Se ela quer Voar a porque tem Asas

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Uma vez eu falei pra ela
Que eu não era uma propriedade
da qual ela pudesse dispor e mandar
Ela não entendeu nada
Na verdade, ficou revoltada
e então comecei a dizer
Meu coração pertence a ela
Minha alma pertence a ela
Assim como a minha vontade,
meu amor, meus dias presentes e futuros,
todas as frases que vier a criar
Num livro, num caderno
ou quem sabe...escrever num muro
Todas as minhas poesias e poemas
minhas alegrias grandes ou pequenas
e todas as lágrimas
seja de qual sentimento forem
todas as canções que escrevi
e as palavras de carinho que criar
Todo o tempo que eu tiver
E tudo que ela pedir
Estas coisas pertencem a ela
o resto é meu
A saudade que eu sinto
Quando ela não está por perto, por exemplo.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu pedi amor à ela
Ela trouxe...ou fez que trouxe
Veio em passos de formiga
O amor que chegou aqui
havia transmutado em briga
Eu lhe disse o quanto a amo
Porém, nem tudo que eu digo ela ouve
Não falamos mais a mesma língua
Ela não liga, ou faz não ligar
Azar o dela
Um dia aquelas palavras
Serão apenas lembranças antigas
Que no tempo
Haverão de ficar assim
belas coisas esquecidas
Eu sem ela
e ela sem mim

Inserida por edsonricardopaiva

Felicidade é que nem coceira nas costas: Quando você alcança ela desaparece ou parece que está em outro lugar.

Inserida por edsonricardopaiva

Não tenho medo que minha vida se acabe, tenho medo de que ela não mude.

Inserida por edsonricardopaiva

A escuridão só pode existir
até determinado ponto
à partir do qual ela já nem cresce
A escuridão simplesmente
não mais escurece
Assim também pode ocorrer
Com a claridade
Com a sua idade
e até mesmo com a vaidade
Existem limites latentes
embutidos ou inerentes
Existem limites para a nossa paciência
A nossa ciência também
é por demais limitada
Existe sim, um fim para o nada
Assim como os há para quase tudo
Mas não existem limites
Para o amor e o conhecimento
Apesar de nós mesmos
Através do uso
de todas as nossas limitações
Impormo-nos limites
a todo momento
Porém para todo momento
Também existe um fim.

Inserida por edsonricardopaiva

Quando perco a esperança
Minto pra mim mesmo
e dentro desse engano
Faço de conta que ela vai voltar
No tempo da primavera
O vento me arrasta, o Mundo gira
a vida dança e o tempo me alcança
Tento dar uma guinada
Quando vejo
Estou novamente rumando
Exatamente na direção errada
Sem ter o que fazer
Não faço nada
E também não me entrego
Parece que tem dias
Em que vivo somente um voo cego
E quando ele termina
Eu cheguei à uma noite vazia
Mais uma
Me entrego então a ela
Pois em meus sonhos
Ali existe, sim
Uma esperança, ainda que pequena
De poder olhar a tua cara, tão bela!
As pessoas vão passando
Não é esta e nem aquela
Quem dera, esta noite
talvez eu tivesse a sorte
de olhar novamente as estrelas
e finalmente; por um momento
Poder ver a você
e somente você
Linda como a luz da primavera

Inserida por edsonricardopaiva

Chove belamente
Intensamente ela se espalha
Faz estrondoso ruído
No Céu e nas telhas
Congestiona as calhas
Barulho gostoso de ouvir
Quando a gente está em casa.
Se janelas são abertas
As cortinas vem ao teto
Mesmo à meia-folha
Não páram quietas
Chove belamente
E eu peço que caia mais
Uma chuva daquelas
Que apesar do Sol
Despeja gotas transversais
e outras retas.
Chuvas assim
Caem somente
Em quintais de poetas
Ou será que somente eles
Assim as veem?

Inserida por edsonricardopaiva

Há momentos em que a luz é lenta
tão morosa que inércia ela aparenta
especialmente quando comparada
à instantaneidade com que sua imagem
se apresenta em minha mente
sempre que o destino
impiedoso e insolente
faz lembrar a existência
da palavra saudade
palavra que ele traz só de maldade
e existem dias em que o vento
não tem força suficiente
se comparado àquela brisa
que soprou suavemente
levando embora
o meu amor da juventude
não vendo a bem valia
do amor que aqui dentro vivia
existem horas em que sou você
há dias que sou nós
há séculos eu sou um só
sozinho eu não sou eu
eu sou apenas alguém vivo
abrigando um coração
que já morreu

Inserida por edsonricardopaiva

A verdade já não me dói tanto, com ela aprendi que
sou capaz de suportar as renucias e ter como lição de vida
e carregarei comigo para sempre esse meu AMOR EROS POLYTONIC

Inserida por pcduarte

O que será que importa?
Será que pegar a faca
Pelo lado que ela não corta
Vai convencer ao mundo
de que eu ainda não fiquei
Louco por completo?
Será que em algum momento
Tanto sangramento
Que até hoje pôde ser evitado
Evitou que todos aqueles
Cortes menores
Que tanto doem no coração
Aqueles que ao longo da vida
Eu os tenho suportado
Quieto e calado
Será que isso vai evitar
Que eu ainda chore uma última vez?
Será que vai chegar
O tão esperado dia
Em que, talvez levemente
A vida melhore
Antes de um dia qualquer ... de repente
Sangrar tão intensamente
A ponto de ter se tornado
A última hemorragia?

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

A vida não é feita de mudanças
Ela é feita de tempo
Mas o tempo modifica as coisas
E as coisas não tem vida
O tempo passa pela criança
Ela envelhece
E nada muda
Qualquer mudança aparente
Se manifesta
Porque o tempo, que as coisas muda
Oferece ajuda
E a criança a sua alma revela
Pois não resta alternativa
É a parte do tempo
A correr com calma
Destarte a verdade aflora
A ilusão cai por terra
Um medo, um desejo escondido
ou momento de ira
Tudo na vida tem hora
E de horas compõe-se o tempo
Que muda
As coisas que não tem vida
A causa da vida é imutável
E quando se modifica
É provável que seja
Por causa que aquilo é coisa
E que não tem vida
Tira tudo
Aquilo que o tempo
E nem nada muda
É a parte que se chama vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Nobre formiga
Muito cedo eu me acordei
E dei de cara com ela
Em sua eterna labuta
Inutil briga perdida
Por vida
Que não lhe pertence
Não liga pra quem a perde
e tampouco também lhe importa
Quem vence
Só luta
Tal modo, tão desprendida
Quão desprovida de nada
Que quase que me convence
a tentar imitá-la
Pobre cigarra
Se agarra a um sopro de vida
No galho da rama amarga
Vida afora se lastima
Em formato de canção
Pequena oração que não rima
E às vezes se cala
Até secar-lhe o coração
Pouco lhe importa
Quem colhe...ou quem planta
Só canta sua curta existência
Pra depois quedar, desarvorada
Acercada ao meu quintal
Onde a pequena rosa
Não tece e nem fia
desafia o mundo e a sua lógica
Num trágico colorido
Que aflora, monocromático
E de forma um tanto imprecisa
Quando é manhã
Meu triste olhar ela alisa
Prepara-me as vistas
Pr'outro longo dia
Sorumbático e sem conquistas
Tanto faz se as tive ou não tive
No tempo, hoje automático
Por pouco que não me contive
A tentar procurá-la
Num lugar onde não se a encontra
Nada se parte, nada se fica
Se possível, um tanto assim de arte
Não me importa se ela é ruim
Fraco sopro de vida que assim corre em mim
Um dia ainda há de ser boa
Enfim, sei que hoje é outro dia
de vida a viver-se à toa.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Um dia a água corre
Noutro dia ela evapora
Ela chove
E quando ela chove,
Molha o mundo
Agora, molhado
O mundo olha a vida
Desconfiado de que o mundo morre
E percebe que morre
Quando isso acontece
O mais profundo sentimento
Que ao mundo ocorre
É que a vida é momento
E que é preciso viver a vida
Só isso
Voltas inteiras
Volta e meia, morre o mundo
Morreu de palavras pequenas
Água, vapor, ambição, chuva, mundo
Hora, tempo, dor, segundos
Vosso, nosso, teu e meu
Poeira de vida apenas
Sem motivo ou inspiração
Inexiste ação divina
A passar pelo prisma
São só coisas da vida, aos olhares do mundo
Uma coisa triste, embora viva
Mundano, infecundo, molhado,
Imensamente pequeno e perdido
Por vezes, iluminado
Mas somente o lado sem luz
E depois o mundo morre
Morto o mundo
E a gente, para o Universo
É morta a poesia
Pára
Evapora
Eram só versos mundanos
Sem causa divina
Nada muda
E depois de apenas uma pausa
Lá se vai a vida
E depois de apenas uma vida
Lá se foi a causa
Tão bonita e tão plena ela era
...enquanto era escrita.
E nem lida ela foi.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Quando uma lâmpada se queima, no momento em que ela se queima, emite uma grande luminosidade: aquilo é prenúncio de escuridão.
Quando uma estrela se apaga, antes de se apagar, ela vai emitir muita luz e calor, a ponto de incinerar tudo que estiver ao redor : aquilo é somente o prenúncio da escuridão."

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

"A vida está pela janela
sobe pra respirar
Luta por ela"

Inserida por edsonricardopaiva

Eu conheço uma estrada
Que um dia
Ela foi aberta
Perto de lugar nenhum
Lá no meio do nada
Com o tempo vieram ruas
Chegaram pessoas
Criaram boas e más verdades
Plantaram absurdos...calamidades
Era vida que seguia
A cada dia mais gritante
Galáctica, estratosférica
e emudecida
Nada que lembrasse como era antes
Enquanto isso
Nos limites da cidade
O mato crescia ...crescia
Até hoje continua
Desde que Deus criou o mato
Ele cresce e cresceu de fato
E todo dia um pouco mais
e mais e mais e continua
E mesmo assim
Ele nunca, nem sequer
Jamais chegou perto da Lua

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"A folha não escolhe cair
Mas, se escolhe ser folha, ela cai"

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"A verdade é um gás rarefeito
Ela explode, quando se acumula"

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Toda ela feita só de tempo
Do tempo que transforma a pedra em pó
A vida, ela é composta de momentos
Alegrias, risos e lembranças
Lembranças, como as cartas de um baralho
Confusas, imprecisas
Um par de olhos indecisos
Há sempre um par de olhos
Diferentes da poética cegueira
Diferentes da cegueira
Diferentes da poesia
Um par de olhos céticos
Diante da eternidade
Dessa eterna alternância dos dias
Um par de olhos que se vê no céu
Na escuridão, na solidão da madrugada
Que nos vê quando não podem ser vistos
E que a gente os vê, se não nos vêem
A vida é toda feita de momentos
E um par de olhos, que ela sempre tem.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Bela era ela
Poesia entre acordes
Beleza que se beija
Mordida que se deseja
Ela morde
Espinho que ardia
Que ardia atrasado
Era dor que era viva
Como são vivas as saudades
Como eram vivas
As árvores em cujas sombras
De mãos sujas estávamos
Todo dia, na hora do almoço
Onde a gente semeava
Sementes de sonhos
Que permaneciam
Aguardando que lágrimas de tempo
Viessem regá-las
E era vida e morria
Mas ficaram chaves escondidas
Em meio a frases sem sentido
Que nos vem nas falas, nos acertam
Nos momentos em que a alma
Te parece que deseja desertar
Bela era ela
Beleza que deseja ter por perto
Como belo é o olhar
Quando a gente só quer ver
Sem medo de perder
Nem prender e nem tocar
Assim que nos pertence
Por ter conquistado
Pois o tempo vence a quase tudo
No silêncio que se escuta
O poder que se oculta
Temeroso aliado
Que luta em favor do outro lado
É assim que nos parece
Vida à toa
Alegria que dói
Dor da boa
Amor que faz sentido
Bela era ela
Poesia que transforma a gente
Em ser pensante
No momento em que descobre
O fruto da vivência
O ser vivente
Que devia sempre ter sido.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva