Saudades do Amigo de Infancia

Cerca de 144984 frases e pensamentos: Saudades do Amigo de Infancia

Bora tomar café e enfrentar o fado com fé!
Bora, ser feliz!
Aprendiz.
Afinal, doutrinar é dia a dia.
Então, Paz e Bem, harmonia,
e também amor sem tirania.
Pois assim, damos asas à fantasia
e a vida, rimada poesia...
BOM DIA!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

O amor é a paixão metamorfoseada em letra, poesia, e canção... Em um único ato...

© Luciano Spagnol
Poeta do Cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

BANGALÔ

De canto a canto, a poesia
poetando,
se isolando, fazendo a travessia...
do fado...
E neste poético bistrô
o cerrado
e um bangalô
de moradia.
Conquistando sentido, sempre de partida.

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

ABACAXI

Espinhada coroa
Casca grossa, fonte tupi
De versos tão atoa
Um poema, um abacaxi!

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Vaso na janela

Ela uma janela
Ele um vaso
Dê uma espiadela
Não tenha descaso
E nesta aguarela...
A janela e o vaso.

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Malo periculosam libertatem quam quietam servitutem

Inserida por BiaFontes

BEM VINDO!
SETEMBRO...
...é sentir a beleza e a leveza de uma pétala.

SETEMBRO

É setembro, mês de transmudação
Nuvens metamorfoseiam em chuva
Chuva em flores que colorem o chão
O cerrado recamado de peúva (ipê)

É o mês de setembro, a primavera
Em coro, a passarada o que se vê
Beijando o beija flor... a flor da era
A natureza tão diversa em comitê

E o céu se rubra, e o sertão flama
Qual uma árida canção encantada
Disputam o botão na virgem rama
Floreando às margens da estrada

Briza casta de pureza despojada
Aflam quimeras rumo a novembro
No rodopio dum condão de fada
O renascer de mais um setembro...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Agosto de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

CANÇÃO MÍNIMA

No cerrado do planalto
brotam quimeras de cetim

E, no teu traçado, asfalto
canteiros, em um jardim

E, no jardim, o horizonte
ao longo, ilusão sem fim

Assim, Brasília, sem monte
desabrocha na cor carmim...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro, 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

QUEM SOMOS

Quem somos? Poeira
Despidos
Singelos hora primeira
No equilíbrio divididos
No querer o poder
Revestidos
De variedade no viver
Da semelhança providos
Porém,
No ir além, a nós permitidos
O mal e o bem
Façam as escolhas!

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro, 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A SOMBRA DUM PEQUIZEIRO

Fugi da sequidão
do mormaço, do calor grosseiro
busquei, na beira do ricão
a sombra de um pequizeiro

O fumo no céu embaçado
ar poeirado, era paragem
e na imensidão do cerrado
o horizonte, uma miragem...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro, 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

VOZ DO SILÊNCIO

O silêncio brada vazios inconfessos
Num linguajar da emoção em espera
Desatados da tribulação tão megera
Tecendo sensos selvosos e travessos

No silêncio escoa solidão em esfera
Soprando suspiros turvos e espessos
Dos enganos emudecidos e avessos
Do tormento, ásperos, tal uma tapera

É no silêncio que se traga a memória
Desfolhados das sílabas da estória
Do tempo, despertando os momentos

Tal o vento, o silêncio é uma oratória
Que verborreia o pensar em trajetória
Nos lábios lânguidos, frios e sedentos

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

AGORA

o cerrado tornou-se anuário
um conflito de cada vez
um desvario diário
e no calendário, vário, era o mês

foi então que o tempo eu vi
num número, na saudade
uma dor, que na dor eu senti
cada sabor, amor, tudo banalidade
pois, o hoje é aqui...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

O lirismo representa uma expansão dispersiva da subjetividade, porque ele indica, no indivíduo, uma efervescência incoercível que visa incessantemente expressar-se. Esta necessidade de exteriorização é tanto mais urgente quanto mais é o lirismo interior, profundo e concentrado. Por que o homem se torna lírico em meio ao sofrimento ou ao amor. Porque estes dois estados, ainda que diferentes por sua natureza e orientação, surgem - de alguma forma - do âmago do ser, do próprio centro da subjetividade

Inserida por lucas_nunes

Algumas pessoas só se tornam líricas nos momentos decisivos de sua existência; para outras, é somente no instante da última agonia, quando o passado faz-se presente com todo o vigor de uma torrente.

Inserida por lucas_nunes

NOITE

Cai a noite no planalto
Vinda de lugar algum
Estrelas lá no alto
O anoitecer no dejejum

De um quarto vazio
Além da janela, a cidade
Brasília, num luzidio
A magia é divindade

Ruas desertas, silêncio vadio
O dia foi embora, majestade
Sentado num canto, já é tardio
Cai a noite na cidade!

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro de 2017
Brasília

Inserida por LucianoSpagnol

A PRIMAVERA

Dentre todas, eu novamente
Aqui num novo ciclo a brotar
Sou a reflora, oh minha gente!
A todo canto, acabo de chegar

Cheguei! Vim toda contente
Perfumada, colorida, doce ar
Se aconchegue e se assente
Sou fascinação em todo lugar

De todas a mais bela. Ingente!
Repleta de feitiço a figurar
Que da sedução sou regente
E no amor o remate pra amar

Venham todos, todos venham
Sou a estação para encantar
Sou poesia. E que todos tenham
Magia, eu a primavera a celebrar!

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro de 2017
Brasília

Inserida por LucianoSpagnol

SOMOS TODOS IGUAIS

Iguais somos todos
Na alegria, no choro
Medos e nos denodos
Pela vida, com ou sem decoro
Nos inícios e nos finais
Na mudez e no coro
Somos todos iguais...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
07 de outubro, 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

FUNERAL

Quando eu morrer, atenção
É do mar o rumo da cidade
E não o cerrado a direção
Saudade

As mãos enterrem em Madureira
O coração levem para Ipanema
Na Coelho Neto a alma por inteira
Suprema

No aterro joguem a minha admiração
E meu sotaque mineiro anexado
Na Igreja da Glória, minha oração
Largo do Machado

Os ouvidos deixem na São Salvador
Degustando os chorinhos de domingo
Sepultem a cabeça na pedra do Arpoador
Gringo

Na "SAARA" depositem minha ambição
Em Botafogo os olhos na sessão de cinema
Do Redentor as cinzas que restaram
Poema

O juízo abandonem aos seus
Que desvivam como viveram
Assim seja, o espírito em Deus
Adeus

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
09/04/2016, 18'00"
Cerrado goiano
(Parafraseando Mário de Andrade)

Inserida por LucianoSpagnol

FIAR POÉTICO

E então, ó poema?
A inspiração indaga:
qual trilha, que dilema
se a intenção vaga...

Reage a página vazia
siga a tua saga
de vida
tristura e alegria
desprezo e amor

Pois, só assim
verso e reverso
o poema há de compor

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Aliceando, Alice Ruiz

Inserida por LucianoSpagnol

ASAS

O que o amor tem de ave
são asas do bem querer
voa intenso ou até suave
deriva do com quem haver

O seu voo agitado ou leve
são com as asas da emoção
podendo ser longo ou breve
depende do pouso no coração

Então, voa alto paixão!

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Paráfase Abel Silva

Inserida por LucianoSpagnol