Se eu Fosse Algum Rei
Deus é amor? Sim.
Mas onde eu consubstancio essa experiência?
Além das gavetas religiosas da minha mente?
Deus é real? Sim.
Mas o que ele quer nos ensinar agora?
Exatamente, tentar aproximar as escrituras do nosso solo existencial.
A experiência de leitura com a palavra
refletindo sempre no espelho da vida.
SINTO - Parte 1
Sinto a mudança comigo, pra que eu finalmente seja
Sinto enxurrada de ideias que vem da mente e transborda pela caneta
Sinto aprendizado, sinto bom senso
Me sinto a deriva, sinto o favor do vento
Me sinto pequeno numa onda grande e sombria
Sinto esperança porque o mar abriu um dia
Sinto paz, sinto revolta, sinto rancor as vezes
Sinto sentimentos que gestavam a mais de nove meses
Sinto o sabor de saborear outra boca
Sinto que tudo muda nessa vida loka
Me sinto pressionado, mas sigo sendo
Não inventaram nada a prova de tempo
Sinto armadilhas sussurrando e me faço de surdo
Me sinto o alvo predileto do inimigo astuto
Senti, sonhos arriscados, de grinalda e véu
Senti o amargo sabor do doce de mél
Onde você vê deserto, Eu vejo processo
Onde você sente dor, Eu vejo experiência
Deixa, deixa Eu trabalhar do Meu jeito
Deixa acontecer no Meu tempo
O amanhã não te pertence
Só confia em Mim
Deixa, deixa teus projetos Comigo
Deixa Eu cuidar dos teus sonhos
Os Meus planos são melhores
O que o olho não viu, ouvido não ouviu
E nem sequer subiu ao seu coração
É o que Eu planejei
É o que Eu preparei
É o que Eu reservei pra você
Levei eu um tiro
Pois quando fui abrir a porta
Não havia ninguém atrás
E eu com tal esperança
Só encontrei o nada
Às vezes
É o que basta
Queria eu ter aberto o silêncio
Como um envelope fechado
O rasgaria com cuidado
E assim teria achado
Um canto para minha voz pertencer
Diria comigo mesma como e o porquê
De não haver nada atrás daquela bendita porta
Que fizeram os meus joelhos estremecer
Nada.
Eu me afastei de tudo e de todos que eu achei que me machucavam, quando na realidade o verdadeiro problema era eu
"Porque eu sou o menor de seus campeões e nem mereço ser chamado assim... Mas pela graça de Deus sou o que sou, e a sua graça para comigo não foi vã. Eu me entrego a Sua vontade e me curvo a Sua verdade, pois para para mim viver é Cristo e morrer é lucro." (1 Cor. 15:9), (Filip. 1:21)
Minha boca morre de vontade brincar a sua... que inveja tenho eu de quem pode beijar você todas as vezes... enquanto eu fico aqui só na vontade...te desejando...instigando, pensando... como seria teu gosto... teus lábios nos meus lábios..teu gosto...
É que no meu ingênuo querer não correspondido
Que eu sofro na constante busca de saciar o que não consegui do lado dela
Da reciprocidade
Do toque
Da intensidade e da profundidade
Profundidade… ah a profundidade
Queria eu que ela não fosse tão -superficial-
No grande ilusão causada, levou me ao céu e em seguida cortastes minhas asas
Rigidamente
Talvez nessa busca da verdadeiro eu tenha me ocultado e me desviado da minha própria essência.
Quem sou eu agora?
Será isso o amor?
Acredito eu nunca ter sentido tal “coisa” com qualquer outra pessoa
Desde o momento que te conheci até o último momento que ti vi
Nunca foi amizade ao meu ver
Desde a primeira vez sempre foi algo a mais
Mas como pode isso ser o amor? Imenso é o sofrimento e colossais são os obstáculos
E de você apenas posso ler (incrivelmente) um enorme “?”
Talvez algum dia eu esqueça (talvez não)
