Se ela quer Voar a porque tem Asas

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Pessoas rasas criam um atalho entre Deus e o Diabo para explicar tudo!
Porque ao tolo, é mais fácil não raciocinar!

Religioso, entenda o básico
Não porque os demais possuem uma fé diferente da sua, significaria que eles são ateus!
Não por ser outro dogma, precisa te falar!
Nem por ser algo que desconheces seria do mal!

Aquilo doeu mais que qualquer cobrança teria doído. Porque não veio como pressão. Veio como carinho puro.

Amar dói, sim. Dói porque amar é se permitir ficar vulnerável diante de alguém, é baixar as defesas, abrir o peito e deixar que o outro conheça lugares dentro de nós que quase ninguém alcança. Machuca quando os sentimentos não caminham no mesmo ritmo, quando um sente mais depressa, quando o outro não consegue compreender a intensidade daquilo que carregamos, quando faltam palavras, quando sobra distância ou quando a saudade deixa de ser apenas ausência e passa a pesar fisicamente no peito, como se também tivesse corpo, presença e voz. O amor assusta porque nos tira a ilusão de controle, desmonta certezas, expõe medos, inseguranças, expectativas e todas aquelas pequenas rachaduras que passamos tanto tempo tentando esconder do mundo. Amar alguém de verdade é aceitar que essa pessoa terá acesso às nossas partes mais sensíveis e, justamente por isso, também terá, mesmo sem querer, a capacidade de nos ferir. E talvez seja esse o preço inevitável de sentir algo tão profundo. Mas, apesar de todo o risco, dos tropeços, dos desencontros e das dores que aparecem pelo caminho, amar ainda é uma das coisas mais bonitas que podem nos acontecer. Porque, junto com o medo, existe o acolhimento; junto com a saudade, existe a alegria do reencontro; junto com a vulnerabilidade, existe a liberdade de poder ser quem somos sem precisar esconder cada imperfeição. Existe o riso frouxo que nasce sem esforço, o abraço que parece colocar o mundo em silêncio por alguns instantes, os pequenos gestos de cuidado, os olhares que dizem mais do que qualquer palavra e aquela sensação rara e insubstituível de encontrar em alguém um lugar seguro para descansar o coração. Talvez amar seja justamente isso: aceitar que algo tão bonito também pode machucar, compreender que não existe entrega verdadeira sem algum risco e que não existe vínculo profundo sem vulnerabilidade. No fim das contas, a gente se machuca um pouco, aprende, cicatriza, se reconstrói e, mesmo sabendo que amar nunca vem acompanhado de garantias, continua querendo sentir tudo outra vez. Porque, por mais assustador que seja entregar o coração e correr o risco de vê-lo ferido, viver tentando protegê-lo de qualquer sentimento seria um estrago ainda maior. Talvez seja por isso que continuamos escolhendo o amor: porque algumas dores passam, algumas cicatrizes permanecem, mas aquilo que sentimos quando encontramos alguém que nos faz sentir acolhidos, compreendidos e inteiros é grande demais para ser trocado pela segurança de nunca sentir nada.

Hoje o brinde é pelas perdas que a gente esquece de contar — porque terminar com alguém, às vezes, é terminar com um mundo inteiro que vinha junto.

Quem conhece o Teu nome, Senhor, confia em Ti, porque sabe que jamais abandonas quem Te busca. Que a nossa fé permaneça firme, mesmo quando tudo parecer perdido, pois quem caminha contigo nunca está só.

Sankofa é o gesto político de voltar para resgatar o que foi silenciado, porque nenhum futuro é possível enquanto a memória estiver acorrentada.
Lilian Morais

Eu me digo o que ninguém ousa
porque o silêncio sempre cobrou caro demais.
Aprendi que não nomear
é permitir que o erro volte
com outro rosto
e a mesma violência.
Eu não fui feita para a paz passiva,
mas para a vigília.
Observar é um gesto ético.
Falar é uma forma de cuidado.
Quando digo o nome das coisas,
não crio conflitos
eu interrompo ciclos.
Não carrego culpa que não é minha.
Carrego palavras.
E palavras, quando ditas no tempo certo,
impedem a repetição do horror.
Eu falo
porque existir em silêncio
nunca me protegeu.

Lilian Morais

“Me vi pensando em Van Gogh:
Escrevendo para alguém que ô leria,
Porque falar? Se ninguém o ouvia.
Ele escrevia..”

Livro “o quarto dos poetas”
Maysa S. Barrocal

Querido, eu tenho evitado te escrever porque sabia que, quando pegasse na caneta e rabiscasse alguns versos, meu coração começaria a sangrar. Contudo, parece que agora a hora chegou.

O amor não tira a vida, mas quando vai embora, tira o porquê de viver. E isso dói mais do que qualquer fim. 💔

Eu elegi quinta- feira como meu dia preferido, mesmo preferindo a sexta, porque era na quinta que eu o via, que ele me cumprimentava e eu correspondia com um sorriso. Passei a amar as terças, porque era nas terças-feiras que ele conversava comigo por longos minutos até o ônibus parar em seu destino e ele me acenar um adeus. Coloquei as quartas-feiras em um altar, porque era nas quartas que ele me beijava, dizia que me amava, me cobria de elogios e promessas me dizendo um "até logo" cheio de segundas intenções. E eu odiava as segundas- feiras, porque era tudo cinza e sem graça sem a presença dele ali, como se nada tivesse importância e perdesse o tom, o sabor, a cor. E agora eu prefiro as segundas porque não preciso vê-lo, porque na segunda o coração não dói, porque não preciso me fingir distraída para não vê-lo quando ele passa, porque na segunda eu consigo respirar aliviada. Porque na segunda-feira, de algum modo, o coração não sangra.

⁠Eu gosto disso, gosto deste cuidado. Gosto de ele me dizer para pegar um casaco porque esfriou e ele não quer que eu passe frio porque se preocupa comigo. Gosto da sensação de ter alguém cuidando de mim e de me sentir protegida e de pensar, secretamente, que eu gosto de pertencer a algo ou alguém, mesmo que ele não saiba disso. E nem vai. Ele não precisa saber o quanto povoa meus pensamentos ou o quanto eu gostaria de estar com ele neste momento, nem que fosse para fazer algo simples como ouvir uma música e olhar o pôr do sol, algo que eu amo fazer.

Olho para o espelho e não me reconheço. Tento falar, mas o medo me cala… porque, no fundo, não tenho medo de alguém responder. Tenho medo de descobrir que quem está do outro lado nunca fui eu.

⁠racismo velado.
Só porque sou preto você me olha com nojo se passo na rua você comenta de novo olha lá o Criolo desde 1500 o racismo começou nossos ancestrais lutavam por uma justiça incessante e até hoje a luta não acabou 1800 princesa Isabel assinou o termo mas tem uma coisa que me dá nos nervos racismo velado.
F***-se a norma culta porque na senzala ler e escrever era só uma forma oculta de ser usado como peão pelos senhores de engenho que colocavam os manos contra os próprios irmãos, aí mano isso dói no coração só porque você é branco não significa que é melhor que ninguém não.
Pior ainda é ter que ficar calado vendo a sociedade decaída e o racismo desgraçado droga de arrogância que nunca acaba todo ano tem uma data consciência negra, no papel é bonito mas na realidade quase ninguém se importa o ser humano prefere continuar com a maldade e a empatia segundo eles não importa

Me pergunto o porquê de estar tão quebrada assim. Achava que era o cansaço diário, a faculdade, as provas bimestrais.
Mas, para falar a verdade, nunca foi isso.


Você me faz estar quebrada. Todas as vezes em que te coloquei acima de mim, abri mão do meu lugar para que você se sentisse melhor e tentei te mostrar o quanto eu te amo.


Só percebi que, no fim, eu sempre voltava quebrada e exausta.


E você percebia. Claro que percebia. Você não queria se desgastar por mim, enquanto eu me desgastava por você. Eu fazia de tudo e não recebia nem o mínimo em troca.


Mesmo assim, sabendo de tudo isso, eu não ligo. Prefiro você a mim.


Porém, eu sempre volto mais cansada do que antes.

A criação do ser vivente é muito complicada , porque são todas iguais lutam pelas mesmas coisas de um modo geral ,os animais lutam pelo seu território e o ser humanos lutam pelos seus ideais

Saí de casa sem destino,
sem saber onde chegar,
não porque houvesse um caminho,
mas porque eu precisava andar.

Sentei num bar, pedi um drink,
vi a noite acontecer,
e entre risos e conversas
não encontrei o que queria ver.

Não era falta de gente,
nem silêncio ao redor;
era a falta daquele encontro
que faz a noite ter sabor.

Há dias em que a vida passa
sem sequer nos tocar,
como uma rua conhecida
que já cansamos de atravessar.

E então a gente sai sozinho,
só para poder dizer:
“Hoje eu não fiquei fechado,
hoje eu tentei viver.”

Mas que estranho é estar no mundo
e não sentir o mundo entrar;
ter pessoas ao nosso lado
e ninguém nos despertar.

Talvez a vida seja mesmo
esse eterno procurar:
não necessariamente alguém,
mas um motivo para ficar.

Um olhar que nos surpreenda,
uma conversa sem final,
uma presença inesperada
que transforme o habitual.

Porque o que cansa não é a noite,
nem a solidão de um lugar;
é quando todos os caminhos
parecem sempre terminar no mesmo lugar.

Então volto para casa,
deixo o copo e deixo o bar,
guardo a noite na memória
e me preparo para sonhar.

Amanhã começa tudo de novo,
com seus horários e seus ais;
mas talvez, entre o mesmo de sempre,
a vida ainda guarde algo mais.

E se hoje nada aconteceu,
não significa que acabou.
Há noites que apenas passam…
e há noites em que alguma coisa começa sem que a gente saiba onde começou.

Sandro Paschoal Nogueira

O grande advogado procura também o pequeno detalhe, porque aprendeu, depois de algum tempo, que processos enormes podem girar sobre fatos diminutos; fortunas podem depender de uma cláusula; recursos podem sobreviver por uma linha; uma contradição aparentemente lateral pode alterar a compreensão de toda a controvérsia.

Alguns sonham acordados porque a noite traz pesadelos; já outros anseiam pela noite para dormir e fugir dos pesadelos do dia!