Se eu Fosse Algum Rei
Faz tempo que eu quero te falar que a lua é a prova de que a escuridão nunca consegue apagar toda a esperança (Nelson Locatelli, escritor de Foz do Iguaçu)
A Ti, Senhor, consagro o meu caminhar,
Pois sem o Teu amor, onde eu poderia chegar?
Tua força, Pai, é o pão que alimenta e a luz que conduz.
Eis aqui o Teu servo, a serviço da luz,
Que não há de parar, nem descansar,
Até que o último coração Tua Palavra possa abraçar.
Entre o luto e o legado
Meu pai foi embora antes de eu terminar de aprender,
Deixou no meu peito um vazio que o tempo não preenche.
Mas deixou também a fé, que nenhuma dor vence,
É uma saudade boa que eu não quero perder.
Hoje sou pai e entendo o que ele quis me dizer.
Naquele abraço quieto que a pressa não alcança.
Hoje sou pai e carrego com cuidado e com esperança.
Três vidas que Deus quis nas minhas mãos depositar.
Entre o luto e o legado, aprendi a caminhar.
Entre a saudade dele e o sorriso dos meus filhos,
Descobri que o amor não some, só muda de lugar.
E quem parte em Cristo não some, só vai na frente esperar.
Pai, um dia nos vemos do outro lado do mar.
Filhos, enquanto estou aqui, vou ser os seus castelos,
Vou ser o chão firme onde vocês vão pousar.
E, quando eu partir, que a fé em vocês possa continuar.
O Pecado de Escolher a Paz
Eu nunca compreendi como um grande amor,
que ontem era abrigo, hoje vira rancor;
como quem adormece envolto em carinho
desperta odiando quem andou no seu caminho.
Por que a ternura se torna vingança?
Por que destruir aquilo que um dia foi esperança?
Ciclos se encerram, caminhos se desfazem,
amores se transformam, pessoas se afastam.
Mas por que transformar um adeus em prisão?
Por que fazer da partida uma condenação?
Só porque alguém não coube na expectativa,
merece carregar uma culpa tão viva?
Eu também já esperei de quem não correspondeu,
já amei quem não foi aquilo que prometeu.
Nem por isso fiz do ressentimento uma arma,
nem transformei despedida em guerra ou desgraça.
Então por que fazem comigo aquilo que não fiz?
Por que me chamam de monstro, se eu só quis ser feliz?
Ninguém viu minhas noites, ninguém viu minha dor,
ninguém sabe quantas vezes calei por amor.
Eu não quis destruir, eu só quis respirar;
não quis ferir, só precisava me encontrar.
E se partir de onde eu já não podia florescer
me fez parecer cruel, então que seja —
eu escolhi viver.
Não quero tua queda, não quero vingança,
não quero transformar mágoa em lembrança.
O que um dia foi amor não precisa ser guerra,
nem todo adeus precisa incendiar a terra.
Talvez um dia você consiga entender:
eu não fui embora porque deixei de querer.
Fui embora porque, para continuar ao teu lado,
eu precisava deixar de ser quem eu sou — e isso seria errado.
E se me chamarem de vilã, deixarei o tempo falar:
há verdades que só o silêncio consegue revelar.
Porque, no fim, aprendi a duras penas:
nem todo amor nasceu para permanecer,
nem todo adeus precisa fazer alguém sofrer.
E escolher a própria paz, depois de tanto padecer,
não é crueldade — é finalmente escolher viver.
Dona da Própria Luz
Caderno aberto, xícara de chá
O sol entrando devagar
Eu construí minha paz no detalhe
Não deixo mais que ninguém atrapalhe
Aprendi a dizer não sem ter que me explicar
Deixei ir o que pesava, escolhi me respeitar
Sou aço e veludo, sou fogo e diamante
Sigo meus passos, firme e constante
Não busco holofote, não preciso de aplauso
Sou dona da minha história, do meu próprio passo
A minha força não faz barulho
Sou o meu maior orgulho
Olho no espelho e sei quem eu sou
Valho cada curva por onde o tempo passou
Ressurgi mais forte de cada tempestade
Minha poesia agora é liberdade
Aprendi a dizer não sem ter que me explicar
Deixei ir o que pesava, escolhi me respeitar
Sou aço e veludo, sou fogo e diamante
Sigo meus passos, firme e constante
Não busco holofote, não preciso de aplauso
Sou dona da minha história, do meu próprio passo
A minha força não faz barulho
Sou o meu maior orgulho
Sem pressa de chegar, eu já sou o caminho
Luz que me guia quando caminho sozinho
A minha cura é a minha verdade
Sou aço e veludo, sou fogo e diamante
Sigo meus passos, firme e constante
Não busco holofote, não preciso de aplauso
Sou dona da minha história, do meu próprio passo
A minha força não faz barulho
Sou o meu maior orgulho
O sol entrando devagar...
Dona da própria luz.
"Você escolhe a importância que me dá, mas eu sei o valor que mereço. O que vivo entre esses dois extremos não é da sua conta."
Uma vez uma mulher me disse que nunca ia me esquecer. Eu simplesmente respondi: 'Você vai me esquecer sim, porque o tempo cura tudo, inclusive as promessas que a gente achou que eram eternas.
ASFALTO NA SOLA
Eu vim de lugar onde ninguém pergunta o que aconteceu.
Só olha pra tua cara, vê se você aguenta e manda seguir.
Aprendi cedo que a rua não tem paciência pra quem precisa entender tudo antes de continuar. Você tropeça, levanta, limpa a poeira na própria roupa e vai. Sem discurso. Sem trilha sonora. Sem ninguém batendo palma.
Tem gente que conhece a minha versão arrumada.
Poucos conheceram a que voltava pra casa com a cabeça cheia, o bolso quase vazio e aquele silêncio estranho de quem passou o dia inteiro fingindo que tava tudo certo.
Essa versão não posta nada.
Não explica nada.
Só chega.
Joga a chave em qualquer canto, acende a luz e encara o próprio reflexo como se estivesse cobrando alguma coisa de alguém que já não sabe mais quem é.
Eu já quis muito parecer diferente do que sou.
Hoje eu prefiro parecer exatamente o que a vida fez comigo.
Tem marca que não precisa esconder.
Tem história que perde a graça quando você tenta contar bonito.
Então deixa torto.
Deixa áspero.
Deixa com gosto de madrugada e conversa na calçada.
Porque foi assim que muita coisa aconteceu.
Sem planejamento.
Sem final elegante.
Só decisão errada, amizade improvável, amor mal resolvido, orgulho demais e aquela mania idiota de continuar andando mesmo quando ninguém sabe exatamente pra onde.
Talvez seja isso que chamam de vivência.
Não é ter resposta.
É ter passado por coisa suficiente pra parar de acreditar que toda pergunta precisa de uma.
Hoje eu não quero parecer invencível.
Invencível é personagem.
Eu quero ser real o bastante pra admitir que algumas coisas ainda pesam, mas leve o suficiente pra não carregar todas elas comigo.
O mundo continua sujo.
A rua continua acordada.
E eu ainda tenho asfalto na sola.
Só que agora eu sei voltar pra casa.
under sujão p.
Se o amanhã começar sem mim - David Romano
Se amanhã começa sem mim, e eu não estou lá para ver,
Se o sol nascer e encontrar todos os seus olhos cheios de lágrimas por mim;
Eu queria tanto que você não chorasse do jeito que você fez hoje,
enquanto pensamos nas muitas coisas que não conseguimos dizer.
Eu sei o quanto você se importa comigo e o quanto eu me importo com você,
e cada vez que você pensa em mim, sei que também sentirá minha falta;
Mas quando o amanhã começar sem mim, tente entender,
que um anjo veio e chamou meu nome e me pegou pela mão,
e disse que meu lugar estava pronto no céu bem acima,
e que eu teria que deixar para trás todos aqueles que eu amo.
Mas quando me virei para ir embora, uma lágrima caiu dos meus olhos,
por toda a vida, eu sempre pensei que não queria morrer.
Eu tinha muito pelo que viver e muito a fazer.
parecia quase impossível que eu estivesse te deixando.
Pensei em todo o amor que compartilhamos e em toda a diversão que tivemos.
Se eu pudesse reviver ontem, pensei, só por um tempo,
Eu diria adeus e te abraçaria e talvez te visse sorrir.
Mas então eu percebi que isso nunca poderia ser,
pois o vazio e as memórias tomariam o meu lugar.
E quando pensei em coisas mundanas que sentiria falta, amanhã.
Pensei em você e, quando o fiz, meu coração ficou cheio de tristeza.
Mas quando entrei pelos portões do Céu, senti-me muito em casa.
Quando Deus olhou para mim e sorriu para mim, do Seu grande trono de ouro,
Ele disse: "Esta é a eternidade e tudo que eu prometi a você,
Hoje sua vida na Terra já passou, mas aqui começa de novo.
Prometo que não amanhã, mas hoje sempre durará.
e como cada dia é o mesmo, não há desejo do passado.
Mas você tem sido tão fiel, tão confiante, tão verdadeiro.
Embora tenha havido momentos em que você fez algumas coisas que sabia que não deveria fazer.
E você foi perdoado e agora finalmente está livre.
Então você não vem e pega minha mão e compartilha minha vida comigo? "
Então, se o amanhã começar sem mim, não pense que estamos distantes,
para cada vez que você pensa em mim, saiba que estou em seu coração.
David Romano


só postar quando fizer sentido pra mim
porque eu, porque não?
Antes, o mundo parecia uma fila organizada de causas e consequências. Havia um acordo silencioso entre as coisas: se você fosse bom o suficiente, gentil o suficiente, paciente o suficiente, o universo acabaria devolvendo tudo na mesma moeda.
Então alguém apagou as placas da estrada.
Foi estranho perceber que a tempestade nunca escolhia quem merecia. Ela apenas acontecia. Derrubava telhados de quem rezava e de quem amaldiçoava, afundava barcos de pescadores experientes e de crianças brincando na margem. O céu nunca pediu desculpas por chover.
Ele passou anos perguntando.
“Por que comigo?”
Como se existisse uma secretaria do destino pronta para responder e anexar um relatório detalhando os motivos de cada cicatriz.
Mas o silêncio sempre foi mais competente do que qualquer resposta.
Então começou a reparar em outra coisa.
As pessoas passavam a vida inteira negociando com o inevitável. Acendiam velas para convencer o escuro a não entrar. Faziam promessas para comprar alguns meses de paz. Inventavam versões de si mesmas esperando que a próxima fosse poupada.
Nunca eram.
Porque a vida não perseguia ninguém.
Ela simplesmente não sabia mirar.
E talvez essa fosse a parte mais difícil de aceitar: não havia um vilão escondido atrás das cortinas. Não existia uma inteligência cruel desenhando tragédias personalizadas. O universo era apenas um oceano. E o oceano nunca odiou quem se afogou.
A pergunta começou a mudar.
Não era mais “por que eu?”
Era…
“Por que eu seria diferente?”
Naquele instante, alguma coisa rachou dentro dele.
Não de um jeito triste.
De um jeito libertador.
Percebeu que carregava o ego vestido de vítima sem perceber. Achava que sua dor era uma exceção na história do mundo, quando na verdade era apenas mais uma língua da mesma fogueira onde todos aquecem as mãos e queimam os dedos.
As pessoas chamavam aquilo de azar.
Outras chamavam de destino.
Ele começou a chamar apenas de existência.
E, curiosamente, quando deixou de procurar culpados, a raiva perdeu o emprego.
Não porque as perdas doíam menos.
Mas porque finalmente entendeu que dor nenhuma carregava seu nome gravado.
Ela visitava.
Depois ia embora.
Assim como a felicidade.
Assim como o amor.
Assim como todas as versões dele que jurou serem definitivas.
No fim, percebeu que a vida nunca prometeu justiça. Prometeu movimento.
E talvez fosse exatamente isso que havia tanta beleza escondida no caos.
O vento nunca pergunta quem merece ser levado.
Ele apenas sopra.
E, pela primeira vez, em vez de gritar contra ele, o homem abriu os braços.
Não como quem venceu.
Mas como quem finalmente parou de perguntar por quê.
depois da porta (DC referência)
Eu nunca soube muito bem o que fazer quando alguém percebe que pode me destruir.
Talvez por isso eu tenha ficado.
Existe uma espécie de covardia bonita em continuar perto de quem conhece exatamente o lugar onde apertar. A pessoa nem precisa levantar a voz. Basta um silêncio diferente, uma resposta mais curta, aquele olhar que antes demorava um pouco mais. E pronto. O sujeito que jurava não depender de ninguém começa a procurar significado em migalhas.
Eu conheço esse lugar.
É estranho admitir que alguém pode morar dentro da gente sem pagar aluguel, sem pedir licença e, pior, sem sequer saber que possui uma chave.
Eu tentei transformar isso em orgulho.
Disse para mim mesmo que não precisava. Que conseguiria seguir. Que havia outras pessoas, outras noites, outras histórias esperando para acontecer. Fiz do desapego uma espécie de religião particular e passei a repetir suas regras sempre que sentia vontade de voltar.
Mas o corpo não entende discursos.
O corpo lembra.
Lembra da voz.
Do jeito de chegar.
Da presença ocupando um espaço que parecia ter sido construído exclusivamente para ela.
E então existe aquele segundo ridículo em que tudo volta.
Não como memória.
Como presença.
É aí que eu percebo o problema: talvez eu não queira ser libertado.
Talvez uma parte de mim ainda queira ser segurada.
Não porque eu não consiga ficar de pé, mas porque existe uma diferença absurda entre estar de pé e ter alguém por quem valha a pena cair.
Eu poderia mentir e dizer que quero alguém que nunca me faça perder o controle.
Não quero.
Eu quero alguém diante de quem meu controle pareça uma coisa pequena.
Alguém que atravesse minhas defesas sem precisar arrombá-las. Que veja toda essa pose de homem resolvido e perceba que, por trás dela, existe alguém que só queria encontrar um lugar onde não precisasse estar sempre pronto para ir embora.
Talvez seja isso que assusta.
Não amar.
Ser conhecido.
Porque quando alguém realmente conhece você, acaba a possibilidade de fingir que não sente.
E eu sinto.
Sinto até quando finjo que não.
Então, se algum dia eu voltar para aquela porta, não será porque esqueci tudo o que aconteceu.
Será justamente porque lembrei.
Porque existem pessoas que a gente supera.
E existem aquelas que permanecem como uma música tocando baixinho em algum cômodo da casa, você pode sair, fechar a porta, mudar de endereço, começar outra vida.
Mas, de vez em quando, no meio da madrugada, ainda consegue ouvir.
E talvez eu ainda esteja ouvindo.
Talvez seja por isso que, mesmo sabendo o quanto isso me desarma, uma parte de mim ainda sussurra:
fica.
Não precisa me salvar.
Só não solta agora.
Gatsby se virou para mim num movimento rígido:
— Eu não posso dizer nada nessa casa, meu caro.
— Ela tem uma voz indiscreta — observei. — Cheia de… — Hesitei.
— A voz dela é cheia de dinheiro — disse ele, de repente.
Era isso. Eu nunca tinha entendido antes. Era cheia de dinheiro, tal
era o charme inesgotável daquelas oscilações, era isso que tilintava
naquela voz, era essa a canção tocada pelos címbalos daquele timbre…
No alto de um palácio branco, a filha do rei, a garota de ouro…
só me apaixonar de novo quando esse texto fizer sentido
Às vezes eu fico tentando lembrar do momento exato em que você deixou de ser alguém que eu conhecia para se tornar o lugar onde meus pensamentos descansavam.
E eu nunca encontro.
Talvez porque essas coisas nunca aconteçam de uma vez.
Ninguém se apaixona num instante.
A gente vai se acostumando com a presença do outro sem perceber.
Primeiro sente falta de uma conversa.
Depois de uma risada específica.
Depois de um “chegou em casa?” no fim da noite.
Quando percebe, a ausência daquela pessoa já faz mais barulho do que a presença de qualquer outra.
O mais bonito é que você nunca tentou ser extraordinária.
Você nunca precisou.
Nunca precisou dizer as palavras certas.
Nem inventar versões melhores de si.
Eu gostava justamente das pequenas distrações.
Do jeito que você esquecia o que estava contando porque outra ideia aparecia no meio da frase.
Do jeito que seu riso chegava um pouco antes da piada terminar.
Do jeito que você olhava para o céu sempre que precisava pensar.
Você nunca percebeu, mas eram essas coisas que me faziam acreditar que o mundo ainda sabia criar alguém pela primeira vez.
Eu passei tanto tempo procurando pessoas que me impressionassem, que esqueci como era encontrar alguém que simplesmente me deixasse em paz.
Você nunca ocupou espaço demais.
Você preenchia os espaços que já existiam.
Como a luz entrando pela janela sem pedir licença.
Como uma música baixa tocando em outro cômodo da casa.
Você não mudava quem eu era.
Só fazia parecer que eu sempre estive caminhando na direção certa, mesmo quando tinha certeza de que estava perdido.
Às vezes isso ainda me assusta.
Porque existem encontros que parecem improváveis demais.
Penso em todas as decisões pequenas que precisaram acontecer para que nós existíssemos ao mesmo tempo, no mesmo lugar, olhando um para o outro.
Se eu tivesse acordado dez minutos mais tarde.
Se você tivesse escolhido outra rua.
Se qualquer conversa da sua vida tivesse durado um pouco mais.
Talvez nós nunca soubéssemos que o outro existia.
E, mesmo assim, de alguma forma, existimos.
É estranho sentir gratidão por algo que ninguém planejou.
Você apareceu sem fazer promessas.
Sem dizer que ficaria para sempre.
E talvez tenha sido exatamente isso que tornou tudo tão bonito.
Porque nunca foi sobre vencer o tempo.
Foi sobre existir dentro dele.
Sobre dividir cafés que esfriavam porque a conversa era mais importante.
Sobre caminhar sem destino porque nenhum lugar parecia melhor do que andar ao seu lado.
Sobre descobrir que algumas pessoas não chegam para transformar nossa vida em um filme.
Elas chegam para transformar uma terça-feira qualquer na lembrança mais bonita que você vai carregar por anos.
No fim, acho que o amor nunca foi encontrar alguém perfeito.
Foi encontrar alguém que faz o acaso parecer delicado.
Alguém que olha para você de um jeito tão simples que, por alguns segundos, todas as dúvidas que o mundo construiu deixam de fazer sentido.
E então você percebe que passou a vida inteira procurando grandes sinais.
Quando, na verdade, o maior deles estava escondido na tranquilidade de poder olhar para alguém e pensar, sem precisar dizer em voz alta:
Como foi que, entre bilhões de pessoas, a vida resolveu me apresentar justamente você?
Tia Rita
Enquanto seu coração batia,
eu a chamava Tia...
E ela só/ria...
Agora seu coração bate do outro lado
e quando chamo... Tia,
quem responde é a saudade!
Mas, a senhora ainda está aqui!
Pois ninguém parte assim,
deixando tanto de si!
Estarei aí com todos em pensamento e oração.
Socorro Oliveira Vieira
(Haredita Angel)
06.11.21
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