Se ele Nao te Ligar no dia Seguinte

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O tempo é um artesão paciente, mas meu peito já não suporta a forma como ele esculpe a sua ausência. Durante muito tempo, eu te fiz rima no escuro e te guardei em gavetas que só o meu coração sabia abrir. Eu te amei em silêncio, como quem protege uma chama de um vento súbito, temendo que o mundo fosse pequeno demais para a nossa imensidão.
Mas o silêncio, que antes era abrigo, tornou-se um eco.
Hoje, não quero mais ser a estrela que espera a noite para existir. Quero ser o dia que te encontra, o sol que desfaz as sombras e a voz que finalmente ganha o ar. O meu mundo, que por tanto tempo foi um monólogo sonhado, precisa da sua resposta para se tornar melodia completa.
Quero te reencontrar não para resgatar o que fomos, mas para descobrir quem seremos agora que o meu "eu" transbordou de tanto te guardar. Que o nosso próximo abraço seja o ponto final da saudade e o início da nossa história mais barulhenta, viva e iluminada.

Não espere parar de sentir medo para avançar; leve o medo pela mão e vá com ele mesmo.

Superar o medo não é apagá-lo da memória, é retirar o poder que ele tem sobre as suas escolhas.

Meu amor por você é como a zona abissal: um lugar onde a luz de fora não alcança, porque ele brilha com a própria intensidade do que guardamos no fundo do peito.

Amor eterno não conhece o fim; ele ressurge das cinzas com a força de uma fênix.

O que adianta todo o dinheiro do mundo se ele não pode comprar o que você pode ganhar se fazer as coisas certas.

Jesus não apenas ressuscitou mortos, Ele próprio ressuscitou dentre os mortos.

Como você quer passar a eternidade com Deus no céu, se não consegue passa nem 20 minutos com Ele aqui na terra?’’

"Então, lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci"
(Mateus 7:23)

⁠O pescador materialista quando vê em sua rede muitos e variados peixes, ele se alegra não pela exuberância da natureza em si, mas por ter pego peixes que lhe renderão DINHEIRO 💸
Ao passo que, para o espírito contemplativo, um peixe é admirado por ser obra do Criador.


⁠Todo aquele que se vende
Pensa ser superior
O que ele não entende
É que perde o seu valor.

Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
18 Março 2025

⁠O seu tempo ,não é o tempo de Deus.
Ele não ti dá nada de qualquer jeito.Tudo no tempo dele, é perfeito.

⁠⁠Hoje o sol não apareceu nem de manhã nem de tarde ,hoje ele se escondeu.Entre as nuvens cinza uma hora vi seu dourado,imaginei as nuvens se rasgando no céu ,e o sol clareando com seu brilho encantado.

Cuidado para não buscar a Deus onde Ele não está.

O que mais faço de errado é fingir para mim mesmo que meu coração não sente o que ele sente por você.

Van Gogh não pintava flores, ele pintava fome de luz, demonstrando em seus 7 quadros os seus girassóis, sendo ele um apaixonado recíproco? E pouco compreendido
Mas seus girassóis não tinha, o amarelo, não era cor, era urgência de demonstrar amor, era o tipo de sentimento que olha para o céu e sente conforto é como quem precisa ser visto de volta, quem precisa volta pra terra de quem sabe sonhar
O girassol ama assim, ama de frente, ama em economia
Ama com o rosto inteiro entregue ao brilho, brilho que só alguém como você pode me propor
Mas e eu…? você é girassol? Eu sou uma dália?
A dália não grita para o céu, ela é o que você precisa, a permanência na obediência
Ela se abre em silêncio, por que por muito tempo sempre sou o silêncio, amou no silêncio, na existência inexistente, atrás dos quadros pintados, as camadas simétricas, quase calculadas, como quem aprendeu que intensidade não precisa ser escândalo
Ela te diz: "não fui feita pra mendigar sua luz, floreci ao lado de quem sustenta o sol com seu brilho"
O girassol ama com luz, a dália ama com estrutura, ela não tem medo de amar sozinha; ela entregou as pétalas a quem não soube o peso de uma flor inteira, e talvez o seu medo more exatamente aí no espaço entre os dois COLISÃO — SUBMISSÃO
Porque amar como girassol
é correr o risco de não ser olhada de volta, é oferecer o rosto ao sol e descobrir que o céu pode ficar nublado
Já cometi o erro de uma dália imatura me diminuir pra caber no seu amor e não suportou o meu florescer
Por que amar como dália é ainda mais corajoso, aprendi te amando que, amar não é se desgastar por um alguém, é florescer na direção, florescer na mesma luz, é florescer sabendo que nem todo mundo entende profundidade, o profundo não é pra todo mundo, o próprio nome já diz que é ( fundo)
Que nem todo mundo sustenta camadas, no meu caso todas as minhas 12 pétalas
É que algumas pessoas só sabem lidar com o que é simples, o raso, não por que não sabem que é difícil, é por que é mais fácil e sem risco de destruição iminente
Veja só o Van Gogh pintava girassóis porque eles eram intensidade exposta, porque se ele tivesse pintado dálias, talvez tivesse enlouquecido mais cedo, pelo simples fato de ter que admitir que existe amor que não implora luz, um amor que espera reconhecimento
Eu não tenho medo de amar e não ser correspondida, tenho medo de realmente amar sozinha, loucura né ? É porque prefiro esperar um amor que me reconheça inteira do que florescer pela metade para ser escolhida
Me entregar para o sol que você guardou dentro e receber sombra?
Só que existe uma verdade que ninguém te disse:
Não sou uma dália feita para qualquer jardim, já o girassol foi feito para qualquer céu
Fui soberba? Calma, é por que quem aprende a valorizar o profundo não se sustenta com o raso.
O amor que nasce apressado queima, mas o amor que nasce escolhido permanece
E se você meu girassol um dia aprender a virar o rosto não só para o sol, mas para sua dália que sem está ao seu lado vai entender que luz apagada também é cuidado,
que amar é te escolher todos os dias…
E então, só então eu não terei amado sozinha, porque o amor verdadeiro não é o que te consome como fogo, é o que te reconhece como obra
Talvez, no fim, o maior risco não seja te amar e não ser correspondida.
Não tenho medo de amar, tenho medo de aceitar menos do que alguém não é capaz de sustentar o meu florescer.

⁠A vida de uma mulher não é disputa
“Ele desferiu os tiros na frente da criança. Ela presenciou a mãe sendo quase morta, tornando esse crime ainda mais cruel.”
— Evelyn Lucy Alves da Luz, sobrevivente de tentativa de feminicídio
O feminicídio não é apenas um crime — é o reflexo de uma cultura que ainda normaliza possessividade, controle e violência. Cada mulher assassinada carrega sonhos interrompidos, histórias não contadas, afetos que jamais se realizarão. Cada ato de agressão é um lembrete silencioso de que a sociedade falha quando desrespeita a humanidade feminina.
Olho para trás e vejo histórias que ecoam até hoje: mulheres perseguidas nas caças às bruxas na Europa, escravizadas e abusadas nas Américas, violentadas nos horrores do Holocausto, e lutadoras como as sufragistas britânicas, presas e maltratadas por simplesmente querer existir em igualdade. E, ainda hoje, jovens vítimas de feminicídio em cidades que fingem não ver.
Nós, mulheres, precisamos nos enxergar e nos reconhecer nesse mundo que insiste em medir valor pelo poder que outros exercem sobre nós. Homens precisam olhar para si mesmos. Violência não surge do nada. Ela cresce em olhares que julgam, palavras que diminuem, comportamentos que confundem amor com posse. Ignorar isso é compactuar. Cada silêncio, cada justificativa, cada minimização alimenta padrões que podem levar à tragédia.
Como dizia a pedagoga e educadora Maria Montessori, “A primeira tarefa da educação é ajudar a vida a se desenvolver em todo o seu potencial”. Educar é, portanto, também confrontar nossas próprias sombras e reconhecer o que toleramos dentro de nós e na sociedade.
A psicologia nos ensina que comportamentos violentos muitas vezes nascem de traumas, inseguranças e padrões aprendidos desde cedo. A psicanálise aprofunda essa compreensão. Como afirmou Anna Freud, “O ego precisa aprender a distinguir entre desejo e realidade”, lembrando que reconhecer nossos impulsos, frustrações e desejos é essencial para não projetá-los no outro.
E como destacou Karen Horney, pioneira da psicanálise feminista:
“A cultura que reprime e desvaloriza o feminino cria conflitos internos que refletem violência no mundo exterior.”
Negar essas forças internas não as elimina; apenas transfere o conflito para fora, e quem sofre é sempre o mais vulnerável.
A biologia reforça essa perspectiva: somos seres sociais, moldados para empatia e cooperação. Como disse Jane Goodall, etóloga e bióloga:
“O cuidado, a observação e o respeito pelas relações sociais nos mostram o quanto a compaixão é essencial para a sobrevivência.”
A neurocientista May-Britt Moser, ganhadora do Nobel, lembra que nossos circuitos cerebrais estão profundamente conectados com o mundo ao nosso redor — um alicerce biológico da empatia que nos liga às outras pessoas e nos alerta sobre o impacto de nossos atos.
E a filósofa feminista Carol Gilligan nos desafia:
“A ética do cuidado amplia a compreensão humana, conectando responsabilidade e relação ao invés de dominação e divisão.”
O feminicídio não começa no ato final; ele nasce no cotidiano — na cultura que ensina homens a dominar, na indiferença que permite que pequenas agressões passem despercebidas, na normalização de atitudes que desrespeitam e diminuem mulheres. Cada escolha de respeito é um passo em direção à humanidade; cada escolha de silêncio é um passo para o crime.
A grandeza não está em dominar, mas em proteger.
Não está em justificar, mas em questionar.
Não está em controlar, mas em compreender.
O limite da humanidade não está na violência cometida, mas na complacência que permitimos.
O feminicídio não é um problema apenas das mulheres. É um problema de todos. Cada gesto de cuidado, cada ação consciente, cada palavra que ensina respeito é resistência. Cada indiferença é cumplicidade.
O ser humano se expande quando escolhe observar, escutar e respeitar.
Se retrai quando ignora o impacto de suas ações.
Avança quando enfrenta suas próprias sombras.
Transcende quando integra consciência, instinto e emoção.
Cada escolha que fazemos — silenciosa ou visível — constrói o mundo que teremos amanhã. Cada um de nós carrega a responsabilidade de agir antes que seja tarde. Respeito, cuidado e empatia não são apenas escolhas éticas; são expressão da nossa própria humanidade.
A vida de uma mulher é valiosa, e a responsabilidade de preservá-la é de todos nós. Não há justificativa, não há indiferença possível. O limite da humanidade é a empatia que deixamos de praticar.
E então percebemos — quando a rotina parece normal, quando o mundo finge não ouvir — que a verdadeira pergunta não é se agimos para proteger, mas quanto da nossa indiferença diária estamos dispostas a carregar sem perceber, e que talvez, um dia, o preço dessa inação seja inevitável.
O silêncio, que parecia tão confortável, se torna incômodo.
O olhar que desviamos, se torna pesado.
E a consciência, que evitamos confrontar, permanece ali, insistente e viva, lembrando que cada gesto ignorado tem consequências que não podemos mais apagar.
Verso final:
“Cada olhar que desviamos, cada silêncio que aceitamos, constrói um mundo que já carrega a dor que poderíamos ter impedido. A grandeza humana não está em dominar ou calar, mas em reconhecer, cuidar e agir — pois é nas escolhas diárias, pequenas e silenciosas, que se mede se seremos verdadeiramente humanos ou cúmplices da indiferença.”

Viver em paz é ter o amor próprio, pois ele não permite que você escolha qualquer um!

O verdadeiro amor não te engana nem te menospreza. Ele só quer te ver feliz e te completa sem causar ciúmes.

O desconforto é um professor silencioso. Ele não explica — ele mostra. E só aprende quem decide não fugir.

O Universo/Deus não tem uma consciência, ele é a consciência, e nós somos as suas células nervosas.