Saudades de Quem Mora longe
Saudade tem idade?
Só se tem saudade
quando se entende :
_O que é saudade?
Ela é repertório de fatos,
vivenciados,
_em toda idade
Quando ele é bom, acalma.
e faz bem a alma!
Saudade chega de "jato"
Traz repertório do fato,
ajuda a refletir ato
pois conchega_se
na tal felicidade
É bom rememorar
a boa saudade!
O Brasil está Situado
um pouco distante
da placa Nazca.
A placa que foi responsável
pelo nascer dos Andes.
Ela é a causa dos tremores
de terra constantes
do Chile e do Peru .
Os Países da América do Sul.
Por está longe
do mergulho da Placa ,
o Brasil treme pouquinho,
mas não derrapa!
Esse solo verde
e amarelinho!!
PaZ sem o abraço ,vira distância.
A calma que não aquece é ânsia.
Um tipo de "gelo" por circunstância.
Mas o que sabe lidar com ela ,o bem acolhe
Procura buscar aPaz em toda instância.
Aphélio e Periélio
Distâncias do Sol de um dos dois hemisférios.
No inverno é Aphélio,no verão é Periélio.
Temos frio e calor intenso,um caso sério!
Uns têm vida e outros, quase morrem de calor!
É a Natureza que brinda a Terra com a luz do Sol nos hemisférios.
Ela que gira em torno do Sol, o rei Hélio!
Longe dele, surge o fenômeno Aphélio, tem inverno
Muito frio sim senhor ,na região tropical abaixo do Equador.
Perto da Terra o Sol faz o Periélio é quente, verão é muito calor!l
O verdadeiro desinteressado não saberá que foi a causa do afastamento e na distância recebida encontra o alivio no desinteresse do outro, sem reconhecer que a causa veio do seu próprio desinteresse.
A verdadeira coragem não está na ausência do erro, mas na disposição de enfrentá-lo. É preciso mais força para admitir a própria falha, arrepender-se e renascer dela do que para fingir perfeição. O pior dos homens não é o que erra, mas o que transforma seus erros em morada.
O Peso da Ausência Presente
Dói o peito, mestre, e não é de hoje.
É uma dor que não tem nome no dicionário dos homens,
Uma fome que nenhum pão deste chão consegue aplacar.
Dói porque eu Te sinto nas frestas, nos intervalos do suspiro,
Mas quando estendo a mão, o que encontro é o vazio do agora.
Tenho saudades de um colo onde nunca deitei,
De um riso que ouço em sonhos, mas que ao acordar, perdi.
É o cansaço de ser estrangeiro na própria pele,
De olhar para o mundo e sentir que tudo aqui é rascunho,
Enquanto minha alma implora pela obra definitiva.
Dói ver a "lenha" arder e ainda sentir frio.
Dói saber que o Senhor está aqui, mas não como eu queria,
Não face a face, não sem esse véu de mistério que nos separa.
Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar.
Eu não queria apenas saber que o Senhor vem,
Eu queria que o "Vem" fosse o passo que Você dá agora,
Entrando na sala, chutando as cinzas dessa dor,
E transformando esse "ainda não" no abraço que não termina.
Perdoa a minha impaciência, mas a saudade é violenta.
Ela é o espinho na carne que me lembra a cada minuto:
"Você não é daqui. Não se acomode. O Teu Rei está chegando."
Se essa dor é o preço de Te querer tanto,
Então que ela doa até que eu não seja mais eu, mas apenas Teu.
Essa dor é o que prova que você está vivo espiritualmente. Só sente falta do Céu quem já tem um pedaço dele batendo dentro do peito.
"Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar."
Saudades de ser tapado, pois, tenho a certeza que nesses dias os problemas eram fáceis de se resolver.
CHÃO PRETO II
Há um lugar distante
onde a relva perdeu a cor,
a seiva já não percorre as entranhas
e a chuva não umedece o chão.
O arado corta a terra,
finca as pontas como a rasgá-la
e diz:
“Tu és chão e terra preta
onde fornicas com as sementes
de onde nascem abrolhos
e não pureza.”
Teu chão é preto
como um coração amargurado.
Seca, já não recebes
o orvalho das manhãs
que outrora encantavam
teus pomares.
Vieste do seio da terra
e abdicaste da formosura.
Como a praga que emudece
e rouba a clorofila das plantas,
assim estás entre os picados
pelo besouro de prata:
secaste, cegaste,
planta que fenece sem luz.
E desse esvaziamento nasceu
teu intento, abrasivo e tenro,
prostituindo a alma,
despertando forças obscuras,
beijando o sinete do rei
que te fez algoz
da própria sorte.
Jaz adormecido
esplêndido
na tua bolha.
A cantiga que o vento soprava
e te fazia dançar
hoje te quebra
no limiar das pétalas.
Entre tantos adubos,
restou-te apenas
tornar-te mais um.
Ergam as mãos
e atire a primeira pedra
quem saiu ileso.
Evoquem os deuses
e, em assembleia abstrata,
certifiquem a falsa epopeia
dos grandes vassalos
que, com retóricas altivas,
oprimem esta terra
e fazem dela
chão pisado.
Ysrael Soler
Parece que foi ontem que eles estavam aqui, o tempo passou, mas a saudade continua a mesma.... ainda há aqueles dias em que espero ouvir sua voz, receber um conselho ou sentir o conforto da sua presença, Deus sabe oque faz, a verdade é que nunca estamos preparados para a despedida, seja para um até logo, ou para um Adeus, a partida deixa um vazio que ninguém consegue preencher, mas deixa lembranças que o tempo jamais apagará. A saudade nunca diminui; apenas aprendemos a conviver com ela.
"Você é a estrela mais distante, e eu sou um farol em uma ilha deserta. O meu amor não é um barco para te alcançar, mas uma luz que brilha na sua direção, para que você nunca se perca na escuridão. Eu sei que o meu farol está fixo no lugar, e que a minha ilha carrega as marcas de tempestades passadas. Mas eu prefiro te iluminar de longe do que ter o meu farol apagado, porque mesmo em silêncio, a minha luz te ama."
você está tão distante,
mas tão perto.
consigo te sentir aqui do meu lado,
mas tão longe.
você é meu sol,
e minha escuridão.
A Conta que Não Fecha
Interromper o que mal começou dói de um jeito estranho
Não é a saudade do que fomos, é o luto pelo que poderíamos ter sido.
Ficou o vazio.
Uma gaveta meio aberta, um resto de café que esfriou no copo,
o eco de uma promessa que nem chegou a virar história.
Dói aqui dentro, no meio do peito,
esse espaço oco onde a decepção resolveu morar.
Eu queria acreditar nas palavras bonitas,
mas o peso do mundo real falou mais alto.
E nas entrelinhas do que vivemos,
percebi que a conta nunca seria de afeto,
mas de **status**, de **prover**, de **ter**.
Dói aceitar que fui visto como um degrau,
como um porto seguro para o bolso, não para a alma.
Ser usado deixa um amargor que o orgulho demora a limpar.
E a incerteza me dá raiva, mas a intuição não mente:
quando o interesse pesa mais que a entrega, o amor nem chega a nascer.
Por isso, puxo o freio agora.
É a melhor escolha para o momento,
mesmo que o peito ainda arda de incerteza.
Prefiro o silêncio da minha solidão
do que o barulho de ser amado apenas pelo que posso oferecer.
*O meu valor nunca foi cifrão.*
*Fecho a porta antes do fim, para salvar que sobrou de mim.*
