Se eu Fosse Algum Rei
A se fosse minha eu te amaria acima de tudo, te ganharia sem armadilhas para livrar-te do pior fazendo você reinar dentro do meu coração;
E seu palácio cheio de amor e carinho sempre fazendo você ceia o meu coração para que sua boca possa me mastigar e sentir-me com gosto singelo e melado;
Me falaram para que eu fosse um pouco mais responsável, mas escolhi ser o que mais desejava ser...eu mesmo;
Se eu te desse o meu coração... Cuidaria dele como se fosse uma preciosidade?
Ou não se importaria e deixaria em qual quer parte?
Tenho ele como uma vida, pois é nele que guardo todo sentimento direcionado a você;
Se o seu coração fosse meu eu gravava os pensamentos de um anjo...
Para que o caminho divino me desse passagem para que eu pudesse passear e semear o amor que convém;
Nunca me importei o que achavam de ser certo ou errado
O que pensavam de mim de como eu fosse
Ou dos meus desejos e ousadias
Que refletiu no meu próprio caráter;
Pois da minha personalidade tenho a infinita certeza
De que alguns dias se lembrarão do quanto
Fui importante!
Se o longe não fosse tão longe eu seguiria a pé
E os meus pensamentos teria muito mais esperança e fé
Alcançando os teus sentimentos como quiser
Enfrentando com coragem para o que der e vier;
Eu não sou mais um de seus coadjuvantes para viver a vida que não me pertence;
Seu eu fosse o seu rei sempre haveria alguém para lhe coroar com olhares sedutores que risca seu reino;
E se fosse verdade cada sonho que tenho com você? Eu seria uma pessoa realizada em todos os sentidos, pois com você tenho os melhores sonhos;
Ah! Quem me dera te ter em meus braços... Quem me dera! Se fosse queria que fosse para todo o sempre, te exaltar, cortejar... E te amar;
E se eu pensasse que você fosse a minha rainha, demonstraria toda minha fidelidade para que você não me castigasse fazendo que eu conheça a guilhotina;
Eu gostaria de ser o seu súdito para te contemplar e exaltar com doces palavras que relatasse todo o meu sentimento por você;
Haaaaa se o infinito fosse da cor de seus olhos...
Eu estudava para me tornar um astronauta;
Haaaa se as frutas tivesse o sabor de seus beijos...
Eu viveria na floresta amazônica, mas se eu fosse você aceitaria o meu pedido de casamento;
Ah... Se eu fosse um poeta de verdade
Encantaria com palavras e exaltaria toda sua majestade
Queria ser poeta romântico
Daqueles que quando se inspira, fala palavras que encantam
Queria despertar a emoção, sem pudor
Queria chamar a tua atenção e conquistar o seu amor
Ah... Se eu fosse poeta de verdade...
Iria desfazer os maus-entendidos e despertaria a cumplicidade!
E se eu fosse poeta de verdade...
Faria nascer rimas e versos, com certa facilidade, mas se poeta eu pudesse ser
Daqueles que desvia olhares... Me entregaria à você;
Se amar fosse crime, eu aceitaria a sentênça sorrindo, porque amar você nunca foi excesso — foi destino.
Se eu fosse um bom escritor, acho eu que escreveria mas como sou só um pequeno pensador vivo perguntando e respondendo em voz alta para mim mesmo sobre alguns passos e movimentos engraçados que fazem à vida.
Se eu fosse um poeta, teria aprendido estar sempre, em solta liberdade, a navegar entre as nuvens, a sonhar, a amar e a voar.
Egoísmo
Queria você sempre aqui
Do jeito que fosse eu queria
Que você continuasse aqui.
Quanta teimosia a minha!
Não compreender a sua dor
A sua agonia,
Só queria que você continuasse aqui
Para que eu tivesse a sua companhia,
Para que eu pudesse compartilhar as minhas palavras
Mesmo que você não compreendesse mais, o que eu dizia.
Eu queria que você ficasse aqui
Só por mim, nem era por você.
Só você sabia o que sentia
E com toda a sua sabedoria
Desafogou a sua dor
Silenciou.
Deixou-me e nem explicou.
E eu egoísta que sou
Ainda choro e grito a te procurar.
Imagino você aí no paraíso
O que deve estar a pensar?
Deve ser sobre a minha insensatez
A minha pouca compreensão
Sobre tudo que você me passou,
Que a vida é assim
Um holocausto dentro do uno.
E eu egoísta que sou
Paralisei na angustia
De não compreender que o lugar onde está
É o mais aprazível
E iremos nos encontrar.
Purista, eu?
Chamaram-me purista, num tom de ironia,
Como se o zelo fosse pecado, heresia.
Por buscar nos arcanos da gestão cadente,
Um fio de lógica, um traço coerente.
Falaram de anacronismo, como quem sussurra ao vento,
Sem notar que o tempo carrega o esquecimento.
Gestões de ontem, sombras de um outrora,
Não resistem à aurora, que a crítica devora.
Eis que escrevo, não para agradar vaidades,
Mas para despir o rei de suas falsidades.
Se purismo é pensar, é questionar o vago,
Que me chamem de pura, pois o impuro é frágil.
Anacrônica é a cegueira que persiste em andar,
Na trilha do ontem, sem ousar inovar.
E eu? Sou ponte entre o velho e o novo,
Sou o verbo que inquieta, sou quem move o povo.
Não temo o rótulo que me foi ofertado,
Pois na busca da razão, o título é fado.
Que venha o futuro, com suas chamas ardentes,
Purista ou não, sigo lúcida, entre linhas e correntes.
