Se ela quer Voar a porque tem Asas
Eu não me apaixono por rostos, não dou importância à beleza, afinal, ela acaba!
Eu me interesso pelo olhar, pelo charme e o encantamento das palavras. Gente inteligente não morre nunca, deixa informação. E isso "eu prezo".
Já tive relacionamentos com pessoas lindas, e isso não me trouxe beneficio algum, a não ser... Um rosto bonito que na hora de machucar-me, mostraram sua verdadeira face. Eu gosto de gente linda por dentro. Por fora é superficial.
Essa frase abaixo, não é minha, porém, eu gostaria de dizer o quanto ela me afeta. Ela é simplesmente linda, desejo compartilhar com os meus pensamentos.
"Não consigo mais conviver com a presença da ausência do seu amor"
CAMILLE MONFORT — A LIBÉLULA QUE NASCEU DO BRILHO DE UM ÚNICO MUTISMO EM AFASIA.
Ela desceu como quem não pisa mas evapora em segredos em desígnios.
E, no instante em que o porão respirou para recebê-la, eu senti que não era uma mulher que se aproximava…
era um estado da alma.
Camille Monfort surgia sempre assim:
na fronteira onde o silêncio se torna obra,
onde o indizível se condensa em forma,
onde o olhar ainda não sabe que está olhando.
Era uma libélula.
Não dessas que tremulam ao sol, finas e triviais,
mas uma libélula surgida da própria sombra,
uma criatura que aprendeu a voar
do brilho de um único mutismo em afasia.
Porque Camille nunca precisou de palavras.
Ela carregava dentro de si um silêncio que não era ausência,
era presença demais.
E quando entrou no porão,
a escuridão, que até então parecia imóvel,
ergueu-se num sopro quase tímido,
como se reconhecesse nela
a única capaz de decifrá-la.
Ela caminhou até mim.
Não tocou nada.
Mas tudo ao redor se ofereceu como se fosse tocado.
Os objetos antigos, as sombras que eu temia,
aquela dor encostada no canto,
todos se voltaram na direção dela, como se aguardassem que fosse Camille a lhes conceder destino.
E então ela falou.
Mas não com voz.
Falou com o vazio entre seus lábios, com aquele intervalo que precede toda linguagem, com a pureza de uma afasia que não é falha, mas transbordamento.
Era como se dissesse:
"Tu não tens que temer o que é teu.
Toda dor que escondeste esperava por mim.
Vim para devolver-te ao que foste antes do medo."
Eu a vi se inclinar para o chão,
como quem escuta a memória de uma pedra.
E suas asas, ah, essas asas que não existem,
mas que todos sentem, se abriram na penumbra com a serenidade de um ser que conhece sua própria eternidade.
Camille não era mulher.
Era um sopro antigo,
uma lembrança viva de que o espírito tem profundidades que o corpo não alcança.
E ainda assim, ali, tão perto,
ela parecia feita de matéria sensível: pele alva, olhar de penumbra, murmúrio de eternidade no contorno da boca.
“Além da dor”, murmurou o silêncio dela,
“há sempre um lugar onde tu voltas a nascer.”
E nesse instante,
eu soube que Camille Monfort não tinha vindo me visitar.
Não. Ela tinha vindo me devolver.
Devolver-me à minha essência,
às minhas ruínas, à minha claridade esquecida, àquela parte de mim que só aparece quando uma libélula de luz pousa no subterrâneo da alma.
Camille,
a etérea,
a inaudível que tudo diz,
a que paira sobre o não dito,
a que veste a noite e abre a aurora, olhou-me pela última vez antes de falar aquilo que jamais ousarei esquecer:
"Eu sou a tua luz quando não acreditas mais na luz.
Sou a voz que nasce quando tu emudeces.
Sou o que resta quando tudo em ti se partiu."
E então…
ela se dissolveu devagar,
como quem regressa ao próprio mistério, deixando no ar
um pólen de eternidade
que ainda hoje respiro, triste,pesado e sem ar complexos.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
“A realidade moral de uma época revela-se menos pelo que ela proclama e mais pelo que ela normaliza.”
PRINCESA DA NOITE E O TRÂNSITO DO INAUDÍVEL.
Há uma noite que não começa no escuro.
Ela principia no primeiro intervalo entre dois sons.
Antes do acorde existir.
Antes da mão tocar a matéria do mundo.
Essa noite caminha em passos regulares.
Não corre.
Não implora.
Ela avança como quem conhece o destino e mesmo assim aceita cada desvio.
Seu pulso é constante como a respiração antiga da terra.
Seu coração repete arpejos como quem recorda uma memória que nunca foi esquecida.
Surge então a Princesa.
Não coroada por ouro.
Mas pelo silêncio que antecede cada nota.
Ela não reina pelo poder.
Reina pela permanência.
Tudo passa ao redor.
Ela permanece.
Seu vestido é tecido de sombras móveis.
Cada dobra nasce de um grave profundo que sustenta o mundo sem pedir reconhecimento.
Os sons baixos são colunas invisíveis.
São raízes que se enterram no tempo para que o céu não desabe.
A melodia não se impõe.
Ela se inclina.
Desenha curvas como quem respeita a dor do existir.
Há doçura em sua ascensão.
Mas nenhuma ingenuidade.
Toda nota sabe que cairá.
E mesmo assim sobe.
Quando a linha melódica se eleva.
Não é fuga.
É coragem.
É o espírito ousando olhar acima da própria noite.
Mas logo retorna.
Porque sabe que a verdade não mora no excesso.
Mora no equilíbrio entre desejo e limite.
O tempo não se rompe.
Ele se alonga.
Cada compasso é um passo dado com reverência.
Como antigos peregrinos que sabiam que chegar rápido era perder o sentido.
Há um momento em que a música suspira.
Não por cansaço.
Mas por compreensão.
Ali o som aprende que não precisa provar nada.
Apenas ser.
Os arpejos continuam.
Pacientes.
Persistentes.
São como estrelas repetindo o mesmo gesto há milênios.
Nunca cansadas.
Nunca apressadas.
E quando a intensidade cresce.
Não se torna violência.
Torna-se densidade.
A noite se adensa.
A Princesa caminha mais alta.
Mas não mais distante.
Ela conduz o ouvinte para dentro.
Não para fora.
Porque toda verdadeira epopeia não é conquista de terras.
É travessia da alma.
No trecho final não há triunfo ruidoso.
Há aceitação elevada.
O som repousa como quem cumpriu sua tarefa eterna.
Nada foi perdido.
Nada foi ganho em excesso.
A noite fecha os olhos.
A Princesa permanece de pé.
Guardando o que não pode ser dito.
Sustentando o mundo com a delicadeza de quem conhece o peso do silêncio.
E quando o último som se dissolve.
Não é fim.
É retorno ao invisível.
Pois a verdadeira música não termina.
Ela continua onde o ouvido já não alcança.
“Se não houver coragem em vós, ela seguirá o seu próprio curso e se entregará àqueles que sabem sustentá-la.”
NO INTERIOR DA FERIDA.
Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.
Não peço que a dor se retire. Ela já não é estrangeira. Habita-me como uma presença inevitável, tão íntima que sua ausência seria mutilação. Acostumamo-nos um ao outro nesta estrada do mundo, onde o amor é escasso não por impossibilidade, mas por temor. Poucos ousam sustentar o peso da liberdade que amar exige.
Estou ajoelhado nela, e ela ajoelha-se em mim. Não há hierarquia nesse pacto. Há cumplicidade. A dor não me domina, tampouco eu a domino. Existimos no mesmo espaço, como duas consciências que se reconhecem no silêncio. Dói, mas é minha. E justamente por ser minha, não a repudio. Seria negar a própria textura do que sou.
O horizonte tornou-se cinza. Não o cinza da neutralidade, mas o da revelação. A alegria que ainda subsiste vem úmida, dissolvida nas lágrimas que não pedem testemunhas. Há uma lucidez amarga na compreensão de que a felicidade fácil é distração. O que permanece é a densidade da experiência.
Deixa tudo como está. Não por resignação, mas por fidelidade à busca. Ainda procuro a verdade, e essa procura não admite adornos. A diferença, que antes feria como julgamento, perdeu importância. Diante do absoluto, as comparações são ruído. Cada ser está ligado à própria travessia.
Se poucos amam, é porque amar implica assumir o risco da própria exposição. Amar assim é aceitar que não há garantias. É lançar-se ao outro sem a promessa de retorno. E, ainda assim, continuar.
Permaneço na linha fina do meu horizonte. Não por esperança ingênua, mas por decisão consciente. A dor não me define, mas me revela aos poucos a mim mesmo. E enquanto a verdade não se deixa capturar, sigo caminhando, mesmo que o caminho seja feito de sombra e silêncio. É pura lição e essência absoluta do absoluto. Gratidão.
É impossível conquistar paz interna buscando atividades externas, pois ela se inicia dentro de nós e pela abdicação.
Ame as pessoas,
Aprecie a natureza,
Observa uma criança;
Veja o quanto ela pode te ensinar
Viaje nas lembranças;
Bons momentos valem à pena serem recordados.
Escute atentamente as outras histórias e outras experiências;
As pessoas sempre tem algo para aprender umas com as outras.
Seja educado;
Mesmo quando não encontrar motivos para ser.
Seja fiel,
Principalmente contigo mesmo;
Pois a dor da consciência não tem cura.
Seja mais do que as pessoas esperam;
Seja melhor do que você acredita;
Isso aumenta nosso potencial interior.
Mas se falhar perdoe-se,
As pessoas que falham e assumem seus fracassos,
Tornam-se mais fortes, do que aquelas que acreditam serem infalíveis.
Acredite, nossos valores e qualidades sempre são reconhecidos pelos olhos de fora.
Por isso nunca pense que você não é ninguém,
Sempre existe alguém te admirando
Em algum lugar,
Por alguns momentos,
Mesmo que você não perceba.
MULHER
Ela é feita de estrelas e tempestades, de sonhos e cicatrizes. Cada passo que dá ecoa a força de todas as mulheres que vieram antes dela, e em seu coração arde uma chama que nunca se apaga.
Ela é única, um universo em constante expansão, repleto de mistérios e belezas que ninguém jamais entenderá por completo.
Que nunca a tentem diminuir, pois seu valor é incalculável, e sua luz brilha mais forte do que qualquer sombra que tentem lançar sobre ela.
Ela é feita para voar, e mesmo quando tropeça, levanta-se com ainda mais determinação.
Que ela nunca esqueça: o poder que carrega dentro de si é inquebrável, e sua essência é uma poesia que só quem realmente vê com o coração pode apreciar. Deixe que falem, que tentem, mas nada poderá apagar o brilho de quem nasceu para iluminar o mundo.
MULHER
Ela levanta-se como o sol, inegável,
Com olhos que carregam séculos de luta,
E um sorriso que desafia o impossível,
Ela é a voz que nunca mais será silenciada.
Não é feita para caber em moldes antigos,
Ela quebra correntes com suas próprias mãos,
E com cada palavra, ela constrói um mundo
Onde todas são livres, todas são iguais.
Ela é filha das que queimaram em fogueiras,
Das que gritaram em silêncio, das que marcharam sem descanso,
E cada passo seu ecoa pelos tempos,
Uma revolução que se tece em cada gesto.
Ela conhece o peso da injustiça,
Mas carrega em si o poder de transformar,
De reescrever histórias com tinta de coragem,
E de erguer outras mulheres ao seu lado.
Não pede permissão para existir, para brilhar,
Ela simplesmente é: mulher, em sua plenitude,
E quem ousa duvidar de sua força
Não entende que ela é feita de estrelas e aço.
Ela é a brisa suave e a tempestade feroz,
O início e o fim, a semente e a flor,
E com cada passo que dá, a terra treme,
Porque ela sabe que o futuro pertence a quem o cria.
Ela é todas nós, e somos todas ela,
Um coro de vozes que se ergue,
Inabalável, irrefreável,
Até que o mundo reconheça: somos a revolução.
Ainda é Dia das Mães
Minha mãe partiu muito nova…
mas nunca deixou de estar perto.
Ela mora nas entrelinhas do vento,
no cheiro do bolo que não acertei,
no jeito que ajeito os cabelos,
nas palavras que uso sem notar.
Ela está no colo que me ensinou a dar,
na coragem que aparece quando tudo parece cair,
no silêncio que acolhe,
no riso que brota mesmo com saudade.
Mãe não vai embora, ela muda de lugar.
Sai do mundo visível e passa a morar
no abraço que deixamos de dar
mas nunca de sentir.
Neste dia das mães, eu celebro
a mulher que me deu a vida
e continua a viver…
em cada gesto meu
que ainda tem um pouco dela.
As galaxias e a criptografia de Deus ela te responde todas as tuas peguntas mas também torná-la ininteligível para os que não tenham acesso às convenções combinadas;criptologia.
- Relacionados
- Frases para namorada que mostram o quanto ela é especial para você
- Poemas sobre a família mostrando que ela é o nosso alicerce
- Textos de aniversário para amiga que dizem tudo que ela merece ouvir
- Ela é forte e sabe sonhar: frases de menina mulher
- Ando devagar porque já tive pressa
- Porque tem que ser assim
- Porque Eu Amo Demais Você
