se foi a tanto tempo,
Mas, ainda sinto saudade do meu bem querer
Penso em você a todo o momento
E, jamais vou esquecer o dia que fui te conhecer
Jamais esquecerei o dia em que admiramos o amanhecer
Escrevo agora com a companhia do vento,
Esperando pacientemente te reencontrar, no relento.
Estou escrevendo aqui sem saber onde você está
Se continua a me amar, a me guardar, me guiar
Estou procurando seu sorriso, em meus sonhos
Sinto o vazio no meu peito onde antigamente nos deitávamos
Abraçávamos como loucos, desenhávamos nossos planos,
Que hoje não passam de um tormento diante dos meus olhos,
Uma tortura sem fim, que permanecerá dentro de mim.
Eu a vejo sempre que estou em nosso quarto
Eu a sinto, como uma brisa que só está de passagem
Minha dama, que reacendeu minha esperança
Sonho contigo semana após semana
Sonho aquele sonho onde dançávamos aquele samba,
Sem preocupação, apenas para aliviar o cansaço
Eu chorei, amada, quando a rosa murchou, aquela que plantámos
Senti como se tivesse cortado o nosso laço, minha dama
Faço aqui um poema de dor, de saudade, de amor
Sem saber se você o receberá, juntamente ao meu calor
Aqui estou.
Minhas lágrimas estão borrando minhas palavras
Perdoe-me, mas, caso não as entenda,
São para ti, minha linda e angelical amada, ó fada
Quem me dera construir uma Babel encantada,
Apenas para poder alcançá-la, me abrigar em suas asas
Sinto sua falta, estou me debulhando em nossa casa.
Se consegue me ver escrevendo,
Me dê um sinal de que você está me vendo
Quero sentir suas mãos macias sobre a minha pele
Meus olhos estão embaçados, pouco enxergo
Te quero de volta, minha saudade me devora
Não sei o que fazer já que a minha luz foi embora
Sinto-me culpado por não ter me declarado por horas
Perdi a oportunidade de prolongar a nossa felicidade
Hoje a cidade não é mais a mesma sem a sua mocidade
Minha querida, a chuva de hoje está acabando comigo
Sua ausência criou em mim uma fragilidade, me sinto tão sozinho
Não desejo outra mulher, eu te quero, quero te ver sorrindo,
Assim como antes, quando éramos dois jovens amantes.
Perdoe-me, mas, temo que não irei conseguir
Estou chorando demasiadamente por ti
A partir do momento que você se foi, eu deixei de ser feliz
E, assim como Noé, somente contigo eu tinha forças para prosseguir,
O apoio de uma mulher, da mais adorável criatura de contos fantásticos
Hoje eu e o meu coração estamos em pedaços
E, sobre o piano empoeirado, eu descansarei,
Para tê-la novamente ao meu lado.
Esse ano para min foi o espaço-tempo só que o tempo correu atrás da luz é o espaço a perseguiu, mas eu não vi relação entre os dois. ~2018~
Mas quem diria eu,
Depois de tanto tempo lhe reencontrar,
Se foi caso do acaso ou coisa do destino, não sei!
É bom, ter você por perto me faz alegrar,
Meu olhar me denuncia não dá pra negar,
É notório todos sabem que eu te desejei.
Paixão, sintonia, fulgor
Fulgor, sintonia, paixão...
E quando a gente se mistura,
Não tem lugar pra solidão.
Loucura, desejo, prazer
Prazer, desejo, loucura...
Nossa química perfeita é nuance é ''foguejo" é amor que perdura.
Mas vem,
Vem que a gente faz acontecer,
Você transforma nosso mundo em multicor.
Pois é na pegada do seu beijo
Possuído de desejo um fino trato eu te dou.
Mas vem,
Chega mais pertinho eu "tô que tô",
No pé do seu ouvido eu vou falar.
Você sabe que eu faço com jeitinho
Com pegada com carinho um fino trato eu vou te dar.
Lentos nos fomos esquecendo. Quando
o tempo da velhice nos foi vindo
a tez apareceu amorenada de anos
e afeita ao espírito.
A lavoura sabia aos nossos passos.
Até os desperdícios
iluminavam debilmente o armário
e a penumbra dos rincões escritos.
Mas nós só estávamos
em nos havermos esquecido.
Ou, às vezes, a aura do trabalho
quase fazia com que na mesa o sítio
aparecesse coroado de anos
sobre a mão a mover-se pelo seu próprio espírito.
MEUS IMATUROS ANOS
Os meus imaturos anos dia deste
Acarquilhou no tempo, foi embora
Deixando a saudade, vil senhora
Cá no peito, no horizonte celeste
Diversa, macróbia, que cá mora
Alquebrada, da vida quer teste
Se o já é valedouiro a toda hora
Da sabedoria se diz inconteste
E da idade, a acama, cafajeste
Todo que ora não fui sou agora
Troça e ri tal qual a uma peste
E nos desvarios me levo afora
Sem que o sonho me moleste
Pois, a alma é nova, sem outrora...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
ENTERRAMADO
Eu sou a muito tempo a petrificação da raiva.
Meu corpo já foi assim.
Meu corpo já foi liquidificado.
Meu corpo já juntou na terra.
Eu já fui enterrado,
em terra amarrado,
enterramado.
Meus pais, filhos e avós já choraram,
E já desistiram de lacrimejar.
Minha compania já se casou no verão,
Nem vem mais me visitar.
E eu sou solidão,
Aqui no fundo do mar.
Do mar bíblico,
onde o colosso da justiça,
lança o pecado.
Cá estou .
No mundo do esquecido.
Oque fiz eu pra isso?
Bom não me lembro,
morro esquecido.
Lembro do pior acontecido.
Morri.
Não foi de febre,
Nem de saudade,
Não foi porque quis,
Nem pela idade.
Morri por má sorte,
Porque encontrei no caminho o espírito covarde.
E os anjos estavam ocupados.
Sei lá, talvez no céu ceavam.
E eu fui machucado.
Me espancaram.
Me mutilaram.
Me enforcaram.
Me alvejaram.
Me estruparam.
Me jogaram no lago.
Mas calma,
não foi simples assim .
Me machucaram, quando voltava da missa, próximo do ponto de ônibus me raptaram, me doparam, me usaram.
Me quadricularam, me puserram fogo,
me deixaram na terra.
E como esses, meus outros também me abandonaram.
Me espancaram, quando fui ouvir minha música favorita,
riram da minha roupa,
me chamaram de bicha,
me jogaram no chão,
arrastaram pelos cabelos,
me segaram com os próprios dedos, arrancaram minha roupa e enfiaram todos os dedos em mim.
Depois levaram minhas feias roupas,
sem deixar meu corpo eu cobrir,
nem minha mãe me descobrir,
eu não tinha nem um dente,
minha cabeça se fundiu com a calçada, quem me viu ,
até hoje não consegue dormir,
minha mãe acha até hoje que na verdade eu só fugi.
Me mutilaram, quando neguei dois tragos.
Me espalmaram a cara,
me prenderam no quarto,
e tiraram do peito meu filho,
me empurraram pela casa,
me levaram pra fora,
levaram também uma faca,
ela andou por tudo,
andou bem mais que as minhas lágrimas,
só perdeu pro meu sangue na caminhada,
com cigarros me queimaram,
onde já nem doia,
doía deixar meu filho ainda no início da vida.
Me largaram lá mesmo do lado de fora as traças,
depois do jornal eu fui capa,
meu filho já estava longe,
e eu nem constava no mapa.
Me enforcaram, quando menti dizendo que não sabia onde ela estava,
tinha medo que ela acabasse enforcada,
fui levada pro banheiro,
ajogada na privada,
eu gritava mas a TV estava ligada,
me deram vários tapas na cara,
me ergueram pelos cabelos,
me estrangularam na mão,
deixaram a vida me escapulir de olhos abertos,
foram perversos.
Me alvejaram,
perto de casa,
eu só caminhava com uma sacola de pão,
a morte vinha automatica,
seu barulho eu conhecia,
me veio não sei de onde,
foi de costas possívelmente,
esse tipo de morte,
por satisfação e lazer nunca vem de frente.
Corri mas já era tarde,
senti sede mas nessas horas a garganta arde,
a vizinha gritou,
chutou a roda do covarde,
a sirene soou mas já era tarde.
Na sirene mais alarde,
na minha morte mais covardes.
Me estruparam,
quando fui tomar banho de rio,
quando me escondi atrás da pedra,
Escondida do meu tio,
quando corri entre a plantação de pinho, quando me espremi entre os frepinhos, quando cai em meio aos espinhos,
quando eu não tinha nada,
nem sabia falar os corrigindo.
Me deixaram ali as margem do rio,
e naquele dia choveu,
fui pra depois da fronteira,
o porco da selva fria meu corpo comeu.
Me jogaram no lago, quando beijei ele depois da aula,
se consumiram de inveja,
me seguiram até a passarela,
me pediram satisfações,
eu não tinha pra lhes dá,
então levaram meu celular,
gravaram eu apanhar e me empurraram de lá,
aproveitaram que ninguém viu chamaram seus primos,
e me tiraram da água,
brincaram comigo,
me lançaram no fundo do lago,
que é tão frio que até hoje existo.
Em dois planos em alma vivo,
entre esse lago ou aquele do destino esqueçido.
Há quem sou ,
Ou melhor quem eu teria sido.
Não vale a vida ,
Se na verdade nada é vívido.
Não tem razões me dar um nome,
se passar o resto dos anos no subsolo pérfido.
Não queria ter pisado nesse mundo perdido.
Não tenho se quer um túmulo vazio,
Eles casaram,
Morreram de velhice,
Foram condecorados,
Praticaram outros assassinos,
Voltaram pra casa e almocaram.
E eu estou aqui,
pra sempre calado.
Eu sou o morto,
Eu sou o que colhe os frutos do cruel.
Se existir justiça,
Ela não está nem aí na terra,
Nem aqui no céu.
Amor
Demorei muito tempo, para perceber que na verdade a culpa não foi minha, essa foi a desculpa que você usou para que não se sentisse culpado, a verdade é que você não quis lutar por nós, porque você não acreditava que valesse a pena, a idéia de ter livro em branco para preencher era mais atraente para você, tanto que você não parou para pensar, nem por um minuto você considerou nossos sentimentos, nossa história, nossos planos, você simplesmente desistiu. E eu continuei aqui, parada, presa a alguém que se esqueceu de Amar de volta, que deixou de se importar. Pelo menos, é isso que sinto, são a suas ações me dizem isso. Não sei, por quanto tempo continuarei te esperando, não sei se um dia irá voltar ou se conseguirei te esquecer. Mas continuo no limbo, entre o passado, o presente e o futuro, sem saber o que vai acontecer, se é que um dia vai acontecer. Me sinto tão longe de você, do que um dia foi Tudo, e que agora não é nada, além de dor e sofrimento.
18.09.17
O tempo fechou! O céu foi encoberto por algo espesso, e negro como se fosse uma única e densa nuvem. Parecia que o tempo chorava, uma fina e gélida garoa.
De repente tudo que pensamos e planejamos parece perdido. Neste relacionamento intenso entre a vida e o tempo é preciso ter cuidado não adianta esconder, mentir, fingir, pois o tempo é transparente e esta presente querendo ou não, gostando ou não. Parece que tudo acontece o silêncio da noite me faz ouvir o coração, quando as luzes se apagam o coração começa a falar.
Preciso mostrar pra esse meu coração que sua função é bombear sangue e não confundir a minha cabeça. Boa noite
O dia em que eu amei a chuva.
Foi se o tempo em que eu amava a chuva.Quando criança achava que Deus estava fazendo xixi na gente por ter tantas pessoas ruins no mundo entretanto a chuva faz parte de nossas vida, sem ela não se criam poças para que os animais possam beber água alias ela juntamente com a terra forma uma perfeita combinação de dar a vida as plantas. Ha muitas formas de se descrever a chuva. Ela não seria tão diferente das pessoas, hora esta mansa e gostosa, hora parece que o mundo desabaste em cima de nos,hora esta fria, hora refrescante e ou relaxante, hora esta confusa. A chuva se parece com as pessoas, porem a chuva não sente, não ama, não sente ódio e nem rancor, isso é o que diferencia a chuva de pessoas. No inicio eu disse que amava a chuva, de certa forma eu amei fui ser humano, pois eu amava eu sentia, sentia oque hoje as obrigações do mundo me afastaram desse sentimento e faz com que esqueçamos e esqueçamos de que um dia amamos a chuva. A chuva te faz lembrar, lembrar de que um dia você soube amar coisas que hoje são empecilhos na nossa vida coisas intoleráveis que antes eram toleráveis ,e assim nos tornando pessoas frias, amargas e fúteis. talvez eu conte esta historia para os meus netos: "O dia em que eu amei a chuva". Por que talvez? Não Saberei se estarei cheio de obrigações, pois a chuva me atrapalharia contar uma boa historia.
Durante todo o tempo seu mandato foi perfeito, não precisou fazer promessas e nem campanha. A candidata eleita da minha vida é você, vencedora no primeiro turno.
esperei muito tempó pelo seu retorno
mais demoro tanto que o seu lugar ja foi preenchido por mim ,pelo meu amor próprio e pela minha vida!que você naum tem mais vaga...
"Você que por muito tempo foi o meu mundo, simplesmente está se perdendo dentro de mim.
Você que ficou guardado em meus pensamentos está a cada momento desaparecendo.
Você que me deixou perdida, causou uma dor insuportável.
Hoje, é você que está se perdendo dentro de minhas lembranças.
Tentar esqueçê-lo foi o jeito que meu coração achou pra se livrar de tantas dores.
Não digo que seja fácil, mas é preciso conviver com sua ausência.
Meu coração aprendeu a se blindar da saudade deixada por você.
É preciso continuar a viver, aprendi a conviver com o caos que se tornou minha vida.
Hoje, não me permito amar, isolei esse sentimento, excluí meus desejos, adormeci meus sonhos.
Talvez por defesa própria, não quero passar por dores antigas.
Não há espaço para o amor, nem pensamentos ilusórios, nem me restou o desejo de recomeçar.
Hoje, sou apenas uma alma solitária perambulando pelo mundo..."
( Roseane Rodrigues)
Não faz muito tempo, que brotou este sentimento.
Talvez, a questão foi a falta de bom senso
a falta de um planejamento
Fazendo com que o distanciamento se torna-se um bloqueio
Sentimentos distorcidos dentro de duas almas!
Ah o reencontro!! Um amor guardado...
Esperança inesgotável. Todo tempo que passou não foi perdido mas sim uma preparação pra te merecer. Tenho tanto a agradecer, temos tanto pra viver... Tantos sonhos guardei pra realizar só com você pois és o sentido e a razão. Seus olhos são puros e fonte de inspiração interminável jorrando e transbordando verdades, humildade, bondade e reciprocidade. Eu que andava inquieto e perdido me encontrei em nosso reencontro.
Amar é como uma música que por muito tempo foi a nossa preferida. O tempo passa e é provável que nos esqueçamos da letra, do seu nome, mas jamais nos esquecemos do refrão e da forma como ela nos tocou.
Essa noite eu sonhei com você. Foi horrível. Você estava na minha frente o tempo todo, mas eu não conseguia te alcançar. Estendia a minha mão, mas ela nunca chegava em você. Acordei e fiquei triste. Percebi que meu sonho fazia todo sentido. eu nunca toquei em você, como deveria. Nunca cheguei no teu íntimo, lá no fundo.Nunca no seu coração. Nunca. Não é culpa sua. Nem minha. Nem de ninguém. O problema é que sou poeta. E eu vejo poesia em tudo. Coloco amor em cada palavra, em cada virgula minha. Em cada reticência esperando você. Eu acho que coloquei amor de mais. Aí fodeu. Deu tudo errado. Eu me perdi. E você nem viu. Eu preciso ir embora. Porque viver com você, sem você comigo é um saco. E você me pede desculpa baixinho e sei que de certa forma, você sente mesmo tudo isso. O problema é que eu sinto mais. Eu desculpo, tá tudo bem.Você ta no seu momento agora. Entendi isso. Coloquei isso de vez na minha cabeça. Não cabe mais ninguém. Eu até tentei me fazer caber, mas você sabe como é ... Quando não é pra ser, nem o diabo consegue fazer funcionar. Vai que. A gente se encontra, tenho certeza. Talvez eu ja´nem seja a mais a mesma, acho que já não sou. Talvez eu olhe de novo e não sinta mais aquele sentimento doido que me revirou toda. Acho que já nem sinto. Sabe aquele ditado: " Quem muito se ausenta, deixa de fazer falta"? é. Eu preciso ir, com quem precisa respirar. Você já tentou ficar embaixo da água contando os segundos, sem ar? A sensação é a mesma. Eu preciso de ar. E você sempre me tirou. Mas nunca voltou correndo pra me salvar. Tudo bem, amor. O ar é o final de amar.
Você esqueceu que muito antes de dar errado, havia dado certo, e foi assim por um tempo...
As pessoas tendem a criar ilusões, fomentar a idealização do felizes para sempre, esperando que o príncipe encantado chegue e as façam viver um conto fadas.
Mas vivemos no mundo real, onde tornou-se extremamente fácil, substituir aquilo que está em crise, afinal hoje com um simples deslizar de dedos, temos uma infinidade de possibilidades, os ditos relacionamentos modernos.
Não sei dizer se ainda há aquele amor, dos meus pais, onde claramente não era perfeito, mas havia uma compreensão mutua, um carinho genuíno e acima de tudo uma vontade de dar certo.
Talvez eu seja um saudosistas de algo que não vivi, mas espero que eu , que você, que todos, possam viver um amor pleno e genuíno.
E com o tempo a ânsia por respostas foi se esvaindo, não por saber tudo, mas sim por não se importar com nada, não querer saber de nada e não ser nada...
Os caminhos da água - Ygor Mattenhauer
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