Se eu Fosse Algum Rei
O trabalho é tão ruim que as empresas têm que pagar para as pessoas irem; se não fosse pago, quem iria trabalhar?
"Há quem use uma bijuteria como se fosse uma joia e há quem use uma joia como se fosse uma bijuteria."
Se fosse pra ser quem você é de verdade. Quem você seria? Não importa se usa disfarces ou não, é sempre você, com ou sem a máscara.
"Não fale de falta de dinheiro como se fosse falta de esforço. Fale da falta de respeito de quem vê alguém vendendo algo e vira o rosto, preferindo dar lucro para quem já é bilionário."
"Se você fosse julgado hoje apenas pelo auxílio que deu a quem não podia te retribuir, você seria salvo ou condenado?"
Tratam quem busca um ombro ou uma parceria como se fosse um fardo, ignorando o potencial de quem pensa grande.
"Se conselho fosse ruim, o sábio não daria e o ignorante não desprezaria. No mundo trilionário, o conselho é a escada para o topo."
"Pare de dizer que 'se conselho fosse bom seria vendido' e comece a entender que o que é sagrado não tem preço."
Em Guarulhos, o progresso tem passagem só de ida pelo aeroporto — como se pra vencer, fosse preciso abandonar as calçadas que forjaram nossa luta.
EduardoSantiago
Hoje ela veio de novo… a ansiedade.
Bateu com tanta força que por um momento pensei que não fosse aguentar.
O peito apertou, a mente correu, o ar faltou.
Mas ainda assim, respirei.
Porque, mesmo quando tudo dentro de mim gritou “desiste”, existe uma voz pequena e firme que sussurrou
“Calma, isso vai passar.”
E passa.
Talvez não agora, talvez não fácil
mas passa.
E quando passa, eu percebo que sobrevivi mais uma vez.
Se a mulher fosse uma pedra ela seria um diamante, brilho e luz.
Se a mulher fosse uma flor ela seria um girassol, sempre em busca de algo.
Se a mulher fosse um mês ela seria abril, com todos os seus recomeços e sua impulsividade.
Se a mulher fosse um ano ela seria 1970, ousadia e luta pela liberdade.
Se a mulher fosse uma estação, ela seria todas de uma vez só.
Se a mulher fosse uma árvore ela seria uma carnaubeira, a namorada do grandalhão jatobá.
E se a mulher fosse uma música ela seria com certeza, a quinta sinfonia de Bethovem, complexa e intensa!
ta-ta-ta-tã....
Haredita Angel
21.09.25
Há corações que pedem validação a cada instante, como se o amor fosse um espelho que precisa refletir segurança o tempo todo. Mas quando o sentimento precisa ser confirmado a cada hora, ele deixa de ser encontro e se torna cobrança.
A insegurança veste a relação com correntes invisíveis, fazendo do outro não um companheiro, mas um guardião de certezas. E o amor, que deveria ser liberdade, se transforma em prisão de expectativas.
Quem exige presença constante esquece que maturidade é saber suportar o silêncio, é confiar mesmo quando o outro não está ao alcance da mão. Sem essa maturidade, o vínculo se desgasta, porque nenhum coração pode carregar sozinho o peso da insegurança alheia.
O estranho sentimento que nasce é o reflexo da desarmonia: um lado sufocado pela cobrança, o outro perdido na própria carência. E assim, o amor se torna frágil, não por falta de afeto, mas por excesso de exigência.
Amar não é pedir validação a cada segundo, é aprender a confiar naquilo que já foi dito, naquilo que já foi mostrado, naquilo que pulsa mesmo na ausência.
Que o amor seja chama que aquece, não fogo que consome. Que a presença seja escolha, não obrigação. Que a maturidade seja o solo onde o vínculo cresce, e não a insegurança que o corrói.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Houve um tempo em que me deixava seduzir pelas provocações, como se cada palavra fosse um convite irrecusável ao embate. Eu respondia às infantilidades com a mesma medida, acreditando que, ao retrucar, preservava minha dignidade. Mas, aos poucos, percebi que essa dança era estéril, um ritual de desgaste que apenas me afastava da serenidade que tanto almejo.
Foi nesse instante de lucidez que compreendi: crescer não é vencer o outro, mas vencer a si mesmo. É abdicar da necessidade de provar, é escolher o silêncio como forma de resistência, é perceber que a verdadeira maturidade se revela na recusa ao que não acrescenta. A provocação só tem poder quando lhe concedemos espaço; e eu decidi não mais ceder.
Esse gesto de afastamento não é desamor, tampouco desprezo. É, antes, um ato de amor-próprio. Reconhecer que certas presenças já não se ajustam ao tecido da minha vida é aceitar que o amadurecimento exige desapego. Não porque o outro seja menor, mas porque já não cabe no horizonte que escolhi trilhar.
Hoje, compreendo que a grandeza está em cultivar a paz interior, em erguer-se acima das disputas triviais, em investir energia apenas naquilo que floresce. Amadurecer é aprender a não se deixar arrastar pelo que é pequeno, é transformar o silêncio em fortaleza, é escolher relações que edificam em vez de corroer.
E assim, ao decidir crescer, percebi que não há mais espaço para o que me diminui. A vida pede profundidade, pede vínculos que inspirem, pede caminhos que conduzam à plenitude. Deixar para trás não é perda: é libertação. É abrir espaço para o que realmente importa, para o que me fortalece, para o que me faz ser inteiro.
