Se eu Fosse Algum Rei

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A existência humana não é anacrônica, se fosse, seríamos eternos.

"E se tudo que você ignorou… fosse tudo que você perderia amanhã?"

"Ela encarava a morte todos os dias… só não esperava que fosse ele quem partiria primeiro."

“Se beleza fosse invisível, ainda teria algo em você que valesse ser descoberto?”

“Se o mundo fosse cego, será que sobrava algo em você além de pose e vaidade?”

“Se beleza fosse inútil, o que você usaria pra chamar atenção?”

“Se a única vitrine fosse a alma, quantos passariam direto por você?”

"Se o erro fosse o fim, ninguém teria aprendido a andar."

“Não sou desses que vivem trocando status como se amor fosse moda de estação.”

“O problema não é discordar. É querer impor ignorância como se fosse sabedoria.”

“Se fosse fácil como digitar, você já teria escrito algo melhor.”

"Se fosse necessário viver um erro para identificá-lo, a verdade jamais poderia corrigi-lo."

Se a vida fosse só alegria, ninguém daria valor à felicidade.
Às vezes a gente precisa chorar para saber como é bom sorrir.
Precisa sentir saudade para perceber o quanto gosta de alguém.
Precisa passar por dias ruins para entender que os bons são especiais.
Tudo na vida tem um começo, um meio e um fim.
Por isso, viva bem o dia de hoje.
Não se preocupe com o que já passou.
E deixe que Deus cuide do que ainda vai acontecer.


Alexandre Sefardi

Se a negação da experiência fosse simplesmente um preconceito imposto, nós de meia-idade seríamos simplesmente vítimas do culto institucional da juventude. Mas a apreensão com o tempo está gravada mais fundo em nós. A passagem dos anos parece esvaziar-nos.

Richard Sennett
A corrosão do caráter. Rio de Janeiro: Record, 2015.

Não entre na vida das pessoas como se fosse um baile de fantasia,que ao sair deixa a máscara cair.

Nunca me coube a sorte de vivências extraordinárias ou feitos que impressionem; se meu diário fosse medido por tais episódios, grande parte de suas páginas repousaria em branco, silenciosa testemunha do ordinário.

Muitas vezes, me sinto afogado em minhas próprias mágoas, como se cada lembrança fosse uma âncora disfarçada de suspiro, e o silêncio, um oceano que me acolhe e me consome. Não há remos, nem pressa, apenas o flutuar das horas e o cansaço manso de quem já se acostumou à tempestade. Talvez esse seja meu fim, ou apenas um recomeço em outra maré, onde a dor aprende a repousar, e eu, enfim, aprendo a respirar dentro do que me afoga.

É como se fosse um escombro sobre meus ombros sinto pesado, porque as ruínas do nosso passado nos pesam mais que o presente.

Falo com a minha sombra como se fosse confissão. Ela não responde com palavras, mas conhece meus segredos. Permanece quando todos os outros vão, como testemunha muda. Às vezes a abraço e sinto que as coisas podem voltar a ser. Outras, a empurro e desejo que se torne apenas um traço.

Às vezes, meus passos ecoam no vazio da minha alma, como se cada movimento fosse um sussurro de quem insiste em existir mesmo quando tudo grita o oposto.