Se Eu Pudesse
Se eu pudesse, sentiria o teu cheiro
no teu pescoço macio,
acariciaria os teus cabelos,
nos teus cachos me perderia,
és digna dos meus sentimentos sinceros,
provocas em mim uma euforia
difícil de resistir
e ainda que fosse algo fácil,
não gostaria de conseguir.
Se eu pudesse ver o seu rosto
Aí, sim, seria um espetáculo!
Olho para os lados
Vejo aura nas pessoas
Umas claras
Outras escuras
Outras indefinidas
Elas nem imaginam
Posso falar o que quiser
Mas como contar que o tempo
Está indo em outra direção
Há outro plano!
Ah se eu pudesse e meu dinheiro desse,
Queria poder te abraçar e te beijar até o dia amanhecer!
Como nada disso acontece,
O resto a gente esquece, o meu coração padece, alguma coisa há tempos que sequer aparece, e, eu, pobre de mim, só me resta, tentar esquecer você e voltar a dormir novamente, para sonhar mais mais e mais, com você, meu amor, minha ilusão, minha paixão e tudo mais, até o dia clarear. Para novamente lhe ver passar e sonhar de novo com você, até, quem sabe um outro amanhecer. O que que eu posso fazer?... (letra e música intitulada de "Ah se eu pudesse e meu dinheiro desse", de Borges da Viola - advogado de profissão e violeiro de vocação).
Ai se eu pudesse ser esse cachorrinho pelo menos por um dia! Com certeza seria muito bem cuidado e amado por uma pessoa muito especial! Beijos.
Ah se eu pudesse e o meu dinheiro desse, iria aí agora sentar-me ao seu lado para juntos curtirmos a natureza. Beijos.
Ah, se eu pudesse falar aos teus ouvidos palavras que somente a água e o vento se confidenciam em alto mar.
Se eu pudesse contar... Dentro de cada coração há lutas que ninguém sabe. São tantas renúncias e sacrifícios que gritam lá dentro, mas sempre estão sendo amordaçadas por coisas que, no momento, impedem a liberdade.
Se eu pudesse voltar ao passado, diria a mim mesma: deixe de ser medrosa e escreva. Essa falta de confiança não te levará a nada.
Quando me acolhe em teu abraço é como se eu pudesse entrar no seu "mundinho especial" e de la retornar sem dores, sem tristezas... Leve!
Lua, Luar
Ah, se eu pudesse tocar-te
desenhar-te com o dedo
Pálida, branca como gelo.
Solitário, hei de amar-te.
Ah, se eu pudesse descrever,
este encontro entre nós,
o desejo de estarmos sós,
no lampejo, dou-me a escrever:
"- O fino véu translucido,
banha-me de corpo inteiro,
que jaz prazenteiro,
do meu eu, esmorecido.
Todo eu já combalido,
de minh'alma esvanecido,
pois, de ti entorpecido,
meu eu tenho carecido.
Hoje doudo por inteiro,
no silêncio matreiro,
Fugaz e sorrateiro,
ser d'alma poeteiro."
Ah, se pudesse o nevoeiro,
não me deixar arrefecido,
minh'alma teria oferecido,
como amante... fiel escudeiro.
Tão pálida sua luz sombria,
farta-me de tal maneira,
e ao meu coração esgueira,
quente dentre a noite fria.
A face da terra acaricia,
luzente como um ser divino,
toca nest'alma de menino,
que no gélido sereno, ardia.
Como amantes de histórias antigas,
Deusas, homens e meninos,
finda o espírito, tais desatinos,
nesta e noutras épocas vindouras.
Dominante o nevoeiro,
descansa no campo enegrecido,
Pálida, repousa sobre o outeiro,
e finda o campo enegrecido.
Por anos, qualquer experiência negativa que eu pudesse ter não importava, porque, da hora que eu saía pro aeroporto até a hora da chegada no destino final, a vida parecia segura, e eu estava feliz.
Se eu pudesse voltar.
foi se um tempo
um tempo que, já quase esquecido,
surge de repente, agora se apoiando em velhas lembranças;
rebusca a memória, força momentos que vem e vão como se fossem estrofe de um velha canção de ninar;
fecho os olhos e me vejo em lugares, cheio de rostos
conhecidos com perguntas que ficarão sem respostas.
o tempo se foi hoje. /i
se eu pudesse ler seu silêncio..
entenderia seu sofrimento. abraçaria você com tanta força que ficaríamos um só. aí, então, eu poderia amenizar as suas dores e se fosse necessário, eu ficaria com elas para mim. /i
Cansei de esperar
que a vida parasse
para que eu pudesse embarcar
no melhor lugar.
Resolvi arriscar no primeiro lugar
que eu pudesse encontrar,
e fiz de lá meu melhor lugar.
Quando adolescente, eu buscava me espelhar em alguém, um herói, um ídolo etc... que eu pudesse ser igual ou parecido. Mas isso passou como um relâmpago decidi ser eu mesmo, não ser cópia de ninguém, e hoje surpreendentemente descobri que com todos os tropeços eu sou o mesmo ser humano porém idoso.
Hoje, se eu pudesse, liberaria o rodamoinho que guardo dentro do peito, e romperia todas as barreiras para gritar que
TE AMO...
Como não posso (ou devo)... carinhosamente, compartilho sonhos e desejos ...
Quem sabe assim você me escuta...
Gentil e sutilmente ... ♥
Epifania qualquer ainda que Cesariana
Se eu pudesse nascer novamente, Gostaria de ter nascido poesia.
Não soneto, limerique ou haicai,
Apesar de apreciar a brevidade.
Gostaria de ser um prolongado
E magistral poema épico,
Em versos livres.
Escrito obviamente por uma Poetisa. Poetas, desconhecem a imaculada poeticidade.
São audazes amadores, neste campo de saberes,
Dominado inteiramente, pela sensitiva feminilidade,
Munida de empírica coragem inexaurível
E hipertrofiada na expressividade e sinestesia.
Se eu pudesse nascer de novo,
Gostaria de nascer POESIA.
