Se ela quer Voar a porque tem Asas
PALAVRAS
As suas palavras inventam minhas fantasias,
nas asas de um anjo que flutua,
pelos recantos de minhas poesias.
Traçando palavras com as suas,
sentindo o sabor dos seus encantos,
na plenitude de sonhar contigo!
Eu me sinto melhor ao seu lado,
mesmo que a distancia exista
na realidade de nossos corpos.
Eu me sinto no seu mundo,
fantástico mundo maravilhoso,
que circula em meus pensamentos!
As palavras tem o grande poder,
no evoluir várias mutações...
Vidas com alegria e com tamanha disposição,
quando a minha alegria é desejar a sua felicidade
hoje e para todo o sempre,
nas linhas trafegando a eternidade!
A fé como asas flamejantes,
Quando trocadas por irônicas mentiras,
Se levadas por idolatrias,
Traz no vento o calor das brasas ,
Como inferno ao sopro da ignorância!
A fé como controvérsia da inocência,
Faz homem virar lobisomem...
Sanguinário em suas demências,
Onde esconde atrás do que acredita,
Em infames palavras,
Que para dizer que purificam,
Apodrecem como carniças!
E a fé que se diz caminho certo ,
Mas naquilo que as massas consomem,
No tropeço dos que atropelam,
Sem piedade das vidas carentes,
Que crêem na fé incoerente,
Dos demônios que plantam o joio,
Para serem degustados,
Por quem não se trava,
Por quem não tenta entender,
Que muitos que enganam pela fé,
Sabem que a maioria insana,
Não pisam freios de questionamentos,
E caem nas cruéis armadilhas,
Que levam a louca paixão do crer,
E viram sacrifícios infames,
Que enquanto iludidas,
Não enxergam o brilho falso...
E ao abrir dos olhos,
Da verdade escondida,
Caem no precipício, e pelo fogo,
Sucumbem nas ilusões pérfidas,
Consumidas gradativamente pela morte própria fé!
As pessoas mentem. Mentem o tempo todo.
Elas lhe dão o mais belo e esplêndido par de asas, dizem que é seguro e te deixam voar para apreciar a vista.
Pouco depois, cortam suas asas.
Você cai. Se machuca todo.
Então elas se aproximam — com a tesoura ainda em mãos — e perguntam o que aconteceu. Perguntam se está tudo bem.
Asas no Céu
Dias atrás, sonhei que, ao olhar para o céu, notei a existência de seres semelhantes a nós. Havia apenas duas diferenças: eles possuíam asas e voavam de um lado para o outro; além disso, todos sorriam, transmitindo uma sensação constante de felicidade.
Eles não desciam ao chão nem conversavam com aqueles que os observavam. Apenas lançavam ondas de segurança, paz e alegria.
Percebi que, a partir daquele dia, todos nós caminhávamos pelas ruas olhando para o céu. E, sempre que fazíamos isso, éramos alcançados por aquelas ondas de felicidade, que nos faziam sorrir.
Acordei com a sensação de que estamos deixando, cada vez mais, de olhar para cima.
Talvez estejamos dando importância demais ao supérfluo e desaprendendo a sorrir com a alma.
Talvez o mundo precise de menos disputas, menos crueldade e mais humanidade.
Talvez estejamos, cada vez mais, deixando de acreditar no invisível, em nosso Criador.
É triste imaginar um mundo onde a fé esteja em extinção.
Era uma vez uma linda borboleta azul. Suas asas brilhavam sob a luz do sol como pequenas joias vivas, e ela adorava voar pelos campos, jardins e bosques, admirando a beleza do mundo.
Em um de seus passeios, avistou ao longe um escorpião caminhando sozinho. Curiosa e gentil como era, aproximou-se para cumprimentá-lo.
O escorpião ficou surpreso. Nunca antes uma criatura tão bela havia demonstrado interesse em sua companhia. Acostumado ao medo e à rejeição, ele não entendia por que aquela borboleta desejava estar perto dele.
- Olá - disse a borboleta com um sorriso. - Posso caminhar com você?
O escorpião, sem esconder o espanto, aceitou.
A partir daquele dia, os dois passaram a passear juntos. A borboleta voava lentamente para não deixar o amigo para trás, enquanto o escorpião caminhava com rapidez para acompanhá-la.
Com o passar do tempo, o escorpião começou a mudar alguns hábitos. Mantinha o ferrão recolhido e imóvel sobre as costas, como se quisesse mostrar que não representava perigo. Parecia até que não possuía ferrão.
A borboleta o levava para conhecer lugares encantadores. Juntos atravessavam jardins coloridos, seguiam por caminhos floridos e observavam o pôr do sol nas avenidas arborizadas.
Para o escorpião, aqueles momentos eram preciosos. Pela primeira vez em sua vida, sentia que alguém gostava dele de verdade.
Até então, conhecera apenas a solidão.
Todos fugiam ao vê-lo. Ninguém desejava sua amizade. O medo que inspirava era maior do que qualquer qualidade que pudesse ter.
Mas a borboleta azul era diferente.
Ela enxergava além da aparência e não demonstrava receio algum. Sua confiança fazia o escorpião sentir-se aceito, algo que jamais havia experimentado.
Os dias passaram, e a amizade entre os dois parecia cada vez mais forte.
Porém, certa noite, algo inesperado aconteceu.
Como de costume, a borboleta adormeceu ao lado do escorpião.
A noite estava silenciosa. Apenas o som suave do vento atravessava as folhas das árvores.
Foi então que o escorpião sentiu um estranho impulso.
Seu ferrão começou a se mover lentamente.
Ele tentou detê-lo.
Lutou contra aquele movimento.
Mas, pouco a pouco, o ferrão ergueu-se sozinho, aproximou-se das delicadas asas da borboleta e a atingiu.
A borboleta despertou imediatamente, tomada por uma dor intensa.
Assustada e com lágrimas nos olhos, olhou para o amigo e perguntou:
- Você sempre foi tão gentil comigo. Por que me feriu?
O escorpião abaixou a cabeça.
Tomado pela tristeza e pelo arrependimento, respondeu:
- Eu não queria fazer isso. Mas é da minha natureza. Tentei controlar meu instinto, porém não consegui.
Aquelas palavras machucaram quase tanto quanto a ferroada.
Com grande esforço, a borboleta afastou-se.
Mesmo sentindo dor, abriu as asas e começou a voar.
Voou para longe.
Voou enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto.
Voou sobre jardins, campos e rios, até que a distância entre ela e o escorpião se tornou impossível de medir.
Com o tempo, a ferida cicatrizou.
A dor diminuiu.
A vida seguiu em frente.
Mas a lembrança daquela noite jamais desapareceu completamente.
Desde então, a borboleta aprendeu uma lição difícil: por mais que exista bondade e afeto, algumas criaturas não conseguem vencer a própria natureza.
E, embora tenha conseguido superar a ferroada, a borboleta nunca mais voltou a se aproximar de um escorpião.
O QUE EU SOU QUANDO ESCREVO?
Meus escritos me dão asas:
crio mundos, viajo neles.
Ora sou protagonista,
ora apenas narradora.
Posso ser algoz ou mocinha,
pois a emoção que brota no papel,
é real: se não vivida de fato, sentida
na intensamente do pensamento.
As cores do dia
As cores do dia, tornam-se visíveis com a presença do sol. Asas de borboletas batem desesperadamente como sinos flutuantes, pétalas de camélias no chão e o céu de cerejeiras cobrem a passarela. A beleza entorpece os sentidos sem perceber, a se estar perdido numa cerimonia celestial. Por vezes, há nuvens escuras que ameaçam de longe, quando aparecem deixam a passagem esmorecida. As formas perdem sua tonalidade a desbotar num vão de penumbra e duvida. Logo um clarão surge em meio as nuvens, flechas de raios aparecem por todas as direções, o rosto do sol toma forma, as flores, as borboletas surgem como prisma, abrindo passagem. A decretar as cores do dia.
A porta da tua prisão está aberta e o voo já está nas tuas asas; o silêncio é o mapa, e o amor, o fim das tuas próprias barreiras.
Existem dois tipos de pessoas em nossa caminhada: aquelas que nos dão asas fortes, feitas de coragem e confiança, para que possamos voar cada vez mais alto; e aquelas que nos oferecem asas de cera, belas à primeira vista, mas frágeis diante do calor da realidade. Com elas, até voamos por um instante, porém a queda costuma ser inevitável.
A pergunta que fica é: com que tipo de asas você tem alimentado seus sonhos? As que fortalecem sua jornada ou as que apenas sustentam uma ilusão passageira?
"Sou uma mariposa em constante metamorfose. Minhas asas se expandem ou se contraem de acordo com o vento que me sopra. Se me tratam com carinho, voo alto. Se me ignoram, rastejo no chão."
É possível impedir o voo de um pássaro ao cortar-lhe as asas, mas é imprescindível manter o seu canto como razão da sua liberdade.
A liberdade dos pássaros nos ensina que, embora a floresta esteja em chamas, o bater de suas asas também ajuda a apagar o incêndio.
Os sonhos são asas
para quem deseja a liberdade e o alcance de tudo que parece impossível.
Mas que, nos sonhos, se tornam realidade.
Sonhar é mais que uma metáfora,
é imaginação criativa em movimento.
Sonhar é o bater de asas em um voo alto,
além das impossibilidades.
É uma realização que sacia a vontade de uma alma que se libertou
e voou para o mundo onde tudo é possível,
onde os sonhos são realidade.
Por Marcio Melo
Por amor à beleza
se prende um passarinho e cortam as pontas de suas asas.
Se arrancam as flores que crescem livremente
para decorar o ambiente —
e assim que murcham, são dispensáveis.
Por amor à beleza
aprisionam a alma livre
que agora sofre por não ter mais a liberdade.
Por amor à beleza
encobrem o natural com camadas artificiais.
Destroem em dias
o que a natureza levou décadas para gerar.
Por amor à beleza
a gente se destrói,
dando origem ao que não existe.
Ao que não é real.
Por arrogância.
Por necessidade de nos enganar.
E assim aplaudimos
a ilusão que construímos
a partir da beleza que destruímos.
Deformação
Marcio Melo
*REFÚGIO & PAZ*
Debaixo das Tuas asas eu vou descansar
Quando a noite vier eu não vou temer
Teu Nome é refúgio, abrigo e paz
E no Teu coração encontrarei lugar
Se o medo me cercar, Teu verdadeiro amor me trará paz
_Van Escher -
Carregamos o próprio abismo e as próprias asas, o tamanho de cada um depende de qual deles você escolhe dar de comer hoje.
***
"Acordei durante a noite,
e observei várias palavras
que tinham asas,
e voavam a minha volta,
mas não faziam parte da minha escrita...mas era APENAS um sonho,
eu sempre guardo o dicionário em baixo do travesseiro..."
😔
***
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